
Jornal GGN – A presidente Dilma Rousseff (PT) disse em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, veiculada pelo SBT na noite de quinta-feira (13), que no Brasil ainda existe uma “cultura do golpe”, geralmente patrocinada pela “elite intolerante” que desde a redemocratização vem tentando derrubar sistematicamente os presidentes eleitos pelo voto popular. Mas, segundo Dilma, no País de hoje não há terreno fértil para esse tipo de golpe na democracia. “Eu não renuncio”, emendou a presidente.
Questionada sobre os erros na economia e o ajuste fiscal, ela disse que a população pode ter entendido, sim, que houve uma “quebra de promessa” eleitoral, mas ressalvou que prefere entender esse episódio como um ato de “coragem” por ter enxergado a mudança no cenário econômico, a partir de agosto de 2014, e ter feito o que era necessário para evitar consequências mais graves.
Ao final, a presidente advertiu que não está “isolada politicamente”, pois há atores que entendem que o País é prioridade e, por isso, adotam postura “responsáveis” ao invés de incendiárias. Ela também falou que o Congresso não lhe tem sido ruim nos últimos anos, e que não enxerga a viabilidade de “pauta-bomba” no Parlamento agora, porque o principal resultado disso será a piora da economia e, consequentemente, da vida dos brasileiros.
Abaixo, os principais pontos da entrevista.
RENÚNCIA
“Eu acho fantástico uma questão desse tipo. Eu estava dizendo que o Brasil, que a sociedade não é intolerante. Agora, as elites, algumas vezes nesse país, foram. E foram muito intolerantes. Eu quero lembrar a frase síntese que o Lacerda dizia a respeito do Getúlio. ‘Não deve se eleger. Se se eleger, não deve tomar posse. Se tomar posse, não deve governar. Se governar, tem de ser destituído’.”
“Eu não vejo [esse clima no Brasil de hoje]. Eu acho fantástico uma questão desse tipo. Eu estava dizendo que o Brasil, que a sociedade não é intolerante. Agora, as elites, algumas vezes nesse país, foram. E foram muito intolerantes. Eu quero lembrar a frase síntese que o Lacerda dizia a respeito do Getúlio. “Não deve se eleger. Se se eleger, não deve tomar posse. Se tomar posse, não deve governar. Se governar, tem de ser destituído.”
“Nós temos de aprender que democracia exige respeito à instituição. Esse respeito à instituição é fundamental. Não é pra mim. Não é para o meu caso. É pra todos os presidentes que virão depois de mim.”
“(…) no passado, até a nossa redemocratização, sistematicamente houve tentativas de golpes de todos os presidentes. Esse passado não se coaduna com a sociedade moderna. Você não pode sistematicamente fazer isso com todos presidentes.”
“Eu acho que a cultura do golpe existe ainda. Mas eu não acho que ela tenha condições materiais de ocorrer, não.”
ESTELIONATO ELEITORAL
Dilma explicou a mudança do cenário econômico, que mudou especialmente em agosto do ano passado, em meio à campanha eleitoral. Ele citou o fim do ciclo das commodities, a queda do preço do petróleo e dos alimentos, a seca – que afetou a tarifa de energia, pois a fonte térmica passou a ser utilizada – e a desvalorização do real, que vem acompanha, agora, da desvalorização de outras moedas.
Após fazer uma explanação sobre isso, Dilma disse que ela teve “coragem” de fazer o é preciso ser feito, “mesmo não querendo fazer e me comprometendo a não fazer [durante a campanha]. Quando a situação mudou, eu tive de mudar.” Ela admitiu que a população possa entender essa atitude como uma “quebra de promessa”, mas disse que isso vai mudar quando o ajuste fiscal passar.
ERROS
“Eu não acho que eu não errei, não. Eu sou completa e inteiramente humana e eu posso ter cometido vários erros. O que eu estou querendo dizer é que os erros não são justamente esses que falam. Mas cometi vários erros.”
“Eu acredito que eu devia ter me esforçado ainda mais pra garantir que o Brasil não tivesse tanta amarras pra investir. No caso, o que estou dizendo é infraestrutura. Eu poderia ter… É difícil fazer. Olhando hoje eu posso dizer é difícil. Mas poderia ter me empenhado mais ali pra fazer mais coisas. Sempre você pode se empenhar mais.”
CONGRESSO HOSTIL
Dilma disse que o Congresso que teve em seus mandatos não foi um “Congresso ruim”, mas lembrou que diferentemente do que ocorreu com outros presidentes, com ela, o Legislativo passou a cumprir o papel que não cumpria antes, como o de analisar vetos presidenciais e criticar medidas provisórias.
Ainda assim, ela disse que o resultado, ao final da balança, é positivo para o governo, pois grandes projetos fora aprovados, o que revelou um “Congresso cooperativo”. A situação deve mudar agora, mas ainda assim Dilma disse não acreditar que a Câmara ou o Senado terá condições de dar seguimento às ameaças de pauta-bomba. “Acho que o Congresso tem uma tradição de estar adequado ao ritmo do país”, comentou.
“Eu acredito que, no Brasil, o humor na política decorre do humor na economia. Agora, o que não é possível é que a política comprometa a recuperação econômica. Por isso que não é possível as “pautas-bomba”. Não é possível dar reajuste de 70% pra ninguém em nenhuma parte do mundo. Não é compatível com as finanças do país.”
Ela disse que não dá para apostar na lógica do “quanto pior, melhor”, porque isso afeta a população. “Você usou o termo “tem de desmontar a bomba”. Eu não digo isso, eu digo outra coisa: tem de aumentar a consciência e a responsabilidade em relação ao país.”
ISOLAMENTO POLÍTICO
“Não acho que nós estamos num isolamento político. Eu acho que tem muita volatilidade nas avaliações políticas e que isso contamina o ambiente. O governo tem uma base, conversa com essa base. Tem uma relação institucional com o Judiciário, com o Legislativo. Acredito que nós temos uma coisa em comum, todos nós. Aqueles que têm interesse que o Brasil saia mais rapidamente desta situação de dificuldade, retome o crescimento, gere mais emprego, gere mais renda, mantenha todas as conquistas que nós nesses últimos anos tivemos, aqueles serão sempre os grandes parceiros. São eles que não nos deixam isolados.”
Cidadão de Bem e de Bons Costumes
13 de agosto de 2015 4:32 pmDilma, a falagciosa!
Mas coanta falágcia esta segnora progfere! De coal lugar esta muglier tirou que no nosso país há os que querem golpe? Nunca houve este tipo de cousa no Brasil!
Esta segnora que segue com a cartiglia comuno-petista tem a audágcia de dizer que o impegdimento é golpe! Mas não se lembra a petraglia Dilma que está tudo na Constituição. Vou lembrá-los do caso do petraglia honduregno Zelaya, que não respeigtou a constituição de seu país e sogfreu impêtchiman.
Apenas lambrangdo aos petraglias que o nosso digníssimo Fergnando Henrícue Cardoso nunca espteve envolvigdo em escângdalos, como compra de vogtos, como esta segnora, baspta ler nos jorgnais e na magazine Veja.
Intervencção militar jáh!
Emilia Silva
13 de agosto de 2015 5:13 pmFiquei em dúvida, mas espero
Fiquei em dúvida, mas espero que você esteja sendo irônico.
BRAGA-BH
13 de agosto de 2015 5:42 pmE eu ainda li o comentário
E eu ainda li o comentário dele!!!
Eu passo mal!!
emerson57
13 de agosto de 2015 6:09 pmremédio
“Eu passo mal!!”
Sr. Braga,
Rir é o melhor remédio!
emerson57
13 de agosto de 2015 5:45 pmconcordo, coxa amigo
Phalou e dizeu, bom devoto de S. Serapião!
Delenda comunismo atheo, fora Diuma, fora PêTê, e leve o “medicos kubanos” e “bolsa famiglia” com você!
A Petrobrás e o pré-sal serão entregues para quem sabe produzir petróleo, aliás como o bom senador de todos os paulistas, dom ÇERRA45 e o nobre presidente do Senado do bananal estão “tratantes” de fazer agora mesmo:
http://www.ocafezinho.com/2015/08/13/renan-e-serra-preparam-bote-contra-pre-sal-e-a-petrobras/#more-31116
joao
13 de agosto de 2015 5:12 pmObserva!
A opiniao eh que Dilma vive outro mundo!
Tao distante que os atores nesta conjuntura politica eh que salvam ela e o governo do PT. Caramba! A distancia dela do palco eh tao grande como se ela fosse a plateia.
Os atores neste cenario politico sao principalmente estes jornalistas moderno que estao nestes bloquinhos sujinhos batendo o martelo e informando, fazendo a leitura com a contra informacoes daqueles que querem o qto pior qie sao os PIGs e oposicao e o judiciario/STF. Uns gatos pingado de intelectuais que nao tem vez na midia e nem sao especialistas da midia.
Agora as verbas do governo federal vai justamente para estes grupos.
Que base politica Dilma tem?
Nem o PT ela tem!
Nao eh pauta bomba! Vamos ver se abrir todas estas CPI colocada por Cunha e como todos os gastos somado, o enfrentamento com o judiciario, o intimidamento dos deputados com as pessoas envolvidas e aliados e tambem os senadores do Cunha o Brasil e o executivo nao pede arrego!
Qualquer um, qquer lugar e em qualquer situacao existe a possibilidade do golpe. Seria ilusao, irreal eh o fato de existir diferencas seja oportunidade, da esquerda, da direita, religioso ou nao, roubo, ma fe, imoral, mal e ate o bem. Acorda!
Golpe existe desde que o homem eh homem. As instituicoes que se defendem. Os homens que se defendem. Golpe existe e sempre vai estar no ar senhora. Esta eh a rua e seja na China ou Brasil. O mundo nao este Paraiso que vive ou sonha existir.
Enfim! A nossa distancia eh tao grande que gostaria de viver assim. E sou um sonhador e o tranco do trem me traz a razao em segundos senao caio e sei que as quedas nao sao boas.
emerson57
13 de agosto de 2015 6:01 pmEquador
Hoje tem passeata da minoria, contra o governo do Equador.
Seria muito útil à Presidenta Dilma assistir à bem humorada entrevista coletiva que o Presidente Rafael Correa deu na Telesur, ontem, a respeito da tentativa de derrubar o governo majoritário daquele pais patrocinada pela direita local (e intenacional!).
Uma coincidência: lá também tem ……PETRÓLEO.
emerson57
13 de agosto de 2015 6:06 pmreferências
http://www.telesurtv.net/news/Correa-vaticina-fracaso-de-paro-en-Ecuador-20150813-0022.html
http://www.aporrea.org/internacionales/n275614.html
Andre B
13 de agosto de 2015 10:09 pmlapso temporal….
Dilma disse que ela teve “coragem” de fazer o é preciso ser feito, “mesmo não querendo fazer e me comprometendo a não fazer [durante a campanha]. Quando a situação mudou, eu tive de mudar.” Se não me engano, na mesma entrevista foi dito que ‘o cenário econômico, que mudou especialmente em agosto do ano passado’. Se a memória não me falha as eleições foram em outubro, com dois turnos. Portanto, entre ‘a mudança da situação econômica’ e a eleição foram dois meses. Então ou Dilma mudou antes de avisar ao eleitor da mudança, ou só ficou sabendo da mudança que já tinha acontecido dois meses antes da eleição no dia seguinte da eleição…