4 de junho de 2026

Bolsa fecha no menor nível dos últimos cinco meses

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Jornal GGN – A bolsa brasileira fechou o dia em queda, atingindo seu menor patamar nos últimos cinco meses, por conta da desvalorização dos papéis do setor bancário.O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações em queda de 1,39%, aos 48.388 pontos e com um volume negociado de R$ 17,533 bilhões. Com isso, o índice acumula perdas de -4,87% no mês, -3,24% no ano e de -14,27% em 12 meses. Os setores que apresentaram as piores performances no dia foram bancos; consumo; infraestrutura; e telefonia.

Em dia de vencimentos de índice futuro e de opções sobre o índice, a bolsa brasileira abriu em baixa e permaneceu ao longo de todo o pregão circundando os 48.300 pontos (-1,57%). Novamente, o índice colou sua trajetória no curso do Dow Jones, mas, descolou-se negativamente na hora e meia final de negócios.

“O setor de bancos, de maior peso no mercado doméstico, foi o mais afetado, com rumores sobre um possível aumento da alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), para uma taxa entre 22,5% e 24% (proposto pela senadora Gleisi Hoffmann/PT-PR), e com o rebaixamento pela Moody’s das notas de 12 instituições financeiras hoje”, explicam os analistas do BB Investimentos, em relatório. “Vale lembrar que na sexta-feira (14) será o último dia para zeragem de posicionamentos no mercado de opções sobre ações, cujo vencimento do exercício findará na próxima segunda-feira (17)”.

Assim como ontem, as bolsas pelo mundo foram abaladas por nova desvalorização cambial na China. O PBoC (Banco Central chinês) depreciou o yuan hoje, fixando a taxa de referência do câmbio (yuan/dólar) em 6,3306 (-3,5% em relação à taxa de anteontem), versus 6,2298 da véspera, que

antes estava em 6,1162, bem como a cotação da moeda à vista terminou em 6,45 (ou seja, queda de 5,46% em comparação com a taxa de anteontem). A queda abrupta do dado da produção industrial chinesa em julho foi recebida desfavoravelmente.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em queda de 0,67%, a R$ 3,474 na venda. Na véspera, a moeda norte-americana tinha subido 1,6%. No cenário doméstico, os investidores mostraram algum “alívio” com a perspectiva estável colocada pela agência de ratings Moody’s após o rebaixamento da nota de crédito do Brasil. Contudo, as questões políticas ainda eram alvo de cautela.

Além disso, o Banco Central continuou a rolar os contratos de swap cambial (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em setembro, vendendo a oferta total de até 11 mil contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou US$ 3,304 bilhões, ou aproximadamente 33% do total de US$ 10,027 bilhões.

No exterior, predominava a percepção de que um aumento do dólar poderia influenciar o processo de recuperação dos Estados Unidos, levando o Federal Reserve (o Banco Central do país) a reavaliar o início do ciclo de alta dos juros.

A agenda de indicadores na quinta-feira está concentrada no mercado internacional, com a divulgação dos novos pedidos de seguro-desemprego e vendas no varejo dos Estados Unidos; índice de preços ao consumidor na Alemanha e na França e o volume de investimento estrangeiro direto a ser publicado na China.

Na agenda de balanços trimestrais, aguarda-se a publicação dos resultados de empresas como B2W, Banco do Brasil, JBS, Oi, Gol, CPFL, Copel e Cyrela, entre outras.

 

 

(Com Reuters)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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