4 de junho de 2026

A Guerra da Manchúria e a rendição japonesa

 
por André Araújo
 
Depois do lançamento das duas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, o Japão ainda enfrentou uma nova frente de guerra em grande escala: a invasão da Manchúria, tornando Estado satélite do Império do Japão, conhecido como Manchukuo. A URSS foi neutra em relação à guerra no Pacífico, tinha um Tratado de Não Agressão com o Japão, vital para permitir ao Exército vermelho transferir tropas da Rússia asiática para a frente leste europeia. Mas a pressão americana na Conferência de Yalta, reforçada na Conferência de Potsdam com Truman, fez a URSS declarar guerra ao Japão e invadir sua rica província da Manchúria, colonizada por japoneses desde a década de 30 e onde o Japão mantinha um grande e intacto exército, o KWANTANG ARMY, com 35 divisões descansadas, em boa ordem e bem equipadas.
 
Os russos começaram a invasão em 9 de agosto de 1945, portanto há 70 anos, com 12 exércitos e 1.800.000 homens comandados pelo Marechal Alexander Vasilievsky, apoiado por 5.600 tanques e 5.700 aviões. Os russos superaram o Exército do Kwantang em mais de 2 por 1 e muito mais tanques e aviões, a 20 de agosto já tinham ocupado todo o território.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

 
Em 2 de setembro o Império do Japão se rende a bordo do couraçado Missouri perante o General Douglas Mac Arthur.
 
A vitória russa na Manchúria significou a liberação desse vasto território, que na sequência passou ao controle dos comunistas chineses. Hoje a Manchúria é um Pais independente, com grandes reservas minerais mas é interessante que o Exército do Kwantang foi mantido no territorio até 1949 a pedido dos Aliados para manter certa ordem na região e conter o banditismo endêmico, a guerra civil na China estava longe de ser vencida pelos comunistas de Mao.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

7 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Manoel Teixeira

    11 de agosto de 2015 12:00 pm

    Frente Russa

     

    É sempre bom lembrar que os russos venceram os alemães na segunda grande guerra, tendo destruído mais de 70% das tropas e dos equipamentos ( tanques, aviões, peças de artilharia, etc… ) nazistas. Ninguém, no ocidente, conhece o esforço russo.

    As três maiores fabricantes de aviões russos fabricaram milhares de aeronaves. Só do YAK-9 foram produzidas mais de 16.000 unidades, tendo destruído a maior parte da Luftwafe, a força aéra nazista.

    Quando os EUA entraram na Europa encontraram uma força nazista muito reduzida.

    O episódio da Mandchúria foi só mais um do protagonismo russo na segunda guerra.

     

     

    1. Athos

      11 de agosto de 2015 2:54 pm

      Quem tiver interesse e souber
      Quem tiver interesse e souber inglês pode baixar Soviet Storm.
      Documentário russo sobre a sua Grande Guerra Patriótica.

      Narração em inglês. Só baixar no kickasstorrents.

  2. Imparcial atento

    11 de agosto de 2015 2:46 pm

    Sempre muito boas as

    Sempre muito boas as postagens históricas do senhor Araujo.Solicito corrigir,a Mandchuria hoje não é um pais independente ,e sim uma das muitas provincias da China ,como o Tibete,Sinkiang,Mongólia Interior ,etc.

  3. André Oliveira

    11 de agosto de 2015 9:40 pm

    Os russos começaram a invasão

    Os russos começaram a invasão em 9 de agosto de 1945, portanto há 70 anos, com 12 exércitos e 1.800.000 homens comandados pelo Marechal Alexander Vasilievsky, apoiado por 5.600 tanques e 5.700 aviões. 

    Impressionante a dimensão da ofensiva.

    Também não deixa de ser espantoso que os soviéticos ainda tivessem tantos recursos humanos e equipamentos disponíveis para abrir essa frente em agosto de 1945 quando já estava terminado oficialmente o conflito europeu.

    1. Luiz Antonio de Castro Chagas

      3 de julho de 2020 3:47 pm

      Também é bom, reportando-se à história, saber que os Estados Unidos forneceram uma imensa quantidade de veículos militares, aviões e alimentos à União Soviética. É fato que morreram muitos russos na segunda grande guerra principalmente porque Stalin, como Hitler não se importavam com a morte das pessoas, mas sim com a vitória.

  4. junior50

    11 de agosto de 2015 11:29 pm

    ” Chinilpas ” e ” Batalhão Especial Gando “

      No ocidente, fatos históricos e politicos relativos a 2a GM, mais divulgados e estudados, são sobre a sua parte européia, deixando as “campanhas do Pacifico e Oriente ” em segundo plano, mas em relação a como se reformou o mundo após 1945, o estudo dos acontecimentos nos varios teatros militares orientais ; como os processos de descolonização, formação de estados nacionais, ou até mesmo conflitos da guerra fria, são tão importantes quanto as ocorrencias européias.

       Um exemplo interessante tem relevancia com o “Exército do Kwantung – Manchuko” , como a formação da Coréia do Sul, pois grandes personagens politicos que formaram este Estado, e o lideraram até os anos 70, eram conhecidos no fonético coreano, com o “apelido” de “chinilpas” ( coreanos amigos de japoneses ), TODOS , apesar de coreanos de nascimento, serviram no Exercito Imperial Japonês na região da Manchuria e Peninsula Coreana, inclusive foram formados oficiais em academias militares niponicas, absorvendo forte influência da extrema direita militarista japonesa, formando no Exército do Kwantung o “Batalhão especial Gando”, especializado em ações contra-insurgência ( movimentos anti-japoneses, comunistas, nacionalistas etc.. ), com varias acusações podteriores de “crimes de guerra”, tanto na China quanto na Peninsula coreana.

         Alguns destes oficiais “japoneses – coreanos” importantes para a Coréia do Sul: 

         Park Chung-Hee : Ditador , de 1962 até o golpe de 1979 ( Capitão do Exército Imperial Japonês)

         Chung In- Kwon : 1o ministro da Coréia do Sul 1964 – 1970 ( Tenente do Exército Imperial Japonês, com o nome de Nakagima Ikken )

          Paik Sun – Yup : Embaixador em varios paises, ministro dos transportes, 1o general de 4 estrelas da Coréia do Sul ainda vivo ( oficial NCO do Exército Imperial Japonês, considerado pelos comunistas chineses como criminosos de guerra, um dos responsaveis pelo massacre de Jindao ).

          E AA, se pegarmos as ações posteriores a agosto de 1945, relativas as “rendições” do exército imperial japonês, referentes a Indochina, Peninsula Malaia, Indonésia, como a tentativa de criação do Império do Vietnã, é assunto para “mais de metro”.

  5. Anônimo

    15 de agosto de 2019 7:16 pm

    Há uma coisa que até hoje não está bem explicada, quando os Japoneses lutavam contra os norte-americanos a quantidade de soldados e oficiais, como também civis japoneses não se entregavam para as tropas norte-americanas, simplesmente suicidavam-se, já na invasão da Mandchúria a quantidade de prisioneiros (logo vivos) foi muito acima dos prisioneiros feitos pelos norte-americanos. Ou seja, seria interessante alguém que conhecesse melhor o cenário do oriente explicasse melhor o que aconteceu.

Recomendados para você

Recomendados