4 de junho de 2026

Bolsa fecha em alta de 0,46%, puxada pela Vale

 
Jornal GGN – A bolsa de valores brasileira encerrou o pregão em alta, puxada pelos ganhos das ações da Vale por conta dos preços do minério de ferro na China, mas o ritmo perdeu força devido à desaceleração dos papéis da Petrobras. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações desta quarta-feira em alta de 0,46%, aos 50,287 pontos e com um volume negociado de R$ 5,179 bilhões.
 
As ações da Vale foram a principal influência positiva do dia: a ação ordinária (VALE3) saltou 5,03%, a R$ 19,01; e a preferencial (VALE5), que dá prioridade na distribuição de dividendos, subiu 3,92%, a R$ 15,39. Pode-se dizer que um dos pontos de destaque ficou com o índice de atividade (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços na China atingiu 53,8 pontos em julho, que atingiu seu maior nível dos últimos 11 meses, e deu suporte ao preço das commodities.
 
Contudo, os ganhos ficaram mais contidos devido às ações da Petrobras, que fecharam o dia em queda. O papel preferencial da estatal (PETR4) recuou 1,67%, a R$ 10,01; enquanto a ação ordinária (PETR3) caiu 1,08%, a R$ 10,99.
 
No câmbio, a cotação do dólar comercial chegou a operar acima de R$ 3,50 ao longo do dia, mas desacelerou a alta e fechou o dia em alta pelo quinto pregão consecutivo, com ganhos de 0,72%, a R$ 3,489 na venda. A moeda atingiu seu maior valor de fechamento desde 10 de março de 2003, quando valia R$ 3,525. 
 
Em linhas gerais, os investidores seguiam preocupados com uma eventual crise de confiança do Brasil em decorrência das instabilidades políticas. Nesta terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que a Casa deve votar na quinta-feira as contas de três ex-presidentes, o que pode apontar para uma futura deliberação das contas da presidente Dilma Rousseff, que seguem em análise no Tribunal de Contas da União (TCU). Também existe a expectativa de alta dos juros nos Estados Unidos no próximo mês.
 
No quadro doméstico, o Banco Central continuou a efetuar a rolagem dos contratos de swap cambial, equivalentes à venda futura de dólares, que vencem em setembro, vendendo a oferta total de até 6 mil contratos.
 
Além da ata do Copom, os agentes aguardam a publicação da taxa brasileira de desemprego e os dados de produção de veículos pela Anfavea. No setor externo, o destaque vai para os números de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos; produção industrial na Grã-Bretanha; e a taxa de juros do Banco da Inglaterra.
 
 
 
(Com Reuters e Valor Econômico)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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