4 de junho de 2026

Dória precisa de muito Nescau para tirar Alckmin da eleição de 2018, por Helena Chagas

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN – A jornalista Helena Chagas publicou em Os Divergentes, nesta terça (18), artigo mostrando que a preocupação de Geraldo Alckmin com o afilhado político João Doria Junior por conta da eleição de 2018 reduziu ao nível mínimo. Isso porque Doria não tem demonstrado o bom senso inerente a um presidenciável. O prefeito não sabe quando falar nem quando calar. Morre pela boca, na maioria das vezes. Desse jeito, vai precisar de muito Nescau para tirar Alckmin do páreo.

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Por Helena Chagas
 
Em Os Divergentes
 
 
Não se pode dizer ainda que o prestígio do prefeito João Dória esteja em queda livre, mas sua estrela política vem perdendo altura, sobretudo em função dos próprios erros. O açodamento do prefeito, as críticas sem qualquer sutileza atingindo os companheiros do PSDB e a falta de noção sobre a hora de falar e hora de calar fizeram o pêndulo da candidatura presidencial tucana em 2018 pender claramente para Geraldo Alckmin.
 
O governador de São Paulo só não será o candidato do PSDB se houver forte acidente de percurso, como, por exemplo, um fato novo que o vincule irremediavelmente à Lava Jato – o que, reconheça-se, ainda não ocorreu. Alckmin joga no seu estilo, devagar e sempre, comendo o mingau pelas beiradas, sem abrir confrontos diretos ou dar passos arriscados. Como padrinho de Doria, conhece melhor o afilhado do que qualquer um – e sabe que o apressado (e desastrado) come cru. Não está mais tão preocupado com a investida presidencial do prefeito, dizem interlocutores, já que nem nas pesquisas a vantagem de João Doria sobre ele é significativa.
 
Mas o principal problema do prefeito é a falta de medidas que o leva a ser alvo dentro do próprio ninho. Comprou briga com até com o patriarca Fernando Henrique Cardoso, e foi só nos últimos dias foi chamado de papagaio por Alberto Goldmann e de prefeito desfocado por José Aníbal. Peitou Aécio Neves ao defender publicamente sua saída do comando do partido – que é uma obviedade, mas para ser acertada entre quatro paredes, e não em reuniões para jogar para a plateia.
 
No resumo da ópera, vai ficar difícil para Dória desbancar Alckmin dentro do PSDB e disputar com Jair Bolsonaro o eleitorado centro-direita do país. Além da necessidade de se dedicar mais a questões concretas da prefeitura, ele mostra que ainda vai ter que tomar muito Nescau para desbancar os políticos profissionais em seu próprio partido.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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7 Comentários
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  1. MarFig

    18 de julho de 2017 3:26 pm

    Se é pra acabar de phoder,

    Se é pra acabar de phoder, melhor o Alckaedamin mesmo. Esse age nas sombras.

  2. Edsonmarcon

    18 de julho de 2017 3:48 pm

    Doria vai apelar ao marketing

    1. AMORAIZA

      18 de julho de 2017 11:34 pm

      Dória com sal

      O marketing vendeu o prefeito, vai vender o governador e pode emplacar o presidente Agripino.

      Ele é tão interessante quanto uma barbie: é cara, não precisa falar, exibe um monte de roupinhas, anda na moda, é bem sucedida, tem um monte de casinhas,  é de plástico vagabundo mas tudo mundo quer ter porque anuncia na tv.

  3. Ado Silva

    18 de julho de 2017 4:26 pm

    Desde o início da Nova
    Desde o início da Nova República em 1985, não surgiu na política brasileira um ser tão abjeto, tosco e farsesco como Joao Doria Jr., nem Bolsonaro consegue ser tão repugnante.

  4. Fabio Oliveira Schmidt Capela

    18 de julho de 2017 4:44 pm

    O Alckmin, similar ao FHC,

    O Alckmin, similar ao FHC, pelo menos age como político, ao contrário de Aécio, Dória, Bolsonaro, etc.

  5. João de Paiva

    18 de julho de 2017 4:46 pm

    O murismo dos tucanos enrustidos é uma piada

    Quem lê as diatribes de Elio Gaspari, dessa dublê de jornalista que assina a presente nota, daquele marinista que prefere ver Lula inelegível (pra não enfrentá-lo e se derrotado) ou dos “juristas” escolhidos a dedo pelos PIG/PPV, para chancelar aquela excrescência jurídica defecada por sérgio moro, pra condemnar o Ex-Presidente Lula, SEM UM FIAPO DE PROVA, nota um ponto e comum a todos esses personagens:

    Eles  são tucanos e como tal  são fingidos, hipócritas, dissimulados, covardes, sendo incpazes de assumir claramente a posição e os interesses que defendem.

  6. AMORAIZA

    18 de julho de 2017 11:24 pm

    Chuchu e achocolatado

     

    Alckimin que não se cuide.

    Olha só como está bonitinho e vendável o Agripino com seus olhares de admiração e inveja ao padrinho.

    Quem critica  o Agripino não pode se  esquecer  que

    “Nescau tem gosto de festa e se prepara sem bater”!

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