
Jornal GGN – A partir de novembro deste ano, a Companha de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp, terá de reduzir em 26% a captação de água do Sistema Cantareira, o reservatório mais afetado pela seca no estado. Desde julho de 2014, o sistema opera exclusivamente no volume morto.
A determinação foi divulgada ontem (31), pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE). Na terça, o DAEE havia autorizado o aumento da retirada máxima de água do Cantareira pela Sabesp, decisão tomada sem o aval da ANA, do governo federal.
Do Estadão
Sabesp terá de reduzir em novembro 26% da captação do Cantareira
Fabio Leite
Decisão dos órgãos gestores do manancial diminui o prazo dado à companhia para aumentar a exploração do manancial por causa da seca no Alto Tietê e do atraso na principal obra emergencial
SÃO PAULO – A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) terá de reduzir em 26% a captação de água do Sistema Cantareira a partir de novembro deste ano, após o novo prazo de conclusão da obra emergencial na Represa Billings. A determinação foi divulgada na tarde desta sexta-feira, 31, pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE), órgãos gestores do manancial.
Na última terça-feira, 28, o DAEE, órgão do governo Geraldo Alckmin (PSDB), divulgou nota oficial informando que havia autorizado o aumento da retirada máxima de água do Cantareira pela Sabesp, de 13,5 mil litros por segundo para 14,5 mil l/s em agosto, e a suspensão da redução de 13,5 mil l/s para 10 mil l/s que havia sido determinada pelos gestores para ocorrer entre setembro e novembro. A decisão foi anunciada sem o aval da ANA, do governo federal.
As medidas haviam sido solicitadas pela Sabesp na semana passada. A companhia justificou o pedido dizendo que o Sistema Alto Tietê, que seria usado para socorrer o Cantareira, sofre com a seca, e que a obra emergencial que vai abastecê-lo com 4 mil l/s de água da Represa Billings sofreu novo atraso e só entrará em operação em outubro, conforme o Estado antecipou na quarta-feira, 29. A obra chegou a ser prometida por Alckmin para maio e, por último, para setembro.
Segundo estimativa feita pelo DAEE, o pedido da Sabesp poderia causar um déficit de água no manancial superior a 100 bilhões de litros nos próximos quatro meses e colocá-lo, até novembro, de volta na segunda cota do volume morto, que havia sido recuperada em fevereiro. Agora, contudo, ANA e DAEE decidiram que a Sabesp deve reduzir a captação para 10 mil l/s em novembro, quando a companhia promete já ter concluído a obra da Billings, considerada essencial para evitar o rodízio oficial no abastecimento de água da Grande São Paulo.
Em nota, a Sabesp informou que “cumpre rigorosamente as determinações dos órgãos reguladores da área”. Procurados pela reportagem na tarde desta sexta-feira, a ANA informou que não vai comentar a decisão e o DAEE ainda não se manifestou.
Alexandre ML
1 de agosto de 2015 3:56 pmPiadinha do Ari Toledo modificada
Governador, governador, duas notícias, uma boa e uma ruim, qual prefere que eu diga primeiro?
– A boa, por favor.
Se a situação continua desse jeito o cidadão vai acabar “bebendo” m@rda.
– Bom se esta é a boa, então qual a ruim?
É que a m@rda não vai ser suficiente para todos….
Triste realidade que temos. Tragédia anunciada ou talvez programada para se justificar empurrar aumentos sobre aumentos para contornar uma calamidade.
Hoje penso que Ari Toledo deve ser lembrado pela História como Profeta, não um humorista.
Sergio Martins Pinto
1 de agosto de 2015 4:34 pmLá vem aumento da tarifa para
Lá vem aumento da tarifa para socorrer os coitadinhos dos acionistas!
Antonio C.
2 de agosto de 2015 6:54 pmComentário lógico.
Tudo o que a imprensa noticia aconteceu.
A imprensa não noticia sobre o Sistema Cantareira.
Logo, não há nada ocorrendo no Sistema Cantareira.