4 de junho de 2026

Temer teria encontro com Joesley nos EUA gravado pelo FBI, mas acabou escapando

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN – Um dos jornais da família Marinho revelou nesta terça (18) que autoridades dos Estados Unidos foram acionadas pelas brasileiras para gravar um eventual encontro de Michel Temer com Joesley Batista, em Nova York, na cobertura do empresário da JBS. A ação controlada não saiu do papel porque Temer não viajou aos Estados Unidos naquela semana, preocupado com a aprovação das reformas no Congresso.
 
Segundo o Valor Econômico, o encontro nos Estados Unidos poderia ter ocorrido no dia 17 de março, mas quem viajou em nome de Temer foi o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, para um evento da Câmara Americana de Comércio em homenagem a João Dória Junior (PSDB).
 
O vazamento do grampo feito pelo próprio Joesley de conversa com Temer no Jaburu, um mês antes, ocorreu no dia 18 de março.
 
Em passagem por Washington, o procurador-geral da República Rodrigo Janot sinalizou que o áudio foi entregue por Joesley durante as negociações por um acordo de delação premiada com imunidade total. Ou seja, o material não teria sido providenciado com ajuda da Lava Jato, ao contrário do que afirma a defesa de Temer para desqualificar a prova.
 
Ainda de acordo com o Valor, caso a ação controlada com ajuda do FBI tivesse ocorrido, Temer poderia ser processado nos Estados Unidos, onde também negocia um acordo de delação premiada. A cooperação teria sido imposta para que a empresa possa continuar a atuar no mercado estadunidense.
 
O Valor ainda informou que o departamento especial que investiga empresas multinacionais que tenham cometido crimes em solo americano pode se retirar das tratativas em torno de um acordo com a JBS caso informações sejam vazadas à imprensa.
 
Leia mais aqui.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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2 Comentários
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  1. Alberto Sampaio

    18 de julho de 2017 1:05 pm

    O novo Protógenes

    Se de fato a lei é para todos, um servidor público que promove uma ação de investigação com agências estrangeiras contra o Presidente da República (detentor de foro especial) de seu país deveria sofrer todos os rigores da lei, mesmo sendo ele o PGR. Anos atrás tivemos um caso parecido mas muito menos grave que o atual, onde um delegado da Polícia Federal promoveu uma investigação irregular com ajuda da Abin e a cobertura midiática de uma conhecida rede de televisão. Neste caso a lei foi aplicada e o delegado punido com demissão e sentenciado ao regime fechado de prisão.

  2. Marcos Antônio

    18 de julho de 2017 1:43 pm

    Temer desde criancinha…

    Rede Globo X Temer…

    Escolha difícil…

    Mas se tiver que ter um vencedor – eu fico com o Temer golpista!

    Acho mais fácil se livrar do Temer, do que da rede globo…

    E o temer, aliás está com o “prazo de validade” quase vencido…

    É mais fácil ele “acabar” naturalmente…

    E sem a Rede globo periga as instituições perderem o medo de “ofender a venus platinada” e dai passarem a serem o que deveriam ser!

    O judiciário passaria a fazer justiça, a policia prenderia bandidos e assim sucessivamente…

    Além de obrigar o PSDB e a direita novamente a pensar, vai doer no principio, mas depois vai ser bom…

    E ai o Temer não escaparia…

    Desculpem-me, mas acho que rede globo é um mal maior…

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