5 de junho de 2026

Justiça pede suspensão do Tudo sobre Todos para Suécia

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Jornal GGN – A Justiça Federal do Rio Grande do Norte vai pedir para a Suécia a suspensão do site Tudo Sobre Todos. Para o juiz Magnus Delgado, da 1a Vara Federal de Natal, as informações de cidadãos brasileiros divulgados pelo site violam direitos à vida privada e à intimidade.

A suspensão deverá ser solicitada pelo Ministério da Justiça, com pedido de identificação dos responsáveis pelo site, sendo que servidores brasileiros deverão inserir “obstáculos tecnológicos” para inviabilizar acesso ao endereço virtual. Na manhã desta sexta, ainda era possível acessar o endereço.

Do Estadão

Justiça Federal pedirá à Suécia suspensão do site Tudo sobre Todos

Juiz atendeu a pedido de liminar do MPF e considera que a divulgação dos dados infringe direitos previstos na Constituição

SÃO PAULO – A Justiça Federal do Rio Grande do Norte solicitará à Suécia a suspensão do site Tudo sobre Todos, que divulga dados pessoais de cidadãos brasileiros na internet e tem registro de domínio no país europeu. O juiz Magnus Augusto Costa Delgado, da 1.ª Vara Federal de Natal, acredita que as informações publicadas violam direitos à intimidade e à vida privada, previstos na Constituição, e concedeu liminar a pedido do Ministério Público Federal.

A decisão deverá ser transmitida à Suécia pelo Ministério da Justiça, com solicitação de identificação dos proprietários do site. Servidores brasileiros deverão inserir “obstáculos tecnológicos” para inviabilizar acesso ao endereço virtual. “A empresa demandada, ao disponibilizar, através do site http://tudosobretodos.se, dados de caráter pessoal, sem que tenha autorização dos seus titulares para tanto, viola a Constituição Federal, atingindo-lhe o núcleo dos direitos e garantias individuais, mais especificamente, os direitos à intimidade e à vida privada”, sustentou Delgado na decisão.

Apesar das contestações em todo o País, o site permanecia em funcionamento durante a tarde desta quinta-feira, 30. Para o juiz, os dados podem se espalhar rapidamente caso não tenham a visualização suspensa.  “Desse modo, resta evidente que a conduta da ré também infringe os direitos básicos do usuário da Internet, descritos na Lei nº 12.965/2014, e deve ser combatida, com a maior brevidade, tendo em vista a facilidade e velocidade da uma possível disseminação dos dados pessoais de milhares de pessoas, por meio da Rede, capaz de gerar prejuízos de ordem inestimável”, escreveu o magistrado na decisão.

Buscas. O site permite buscas limitadas por nome de pessoas ou empresas, mas exige o uso de “créditos”, que custam atualmente o equivalente a R$ 0,99 – o site aceitava pagamento por meio de cartão de crédito, mas após ganhar evidência mudou sua política e aceita apenas bitcoin, moeda virtual não rastreável.

Em entrevista ao Estado nesta semana, o suposto responsável pelo site, que preferiu não se identificar, reforçou que sua empresa divulga apenas informações públicas. “Uma boa parte dos dados vem de cartórios”, disse. Entre as outras fontes de dados estariam também “decisões judiciais publicadas, diários oficiais, foros, bureaus de informação, redes sociais e consultas em sites públicos na internet”. O representante da página evitou dar mais detalhes e explicou que a “metodologia exata (de coleta de dados) não é revelada por se tratar de ser um segredo da empresa”.

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3 Comentários
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  1. antonio francisco

    31 de julho de 2015 11:56 am

    Terão comprado também as digitais no TSE??

    Tudo sobre todos faz o que Serasa faz, não é não?

    Só que ao invés de vender tudo sobre todos para todo mundo, Serasa vende apenas para empresas que disponham de grana para efetuar tais compras.

    E os poderes públicos brasileiros correm efusivos para os braços do Serasa, vendendo ou doando informações a torto e a direito, como esteve a ponto de ocorrer (se não ocorreu) com a tal biometria. As milhares de digitais coletadas a um custo alto estiveram a pique de serem transferidas para Serasa, se é que não foram. 

    http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,justica-eleitoral-repassa-dados-de-141-milhoes-de-brasileiros-para-a-serasa,1061255

    1. Renato Lazzari

      31 de julho de 2015 1:33 pm

      Desculpe, antonio francisco,

      Desculpe, antonio francisco, a Serasa não vende apenas para empresas com muita grana. Pequenos comerciantes podem ter acesso a seus registros. Mas não vende sem identificar o comprador, através de bitcoins, não corre o risco de vender, por exemplo, para quem quer dar golpes. Se bem que nada impede o pequeno comerciante de repassar o que sabe a alguém que queira dar golpes… Mas a identificação do comprador já é alguma coisa, né?

      1. antonio francisco

        31 de julho de 2015 2:35 pm

        Identificação do comprador…

        Qualquer pessoa que faz compra de dados via computador pode ter  seu computador identificado e pode ser localizada, né?

         

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