4 de junho de 2026

Estoque de crédito sobe para R$ 3,102 tri em julho

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Jornal GGN – O estoque de crédito do sistema financeiro, considerando recursos livres e direcionados, atingiu um total de R$ 3,102 trilhões em junho, após expansões de 0,6% no mês e 9,8% em doze meses (ante 0,7% e 10,2%) em maio, segundo levantamento elaborado pelo Banco Central. Para a instituição, o ritmo de evolução de crédito ao longo do primeiro semestre de 2015 “evidencia a desaceleração nos segmentos livre e direcionado, em cenário de elevação de taxas de juros e contenção da demanda por consumo e investimento”.

Ao longo do período, as carteiras destinadas a pessoas físicas e jurídicas totalizaram R$ 1,465 trilhão e R$ 1,637 trilhão, com variações mensais de 0,7% e 0,6%, na ordem. A relação crédito/PIB alcançou 54,5%, ante 54,4% no mês anterior e 52,8% em junho de 2014.

O crédito com recursos livres somou R$ 1,598 trilhão em junho, apresentando variações de 0,9% no mês e 4,9% em doze meses. No mês, as operações com pessoas jurídicas cresceram 1,3%, atingindo um saldo de R$ 805 bilhões, com destaque para os financiamentos às exportações e outros créditos (notadamente, aquisição de recebíveis).

O crédito às famílias registrou um volume de R$ 794 bilhões e expansão de 0,5%, com destaque para o crédito consignado e cartão de crédito à vista. O crédito com recursos direcionados atingiu R$ 1,504 trilhão em junho (alta de 0,4% no mês), totalizando R$ 672 bilhões (+0,9%) no segmento de pessoas físicas e R$ 833 bilhões, mesmo patamar de maio, na carteira de pessoas jurídicas.

Na classificação do crédito segundo a atividade econômica dos tomadores, incluindo pessoas jurídicas dos setores privado e público, os setores com maior crescimento foram o comércio (principalmente, atacadista de combustíveis) e os serviços industriais de utilidade pública (destaque para eletricidade e gás), com saldos respectivos de R$ 302 bilhões (+2%) e R$ 149 bilhões (+1,6%).

O crédito ao setor privado cresceu 0,6% no mês, alcançando R$ 2,872 trilhões, enquanto o crédito para o setor público aumentou 1,4%, para um total de R$ 231 bilhões, refletindo aumentos de 2,5% e 0,4% nas operações destinadas a entidades do governo federal e a estados e municípios, respectivamente.

Nas estatísticas de crédito regionais, consideradas as operações acima de R$ 1 mil, destacaram-se as regiões Sudeste (55% do total nacional) e Centro-Oeste (parcela de 11%), com saldos respectivos de R$ 1,659 trilhão (+0,7% no mês e +10,1% em doze meses) e R$ 319 bilhões (+0,9% e 13,4%, nos mesmos períodos).

Na Região Norte, que registrou um saldo de R$115 bilhões, registraram-se expansões de 0,8% no mês e 7,5% em doze meses, enquanto no Nordeste, com um saldo de R$ 392 bilhões, as variações respectivas foram 0,1% e 9,9%. Em sentido inverso, a carteira da Região Sul registrou uma retração de 0,1% (aumento de 7,6% em doze meses), somando R$544 bilhões.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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