
Jornal GGN – A insegurança do empresário do comércio paulistano em relação à instabilidade econômica e política levou à sétima queda consecutiva do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), que passou de 81,8 em maio para 80,6 pontos este mês (-1,4%), o menor nível da série histórica iniciada em 2011. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a retração foi ainda mais expressiva: 20,3%, o que acentua a tendência de descontentamento do comerciante observada desde 2014.
A queda mais expressiva foi verificada no Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), que mostra o aumento progressivo do sentimento de pessimismo em relação ao momento atual: o indicador retraiu 6,4% e passou de 44,8 em maio para 41,9 pontos em junho.
O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) também registrou queda (-1,4%), e foi de 79,2 para 78,2 pontos. O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio, por sua vez, foi o único indicador a apresentar alta: 0,3%, e passou de 121,4 para 121,8 pontos.
Na avaliação por porte, as grandes empresas, que, há três meses, haviam alcançado o mesmo patamar das pequenas, se deslocaram um pouco e melhoraram suas perspectivas. O ICEC, no caso de empresas com mais de 50 empregados, passou de 79,5 pontos em maio para 83,6 pontos em junho, alta de 5,2%. Em contrapartida, a queda interanual das percepções das grandes é maior que as pequenas (-27%, ante -20,1%), o que pode explicar o ajuste positivo de junho: exagero do conservadorismo nos últimos meses. Já o ICEC das com menos de 50 funcionários atingiu 80,6 pontos em junho, ante 81,9 pontos em maio, recuo de 1,6%.
De acordo com a Federação, o desempenho negativo observado nos Dias das Mães e Namorados contribuiu ainda mais para a queda da confiança do empresário, devido ao excesso de estoques e também pelos processos de demissões. “A expectativa da Entidade é que a longo prazo, os ajustes macroeconômicos, se efetivamente concretizados, devam colocar o País rumo à recuperação econômica. Entretanto, o cenário atual ainda é bastante desalentador”, diz a instituição.
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