RIO – Um protesto puxado por organizações de esquerda contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ocorreu no fim da tarde desta terça-feira no Centro do Rio. Cerca de 700 pessoas, segundo estimativas não-oficiais, grupo formado majoritariamente por jovens e estudantes, se concentrou na Candelária e caminhou pela Avenida Rio Branco.
ideia dos manifestantes era andar até a porta do escritório de Eduardo Cunha, mas a polícia bloqueou o acesso à via. Para evitar algum ato violento, o grupo decidiu encerrar o ato na Carioca, onde chegam agora para fazer um “enterro simbólico” da democracia.
Além de grupos ligados ao PT, também há manifestantes do PSOL e PCdoB.
– Decidimos que a gente faria um enterro simbólico da democracia porque o Cunha está atropelando a democracia – afirmou Leandro Uchoas, militante do PSOL que segura um caixão com a palavra democracia.
Os manifestantes gritaram palavras de ordem como “não à redução” e “Cunha é ditador”. Entre as reivindicações do ato, a principal foi a crítica à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em caso de crimes hediondos, aprovada na semana passada por uma manobra do presidente da Câmara. A proposta defendida por Cunha tinha sido derrotada na Casa um dia antes, mas o deputado colocou em votação novamente, com mudanças sutis, e conseguiu aprová-la.
Entre os grupos que integraram o protesto, estavam a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Estadual dos Estudantes do Rio (UEE-RJ) e a União da Juventude Socialista (UJS).
– Um retrocesso como o Cunha na Câmara hoje cristaliza aquilo que há de mais retrógrado na sociedade brasileira. O que ele está fazendo é aplicar uma contrarreforma política. Não tem fórmula mágica (para mobilizar a sociedade), é organizar as pessoas e mostrar que ele está impondo um retrocesso. A população também apoiou a ditadura, o nazismo. A maioria pode estar errada – disse Felipe Garcez, diretor de cultura da UNE.
Nos cartazes, mensagens como “shopping no Congresso?”, “pela redução da picaretagem”, “Cunha golpista: impeachment à vista” e críticas aos cortes no Orçamento feitos pela presidente Dilma Rousseff. Manifestantes com instrumentos de sopro e percussão acompanharam os gritos de guerra do ato, que segue pacífico.
Renato Lazzari
8 de julho de 2015 4:37 pmEm São Paulo também houve
Em São Paulo também houve manifestação. O pessoal saiu do MASP e foi até o final da Consolação.
Pena que a mídia não repercutiu, tinha bastante gente. A PM do estado de São Paulo não divulgou estimativa nenhuma de número de participantes mas havia bastante gente, mesmo. No Facebook 30.000 pessoas divulgaram ter ido…
Em Porto Alegre também houve.
http://noticias.r7.com/sao-paulo/manifestantes-realizam-protesto-na-avenida-paulista-nesta-terca-07072015
Cristiana Castro
8 de julho de 2015 5:01 pmHoje 17h no Buraco do Lume (
Hoje 17h no Buraco do Lume ( atual praça Mario Lago )