
Howard Joseph Gustafson ( Burlington, Iowa, 01 junho de 1915 – Carmel, Nova Iorque, 21 fevereiro de 2004)
Bart nasceu em uma família musical. Seus pais eram Harry e Naomi Spiegel Gustafson e tinha uma irmã mais nova, Dorothy. Seu pai era pianista de ragtime e viveram nos anos difíceis da Depressão
Saiu em turnê, aos 16 anos, como pianista de uma banda que acompanhava o show das gêmeas siamesas Daisy e Violet Hilton
Em 1934, mudou-se para Los Angeles, na esperança de uma carreira de compositor em Hollywood.
Em 1937, vai para Nova Iorque trabalhar com a comediante Elizabeth Talbot-Martin.
Pouco depois que Howard chegou em Nova York foi conhecer seu ídolo Cole Porter e cantou para ele. Na ocasião Porter aconselhou Bart a aprender suas próprias canções para ser bem sucedido.
Em 1938, Howard teve seu primeiro sucesso quando a cantora Mabel Mercer popularizou sua composição “If You Leave Paris.”
Howard serviu no Exército entre 1941-1945, com base em Camp Wheeler na Geórgia, escrevendo músicas e shows para as tropas. A história diz que ele conheceu Noel Coward durante um ataque aéreo no Ritz Hotel em London. Depois de interromper sua carreira, retorna em 1945, novamente acompanhando Mabel Mercer no Tony West Side. Entre 1951 e 1959, ele foi Mestre de Cerimônia e pianista da elegante boate Blue Angel, em Manhattan. Lá, Felicia Sanders, musa de Bart, canta pela primeira vez a canção “ In other words”, escrita em 1954. Foi gravada pela primeira vez por Kaye Ballard, em 1954, para o selo Decca.
A música tornou-se um sucesso com Nancy Wilson, em 1959, em sua estreia na Capitol Records, e no ano seguinte Peggy Lee cantou a música no Ed Sullivan Show para milhões de telespectadores. Pela grande popularidade, o nome da canção passou a ser conhecida pela sua primeira frase: “Fly Me to the Moon”. Bart é convencido por Peggy Lee a fazer a mudança oficial.
Frank Sinatra incluiu a canção em seu álbum de 1964, acompanhado de Count Basie e com arranjo de Quincy Jones. Foi na voz de Frank Sinatra que esta canção mais se popularizou, adquirindo, nos dias de hoje, posição de incontestável “standard” de jazz. Ele manteve a canção em seu repertório ao longo se toda a sua carreira.
Essa foi a canção não oficial do desembarque do homem na lua. Quando morreu, o astronauta americano Neil Armstrong, primeira pessoa a pisar na Lua, foi homenageado pela Nasa em um serviço memorial na Catedral Nacional de Washington. A cantora Diana Krall participou da homenagem com a música “Fly Me To The Moon”.
A soma dos royalties permitiu a Howard um estilo de vida confortável. O sucesso avassalador da música fez Bart Howard praticamente parar de compor. Ele até se manteve ativo como músico, tocando piano, mas viveu às custas de “Fly Me To The Moon” até o final.
Existem 213 gravações registradas
Quando o cenário musical mudou e os Beatles apareceram, Howard saiu de cena em 1960, entristecido, pois os clubes noturnos elegantes estavam sendo fechados e seu estilo de música sofisticada estava caindo em popularidade. Howard retirou-se para sua casa, em North Salem, Nova Iorque.
Além de “Fly me to the moon”, Bart Howard nos deixou outras pérolas: “Let Me Love You”, “On The First Warm Day”, “One Love Affair”, “Be My All”, “The Man In The Looking Glass”, “My Love Is A Wanderer”, “Who Wants To Fall In Love”, “Don’t Dream of Anybody But Me”.
Quando Frank Sinatra completou 50 anos, pediu para que Howard escrevesse uma música para ele, e Howard compôs “The Man in the Looking Glass”
Sua musa dos últimos dias e cantora de cabaré favorita, KT Sullivan, gravou um álbum ao vivo de suas canções em 1997.
Ele foi introduzido no Hall of Fame Songwriters em 1999.
Em 2011, The ASCAP Foundation – American Society of Composers, Aurhors end Publishers – é indicada como uma das principais beneficiárias de todos os os direitos autorais de suas composições
Descrito como elegante, cortês e inteligente em assuntos de negócios, Howard morreu de complicações de um acidente vascular cerebral, aos 88 anos, em 23 de fevereiro de 2004. Ele foi socorrido por sua irmã Dorothy e por seu companheiro de 58 anos, Thomas Fowler
Fontes:
Bart Howard, por Tom Longden
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lucianohortencio
3 de junho de 2015 12:47 pmÀ amiga Mara Baraúna!
Com o abraço do luciano
[video:https://www.youtube.com/watch?v=0wjTOndXle0%5D