
Por Miguel M
Comentário ao post “O tempo é uma ilusão?“
De passagem, por aqui, achei o post instigante e resolvi fazer algumas reflexões sobre esta entidade simultaneamente simples e complexa que conhecemos como tempo.
Segue, abaixo, o resultado dessa reflexão que, não pode ser muito elaborada e precisa devido à pressa. Agradeceria, portanto, comentários construtivos:
O tempo é uma abstração concebida pelos seres humanos, embora tanto animais, inclusive humanos, como plantas possuam relógios biológicos naturais.
Ao contrário dos humanos, cujo conceito de tempo é elaborado pelo seu sistema neuronal, os relógios biológicos de animais e de vegetais dispensam esse processo, normalmente identificado com a atividade cerebral.
O tempo, como abstração universalmente conhecida, só pode existir em um universo dinâmico. Em um universo estático nem mesmo a existência da vida seria possível.
Parece razoável supor que o conceito de tempo somente pode existir a partir do momento em que os seres humanos começaram a identificar as ocorrências periódicas de eventos, tomando estas como referência para caracterizar o intervalo entre duas ocorrências sucessivas do mesmo evento.
Uma métrica pode ter surgido quando a percepção de que o intervalo entre as ocorrências sucessivas dos eventos pode ser maior ou menor em casos específicos.
Entretanto, pelo o que já conhecemos sobre a origem do Universo, sobre a longa jornada, desde o Big Bang até os dias atuais e sobre uma eventual extinção futura, nada nos permite dizer, até hoje, que a dinâmica de nosso Universo é constituída por eventos absolutamente periódicos.
Na escala humana, entretanto, tendo em vista a necessidade constante do nosso cérebro em identificar padrões regulares, acabamos por identificar, com menor ou maior grau de precisão, eventos que parecem ocorrer com razoável padrão de periodicidade.
Assim, em eras bíblicas, a periodicidade do nascer e do por do sol, serviram para estabelecer uma métrica com razoável capacidade de atender às necessidades de medida da época. Igualmente, este parece ser o caso entre os nativos do continente norte-americano, os quais mediam o tempo pelo intervalo entre duas luas cheias consecutivas.
Sabemos que diversas civilizações antigas foram fascinadas por tais ocorrências já que chegaram até aos nossos dias diversos artefatos, por elas empregados, capazes de identificar ou prever as próximas ocorrências entre eventos cósmicos, mesmo que essas pudessem se repetir apenas muitas gerações após aquelas que os previram. Estruturas como Stonehenge e diversos calendários de civilizações tão distintas quanto a maia e a egípcia, mostram o quanto a questão da regularidade na ocorrência de eventos cósmicos exerceu um fascínio significativo para essas civilizações.
No decorrer da evolução da espécie humana, entretanto, ficou claro que eventos empregados como referência poderiam ser desprovidos da regularidade necessária para fins mais sofisticados. Assim, o intervalo entre duas rotações completas da Terra em torno do seu eixo, que serviam para identificar a métrica “dia”, não eram submúltiplos exatos entre duas translações da Terra em volta do Sol, que serviam como referência para identificar outra métrica, o “ano”. Muitas pestanas tiveram que ser queimadas para compatibilizar essas duas métricas. Mesmo com o artifício dos anos bissextos, ainda assim, a periodicidade absoluta das referências “dias” e “anos” se mostra insatisfatória em intervalos muito longos. Novas correções no “calendário” se tornam necessárias para compatibilizá-las.
Medidas mais precisas de “tempo” como aquelas observadas no interior de núcleos atômicos precisaram ser consideradas como referência quando as necessidades humanas se tornaram suficientemente sofisticadas ao ponto da utilização de referências, até então correntes, se tornarem inviáveis.
Com a constatação de que o tempo é uma abstração humana e dependente da existência de um Universo dinâmico, vem a questão que muita gente se pergunta: Se o tempo apenas passou a existir após a ocorrência do Big Bang, o que existia antes?
A própria palavra “antes” já é, em si, uma contradição.
Considerando que o Big Bang foi um evento único, portanto não repetido, muito menos periodicamente, fica mais fácil compreender nossa dificuldade em encontrar uma métrica para o tempo capaz de incluir tanto o pós Big Bang como o pré Big Bang. Há teorias, que dificilmente poderão ser comprovadas um dia, nas quais se especula que o Big Bang que deu origem ao nosso Universo é, na realidade, um entre muitos Big Bangs periódicos. O Universo, após um Big Bang se expandiria, tal como vem ocorrendo com o nosso e depois de um período de inflação este se contrairia progressivamente até ocupar uma dimensão infinitesimal que o levaria a um novo Big Bang e assim sucessivamente. Enquanto essa teoria não for comprovada, resta-nos apenas supor que nosso Universo é único. Em, assim sendo, “antes” do Big Bang, o Universo estava concentrado em um ponto singular de dimensões infinitesimais, onde, por natureza, inexistiam eventos periódicos para serem observados/medidos.
Conde de Rochester
24 de maio de 2015 2:03 pmA premissa em lógica é um
A premissa em lógica é um conjunto de uma ou mais de uma sentença declarativa que é acompanhada de uma outra frase declarativa que é a conclusão. A verdade da conclusão é uma conseqüência lógica das premissas que a antecederam. Toda premissa, pode ser verdadeira ou falsa, bem como a conclusão, não aceitando jamais a ambiguidade. As frases que apresentam uma premissa são referidas como verdadeiras ou falsas válidas ou inválidas, portanto, devem ser portadoras da verdade. Portanto o resultado é preto ou branco, não há espaço para ambiguidade ou área cinza.
A premissa de seu pensamento tem enorme possibilidade de ser falsa. E ai o pensamento todo se torna pueril, por falta de lógica.
O mundo acadêmico é limitado por ele mesmo qdo. Se trata de patrocinar conversas sem compromisso com esta ou aquela agremiação. O mundo acadêmico se limita estritamente dentro do método cientifico. Eu já acho que este método cientifico é imperfeito e impede que a mente humana avance alem dos limites imposto por ele mesmo.
Alem de ser imperfeito é criação humana e portanto, imperfeito como o próprio ser humano, alem de ser pretensioso e arrogante.
Se recusa a aceitar qualquer coisa que se afaste de seus conceitos limitados.
O debate levando em consideração a ciência do homem, fez com que este saísse das cavernas e pousasse na Lua.
Respeitando as limitações e a erudição de cada um, heterogêneo por natureza, desde a época dos debates filosóficos na antiga Grécia, toda experiência é louvável por si só.
Igualmente levando em consideração a predisposição humana para o confronto, vide o reino animal onde os machos disputam a primazia tanto territorial qto das fêmeas, o conhecimento humano a duras penas vem se estabelecendo.
Porem vem a religião desde a época das cavernas, sugerindo ao homem que o conhecimento do meio ambiente em que vive, não é tudo. As dores físicas o raio e o trovão, restabelecendo a harmonia da atmosfera, apontavam para a urgência de que se considerasse outras realidades.
Acontece que o homem senhor da força física e estimulado pela testosterona, preferiu a arrogância e a prepotência, passando a considerar prioritariamente, o conhecimento pontual e efetivo, que o favorecia no momento. Desprezando as idéias de transcendência de uma realidade desconhecida.
Com o surgimento do positivismo, surgiu uma nova religião que se pretendeu substituir a original. A religião do mundo academico, a religião travestida de ciencia. Qual a diferença de postulados, teorias e até modelos de computador que não podem ser corroborados, com o discurso dogmatico de qualquer sacerdote ou pastor evangelico? Enstein foi o ultimo verdadeiro genio cientifico que passou pela terra, primava antes de tudo de que as teorias tivessem que ser corroboradas pela observação efetiva e factivel. Coisa que deixou de ser considerada depois que morreu buscando até os ultimos dias demonstrar a teoria de tudo, seu grande fracasso. A partir dai a ciencia foi tomada por um grande oba-oba e as teorias passaram a ser tratadas de forma leviana sem a urgencia de corroboração real. E os premios nobeis passaram a ser distribuido para os apniguados das panelinhas do mundo academico.
… A BIG-BESTEIRA não é unanimidade dentre a ciencia.
A inflação nada mais é da constatação de um movimento, limitadissimo, guardada a proporção do homem em relação ao Universo, apontado por instrumentos, a BIG-BESTEIRA, esta mais para a filosofia da ciencia, do que propriamente para a ciencia da tecnologia, ou da ciencia daquela trazida por Einstein, Galileu, Newton.
Einstein não tem nada a ver com A Big-Besteira ou a procura da PARTICULA DE DEUS, ou melhor a culpa dele se deve unicamente que passou grande parte do final de sua vida, tentando montar a teoria do tudo, ele tinha ojeriza com a fisica quantica, exatamente porque esta tratava de possibilidade e ele como cientista genial que era, primava , antes de tudo com a demonstração, repetição e falseamento de qualquer hipotese, a premissa da Big Besteira é insana por ela mesma.
Como que bacterias como o homem vai ter condições de intelectualizar o eterno o infinito?
Este trombolhão quilometrico, colisor de particulas, que consumiu bilhões de dolares, não deu em nada. E nem vai dar.
“Na ciência moderna o conhecimento avança pela
especialização. O conhecimento é tanto mais rigoroso quanto mais restrito é o
objecto sobre que incide. Nisso reside, aliás, o que hoje se reconhece ser o
dilema básico da ciência moderna: o seu rigor aumenta na proporção directa da
arbitrariedade com que espartilha o real. Sendo um conhecimento disciplinar,
tende a ser um conhecimento
disciplinado, isto é, segrega uma organização do saber orientada para policiar as fronteiras entre as disciplinas e reprimir os que
as quiserem transpor. É hoje reconhecido que a excessiva especialização e disciplinarização
do saber científico faz do cientista um
ignorante especializado…” Boaventura Sousa Santos
Mas se não houvesse o Big Bang, como e quando o universo teria se iniciado?…
(Hannes) Alfven responde: “É somente a fábula que tenta dizer como surgiu o
universo…”
Conde de Rochester
24 de maio de 2015 2:25 pmVamos fazer um exerciciozinho
Vamos fazer um exerciciozinho de comparação.
A terra em relação ao sol é quse um pixel na imagem.
O sol em comparação com arcurus é um pixel na imagem.
A maior estrela conhecida do Universo é a VY Canis Majoris, também conhecida como VY Cma, que fica a 5 mil anos-luz da Terra e tem 2,9 bilhões de quilômetros de diâmetro, porte 1 800 a 2 100 vezes maior que o do Sol. O diâmetro da superstar equivale a nove vezes a distância da Terra ao Sol! Mas pode haver astros ainda maiores, já que hoje se conhecem “apenas” 70 septilhões de estrelas no Universo.
Nestas imagens a terra não ecsiste. Teria o homem condições de intelectualizar escalas de grandezas como estas?????
peregrino
24 de maio de 2015 4:36 pmmuito bom…
excelente colocação
a big besteira, muito bem definida, vem da ansiedade de certos cientistas para aceitar o que sonha e quer, não o que outros pensam e concluem ser possível……………………………………..
refutar outras evidências nunca foi verdadeiramente científico
[[[[o universo é o que é por nada ter sido feito igual]]] nem num ponto somos iguais
faça colidir, reduza, queime, penere, filtre, repetidas vezes, e mesmo assim não obteremos partícilas iguais
a big besteira diz que sim, parte disso, de uma negação, entre nós, humanos, da própria natureza
peregrino
24 de maio de 2015 4:46 pm…
deve ser porque o ser humano foi acostumado a acreditar só no que vê
aí jogam o ciclo da vida naquela espiral e tudo fica obrigado a se deslocar num só sentido que, vamos dizer assim, tem de sair de A em chegar em B……………………………….
repare, é uma espiral, e mesmo sendo assim, se C e D se deslocarem de B para A, são vistos como “defeituosos”
peregrino
24 de maio de 2015 4:50 pmquando algo se cria apenas para ser visto…
segundo os conhecimentos que temos e que não são nossos, dos outros
não podemos afirmar que cientificamente existe
Daniel Klein
24 de maio de 2015 2:21 pmPost mais literário do que científico
Prezado Mifguel,
Já que você pediu comentários, lamento dizer que seu texto é quase puramente literário, e nesse sentido até agradável de ler, mas não diz nada que tenha algum valor científico.
Destaco duas sentenças dele com comentários específicos.
O tempo, como abstração universalmente conhecida, só pode existir em um universo dinâmico.
A sentença tem um grave vício de circularidade, pois a palavra dinâmico expressa exatamente o fato de que o sistema varia no tempo. Sistema dinâmico é todo sistema que muda com o tempo.
nada nos permite dizer, até hoje, que a dinâmica de nosso Universo é constituída por eventos absolutamente periódo
Adjetivos como absoluto descrevem propriedades que a rigor nunca podem ser verificadas. Mas, com esse tipo de ressalva, há fenômenos naturais cujo grau de periodicidade é quase inacreditável. Os relógios atômicos modernos se baseiam em fenômenos que se repetem com precisão de 14 dígitos, ou seja, com desvio máximo de uma parte em 100 trilhões. A rotação de uma estrela de nêutrons antiga tem periodicidade com precisão 100 vezes maior, ou seja, precisão de 16 dígitos.
Miguel M
24 de maio de 2015 4:57 pmObrigado Daniel
Daniel, fico grato pelo teu comentário pois me permite fazer alguns esclarecimentos suplementares.
De fato, pode sugerir uma circularidade a afirmação sobre o Universo dinâmico (portanto, que varia com o tempo). Imagine, entretanto, a situação hipotética inversa de um Universo estático. Também por definição, um Universo que não varia com o tempo. Se houvesse a possibilidade de vida neste Universo, (contraditório, sim, reconheço, e expus isso no texto), e se houvesse vida inteligente tal como a vida humana, seria impossível, para a mente deste ser inteligente, conceber o conceito de “tempo”. Espero ter conseguido, com isso, romper a circularidade, mas sei que quando ela se apresenta é difícil se ver livre dela… rsrs…
Quanto à precisão do 14 dígitos dos relógios atômicos, pode ter havido falha minha devida à pressa e à necessidade de expor as reflexões de forma suscinta. Quando escrevi que nada no Universo nos permite dizer, até hoje, que a dinâmica deste é constituída por eventos absolutamente periódicos, não estava me referindo à precisão dos mecanismos de medida que, como você mesmo diz, podem chegar atá 14 dígitos. Referia-me, sim, em uma grande escala de tempo, de dezenas de bilhões de anos, à constatação de que nada nos garante que a periodicidade, espantosa encontrada em certos fenômenos, continuará existindo. Afinal, do Big Bang até nossos dias passaram-se menos de 14 bilhões de anos. Li, faz algum tempo, a existência de estudos que prevêem o fim de nosso Universo para cerca de mais 8 bilhões de anos. Confesso não me lembrar onde li, nem qual a credibilidade de tal estudo. Mas se houver um limite, ainda que teórico e ainda que seja bem superior a esses 8 bilhões de anos, para a continuidade da existência de nosso Universo, nenhuma periodicidade, por mais precisa que seja, poderá ser considerada absoluta. Acredito, agora, ter ficado mais claro o que quis dizer com a expressão “absolutamente periódicos”.
Finalmente, mesmo que na sua opinião o texto tenha sido apenas agradável de ler, já fico muito satisfeito. Para um texto que saiu de um fôlego só, quase sem muita reflexão, já me considero bastante recompensado. Se, com mais algumas contribuições, suas ou de outros, for possível ir além, será melhor ainda.
Miguel M
24 de maio de 2015 5:07 pmCiência x Filosofia
Mais uma observação Daniel,
O Luis Nassif quando decidiu alçar meu comentàrio à categoria de post, já o classificou, com uma certa sabedoria, como filosofia e não como ciência. De fato, foi mais uma divagação em “voz alta”, 😉 publicada, para dividir com vocês, tendo em vista o post original que chamou minha atenção.
alexis
24 de maio de 2015 2:56 pmTempo, Tamanho, Velocidade e Perspectiva
Enquanto lemos este interessante post, provavelmente milhares de microorganismos terão nascido, reproduzidos, e mortos. Mosquitos estarão prestes a concluir uma vida inteira de um dia quando entrar a noite. Um elétron terá dado milhões de voltas ao redor de um átomo e, se alguém estivesse por aí, já teria bilhões de anos (mais alguns bilhões – anos dele – enquanto escrevo).
O espectador gigante, do tamanho de uma galáxia nos observa como daqui observamos o elétron.
O infinito é um lugar onde o tempo não passa, mas apenas está aí e, um gigante do tamanho disso, somente pode ser Deus.
jc.pompeu
24 de maio de 2015 4:14 pmbuenos, hoje, domingo, dia santo
buenos
hoje, domingo, dia santo de são vicente de lérins, protetor dos intelectuais polemistas e de santa sara kali, protetora do povo cigano… parece que o tempo estará um tempo bom de sol ameno sem chuva à tarde… dia ideal para ir ao parque villa-lobos perder tempo e se perder no tempo vendo e ouvindo o tempo passar… com um olho de ressaca dissimulado nas capitus passeantes pelo parque… e outro na filhota a brincar e correr e pular e escorregar e balançar e escalar e cair e a falar pelos cotovelos o tempo todo.
anarquista sério
24 de maio de 2015 4:18 pm”Agradeceria, portanto,
”Agradeceria, portanto, comentários construtivos:”
Vc entra em um restaurante que não há ninguém?
Então,comentários que não são construtivos servem como atores coadjuvante dos construtivos. É impossível ”ser construtivo” perante sua sabedoria sobre o assunto– o que chamo de inteligência dirigida( talvez não saiba trocar um pneu)
”De passagem por aqui”. Está de passagem e ainda faz exigências?
É muita pretensão sua.
Nós estamos aqui todos os dias e aprendemos uns com os outros.
Venha pra esse grupo tbm, e ficará mais sábio ainda.
É um convite sincero.
Bom domingo !
joao
24 de maio de 2015 10:57 pmBom!
Vamos navegar em seus pensamentos. Brincando com Miguel e Anarquista.
Pensando na teoria do Big Bang e o universo, gosto de pensar o que representa para nos o tempo além do abstrato uma forma do corpo e sua sobrevivência humana, período. Partindo que a sobrevivência da espécie se dá na forma de interações, liberdade e comunicações, o tempo é ciclo abstrato para acompanhar a matéria física do corpo e não seja na forma de decaimento nuclear e do universo. A forma particular humana.
Quando outro dia numa revista cientifica a manchete era “todos nos somos alienígenas, viemos do espaço”. Ri muito!
A inteligência humana é uma armadilha. Sair é que é fogo. A terra centro do universo. O não da evolução e depois o DNA.
Caminhamos lentamente como deve ser o nosso tempo, não do universo.
Quando tratamos das ciências na forma micro e macro tem varias constantes no espaço e tempo que não funcionam bem assim. Como na mecânica quântica, a matéria. Hoje o tempo humano nascente esta bem substituída por bilhões desta dimensão do corpo ou idade dos homens. Com o mapa do Big Bang ate os dias atuais na sua expansão. O nosso mundo ficou pequeno em relação ao universo, como frágil e também que a vida além da existência na terra possa ocorrem de diferentes caminhos e formas no universo, fatalmente.
A singularidade, algumas constantes como a gravidade, ainda não são explicadas e sim usadas. Seja o tempo também num universo paralelo, justamente por ser tempo abrindo abstração de se avançar ou voltar. Não creio que haja esta possibilidade, justamente por ser fato continuo, como a teoria do Big Bang.
O universo além da terra é tão barulhento, movimentado e foi maior ainda no Big Bang, que me deixa atordoado e pensando o que na realidade escutamos e sentimos deste universo. Quais as notas musicais, além parecer como dos rojões nas festas de fim de ano. Muitos brilhos e barulhos simultâneos inesperados. Acredito que o tempo é igual ao pi, uma constante que fizemos para o corpo e sobrevivência sem mais nada além para o universo conhecido.
Viajei.
Andre B
24 de maio de 2015 6:42 pmComplexidade, tempo real e medida do tempo
O tempo é uma abstração humana? O próprio texto indica que essa abstração é uma abstração de processos reais que existem independentes da própria abstração. Não é algo que surge do nada na mente humana, ou posto ali por uma inteligencia espiritual sobrenatural. A própria prática demonstra a validade real dessa abstração: a agricultura nas sociedades agrárias, por exemplo, dependia fundamentalmente de que a abstração do tempo correspondesse a um processo real. Assim existem processos reais que ocorrem em um padrão de regularidade, pois se não existissem a vida não seria possivel, como é assinalado no texto. O fato de estarmos aqui vivos tendo essa discussão demonstra a realidade da existencia de tais processos.
MAs me parece que a questão da existência real desses processos é confundida com a de sua medida. A medida do tempo não é o tempo real. A medida é construida por nós de acordo com nossas necessidades práticas para de alguma forma capturar a regularidade de processos que independem da medida. Se partimos do pressuposto ‘filosófico’ de que toda realidade é complexa, toda medida será imperfeita pois captura apenas uma regularidade dentre muitos processos reais diferentes uns dos outros. Alguns processos reais são reversíveis, outros não, por exemplo. Se a realidade é complexa não é possivel encotrar uma medida absoluta para todos os processos reais.
As medidas vem de nossas necessidades práticas condicionadas pela forma como vivemos em sociedade. O magistral livro de Nobert Elias “Sobre o tempo” dá essa dimensão histórica e social da medida do tempo. Um sistema universal de medidas, por exemplo, surge com o mercado mundial e a revolução industrial. Nas sociedades agrárias o tempo era ‘concreto’: o tempo das estações, o tempo de uma vida, etc. Nas sociedades capitalistas medimos o tempo da mesma forma que medimos as condições sociais de nossa vida, abstratamente. Medimos as condições de nossa vida pelo dinheiro, uma medida abstrata pois 100 reais são 100 reais independente das coisas que se possa comprar com eles. Da mesma fora medimos o tempo por horas, dias, meses e anos que são sempre os mesmos, independente dos vários processos reais diferentes que estejam ocorrendo neles – inclusive físicos.
O fato da medida atender as necessidades sociais e surgir delas não invalida sua objetividade, ela mede processos reais independente dessas necessidades. Os processos naturais continuam ocorrendo com periodicidades regulares, independente da forma como os medimos. Podemos descobrir novos processos regulares que não se enquandram na medida que tinhamos, mas isso não necessáriamente invalida outras medidas se aplicadas em outras ‘escalas’. É fato, por exemplo, que medido ‘concretamente’ o dia e noite,as estações, etc continuam ocorrendo de forma regular, sendo ou não precisa a medida abstrata que aplicamos a eles (horas).Cada uma dessas medidas apreende apenas uma regularidade de um processo complexo.
Miguel M
24 de maio de 2015 11:14 pmSerá que divergimos?
André, não tenho certeza se divergimos, de fato, ou se apenas acreditamos estar em desacordo.
Não disse que a abstração do tempo proveio do nada. Sequer que tenha sido impantada por “uma inteligência espiritual sobrenatural”. Aliás, discordo profundamente dessas afirmações. Portanto se divergimos, de fato, nossa divergência não se dá por aí.
Miguel M
25 de maio de 2015 1:49 amE cores… existem?
André, há um livro em que uma discussão muito semelhante a esta é proposta só que em relação às cores.:
http://www.newrepublic.com/article/121843/philosophy-color-perception
Renato Batisteli Pinto
24 de maio de 2015 7:24 pmPrefiro pensar na poesia do
Prefiro pensar na poesia do tempo
para não enloqucer
com o girar da tua carruagem
És um senhot tão bonito
De chicote em punho como um feitor
Mas faço um acordo contigo
O quanto de ti for preciso
Estou atrasado
Como o coelho de Alice
Mas Mick informou que estás ao meu lado
Tempo eh lele lele, tempo há laia laia
Me disseste que só com o tempo a gente chega lá
Portanto não apressemaos a glória
De morrer e nenhum segundo
ou memória para o túmulo levar
Marcelo Castro
24 de maio de 2015 7:32 pmParabéns pelo texto.
Caro Miguel, parabéns pelo seu texto que esta muito mais de acordo com as possibilidades do blog do que o texto principal. O tempo é sem dúvidas o conceito mais complicado e espinhoso da física ,com enorme grau de dificuldade para leigos. Mesmo para filosofia o tempo é assunto hermético e dirigido à iniciados, envolve discussões sobre a metafisica. O filosofo alemão , Martin Heidegger, criou o trabalho mais importante sobre o tempo. O ser e o tempo, onde procura demonstrar a impossibilidade de uma consciência fora do tempo. O problema com o tempo parece ser extremo. Ou se trata o tempo de forma simplória demais, ou complexa demais.
implacavel
24 de maio de 2015 8:08 pmO Tempo como religião
Irôko
Dia da Semana: Terça-feira.
Cores: Branco, Verde (ou Cinza)castanho
Símbolo: tronco
Domínios: Ancestralidade
Saudação: Iroko Issó! Eró!Iroko Kissilé.
Iroko é um Orixá muito antigo. Iroko foi à primeira árvore plantada e pela qual todos os restantes Orixás desceram à Terra. Iroko é a própria representação da dimensão Tempo. Iroko é o comandante de todas as árvores sagradas, o vanguardeiro, os demais Osa Iggi devem-lhe obediência porque só ele é Iggi Olórun, a árvore do Senhor do Céu.
Iroko, Iroco ou Roko (do iorubá Íròkò) é um orixá cultuado no candomblé do Brasil pela nação Ketu e, como Loko, pela nação Jeje. Corresponde ao Inquice Tempo na nação Angola ou Congo.
Em todas as reuniões dos Orixás está sempre presente Iroko, calado num canto, anotando todas as decisões que implicam directamente na sua acção eterna. É um Orixá pouco conhecido dos seres vivos ou mortos, nascidos ou por nascer. Toda a criação está nos seus desígnios.
É o Orixá Iroko, implacável e inexorável, que governa o Tempo e o Espaço, que acompanha, e cobra, o cumprimento do Karma de cada um de nós, determinando o início e o fim de tudo.
Conhecido e respeitado na Mesopotâmia e Babilónia como Enki, o Leão Alado, que acompanha todos os seres do nascimento ao infinito; cultuado no Egipto como Anúbis, o deus Chacal que determina a caminhada infinita dos seres desde o nascimento até atravessar o Vale da Morte. Também venerado como Teotihacan entre os Incas e Viracocha entre os Maias como o Senhor do Início e do Fim; também presente no Panteão Grego e Romano, onde era conhecido e respeitado como Cronus, o Senhor do Tempo e do Espaço, que abriga e conduz a todos inexoravelmente ao caminho da Eternidade.
É o Tempo também das mudanças climáticas, as variações do tempo-clima. Guardião das florestas centenárias é o colectivo das árvores grandiosas, guardião da ancestralidade.
Em África, a sua morada é a árvore iroko, Milicia excelsa (antes classificada como Chlorophora excelsa), chamada “amoreira africana” na África de língua portuguesa. É uma árvore majestosa, encontrada da Serra Leoa à Tanzânia, que atinge 45 metros de altura e até 2,7 metros de diâmetro.
No Brasil, onde essa árvore não existe, diz-se que Iroko habita a gameleira branca, Ficus gomelleira ou Ficus doliaria (também chamada figueira-branca, guapoí, ibapoí, figueira-brava e gameleira-branca-de-purga). Nos terreiros, costuma-se manter uma dessas árvores como morada de Iroko, assinalada por um “ojá” (laço de pano branco) ao seu redor.
Iroko representa a ancestralidade, os nossos antepassados, pais, avós, bisavós, etc., representa também o seio da natureza, a morada dos Orixás.
Desrespeitar Iroko (a grande e suntuosa árvore) é o mesmo que desrespeitar a sua dinastia, os seus avós, o seu sangue… Iroko representa a história do Ilê (casa), assim como do seu povo… protegendo-o sempre das tempestades.
Ao contrário da maioria dos orixás, este não costuma “baixar” nas festas de santo. É reverenciado por meio de oferendas à árvore que o representa. Os animais a ele consagrados são a tartaruga e o papagaio.
Iroko é um Orixá pouco cultuado tanto no Brasil como em Portugal, e os seus filhos também são muito raros. Os seus filhos, no entanto, são sempre muito protegidos pelo seu Orixá.
Características dos filhos de Iroko
Os filhos de Iroko são tidos como eloquentes, ciumentos, camaradas, inteligentes, competentes, teimosos, turrões e generosos.
Gostam de diversão: dançar e cozinhar; comer e beber bem.
Apaixonam-se com facilidade e gostam de liderar.
Dotados de senso de justiça, são amigos queridos, mas também podem ser inimigos terríveis, no entanto, reconciliam-se facilmente.
Um defeito grande, é o facto de não conseguirem guardar segredos.
Iroko Kisselé; Eró Iroko issó, eró!
Luna Plena
2 de junho de 2015 4:12 pmEm certa ocasião alguém
Em certa ocasião alguém perguntou a Galileu Galilei:
– Quantos anos tens?
– Oito ou dez, respondeu Galileo, em evidente contradição com sua barba branca.
E logo explicou:
Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais.