27 de julho de 2026

Preço do petróleo recua apesar da continuidade do conflito entre EUA e Irã

Mercado segue apostando em solução diplomática, mesmo com o tráfego de petróleo afetado nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb
Foto de Zbynek Burival na Unsplash

Preços do petróleo caíram cerca de 8% em 27/07, maior queda diária desde maio, após suspensão de ações militares dos EUA contra Irã.
Mercado reage a sinais de redução de tensões, apesar da instabilidade nos corredores de exportação do Oriente Médio, diz análise da CNN.
Estoque estratégico se aproxima do limite; bloqueios prolongados nas rotas podem elevar preços, alertam analistas do setor petrolífero.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Os preços internacionais do petróleo voltaram a cair, mesmo com a guerra entre Estados Unidos e Irã ainda longe de uma solução definitiva.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Na segunda-feira (27), o barril registrou queda de cerca de 8%, o maior recuo diário desde maio. A desvalorização ocorreu após a interrupção temporária dos planos do governo Donald Trump de ampliar as operações militares contra o Irã e diante da ausência de novos confrontos diretos no fim de semana.

Segundo análise da CNN, o mercado continua reagindo positivamente a qualquer sinal de redução das tensões diplomáticas, ainda que os principais corredores de exportação de petróleo do Oriente Médio permaneçam sob forte instabilidade.

Entretanto, o cenário permanece frágil. O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente um quinto do petróleo consumido no mundo, continua próximo da paralisação, enquanto a navegação pelo estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, também sofre impactos dos ataques promovidos pelos Houthis.

Ao mesmo tempo, a relativa estabilidade dos preços nos últimos meses decorre da combinação entre demanda global enfraquecida e liberação de estoques estratégicos por países coordenados pela Agência Internacional de Energia (AIE).

Analistas ouvidos pela emissora alertam, no entanto, que parte desses estoques já se aproxima de níveis considerados críticos. Caso o bloqueio das principais rotas marítimas de exportação persista por um período prolongado, a oferta global poderá sofrer impactos mais severos, elevando novamente os preços da commodity.

Para especialistas do setor, o comportamento recente dos preços revela que investidores continuam apostando em uma reabertura gradual do Estreito de Ormuz, mas qualquer deterioração do conflito pode provocar uma nova disparada do petróleo.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados