2 de outubro de 2026

Senado inicia debate sobre fim da escala 6×1 após eleição

PEC reduz jornada semanal de 44 para 40 horas e prevê dois dias de descanso; Plenário terá três sessões de discussão a partir de terça-feira
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Senado inicia debate da PEC 221/2019 para acabar com escala 6×1 e reduzir jornada de 44 para 40 horas semanais.
Sessões ocorrem terça, quarta e quinta, após eleições, com proposta aprovada na CCJ e relatório favorável de Omar Aziz.
PEC prevê dois dias de descanso remunerado, jornada de 8h diárias, e precisa de cinco sessões antes da votação em plenário.

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Senado inicia debate sobre fim da escala 6×1 após eleição

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PEC reduz jornada semanal de 44 para 40 horas e prevê dois dias de descanso; Plenário terá três sessões de discussão a partir de terça-feira

O Senado começa na próxima terça-feira (6) a discussão em Plenário da proposta de emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. A primeira sessão ocorrerá dois dias após o primeiro turno das eleições, realizado neste domingo (4).

A Presidência do Senado marcou sessões de discussão da proposta para terça, quarta (7) e quinta-feira (8), sempre a partir das 14h. A PEC foi aprovada em setembro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e precisa cumprir cinco sessões de debate antes da votação em primeiro turno. Caso haja acordo para um calendário especial, esse prazo pode ser reduzido.

Pelo texto aprovado na CCJ, a jornada normal não poderá ultrapassar oito horas diárias e 40 horas semanais, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva. A proposta também garante dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.

A PEC tem como primeiro signatário o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio. No Senado, o relatório é do senador Omar Aziz (PSD-AM), que apresentou parecer favorável à proposta nos termos aprovados pelos deputados. As emendas apresentadas durante a tramitação na CCJ foram rejeitadas.

Proposta prevê mudança na jornada de trabalho

A mudança altera o limite constitucional atual de 44 horas semanais e estabelece como referência uma jornada de até 40 horas, distribuída em cinco dias de trabalho e dois dias de descanso. A proposta mantém a possibilidade de compensação de horários por meio de negociação coletiva.

A tramitação ainda não significa que a mudança entrará imediatamente em vigor. Por se tratar de uma PEC, o texto precisa ser aprovado em dois turnos no Senado, com o quórum de três quintos dos senadores. Caso os senadores alterem o texto aprovado pela Câmara, a proposta terá de retornar aos deputados.

A matéria já passou por diferentes etapas de discussão no Senado. Em julho, a Casa realizou um debate com representantes de centrais sindicais, entidades empresariais, especialistas e representantes dos três setores da economia. Em setembro, a CCJ aprovou o relatório favorável de Omar Aziz.

A decisão de levar a PEC ao Plenário na semana seguinte ao primeiro turno ocorre depois de meses de negociação sobre o calendário de votação.

Em agosto, Davi Alcolumbre havia incluído o fim da escala 6×1 entre as prioridades legislativas do Congresso após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No início de setembro, o presidente do Senado afirmou que a proposta seria votada após as eleições.

A escolha da data também passou a ser interpretada politicamente por integrantes do governo e da campanha de Lula. Reportagem de O Globo atribuiu a governistas a avaliação de que a pauta cria um fato político às vésperas da definição do segundo turno. Essa leitura, porém, é uma avaliação de integrantes do governo e da campanha, e não uma justificativa oficial apresentada pela Presidência do Senado.

A nota divulgada pelo Senado não relaciona a decisão ao processo eleitoral. O texto afirma que o fim da escala 6×1 é um tema “de ampla relevância para a sociedade brasileira” e que será debatido considerando trabalhadores, setor produtivo e desenvolvimento econômico e social.

Com Agência Senado

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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