5 de junho de 2026

Pelo direito de perturbar figuras públicas em restaurantes, por Milly

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do Blog da Milly

Pelo direito de perturbar figuras públicas em restaurantes, por Milly

Recebi pelo grupo de WhatsApp da minha família o vídeo do rapaz que fez um discurso para o ex-ministro Padilha em um restaurante fino de São Paulo. O grupo de WhatsApp da minha família é dessas coisas que quando fala de política tem a capacidade de me fazer hiperventilar, e me dá ganas de arrancar fios de cabelo da cabeça, então, sem querer estragar minha sexta-feira, demorei para clicar no vídeo; e, de fato, depois de clicar e assistir a performance não consegui pensar em mais nada.

Horas mais tarde, já na cama e tentando pegar no sono, continuei a pensar no episódio e, em delírio, me dediquei a imaginar mil respostas para o homem que, copo de prosseco na mão, bateu nele com um talher para anunciar o começo de um discurso – como fazem os gringos, esses tão idealizados por pessoas como o rapaz performático, nos filmes de Hollywood.

Que funcionários públicos como o ex-ministro Padilha sejam abordados pelo público para o qual trabalham não me incomoda nem um tico. Funcionários públicos estão a serviço da população e, assim, sujeitos a críticas públicas.

E há de fato milhares de ações do governo que podem e devem ser criticadas, mas uma análise do que aconteceu no restaurante Varanda entre o cidadão e o ex-ministro revela aspectos mais sombrios do momento pelo qual estamos passando. Por isso achei que era uma boa ocasião para ir buscar mais informações e compartilhá-las.

“Medicina é um dos métodos mais tradicionais de impor o socialismo de estado em uma população”, é o mantra do neo-liberal evocado pelo heroi da turma, Ronald Reagan.

E por mais incrível que pareça muita gente pensa como o rapaz que saiu dando estalinhos na taça de prosseco para anunciar seu corajoso discurso (porque, verdade seja dita, é preciso uma boa dose de ousadia para fazer esse tipo de exibição pública), e acredita que acesso à saúde é um privilégio e não uma obrigação do estado. Se você trabalhar duro e honestamente conquistará esse enorme privilégio e poderá pagar por ele; se não trabalhar …

O fascismo está no ar.

Recentemente um médico americano disse que o Obamacare, apelido do programa federal idealizado por Obama para atender americanos de baixa renda que não têm plano de saúde, é a pior coisa desde a escravidão. A pior coisa desde a escravidão, disse o homem em rede nacional de TV.

Segundo a constituição brasileira de 1988, o direito à saúde pertence a todos os cidadãos, e fica realmente difícil buscar razões para defender a ideia de que saúde não é bem público e direito de todos.

Nos últimos 14 anos, com o aprimoramento do SUS, o Sistema Único de Saúde, o país diminuiu a mortalidade infantil para 13 em mil nascimentos (era de 27 em cada mil nascimentos em 2000); mortalidade de mães durante o parto também baixou, assim como aumentou a expectativa de vida do brasileiro, que na década de 90 era de 66 anos e hoje é de 74.

O Bolsa Família ajuda fincanceiramente mães e filhos a fazerem check-ups regulares, e desde que José Serra, então ministro da saúde de Fernando Henrique, quebrou a patente de medicações para a AIDS o Brasil ganhou fama como uma nação que briga pelo direito de negociar patentes e tornar medicamentos baratos e disponíveis.

Mas nem tudo vai bem, muito pelo contrário, e o rapaz que decidiu levantar da mesa e se exibir para os amigos poderia, quem sabe, ter se valido de alguns dados realmente trágicos da saúde no Brasil.

Como o impressionante número de duas camas de hospital para cada mil brasileiros, e o fato de reservarmos menos de 10% do PIB para a saúde.

No Maranhão, a reduto dos Sarney, há 0,58 médicos para cada mil pessoas; no Rio esse número é maior, mas ainda assim baixo: 3,44 médicos para cada mil almas. Em 2012, entre 62 e 75% das pessoas que moram no sul do Brasil e precisaram de um transplante de rim receberam um enquanto menos de 27% conseguiram um rim no resto do país.

Só que existem dados relacionados à saúde capazes de me chocar ainda mais, e o performático cidadão paulistano poderia, quem sabe, ter se dirigido às demais pessoas do restaurante para esclarecer a eles o seguinte:

Embora a elite se enfureça com o “Mais Médicos”, os mesmos brasileiros quem podem pagar 60 reais por um pedaço de carne em churrascarias como o Varanda não pensam duas vezes antes de fazer uso do sistema público de saúde a fim de se beneficiar dos serviços e remédios mais caros, expurgando os menos privilegiados que não têm escolha a não ser a de usar o SUS.

Essa informação está em uma matéria da The Atlantic, da qual aliás tirei a maior parte dos dados desse texto, publicada em 2014 e assinada por Olga Khazan (trata-se de uma das mais renomadas revistas americanas, fundada em 1857, e o link para a íntegra da matéria está no final desse meu desabafo).

E segue o texto de Khazan: “Os brasileiros ricos levam muito a sério seu direito de saúde gratuita. Numa matéria de 2011, a Lancet descreve como os endinhieirados no Brasil costumam processar [o estado] pelo direito de usar as drogas experimentais e os procedimentos mais caros gratuitamente”.

Apenas um exemplo dado pela autora: Em 2008, o Rio Grande do Sul gastou 22% do orçamento de saúde para atender 19 mil liminares concedidas por juízes em benefício dos mais ricos.

Então, enquanto o “Mais Médicos” deixa a elite furibunda porque, afinal, o governo está fazendo uso do “meu imposto” para fornecer saúde, esse privilégio, aos miseráveis, a mesma elite enxerga como razoável fazer uso do serviço público em benefício próprio – ainda que possam pagar por ele (não por acaso esse é o mesmo cidadão que em casamentos nababescos sai com a bolsa lotada de bem-casados).

Num universo paralelo, os lixeiros do Recife recentemente imploraram pelo fornecimento de protetor solar gratuito pelo Estado, um direito meio básico na minha opinião, mas que muitos da elite devem achar que é privilégio e, assim, ser contra. Pode catar meu lixo, mas não me venha com essa frescura de protetor solar porque meu imposto não serve para essas bobagens.

Mas vamos ver que outras críticas a Marina Abramovic de calças e sem o talento da Marina Abramovic original poderia ter feito ao ter ímpetos de se levantar para perturbar o ex-ministro.

Ainda há quase 12 milhões de brasileiros morando em favelas, e saneamento básico não chega a todos, embora o crack chegue.

E se 40 milhões de pessoas ascenderam à classe média em anos recentes, um número impressionante e que deve ser comemorado, por outro lado problemas relacionados a isso não têm sido devidamente atendidos.

“Junk food é a primeira coisa que vem com o desenvolvimento economico”, disse à The Atlantic o médico Janos Gyuricza. Assim, existe hoje no Brasil uma epidemia de obesidade e diabete entre essa nova classe média que vive afogada em açúcar refinado.

O SUS alcança mais de 60% do território nacional, um número que é muito melhor do que já foi, mas que claramente está longe dos 100% prometido pela constituição, e o Brasil possui apenas 1,8 médicos por mil habitantes, índice é menor do que o de Argentina, Portugal e Espanha.

Pois é aí que entra o “Mais Médicos”, motivo da fúria do nosso amigo performático e tão vilanizado pela elite brasileira.

Segundo a revista The Economist, quando a administração federal lançou um programa para levar médicos aos lugares mais pobres do Brasil, apenas 938 brasileiros se inscreveram para preencher as 15.460 vagas. “A maioria dos 3.511 municípios que precisava de médicos ficou desapontada”, diz o texto.

Assim que o Ministério da Saúde abriu edital para adesão dos municípios ao Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), que paga R$ 8 mil para que médicos recém-formados trabalhem em Unidades Básicas de Saúde nas regiões mais carentes, foram solicitados 13 mil médicos para atuação em 2.868 municípios, e só que 55% dessas cidades não conseguiram um médico.

Não é preciso pesquisa ampla para que a gente entenda que, no Brasil, a profissão de médico é alcançada pelos mais ricos, que sonham em ganhar muito dinheiro e trabalhar no Einstein e no Copa D’Or, mas nunca em ir atender carentes em um vilarejo paupérrimo que nem cinema tem (e ainda que não exista nada de essencialmente errado com isso, é preciso que se encontre uma solução para atender os mais carentes).

Que esses vilarejos miseráveis ainda existam no Brasil deveria ser sempre motivo de lamento e revolta, claro, mas até aí querer que primeiro se civilize o vilarejo para que depois os “doutores” façam a gentileza de ir para lá é, para dizer o mínimo, desumano. Ou, como escreveu o poeta alemão Bertold Brecht, citado por meu amigo e ídolo, o jornalista Edson Rossi, primeiro vem o estômago, depois a moral.

Chegamos então nos médicos cubanos que não se importaram de ir trabalhar nos vilarejos (Cuba tem reputação mundial em relação ao seu sistema de saúde, mas é preciso que se quebre o preconceito para conseguir assimilar tudo o que a medicina cubana tem de revolucionário). Segundo informações divulgadas pelo jornal Valor Econômico, o “Mais Médicos” conta com 9490 profissionais em 3025 municípios e 31 distritos indígenas. São, de acordo com o Planalto, 33 milhões de beneficiados até aqui.

Mas é claro que o programa pode ser aperfeiçoado, claro que talvez tenha falhas e precise de ajustes. Ainda assim é preciso que se celebre o movimento de transformação que ele desencadeou: desde a chegada dos médicos cubanos, milhares de médicos brasileiros decidiram também fazer parte do programa (das 4139 novas vagas, 3752 foram preenchidas por brasileiros), e o Governo acha que, com essa nova força de trabalho, o “Mais Médicos” poderá beneficiar 70 milhões de pessoas e alcançar 80% do território até 2018.

É preciso uma boa dose de preconceito e desinformação para ser contra um programa cujo nome é “Mais Médicos”, é preciso uma boa dose de egoísmo para ser contra fornecer uma parcela de nossos impostos para financiar médicos e assistência a quem precisa, é preciso uma dose cavalar de ignorância para, dada a coragem ideal, levantar da mesa no meio de um restaurante lotado e escolher criticar justamente um programa de inclusão social  — embora seja perfeitamente aceitável lutar para que qualquer programa social fique melhor e seja ainda mais abrangente.

Assim, em meus devaneios, nosso amigo atrevido e performático poderia ter aproveitado a coragem que o moveu a discursar em público para dizer por exemplo um troço assim:

“Sou um brasileiro insatisfeito com a situação atual e não aceito nem uma gota a menos do que todo e qualquer brasileiro com acesso à saúde gratuita e de qualidade, senhor ex-ministro da saúde”

Então, antes de sair compartilhando e aplaudindo performances como a desse rapaz na churrascaria Varanda seria bacana se a gente fosse atrás da informação. Porque do mesmo jeito que o rapaz tem todo o direito de se levantar e dividir com o resto do Brasil toda a sua insatisfação, nós temos o direito de vaiá-lo.

Texto da The Atlantic aqui

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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  1. anarquista sério

    17 de maio de 2015 3:33 pm

    E há necessidade de figuras

    E há necessidade de figuras públicas, frequentarem lugares públicos?

    1. Emilia Silva

      17 de maio de 2015 5:36 pm

      Fala sério anarquista, então

      Fala sério anarquista, então fora do horário/espaço de trabalho figuras públicas devem viver escondidas? 

    2. Clever Mendes de Oliveira

      17 de maio de 2015 6:58 pm

      Qustão como a sua permite vislumbrar um eterno devir para o país

       

      Anarquista Sério (domingo, 17/05/2015 às 12:33),

      Li os comentários de cima para baixo e realmente salvo o de Sergio Saraiva enviado domingo, 17/05/20215 às 15:54, não se conseguiu acrescentar algo a mais ao ótimo post de Milly. Ai cheguei ao seu comentário e ele deu o que pensar. Vale até uma reprodução:

      “Há necessidade de figuras públicas, frequentarem lugares públicos?”

      Uma pergunta e tanto que pode ser desdobrada em várias outras. Há necessidade de figuras públicas frequentarem lugares privados? Há necessidade de figuras privadas frequentarem lugares públicos? Há necessidade de figuras privadas frequentarem lugares privados?

      Enfim, salvo seu questionamento tenha sido direcionado a outro post, você conseguiu com sua pergunta escarafunchar o que existia entremeado e obnubilado no recôndito do texto de Milly.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 17/05/2015

       

    3. Luís Henrique Donadio

      17 de maio de 2015 8:00 pm

      Você enlouqueceu de vez, ou o

      Você enlouqueceu de vez, ou o quê?

      Não há “necessidade”, é um direito de todos.

  2. JOACIL DA SILVA CAMBUIM

    17 de maio de 2015 3:45 pm

    Pobre classe média alta de

    Pobre classe média alta de São Paulo! Que vergonha o comportamento desse rapaz. Provavelmente ele buscava o seu minuto de fama. Conseguiu, embora da pior maneira possível.

  3. Odonir Oliveira

    17 de maio de 2015 3:46 pm

    Ignorância até pode ser …

    mas hipocrisia, arrogância com alvos seletivos, necessidade de plateia do mesmo naipe e, sobretudo, cena de elitismo explícito.

    Isso é o que se pode tirar de situações desse tipo. 

  4. Fabio SP

    17 de maio de 2015 4:04 pm

    Não pode fazer isso com

    Não pode fazer isso com ex-ministro…

    Só pode fazer isso

    http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,atras-de-alckmin-professores-invadem-evento-de-haddad,1688633

  5. Spok da Silva

    17 de maio de 2015 4:17 pm

    Noutros tempos, aqui no

    Noutros tempos, aqui no Nordeste, uma situação dessas seria resolvida com uma boa peixeirada no bucho do achacador. A democracia não exige levar um desaforo desses para casa.

  6. Ataíde Coutinho

    17 de maio de 2015 4:24 pm

    Defensoria publica

    Belo texto, alem de nao ter acesso a saúde soube que as pesoas que procuram a defensoria publica em SP pleiteando o serviço de um advogado sao sabatinadas para saberem do que vivem e se tem renda , depois sao convidadas a assinar um termo em que assumem que recebem um salario e que portanto nao necessitam de um advogado( pago pelo estado) que nao cobre honorarios ! 

  7. MANREL

    17 de maio de 2015 4:25 pm

    C O V A R D I A

    Ele sabe que o ambiente em que estava lhe daria apoio pois é espaço da “elite”, portanto, sabendo disso e agindo com agiu, posso considerar como um simples procedimento de uma ser  ‘COVARDE”

  8. Marco St.

    17 de maio de 2015 4:27 pm

    Muita vela

    Estão gastando muita vela para esse defunto.

    O sujeito é um notório fracassado , o discurso feio em um restaurante com pouquíssimas pessoas tinha a finalidade apenas de ser filmado e postado em redes sociais. 

    Se toda a reclamação que alguém fizer, seja contra o que for,  tiver  uma repercussão desse naipe estamos perdidos.

    Muita bobagem. Nem dei play.

  9. Emma

    17 de maio de 2015 4:35 pm

    TEMPO ANTIGO?

    Me sinto do “tempo antigo”, como falavam exatamente …os mais antigos que eu ! Sou do tempo em que um gesto como o desse rapaz seria criticado por todos que tivessem um mínimo de educação. Pois, para além da ignorância dos bons resultados do “Mais Médicos”, o que me choca é o oportunismo e a grosseria de alguém bater no copo e fazer discurso em pleno restaurante. Falta de respeito não só com o ex-ministro, mas com todos que estavam ali. Ele perguntou se alguém queria ser perturbado na sua hora de lazer? Se queria testemunhar o seu exibimento explícito e constrangimento causado a outros , fosse ex-ministro de um partido que odeia ou quem quer que fosse????

    Bem, já tinha me dado conta que sou do “tempo antigo” porque no “meu tempo”  juíz era um ser invisível e quase mudo. Não se conseguia extrair deles uma única palavra sobre qualquer processo, não davam entrevista “nem a pau, Juvenal”. Hoje buscam os holofotes, aceitam homenagens públicas, presentes, convites para festas VIP… Gente, socorro, tô velha mesmo!

  10. Maria Luisa

    17 de maio de 2015 4:35 pm

    Otario mesmo.

    O rapaz que fez o discurso pagou um mico e tanto. Ele relinchou, seu colega bateu os cascos e as pessoas se sentiram entre a opressão e o desconforto. Parece que virou moda esse conceito fascista de dizer em publico coisas grosseiras aos outros, principalmente aos gritos para que todos que estão no mesmo recinto ouçam.  

    E não concordo que toda pessoa tenha o direito de pertubrar figuras publicas quando encontrado em algum espaço publico. Acho que isso “é o fundo do poço, é o fim de um caminho.” Se alguém tem algo a dizer a um homem/mulher publico, que se dirija ao seu gabinete, aos espaços de discussões, aos canais de interação do cidadão, a um jornal, revista, etc. Abordar o outro em publico na tentativa de humilha-lo não é sinal de que vamos bem enquanto sociedade. 

  11. Fabio SP

    17 de maio de 2015 4:38 pm

    Seguindo um post

    Seguindo um post anterior…”Até o PT detesta o PT em São Paulo…”

  12. Ricardo Cesar

    17 de maio de 2015 4:51 pm

    A questão do moleque travesso

    A questão do moleque travesso não era o Mais Médicos, e sim, o que Aquele ministro Petista fazia Naquele restaurante, simbolo da fartura, da extorsão e, por que não, do mal gosto, que ele, o moleque travesso e seus semelhantes na arrogância, no dinheiro e na petulância, se achava com direito exclusivo de frequentar.

    1. Franbeze

      17 de maio de 2015 5:38 pm

      Perfeito o seu comentário!

      Comentário de mestre. É exatamente isso. E sendo do PT, não pode. Combinação perfeita desse moço: vira-latas e paulista.

       

    2. Franbeze

      17 de maio de 2015 5:38 pm

      Perfeito o seu comentário!

      Comentário de mestre. É exatamente isso. E sendo do PT, não pode. Combinação perfeita desse moço: vira-latas e paulista.

       

  13. janes salete

    17 de maio de 2015 5:09 pm

    Sendo petista a figura

    Sendo petista a figura pública, não pode. Segundo os vira-latas, prinicpalmente paulistas. Eta estadinho que envergonha nosso país!!!!!!!!!!!!!!!! E o entreguista e desenorado fhc, recebendo dinheiro do dono delo, clinton, por trabalhar em facor do uSA! Esse é um herói para os vira-latas, prinicpalmente paulistas.

  14. joão batista da silva pinto

    17 de maio de 2015 5:16 pm

    discurso corajoso mas insano.

    Até admiro a coragem do rapaz em fazer esta abordagem, mas ele também tem que admirar a coragem do governo em dar esse primeiro passo no sentido de melhorar as condições de saúde dos mais carentes. Evidente que precisa ser aperfeiçoado o programa, mas ninguém começa um trabalho em nível de perfeição, sempre vai haver necessidade de ajustes.

  15. AlvaroTadeu

    17 de maio de 2015 5:31 pm

    Prazeres da Carne.

    Milly, estou de inteiro acordo com seu texto, exceto numa coisa: você disse que um pedaço da carne nessa churrascaria cursta R$ 60,00? Acho que você botou um zero a menos. Nas imediações da Avenida Paulista há um restaurante a quilo, frequentado pelos funcionários da FIESP, que cobra a módica quantia de 60 mangos por quilo. Não é um restaurante de luxo, é um lugar confortável, o atendimento é ótimo, mas se lá o preço é esse, numa churrascaria fina, deve ser no mínimo, o triplo disso. Obrigado.

    1. Luís Henrique Donadio

      17 de maio de 2015 8:08 pm

      Obviamente, este não é um

      Obviamente, este não é um restaurante a quilo, e o pedaço de carne que custa 60 reais deve pesar uns duzentos gramas no máximo.

  16. Emilia Silva

    17 de maio de 2015 5:32 pm

    E ainda sobre o discurso

    E ainda sobre o discurso equivocado desse sujeito arrogante e exibido, alguém precisa explicar para ele que é a força de trabalho dos dois terços da população que ganha até dois salários mínimos (estatística IBGE) que sustenta todo o sistema capitalista, paga o salário das classes superiores e alimenta o império da elite econômica. Portanto, são os pobres que, com sua força de trabalho, sustentam os ricos e não o inverso. 

  17. Wilton Santos

    17 de maio de 2015 5:35 pm

    Infelizmente criaturas como essa tem se proliferado em progressã

    Infelizmente criaturas como essa tem se proliferado em progressão geométrica em São Paulo. Qualquer canto que você for, certamente, vai esbarrar com pessoa exalando ódio e preconceito por todos os poros por aqui.

    O importante agora é o resto do país não sucumbir também a essa guinada reacionária paulista. 

    1. edna baker

      17 de maio de 2015 5:50 pm

      Ainda estão vivendo a

      Ainda estão vivendo a revolução de 32. Se conformem caras, vocês perderam e continuam perdendo!!!

    2. Malú

      17 de maio de 2015 9:38 pm

      Não é só em São Paulo não,

      Não é só em São Paulo não, está se espalhando pelo Brasil todo, em lugares públicos sempre aparecem esses elementos dispostos a fazer discurso contra a Presidente (tipo fiscal do Sarney). Outro dia estava num supermercado (um dos mais caros) em Cuiabá, de repente uma senhora começou a falar alto: “Esses preços estão um absurdo, culpa da Dilma” , como ninguém respondeu ela virou pra mim e continuou a marretar a Dilma por causa dos preços, acho que pensou que iria concordar com ela, respondi: Não sabia que a Dilma remarcava preços em supermercado. Ela retrucou: “Mas ela admite” ao que respondi: Este é um supermercado caro, existem outros mais baratos em Cuiabá é só procurar. A mulher me deu as costas e saiu queimando óleo 40. Grande parte da burguesia é egoísta, hipócrita e xiliquenta, Haja saco para aguentar esses esnobes. 

      1. Emma

        17 de maio de 2015 9:58 pm

        Não é mesmo…

        Infelizmente não é só em São Paulo mesmo, Malú. Tem que ter paciência para pegar táxi em cidades do sul do país, viu? O motorista anda meia quadra e já abre o verbo contra a presidente e o governo. Eles partem do princípio que é isso que o passageiro quer ouvir. Quando respondo e eles percebem que sou de outra opinião acabam mudando o discurso !!!!!!

        A indefectível maneira de iniciar uma conversa que era ” que dia bonito; será que vai chover? etc…” passou a ser falar mal da Dilma !! Até o caixa do supermercado faz piadinha na hora em que vou pagar a conta. Tem que ser uma monja pra não mandar a pessoa para aquele lugar …

  18. pedro lorençon

    17 de maio de 2015 5:36 pm

    isto já encheu

    No mesmo dia, também conhecido como antes de ontem, estive em uma agência do banco Santander para sacar um cheque recebido de um cliente meu, quando sentou ao meu lado uma senhora de mais ou menos 80 anos e que se não parecesse uma velha gagá , digna de pena, mereceria uma tapão bem dado nas fuças. Sem que ninguém lhe dirigisse a palavra, a não ser oferecer o lugar a ela, já que , naquela agência, dirigida a gente diferenciada , não há atendimento preferencial ( os diferenciados são iguais entre si) ela começou um discurso cheio de palavrões e xingamentos contra a Presidente da República. O ódio dela contra a mulher que nos governa democraticamente, a fazia pronunciar coisas como ” ela foi cagada em Minas Gerais” e ” aquela comunista, terrorista, assassina e ladra”, dentre outros impropérios que não faziam bem serem ouvidos e constrangem principalmente por partir de uma senhora da qual esperamos mais meiguice e educação. Iniciei uma discussão ferrenha com a velha fascista, que dentre outras coisas , disse ser simpática ao militarismo , ao extermínio de subversivos ( que são terroristas, óbvio ) e um dos principais motivos de sua ira era que a Dilma mandava dinheiro para Cuba ( obviamente para alimentar um regime comunista) para os mais médicos. Revelou que tinha um filho médico. O medo de que o pobre tenha um tratamento decente neste país e que derrepente possa conviver com uma classe média, cada vez mais explorada e exposta a pobreza pelo próprio rico que ela ( classe média) tanto ama, impõe reações como a deste rapaz e da mulher com quem infelizmente, me encontrei. Poder dizer que o pobre é indolente e por isto é pobre é uma forma de justificar a própria incompetência para combater a quem mais lhes causam mal, que é a classe rica. Quem cria a crise é a classe rica. Quem aumenta juros é a classe rica.Quem sufoca a classe média é a classe rica. Os números da divisão da riqueza no mundo provam que o rico não mede esforços para ficar cada vez mais rico e com isto ele sufoca quem? A classe média. Explico: O pobre é um infeliz mesmo. Além do que , como já disse é indolente, vagabundo e caso não tenha estes defeitos, só serve para que o rico reúna condições de enrriquecer cada vez mais,  escravizado-os , em locais salubres pelo mundo afora para entregar a riqueza de seu trabalho ao capitalista. Quem sustenta este esquema? A classe média. Mas a vergonha de se aliar a uma política de desenvolvimento para os mais pobres causa reações como destas pessoas e de outras , por exemploo, pelos tais protestos Brasil afora. Eles não conseguem entender que combatendo o desenvolvimento, eles combatem a possibilidade de progresso deles mesmos. Quanto a perturbação a um funcionário público, eu sou contra. Que se vá a seu gabinete, ou ao seu trabalho. Além do que , no caso em espécie, o Padilha não é mais ministro da saúde e nem sei se ocupa algum cargo público no momento. Acho uma grande falta de educação, até mesmo pelo ambiente e pelo desrrespeito as outras pessoas que lá estavam, assim como eu no caso da velha fascista que sequer me conhece e não sabe sobre minha opinião ou simpatia com a pessoa que ela atacou de forma tão nojenta.

  19. naldo

    17 de maio de 2015 5:38 pm

    Haja paciencia, sem meias

    Haja paciencia, sem meias palavras, a classe alta, os donos do capital, essa tal elite é predadora, maligna mesmo, senão não seriamos os ultimos em igualdade social, é uma turma que só sabe tirar do país, nunca dar nada em troca, o que querem para os de baixo? A volta ao escravagismo com a terceirização, a morte antes da aposentadoria com o fator previdenciario, a fome e a peste com essas manifestações de coxinhas que se acham inteligentes contra o bolsa familia e o mais medicos, é uma turma perversa que não olha o proprio rabo mal lavado, pronto fale; podem censurar mais este. 

  20. Gersier

    17 de maio de 2015 5:57 pm

    Tá explicado.

    Foi em São Paulo, é?  Por um coxinha, é?

    São Paulo não é aquela terra onde existe uma revista(ou seria um lixo?) onde um colonista escreveu que o acordo com os professores em Minas feita pelo Pimentel é para “achincalhar”  os bons  governadores alckmin e beto hitler, é?

    Tá explicado.

     

     

  21. mlsantanna

    17 de maio de 2015 6:12 pm

    O artigo é muito bom, porém o

    O artigo é muito bom, porém o texto que é citado é uma fonte de informação valiosa.

  22. Sergio Saraiva

    17 de maio de 2015 6:24 pm

    Uma cena dura de uma cidade endurecida.

     

    Em um restaurante da capital paulistana, esta semana, um rapaz visivelmente pobre… de espírito chama a atenção dos presentes batendo em uma taça de vidro e faz o seguinte discurso:

    “tim..tim..tim…

    por favor, peço a atenção dos senhores por um segundo,

    eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando,

    eu poderia estar batendo… em panelas

    mas eu estou aqui pedindo a ajuda de vocês,

    acessem minha página no FB, assistam meu vídeo no Whatsapp,

    eu acredito que vocês têm pelo menos um like que podem me dar

    e que será de grande ajuda,

    se cada um aqui puder me dar um joinha que seja

    meu egozinho vai dormir alimentado, esta noite.

    Agradeço do fundo da minha alma… pequena,

    e que Deus devolva em dobro a cada um de vocês”.

    Os garçons passavam pelo rapaz como se ele não existisse, nenhum dos presentes se importou com seu drama, sequer interromperam seus almoços.

    Foi de cortar o coração, somos uma cidade de homens endurecidos.

    Pensei comigo:

    “um rapaz tão jovem e já na mendicância, implorando por uma dose… de atenção”.

    Parecia vir de uma família boa, com um futuro todo pela frente e já não era mais do que mais um warholaholic.

    E pensar que o efeito dessa droga dura só 15 minutos, depois saem por aí, desesperados a procura de mais, mais e mais.

    Para satisfazer esse vício, chegam a roubar… a cena da qual necessitam deseperadamente.

    Agridem pessoas, se for preciso.

    Esse vício é uma maldição, a maldição de Andy Warhol.

    A situação toda foi filmada, são imagens fortes, aviso.

    Estão aí embaixo:

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=zQiX43d2IrE%5D

    1. Fabio SP

      17 de maio de 2015 6:07 pm

      “…Os garçons passavam pelo

      “…Os garçons passavam pelo rapaz como se ele não existisse, nenhum dos presentes se importou com seu drama, sequer interromperam seus almoços…”

      Aí ele foi sentar na mesa do Padilha e comeu um lauto banquete junto aos petistas que o acompanhavam…

      1. sergio m pinto

        17 de maio de 2015 10:25 pm

        Nooosssa! Quanta inteligência

        Nooosssa! Quanta inteligência em um comentário de 02 linhas!

      2. J Fernando

        18 de maio de 2015 4:23 pm

        Só que não!
        O próprio Padilha já esclareceu que a maioria dos seus acompanhantes NÃO são petistas, que eles divergem politicamente, mas que a amizade fala mais alto que isso e o respeito é mútuo.

  23. Nádia Ramos

    17 de maio de 2015 6:33 pm

    Não é atitude corajosa, é uma

    Não é atitude corajosa, é uma atitude de besta fera. O rapaz que pagou esse mico, deveria criar vergonha na cara.

  24. JB Costa

    17 de maio de 2015 6:48 pm

    Esse cara é um vagabundo

    Esse cara é um vagabundo safado. Um desqualificado que procura descarregar suas frustações nos seus semelhantes. 

    Merecia uma mãozada no pé do escutador de novela para deixar de ser besta. 

    1. Álvaro Noites

      17 de maio de 2015 8:28 pm

      Mais que merecido.
      Aliás o
      Mais que merecido.

      Aliás o perfil dele no faceburro é um horror.

    2. rdmaestri

      18 de maio de 2015 12:40 pm

      O problema é que faltam pessoas que se imponham.

      Hoje em dia todo mundo terceiriza tudo até a bolacha no pé da orelha, agora estou mais velho, mas quando tinha algumas décadas a menos encarava todo o desrespeito ao bem e a tranquilidade pública, nunca precisei ir para as vias de fato, pois as pessoas notavam que eu estava disposto e recuavam. Nos dias atuais, me desculpem as feministas, faltam machos neste país para encarar a falta de respeito como esta.

      Lembro-me que há muito tempo fui eleito vice síndico de um daqueles imóveis com infraestrutura e 98 apartamentos (olha só que mico), havia um vizinho meu que era meu conhecido e tínhamos um relativo grau de amizade e andava armado, mostrava aquela famosa arma como se fosse um troféu. Pois uma vez, a pedido dos condôminos fui pedir para que uma turma de bêbados que utilizava uma determinada instalação do edifício para na hora do almoço jogar e fazer barulheira. Como era ainda bem mais metido do que eles fui sozinho encarar mais ou menos 15 pessoas, durante a discussão um me ameaçou com uma faca de ponta indo na minha direção. Como era corajoso, porém não era burro, fui lentamente me afastando na velocidade ideal “não tão rápido que parecesse que estava fugindo, nem tão lento para não parecer provocação” e fui pedir para o meu corajoso “amigo” um reforço, o cara sabedor da situação nem quis sair de casa! Certamente não retornei ao local nem cai no ridículo de chamar a polícia. Passado a bebedeira do condômino que chefiava a trupe, ele pediu desculpas e nunca mais se repetiu o incidente.

      A maioria das pessoas teria tentado terceirizar o que fiz chamando a polícia ou qualquer coisa deste tipo, resultando que os baderneiros, mal educados, incivilizados levam vantagens sobre o pessoal que está seguindo os princípios de boa convivência, pois como disse “falta homem neste país” (não é politicamente correto, mas é a verdade).

  25. Mauro Segundo 2

    17 de maio de 2015 6:50 pm

    Independente de ideologias ou

    Independente de ideologias ou o que seja, acho o cara um idiota. Eu vou para um restaurante para comer sossegado, e não para ser interrompido de forma grosseira por um imbecil batendo em copos e fazendo discurso político, seja um petista esculhambando o Alckmim, seja um reaça esculhambando o Padilha. Jantar dos outros em lugar público não é hora nem lugar pra isso. Quanto a suposta coragem do imbecil…ele só fez aquilo porque sabia onde estava e como pensam os que lá frequentam. Estivesse num buteco de uma periferia no Nordeste, duvido que o faria. É só mais um reaça covardao, grosseiro, desrespeitoso e truculento buscando seus 15 minutos de fama dando uma de valentão. Deve ter agradado seus iguais.

  26. jose antonio santos

    17 de maio de 2015 6:52 pm

    Cansei dessa gente agora respondo na hora

    Eu nunca começo uma discussão sobre politica. Depois de aguentar muitos anos a ignorancia dos direitistas agora quando começam as criticas respondo na hora, com exemplos. Invariavemente eles ficam sem argumentos, pois a educaçao politica é muito limitida, a maioria e completamento ignorante. É isso que devemos fazer, não deixar sem resposta.

  27. Fábio Peres

    17 de maio de 2015 6:54 pm

    Muitos aqui se focalizaram

    Muitos aqui se focalizaram nas realizações do Ministério. Eu iria um passo atrás: um funcionário, público ou privado, tem o direito de não ser incomodado com assuntos de serviço nos momentos de lazer, ou enquanto não está trabalhando.

    Acrescento, até, que Padilha NÃO É mais Ministro da Saúde – e que as responsabilidades pelo sucesso ou fracasso dos programas são dele e de seus corresponsáveis em nível estadual e municipal.

  28. RAIMUNDO NONATO SANTOS CASTRO

    17 de maio de 2015 7:17 pm

    direito de pertubar

    muitas vezes Jesus se dirige as pessoas como animais tales é por que não somos muito diferentes dos animais, se observar a reprodução humana, o que poder público pode fasear por isso? castrar como fazem com os cães que vivem na rua? ou esporar ate que os indivíduos adoeçam? essa Uta foi a escolhida vão escravizar ate que um dia a especie humana evolua mais um pouco em quanto isso deixa que eles se reproduzam como quiserem e sofram as suas consequências o que politico pode fazer é isso mesmo, será que tem outra saida se tratar bem eles reproduzem mais ai será um caso.

  29. Kenneth Camargo

    17 de maio de 2015 7:23 pm

    Há um pequeno erro no artigo

    O problema não é reservarmos “menos de 10% do PIB” para a saúde, nem países da União Européia gastam isso tudo, o problema do subfinanciamento do SUS seria solucionado com 10% da *renda bruta da União*, que é outra coisa, como era previsto na versão original da PEC29… fora isso, de acordo.

  30. Miguel F

    17 de maio de 2015 7:44 pm

    Manda ele falar mal do

    Manda ele falar mal do programa com tacinha na mão lá no sertão do Piauí, Mato Grosso e Acre, fala lá na fila dos consultórios que não precisa de médico lá…..ai sim é coragem.

  31. Fábio de Oliveira Ribeiro

    17 de maio de 2015 7:58 pm

    Nenhuma novidade. O Estado
    Nenhuma novidade. O Estado brasileiro foi construído como propriedade dos colonos em oposição àqueles que detinham a posse da terra (os índios) e daqueles que moviam o empreendimento colonial/imperial (os negros). A contusão entre publico e privado faz parte de nossa História e ecoa nos restaurantes que os representantes dos “outros” não deveriam frequentar. No fundo, seria muito estranho se este sujeitinho (o adversário do Ministro) se comportasse de outra maneira. Suponho que ele mora num Castro dentro de um bairro murado e se considera o único legítimo herdeiro do nosso Estado.

  32. Free Walker

    17 de maio de 2015 8:26 pm

    Quando o assessor partamentar

    Quando o assessor partamentar e militante do PT Rodrigo Grassi hostilizaou o Ministro Presidente do STF Joaquim Barbosa em um restaurante em Brasília não vi nenhum petista “revoltadinho” e subindo nas tamancas por aqui.

     

    1. Wsobrinho

      17 de maio de 2015 11:22 pm

      Teve sim…

      Diversos comentários foram de criticas ao inconveniente protesto. O que ocorre é que a nossa >ELITE> não tem mais medida e passou da crítica a um verdadeiro BULLING, á falta de senso e principalmente de EDUCAÇÃO.

       

       

  33. Ivan de Union

    17 de maio de 2015 8:38 pm

    “Recentemente um médico

    “Recentemente um médico americano disse que o Obamacare, apelido do programa federal idealizado por Obama para atender americanos de baixa renda que não têm plano de saúde, é a pior coisa desde a escravidão. A pior coisa desde a escravidão, disse o homem em rede nacional de TV”:

    Obama vai ver 400 dolares por mes de mim o dia que o inferno congelar.

    1. Nira

      18 de maio de 2015 2:23 am

      Qual é a dos 400 dólares,

      Qual é a dos 400 dólares, Ivan ?

  34. IZA13

    17 de maio de 2015 8:54 pm

    A “ingnorância….

    O problema desses tempos terriveis, em que estamos vivendo é que a ignorância total, tomou conta da grande imprensa partidarizada.

    Se não fossem as “Folhas, Vejas, Globos, Bands, Estadões” da vida, que esqueceram, há anos, o que é fazer jornalismo, não teríamos esses idiotas fascistas, esses patetas grosseirões metidos a donos da verdade.

    Sinceramente?

    Tenho muito medo do monstro que a grande imprensa está cevando.

    Não por mim, já estou velho, mas por meus netos.

     

     

  35. Trabalhador brasileiro

    17 de maio de 2015 9:08 pm

    Alguém sabe se o dono do

    Alguém sabe se o dono do restaurante gostou? Seria bom pesquisar depois se ficou bom ou ruim para o faturamento.  

  36. wendel

    17 de maio de 2015 9:15 pm

    E…………………………..

    Enquanto houver platéia, estes palhaços terão auditório !!!!!!!!!!!!!!!!!

  37. André L Santos

    17 de maio de 2015 9:17 pm

    Como disse Renato Russo

    Quem tem mais do que precisa

    Quase sempre se convence

    Que não tem o bastante

    E fala demais por não ter nada a dizer

  38. Adriano Picarelli

    17 de maio de 2015 9:57 pm

    Nunca vi nada igual

    Nunca soube que Maluf foi molestado em hospital ou restaurante, nem Eduardo Azeredo, nem Barros de Munhoz, nem Beto Richa, nem os aliados dessa turma, como os Bornhausen, o ACM, o …, o…, o… (usem a memória e acrescentem nomes à minha lista). 

  39. Carlo Zardinni

    17 de maio de 2015 10:10 pm

    Nada de tão estranho…

    Nada de tão estranho, pois coxinhas feitas com massa e recheio de galináceos.

    Os pobres galináceos entram com a carne e sua pródiga estupidez e a massa, ora meus amigos, é a inesgotável massa de manobra!

    Está aí um bom exemplo do produto acabado a procura de seu público.

     

  40. Eden SP

    17 de maio de 2015 10:37 pm

    Restaurante não é lugar para bravatas ! Será que não aprendem?

    Onde já se viu restaurante não fazer nada com pessoas que incomodam outros presentes?

    Não se fala alto, não se solta gargalhadas e, TAMPOUCO, NÃO SE FAZ BRAVATAS EM RESTAURANTES.

    Fosse em qualquer estabelecimento digno de adjetivo “bom” (coisa que esse Varanda não é – já vi domingueiro que aparece de bermuda e de havaianas por lá), teria EXPULSADO o rapaz bavardiano do estabelecimento. Não o fez por que? Por causa da ridícula releção submissiva existente no Brasil de sociedade patriarcal,entre tais estabelecimentos e em relação à sacroisantíssima entidade chamada cliente (“Pago, logo, eu mereço”). CLIENTE EM RESTAURANTE NÃO É SUPERIOR A NINGUÉM. Acima de tudo, restaurante é lugar públicio.

    Esse rapaz é um bavard. Não entende de nada de comportamento, de educação e de respeito.

  41. Wsobrinho

    17 de maio de 2015 11:15 pm

    Não precisam do dinheiro público, …..

    Não precisam do dinheiro público uma vírgula, pois esta nossa elite faz toda questão de ABATER TODAS AS DESPESAS MÉDICAS E COM PLANOS DE SAÚDE DO IRF, ou seja, os planos e despesas são também bancadas pelo erário público, que eles negam aos mais carentes.

  42. Wsobrinho

    17 de maio de 2015 11:17 pm

    É preciso um INIMIGO INTERNO…

    PML: O BRASIL E OS GOLPES À MODA DO SÉCULO XXI

    :

     

    Ao comentar o trabalho acadêmico do advogado Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional na PUC-SP, em que trata em profundidade de direitos e garantias individuais, Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, observa que políticos ligados ao PT têm sido o principal alvo do sistema Judiciário na última década, sendo “acusados de corrupção em processos espetaculares”, passando a “ser discriminados em seus direitos e garantias”, ao serem submetidos a prisões preventivas “em prazos extremamente longos” a mando do juiz Sérgio Moro; PML cita Hannah Arendt, que “avaliava que a democracia se encontrava em perigo quando a elite assumia modos e comportamentos antidemocráticos”, e destaca que “não é difícil reconhecer movimentos dessa natureza no Brasil de hoje”, como os episódios de agressão contra Alexandre Padilha, Guido Mantega e, em 2012, contra Ricardo Lewandowski

     

    17 DE MAIO DE 2015 ÀS 14:46

     

     

    Por Paulo Moreira Leite

    O conceito de pessoa humana talvez tenha sido o mais revolucionário da história do homem na Terra, traduzindo-se como imensa contribuição da cristandade para nossa sociabilidade. Ao divorciar o homem de sua apropriação como coisa para tratá-lo como filho de Deus, membro de uma imensa família humana, aliou-se a noção de homem à de igualdade e justiça. Todos essencialmente iguais, porque nascidos do mesmo Pai.”

    Encontrei as palavras acima no mais recente trabalho acadêmico do advogado Pedro Serrano. Professor de Direito Constitucional na PUC-SP, na semana passada Serrano foi a Portugal apresentar uma tese de pós-doutorado na Universidade de Lisboa. Num trabalho em profundidade sobre direitos e garantias individuais, Serrano debate a Idade Média, explica a queda do absolutismo e a revolução francesa para discutir noções sobre Estado de Direito, Estado Policial e Estado de Exceção. O texto debate os golpes de Estado recentes na América Latina, como a queda de Eduardo Lugo, no Paraguai, e a de Manoel Zelada, em Honduras.

    Embora seja um crítico frequente de determinadas sentenças e decisões da Justiça, na AP 470 e também na Operação Lava Jato, em sua tese acadêmica o professor evita maiores considerações a respeito. Não faz referências explícitas a situação brasileira, ainda que o Brasil seja, obviamente, o sujeito mais ou menos oculto de seu trabalho.

    Mais do que entrar num debate de assuntos da conjuntura imediata, Serrano procura fixar conceitos — o que também é uma forma de contribuir para a compreensão do momento que o país atravessa, como você poderá comprovar nos parágrafos finais deste artigo.

    Ao estabelecer a conexão entre os direitos individuais e os Estados Democráticos de Direito, Serrano constrói um método que mostra que os regimes de exceção começam a ser formados quando se constrói um inimigo interno, categoria social que define os cidadãos que não têm os mesmos direitos que os outros — e podem ser tratados por medidas de exceção. A construção do inimigo é essencial pois a partir dela é possível estabelecer diferenças “no interior da espécie humana. Onde há o inimigo, não há o ser humano, mas um ser desprovido da condição de humanidade,” explica, recordando o universo político em que se moveu o nazismo de Adolf Hitler, o fascismo de Benito Mussolini e também a ditadura militar que governou o Brasil por duas décadas. De uma forma ou outra , esclarece, eram regimes que possuiam cidadãos desprovidos dos mesmos direitos que os demais — como judeus, comunistas, estrangeiros — e a partir daí se construíu uma ordem que envolvia o conjunto da sociedade.

    Explicando o nascimento das ditaduras, o professor lembra que “em geral a decisão jurisdicional de exceção não se declara como tal”. Pelo contrário, costuma justificar-se como um esforço para defender o próprio Estado democrático de Direito e é “envolvida em fundamentações e justificativas compatíveis com a ordem posta. ” Foi assim que a suspensão de garantias democráticas sob o regime de Hitler foi apresentada como uma resposta ao incêndio do Reichstag, o Parlamento alemão, atribuído ao Partido Comunista. Da mesma forma, o fantasma do comunismo nos anos de Guerra-Fria serviu de suporte ideológico ao ciclo militar da América Latina, inclusive o Brasil.

    Depois de analisar as ditaduras do século XX, onde havia um “Estado autoritário claro, um Estado de polícia inequívoco, um poder exercido de forma bruta,” Pedro Serrano entra no século XXI, o nosso período histórico.

    A NOVA NATUREZA DO ESTADO DE EXCEÇÃO

    De saída, o professor registra uma mudança clara e importante: “o Estado de exceção muda de natureza. Não há mais a interrupção do Estado democrático para a instauração de um Estado de exceção, mas os mecanismos do autoritarismo típico passam a existir e conviver dentro da rotina democrática.

    Assim, naquele que costuma ser considerado o mais antigo Estado Democrático de Direito do planeta, os Estados Unidos, na primeira década do século XXI nasceu o Patriotic Act. No ambiente de grande emoção e pânico produzidos pelos ataques de 11 de setembro, um decreto assinado por George W Bush “autoriza a prática de atos de tortura como método de investigação (…) bem como o sequestro de qualquer ser humano suspeito de inimigo em qualquer lugar do planeta, sem qualquer respeito a soberania dos Estados do mundo.” Os mesmos métos se espalham, em grau maior ou menor, pelos países europeus, “com cadastros esepciais de controle da intimidade, campos de confinamento, etc.”

    Aquele conjunto de medidas que em outros momentos provocariam a indignação da consciência democrática , passam a ser vistas “como uma verdadeira técnica de governo.”

    Assim — o exemplo aqui é meu — um jornalista como Julian Assange permanece há três anos como prisioneiro na embaixada do Equador em Londres. Isso porque divulgou segredos diplomáticos através do Wikileaks, num tratamento sem paralelo com o recebido por Daniel Ellsberg em 1971, na divulgação de documentos secretos e comprometedores do Pentágono sobre a guerra do Vietnã.

    Serrano avalia que na América Latina, a era dos golpes militares e ditaduras de longa duração, com desfile de tanques pelas ruas e Congressos fechados será substituída por intervenções rápidas para garantir a derrubada de um governo considerado indesejável — ainda que “regime democráticos sejam inconstitucionalmente interrompidos, golpeando presidentes legitimamente eleitos.” Analisando os dois casos concretos deste período, a deposição de Fernando Lugo e o golpe contra Manoel Zelaya, Serrano sustenta que o Judiciário desempenha um papel essencial para a construção da nova ordem.

    Em vez de assumir uma postura de resistência em nome da antiga ordem, postura que, no passado, levou até à cassação de magistrados comprometidos com os princípios democráticos, os tribunais superiores assumem outra função — dar legitimidade a medidas que atropelam a soberania popular. Escreve Serrano: “é a jurisdição funcionando como fonte de exceção e não do direito.”

    Outra novidade no século XXI é o inimigo interno, indispensável para iniciativas anti-democráticas. Serrano aponta que, nos países desenvolvidos, esse lugar é ocupado pelo “inimigo muçulmano fundamentalista.”

    Muitos analistas sustentam que essa situação é obra do 11 de setembro, o que seria uma forma de dizer que, na origem, o terrorismo de organizações árabes é responsável pela discriminação e violência que as potências do Ocidente reservam a seus povos.

    Mantendo-se no terreno jurídico, Serrano não entra nesta discussão, o que dá a este humilde blogueiro o direito de apresentar um palpite.

    Sem querer minimizar nem por um segundo o impacto terrível do ataque às torres gêmeas, acho possível defender outro argumento. Acredito que o 11 de setembro colocou em movimento forças que já se moviam na potência norte-americana e provocou reações de uma engrenagem que iria se mover de uma forma ou de outra, para defender os interesses maiores daquele país que se transformou na única potência militar do planeta após o colapso da antiga URSS.

    Em 1993, oito anos antes dos ataques, um professor de Harvard, Samuel Huntington, influente nos meios políticos e diplomáticos dos EUA, publicou Choque de Civilizações, artigo que se tornaria uma espécie de programa de trabalho do Império norte-americano e seus aliados na nova ordem mundial. No texto Huntington formula uma visão da evolução humana para as décadas seguintes. Diz que dali para a frente “o eixo predominante da política mundial serão as relações entre ‘o Ocidente e o Resto.” Num raciocínio voltado para a preservação da hegemonia e poderio, Huntington registra a emergência dos países que décadas depois seriam chamados de emergentes — e define estratégias para manter uma posição de força e domínio. Vale a pena ler: “os conflitos entre as civilizacões vão suplantar os conflitos de natureza ideológica e e outras como forma de global dominante; as relações internacionais, um jogo historicamente jogado dentro da civilização ocidental, se tornarão um jogo em que as civilizações não-ocidentais serão agentes e não simples objetos.” Na visão de Huntington, estamos falando de conflitos mais graves e intransponíveis do que a ideologia e a economia, porque sua base está na cultura, em valores inconciliáveis que opõem povos e nações através do planeta inteiro.

    Transportada para o direito internacional — não custa lembrar que a ONU foi fundada por uma Carta de Direitos Humanos, frequentemente ignorada na vida real — essa política do inimigo chegará não só a guerras de grande porte, como a do Iraque. Também levou a formulação do chamado Eixo do Mal, que justificava a persistência do bloqueio a Cuba e o apoio a duas tentativas de golpe na Venezuela de Hugo Chávez, em 2002. Com a possibilidade da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial daquele ano, a diplomacia republicana chegou a cogitar a inclusão do Brasil no conjunto de inimigos a abater, mas essa política foi desmontada por uma ação múltipla, que incluiu o governo Fernando Henrique Cardoso, o próprio Lula e ainda uma viagem bem sucedida de José Dirceu para conversas em Washington e Nova York, meses antes da vitória.

    Falando da América Latina e do Brasil, Serrano diagnostica uma situação de duplicidade. Explica que na região convivem um Estado de Democrático de Direito, acessível a população mais endinheirada dos grandes centros urbanos, com um Estado policial de exceção, “localizado nas periferias das grandes cidades, verdadeiros territórios ocupados, onde vive a maioria da população pobre.” Desse ponto de vista, explica, a exceção é a regra geral para a maioria das pessoas.

    Referindo-se ao universo que deu origem ao golpe de 1964 no Brasil, o professor explica que ,”o inimigo a ser combatido e que ameaça a sociedade não se identifica mais do a figura do comunista das ditaduras militares, mas sim com a figura do bandido, impreterivelmente identificado com a condição social de pobreza. “

    Impossível discordar.

    SOFISMA SOCIÓLOGICO

    Eu gostaria de acrescentar, por minha conta, observações sobre as ideias de Serrano e o Brasil de 2015.

    Há uma novidade curiosa no comportamento do Judiciário na última década. Estamos falando de um período no qual, como demonstram estatísticas que ninguém discute, os mais pobres conseguiram melhorar — parcialmente, é verdade — sua posição na pirâmide social e ter acesso a um padrão de consumo e igualdade que nunca se viu na história. Estudam mais, alimentam-se melhor, tem oportunidades mais amplas.

    Justamente os políticos e personalidades ligados ao Partido dos Trabalhadores e seus aliados, o mais identificado com esse processo, benéfico para o conjunto da sociedade brasileria, têm sido alvo de medidas– classifique como quiser, de exceção, perseguição, ou qualquer outro adjetivo — por parte do Judiciário. Acusados de corrupção em processos espetaculares, acompanhados com espírito de circo pelos grandes grupos de comunicação, passaram a ser discriminados em seus direitos e garantias.

    Através da AP 470 e da Operação Lava Jato, são tratados como inimigos internos, habitantes daquilo que Serrano chama de “territórios ocupados da periferia” e não como cidadão que, em função de sua posição na pirâmide social, teriam acesso assegurado ao Estado Democrático de Direito.

    Sempre que se debate — por exemplo — as prisões preventivas dos acusados da Lava Jato, em prazos extremamente longos, sem provas nem indícios consistentes de culpa, configurando um abuso destinado a forçar confissões e delações premiadas, os aliados do juiz Sérgio Moro e do Ministério Público pedem ajuda a um sofisma sociológico.

    Alegam que um terço do meio milhão de condenados que habitam nosso sistema prisional, habitado em sua imensa maioria por cidadãos pobres, em maior parte pretos, incapazes de contar com bons advogados, também enfrentam a mesma situação, padecem das mesmas dificuldades, quem sabe até piores.

    A sugestão de que uma coisa poderia justificar a outra não faz sentido, quando se recorda que o esforço civilizado consiste em estimular a ampliação do Direito, e não seu rebaixamento através de medidas de exceção, que apenas perpetuam um estado geral de coisas.

    O que se procura, aqui, é construir um inimigo interno — personagem indispensável das medidas de exceção de que fala Pedro Serrano.

    O que se vê é um tratamento discriminatório — com motivação política — tão brutal e dirigido que atravessa as distinções de classe social, sempre profundas e persistentes no Brasil. A grande lição dos julgamento da AP 470 e a Operação Lava Jato é mostrar que não basta ter dinheiro — quem sabe muito dinheiro — para pagar bons advogados e garantir um acesso ao Estado Democrático de Direito, aquele onde vigora o princípio segundo o qual todos são inocentes até que se prove o contrário. Talvez não baste ser filiado ao partido que há 12 anos ocupa a presidência da República, dispondo de privilégios e prerrogativas correspondentes.

    É preciso estar do lado certo da disputa política.

    Os mesmos executivos e empresários, acusados dos mesmos crimes definidos na AP 470 e também no mensalão PSDB-MG, foram julgados por tribunais diferentes, com direitos diferentes, obtendo penas diferentes. Basta recordar que os primeiros condenados da AP 470 começam a deixar a prisão, depois de cumprir penas definidas pela Justiça. Os outros sequer receberam uma condenação. Quando isso acontecer, aqueles que não tiveram a pena prescrita terão direito a um segundo julgamento, com outros juízes, outro tribunal.

    Está demonstrado que os mesmos empresários que, conforme as investigação da Lava Jato, abasteceram os cofres do PT entregaram as mesmas quantias, no mesmo período, para tesoureiros do PSDB. Está provado, registrado na Justiça Eleitoral. O principal delator, aliás, entregou R$ 2 milhões a mais para a campanha de Aécio Neves. Nada disso foi suficiente para o lançamento de uma eventual fase zero da novela Lava Jato, agora mais plural, sem culpados nem inocentes previamente escolhidos, certo?

    Alguém convive em paz com a noção de que o dinheiro que chega para os tucanos como “contribuição eleitoral” se transforma em “propina” quando se destina ao PT?

    A leitura dos estudos de Hannah Arendt sobre o nascimento de regimes totalitários demonstra que um dos instrumentos básicos empregados na disputa entre parcelas da elite dirigente de determinada sociedade — um aspecto inevitável de toda luta política desde sempre — consistia em mobilizar e estimular preconceitos e ressentimentos da “ralé”. Como tantos observadores sociais de seu tempo, Arendt se referia nestes termos àquela parcela da população que se encontrava abaixo das classes sociais tradicionais, sem acesso a educação, ao bem-estar e que mal conseguia exercitar os próprios direitos políticos. Ela avaliava que a democracia se encontrava em perigo quando a elite assumia modos e comportamentos antidemocráticos e agia de turba, como manada, estimulando gestos violentos e atos de barbárie.

    Não é difícil reconhecer movimentos dessa natureza no Brasil de hoje. Os brasileiros assistem isso quando Alexandre Padilha é impedido de jantar em paz com amigos num restaurante no Itaim Bibi — cena que repete um tratamento semelhante oferecido a Guido Mantega quando foi fazer uma visita a um paciente no hospital Albert Einstein. Em 2012, Ricardo Lewandovski, hoje presidente do STF, ouviu comentários ofensivos quando foi à zona eleitoral exercer o direito de voto. São atos que formam um conjunto, contestam a noção de que homens e mulheres pertencem a uma mesma família humana, com direitos a igualdade e a justiça, como diz Pedro Serrano.

    É um comportamento lamentável e preocupante. Mas é difícil negar que o exemplo vem de cima, certo?

     

  43. José Carlos Brandes

    17 de maio de 2015 11:50 pm

    Buenas

    Nem vou entrar no mérito da reclamação do sujeito.

    Mas quando pessoas assistem vídeos onde vêem o grande líder populista do partido “babando” ao atacar a classe média, e onde o vêem gargalhar ao ouvir da “filósofa” que odeia a classe média, é normal que ao encontrar-se cara a cara com essa classe média, membros do mesmo partido sejam hostilizados. 

    Mas o que me chama a atenção é que os comentaristas nesse caso no restaurante “das zelite”, assim como no caso do Guido no hospital “das zelite”, é que queiram desclassificar os atores porque são “das zelite”. Ora, se as estrelas encarnadas de primeira grandeza só frequentam locais frequentados ” pelas zelite”, de quem partiriam as afrontas ???

    Manda o bacana do PT ir num posto de saúde desse Brasil enfrentar o povão revoltado e ele vai ter saudade do outro bacana que divide retaurante com ele.

    1. paulmoura

      18 de maio de 2015 9:28 am

      Essa parece não ser….

      a opinião geral ou você não tem acompanhado o assunto mais a miude. A propósito:

      http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/efe/2014/09/04/ministerio-da-saude-afirma-que-95-dos-pacientes-aprovam-o-mais-medicos.htm

    2. paulmoura

      18 de maio de 2015 9:33 am

      E se bem entendi você

      propõe um apartheid social.

      Assim, teríamos banheiros para coxinhas /, restaurantes para coxinhas, cinemas e teatros para coxinhas, estádios de futebol para coxinhas, praias para coxinhas.

      Para os restantes, o resto, não é assim?

  44. Jair Fonseca

    17 de maio de 2015 11:56 pm

    O idiota terá seus minutos

    O idiota terá seus minutos (ou segundos) de fama. Andy Warhol estava certo já nos anos 60, só que desatualizado quanto às novas mídias, ditas “sociais”. Lembrando Nelson Rodrigues, lembrado por Paulo Nogueira: os idiotas perderam a modéstia.

     

  45. Jossimar

    18 de maio de 2015 12:16 am

    Para mim, este insatisfeito

    Para mim, este insatisfeito apenas assinou um atestado de burrice e falta de educação.

    Não digo ignorância porque as informações estão aí, é só pesquisar para reconhecer que o mais médicos é um grande sucesso.

    Aliás, um dos poucos sucessos do governo dilma.

  46. [email protected]

    18 de maio de 2015 12:40 am

    Muito complexo para a cabeça dessas pessoas

    Tenho muitos amigos médicos.

    O problema não é médico cubano em cidade pobre, é cubano vindo para o Brasil preparando o golpe comunista!!! Estou falando sério, é isso que motiva a crítica, acreditem. Eles não são contra o objetivo do programa, são contra “o que o PT pretende fazer com o país”, e acreditam piamente que se está preparando o golpe. 

    Ah, eles são contra a inexistência de direitos, porque se fosse para brasileiro o governo não oferecia assim, sem FGTS, férias, etc. Há um pouco de razão, porque o emprego é muito precário. 

     

    1. Carlos Lima

      18 de maio de 2015 3:27 pm

      “DIREITO DE PERTURBAR”

      Eu pensava que seus amigos médicos tinham estudado medicina, não a teoria do absurdo. Você acredita mesmo no que escreveu ou pensa? Golpe comunista em pleno século XXI. Aí é de lascar Junior, você por acaso trabalha em alguma lanchonete que serve médico? É bom esses médicos amigos seus pararem de comer suas coxinhas e irem consultar com os cubanos, um medo desses deve ser síndrome de pânico. Tenha paciência né cidadão, fica o tempo todo assistindo filmecos americanos, parece que acredita até em serias e zumbis, mais um que a mente foi devorada pela Globo…Nossa, quanta trololólice.

  47. Paulo F.

    18 de maio de 2015 12:51 am

    Vovo já dizia

    Educação (aquela que a mamy e o papi deceriam dar em casa ) é tudo.

    Já ganhou os cinco minutinhos de fama, agora vai para a lata do lixo da História.

  48. Adilsonbb

    18 de maio de 2015 3:05 am

    zelotes

    Não me importo nem um pingo que o Governo pegue o meu dinheiro pago na forma de impostos e redistribua, principalmente, aos mais necessitados. Portanto o performático coxinha deveria fazer um discurso veemente contra os sonegadores, assim sendo, reclamar por qual razão, a mídia e a “zelite” não dão ênfase à Operação Zelotes?

  49. rdmaestri

    18 de maio de 2015 12:16 pm

    Discurso ou festa de aniversário em restaurante é a mesma coisa!

    A falta de educação está chegando a um extremo, por exemplo eu detesto quando vou a um restaurante, que era para ser um local calmo para se comer, uma mesa ao lado da tua começam a festejar o aniversário de alguém, cantam parabéns, gritam, ou seja perturbam a refeição dos outros.

    O pessoal perdeu a civilidade, pensam que locais públicos são para fazer o barulho que quiserem, incomodarem os outros e outras chatices.

    Se alguém quiser fazer uma festa ou discurso, que fechem o recinto e façam o barulho que for necessário.

    Outra coisa que era extremamente desagradável eram as mensagens dadas por automóveis com alto som nas ruas. Pelo visto as prefeituras proibiram, o sujeito chegava com uma automóvel com grandes amplificadores de som, geralmente a noite, soltavam rojões para chamar a atenção e começavam a tocar músicas bregas e recitarem poemas de amor que não eram do Neruda tudo isto lá pelas 23 horas.

    Há muito tempo, há quase 30 anos, estava com um filho doente em casa, que estava com dificuldade de dormir chegou um desses aparelhos móveis de som e começou a gandaia, quando não parava, desci do meu apartamento e fui terminar com a bagunça, quase que tive que sair no braço com quem tinha encomendado a “homenagem”, mas consegui parar o evento festivo mesmo sofrendo algumas ameaças.

    Não há um espírito cívico das pessoas em respeitar ambientes públicos.

  50. Flávio Prieto

    18 de maio de 2015 8:47 pm

    Só observo que não daria para

    Só observo que não daria para destinar 10% da receita (ou do PIB, como preferem alguns) a cada rubrica importante possível. São bem mais de dez as rubricas essenciais (dentre elas, por exemplo, educação, saneamento, mobilidade urbana e rural, segurança interna e externa, moradias e segurança alimentar, segurança hídrica e energia, atendimento judiciário, representação externa, apoio à agricultura, apoio à pesquisa, reforma agrária, atendimento a minorias, salários e treinamento de servidores, etc.etc.etc.). No final, daria uma conta de 300% … no mais o artigo é muito bom!

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