
da Folha
Raciocinação ideológica, por Leda Paulani
Ortodoxos repetem chavões como se fossem verdades científicas. Eles creem que se governa um país como se gere uma casa
Frank Hahn, nome dentre os maiores no desenvolvimento da teoria que busca demonstrar o virtuosismo dos mercados em sua vocação para o equilíbrio, asseverou nos anos 1990 que a ciência econômica que se compraz com teoremas e axiomas está com os dias contados.
Ademais, afirmou que quem insiste nessas ladainhas age como adepto de religião, tanto mais ortodoxo ficando quanto mais visíveis são os sinais do declínio de sua igreja.
A surpreendente afirmação me veio à mente ao ler, em suas colunas nestaFolha, as críticas de Samuel Pessôa e Alexandre Schwartsman à entrevista que dei ao “Valor Econômico” em 23 de abril. Dentre afirmar que desconheço os dados, sugerir irracionalidade em minha argumentação e perguntar em que mundo vivo, todos os estratagemas foram utilizados para desqualificá-la.
A reação não é despropositada: atingindo o coração dos dogmas que sustentam a macroeconomia nossa de cada dia, essa que a mídia repercute à exaustão e se tornou a bíblia dos mercados, questionei o furor ortodoxo com o resultado primário negativo ocorrido em 2014.
Dado que o superavit primário integra a santíssima trindade da crença, a par do regime de metas de inflação e do câmbio flutuante, natural a indignação.
Como não rezo pela cartilha ortodoxa, penso que o Estado deve ter poder e liberdade para agir de maneira contracíclica, que macroeconomicamente a poupança não é precondição do investimento, que a inflação não é sempre resultado de excesso de demanda, que a doença holandesa é praga que afeta os países periféricos.
Por viver em país que ainda não se construiu como nação, penso que não há razão que justifique o nível atual da taxa de juros; que falar em excesso de demanda com a economia patinhando há quatro anos beira o nonsense; que não há razão que justifique sermos sempre culpados de “não fazer a lição de casa” em razão de uma relação dívida/PIB de 34% (fora reservas), quando a do Reino Unido é 100% e a do Japão é 230%!
Por viver em país que padece de fratura social vexatória, penso que não se pode abrir mão de um Estado interventor e com mão forte para taxar capitais e tributar fortunas, não apenas para fazer políticas públicas; para introduzir progressividade em nosso sistema tributário, não apenas para fazer políticas compensatórias; para investir em infraestrutura, não para fazer política de campeões globais; para alavancar o mercado interno, não para desonerar folha de pagamento.
Tem lá sua graça ver ideólogos falando em realidade, gregoriando cantochões ortodoxos à moda de verdades científicas, verdades tão sagradas que questioná-las passa por coisa de doidivanas. Mas eles nunca se lembram de mencionar os pressupostos de que partem.
Assim, dizer que o país não pode ter deficit de 6,7% do PIB em razão de nossa reduzida taxa de poupança pressupõe que a poupança precede o investimento –isso é verdade, mas no orçamento doméstico! E crer que se governa um país como se governa uma casa, francamente…
Se magicamente os brasileiros dobrassem sua poupança, a situação poderia ser antes pior do que melhor, porque se deprimiriam as expectativas. Foi para ficar com os pés fincados na realidade que me imunizei contra esse tipo de raciocinação, como diria Hegel.
A diferença entre quem repete os manuais de economia americanos e um francês que pensa, está aí à vista de todos, nas livrarias: “O Capital no Século 21”. Ou seriam também ambos, Thomas Piketty e Hahn, radicais insensatos?
LEDA MARIA PAULANI, 60, professora titular de economia da FEA-USP, foi secretária municipal do Planejamento de São Paulo (gestão Haddad). É autora de “Modernidade e Discurso Econômico” e de “Brasil Delivery” (editora Boitempo)
Lionel Rupaud
13 de maio de 2015 12:19 pmSó como lembrete: este Sr A. Schwartsman citado no texto,
quando “economista-chefe do Banco Santander Brasil” indicava aos clientes “Private” do banco (a turma com muito $$$$), o investimento em Fundos de um certo Mr Madoff.
Imagino que a indicação era fruto de muitos estudos baseados nos princípios racionais e sem estratagemas do magnífico neo-liberalismo que dirige o mundo em direção ao Eldorado. Obviamente o que aconteceu em outubro 2008 foi um mero acidente de percurso, que não altera em nada o caminho triunfante.
O Sr Madoff haverá de concordar comigo.
gabi_lisboa
13 de maio de 2015 12:19 pmEu gostaria muito que esses ortodoxos
explicassem em que lugar do universo a teoria deles funcionou. Quando se sobe impostos que só o ze povinho paga, corta-se direitos trabalhistas e se aumenta o juros, tira-se dinheiro do meu bolso para dar para gente do calibre do George Soros num processo vergonhoso de transferência de renda dos pobres para os ricos. Quero ver isso nos levar a prosperidade.
sergior
13 de maio de 2015 12:41 pmLeda Paulani precisa falar o
Leda Paulani precisa falar o mesmo para um certo Joaquim Levy.
oneide
13 de maio de 2015 1:31 pmTexto proto fascista.
Tudo
Texto proto fascista.
Tudo conversa fiada estatista. Sabe porque querem o estado gigante , porque quanto mais poder ele tem, mais controle se tem da sociedade. E controle é tudo na mente de um estatista fascista.
Então temos duas correntes apoiando o intervencionismo:
A esquerda desejando tornar tudo estado(fascismo) e assim acabar gradativamente com a propriedade privada que é o mau supremo do ponto de vista deles.
E o populista proto ditador e seus asseclas, com estado gigante ele pode “petrolar” toda a atividade economica do país, ele pode se locupletar deste poder estatal.
Mais governo menos salário, é um axioma professora.
Athos
13 de maio de 2015 5:40 pmO caminho é o Estado
O caminho é o Estado interventor, como em toda a Europa e nos EUA em sua indústrialização.
Vc tem algum exemplo de sucesso em contrário?
oneide
13 de maio de 2015 8:02 pmAthos este é problema não se
Athos este é problema não se pode falar nada contra o estado que os “pelos” se levantam.
Nem estado interventaor nem anarcocapitalismo.
O estado é o preposto da sociedade não o contrário. Saber tirar o que o estado tem de melhor, que é gerenciar os interesses coletivos e os ganhos de escala, mas saber que ele tem a natural tentência de crescer em poder e tamanho , por isso a sociedade deve colocar freios no estado não acabar com ele.
Observe a “neoliberal” mas nem tanto Margaret Thatcher em entrevista..
[video:https://www.youtube.com/watch?v=0wrlw2BVI84%5D
Athos
14 de maio de 2015 2:55 pmUm país em desenvolvimento
Um país em desenvolvimento precisa de freios de qualquer tipo?
Como disse o Delfim, tem que fazer o bolo crescer….
Repito, não há neste planeta exemplo de país desenvolvido sem Estado forte E interventor na economia. Não há outro caminho e quem diz que há esta mentindo!
Athos
14 de maio de 2015 5:57 pmEu procurei este vídeo por
Eu procurei este vídeo por anos…. onde a musa do neoliberalismo diz que há setores que NÃO devem ser privatizados.
Esta entrevista é um dos maiores argumentos contra o liberalismo econômico atual!
E é basicamente um vídeo anti analfabeto funcional de direita. quando disserem que deve ser tudo privado, basta mostrar este vídeo para iniciar a gagueira!
Juliano Santos
13 de maio de 2015 2:42 pmSensacional. Virei fã dessa
Sensacional. Virei fã dessa economista. Pode ser uma nova Conceição Tavares.
marcosomag
13 de maio de 2015 2:54 pmSem piedade para com os liberalóides!
Ademais aos argumentos científicos, gostei muito de estilo incisivo, quase virulento, da professora Leda. Ando cansado do estilo “almofadinha” de certa esquerda ante os ataques de hilários e fanáticos. Sem piedade para com os liberalóides! Como o pessoal da periferia diz: “aquí o sistema é bruto!”
gentilhomme
13 de maio de 2015 8:32 pmLeda está certíssima no atacado
No varejo, tá mesmo viajando.
É claro que déficit de 7% isoldamente, em crise e com dívida relativamente baixa (aqui um parentesinho: sim, que nem smpre raciocínio de dona de casa vale para a macroeconomia, mas primeiro a Profa Leda mistura dívida bruta com líquida, aquela é de mais de 60% no nosso caso, e a que importa mais atualmente; segundo, o npível de dívida razonável depende da posição do país na hieraquia monetária internacional, de forma que naturalmente o Brasil não pode ser comparado a Japão e muito menos UK), é mais que admissível.
O problema aparece qunado a inflação bate em 8% e o câmbio ainda está completamente fora de lugar ao mesmo tempo! Não há como o país voltar a crescer com o cãmbio assim, porque senão partes crescentes do aumento da renda vazarão – e as expectativas estão deterioradas muito por isso! Acretar o cãmbio caso a inflação estivesse ao rés do chão seria barbada, mas não é o caso: está alta mesmo com cãmbio valorizado.
Nesse caso, ou reduz o déficit drasticamente ou aumenta o juro. Todo mundo sabe que seria melhor fazer o trabalho pelo lado do déficit, que com juro é bem mais difícil. Mas é o que dá.
Isso não é keynesiano, hayekiano, marxista, monetarísta ou novoclássico: é apenas necessário, no cenário atual. A variável a ser observada é o uso mais ou menos intenso do swap, pelo menos até – se – os EUA voltarem ao normal (os juros de longo prazo deles ainda estão em menos de 0,5% a.a., muiot abaixo da taxa esperada de crescimento!).
Tudo que a Leda diz será importante depois que o cãmbio estiver em 3,50 a 4 (depende das outras moedas), a inflação abaixo de 5 e a dívida bruta crescendo em linah com o PIB (pouco acima não seria problema).
Até lá, sorry, é só aritmética, e quasae nada de Teoria – não muito longe do Hahn disse em um tempo em que Teoria era realmente coisa séria.
Clever Mendes de Oliveira
14 de maio de 2015 12:22 amSem defender a inflação todas as explicações são capengas
Gentilhomme (quarta-feira, 13/05/2015 às 17:32),
Sou leigo em economia, mas avalio que a falha de Leda Paulani é de outra ordem.
Para explicar o que eu considero uma falha na argumentação de Leda Paulani, eu trago uma discussão que eu tive com um comentarista que se nomeava “Economista” em um post no antigo blog de Luis Nassif Projetobr. O post era “Preparando o álibi” de domingo 23/12/07 às 07:00 e a discussão iniciou com o seguinte trecho de comentário meu que enviei domingo, 30/12/2007, às 19:50:
“Bem, em comentário meu anterior (um dos quinze primeiros) menciono a dificuldade dos economistas para tratarem sobre a inflação, pois esse não é assunto da área deles (eu não sou economista). A inflação é problema sob o aspecto político. No campo econômico não há uma crítica consistente à inflação. Sem entrar nessa seara sem fim, vale lembrar que a estabilidade da inflação é do índice de preços, os preços com ou sem inflação podem estar subindo ou caindo”.
O comentarista Economista enviou uma resposta na segunda-feira, 31/12/2007 às 08:24 em que ele, depois de reproduzir só a primeira frase do trecho que reproduzir acima dizia o seguinte (Transcrevo o comentário do Economista na íntegra a seguir):
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“Bem, em comentário meu anterior (um dos quinze primeiros) menciono a dificuldade dos economistas para tratarem sobre a inflação, pois esse não é assunto da área deles (eu não sou economista).”
Genial.
Então a inflação é assunto de quem, dos pais-de-santos?
Deve ser por isso que no mundo inteiro, pais-de-santos estão em posições de comando na administração da inflação, e são sempre entrevistados ou publicados sobre tal fenômeno”.
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Corrigir os erros de grafia do texto do comentarista Economista pois, segundo ele os textos dele eram escritos no exterior em teclado não adaptado para o português. E a minha resposta enviada quarta-feira, 02/01/2008 às 23:22, para ele foi a seguinte:
“Pretendo esclarecer ao “Economista” o que eu quis dizer com a frase: “a inflação não é problema econômico, mas sim político”. Não sei se o economista escreveu o que pensou, nem se eu li o que ele escreveu, nem se o que entendi foi o que eu li. Trata-se de dificuldade na comunicação humana.
Suponhamos que haja vários métodos filosóficos de combate ao diabo. O método aristotélico, o hegeliano, o sartriano, etc. Bem, um dia um gaiato pergunta: por que combater o diabo? Ninguém sabe, até alguém responder, ora, o diabo aumenta a produção de CO2 que provoca o aquecimento do planeta. Sendo assim, o diabo deixa de ser um problema filosófico e passa a ser um problema ecológico. Assim é a inflação. Os métodos de combate: aumento de receita tributária, aumento de endividamento público, aumento do juros, valorização da moeda, etc são métodos econômicos. Mas o objetivo de combatê-la é político. Ela é, portanto, um problema político”.
Bem, considero que a falha na argumentação de Leda Paulani é ela não mencionar que a inflação poderia ser a solução para muitos dos problemas econômicos que o Brasil enfrenta. Assim a análise dela fica faltando algo. Para entender a importância da inflação é só lembrar que ao término da Segunda Grande Guerra a dívida pública americana era superior a 100% do PIB. Com taxas de inflação sempre crescentes, alcançando o máximo na década de 70, 25 anos depois da Segunda Grande Guerra, a dívida pública chegou a menos de 30% do PIB no final dos anos 70. Ai com Paul Volcker assumindo a presidência do FED a inflação foi jogada por terra e a dívida pública voltou a crescer. Como emissor da moeda mundial, os Estados Unidos, com a dívida pública bem pequena, puderam se dar ao luxo de subir o juro e levar todos os países da periferia a bancarrota. Com o Brasil a realidade é outra.
Uma segunda falha na argumentação de Leda Paulani e que se observa na argumentação de todo mundo, seja entre os que são favoráveis ao governo seja entre os que são contra, consiste em evitar mencionar a queda do PIB e dos investimentos no terceiro trimestre de 2013. Foi uma queda natural? Teve alguma explicação lógica. Infelizmente não vi nenhum trabalho sobre o que ocorreu na economia no terceiro trimestre de 2013. Aliás, essa falta de referência ao que ocorreu na economia no terceiro trimestre de 2013 ocorre nas análises mesmo de quem não é economista como serve de exemplo a análise que Luis Nassif faz no post “O diagnóstico neoliberal para a crise” de quarta-feira, 13/05/2015 às 19:55 (Penso que o post era de hoje de manhã e teve o horário modificado), e que pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/noticia/o-diagnostico-neoliberal-para-a-crise
No post “O diagnóstico neoliberal para a crise”, Luis Nassif nem fala da vantagem de uma inflação maior nem fala do problema da reversão na retomada do crescimento econômico que ocorreu no terceiro trimestre de 2013. E nem ele nem os outros vão falar. Quem defende a inflação é tomado como um louco. E ninguém quer ir atrás do motivo para a queda do PIB no terceiro trimestre de 2013 com medo de encontrar o ovo da serpente.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 13/05/2015
gentilhomme
15 de maio de 2015 1:12 aminflação
Clever,
os economistas assumimos que a inflação não é um problema político porque parte-se do pressuposto de que todos são a favor de uma estabilidade de preços perfeita ou quase perfeita (alguns economistas afirmam que uma inflação residual pode ser benéfica para acomodar inovações). Mas tu tens razão: em princípio economistas de governo devem se ater aos meios e não aos fins.
Ainda assim, essa assunção não é exata. O grnade economista Ignácio Rangel entendia que a inflação era positiva para a industrialização e, a rigor, a inflação é postiva para o Estado – embora em estados democráticos, ao corroer o poder de compra, é considerada letal para a popularidade de qualquer governo. A Profa. Leda mesmo recentemente disse que não há grande problema em países não desenvolvidos terem inflação moderadamente alta (algo como 15 a 20%, pode-se induzir).
Trata-se de uma idéia altamente herética nos dias de hoje, em que o domínio das idéias liberais (nem sempre da prática) continua muito forte.
Não questiono sua heresia, de fato gosto muito do que ela escreve. Ocorre que temos um país a tocar, e é preciso ajustar a politica econoômica – os fins, dir-se-ia – ao cenário político relevante. Neste, as pessoas, e sobretudo os pobres, são altamente refratários à inflação alta, de forma que me parece uma alternativa a ser descartada por motivos de força maior.
Teodora
13 de maio de 2015 8:36 pmPARABÉNS PROFESSORA
Parabéns professora, por ter pulado fora da canoa furada do governo do haddad
Clever Mendes de Oliveira
14 de maio de 2015 8:47 pmSer reacionário é querer a volta de um passado que nunca existiu
Oneide (quarta-feira, 13/05/2015b às 17:02),
Houve uma tentativa de enviar o comentário ontem, mas por motivo que desconheço ele não apareceu quase um dia depois de ter sido enviado. Volto a o enviar.
A pergunta de Athos era tão simples e você não a soube responder. Vou repetir a pergunta de Athos:
“Vc tem algum exemplo de sucesso em contrário?”
Talvez eu devesse dizer que você não a pôde responder. A bem da verdade, seria subestimá-lo muito afirmar que você não pôde ou não soube responder a pergunta de Athos. Mais correto seria dizer que você não a quis responder. Afinal, você poderia dizer que no início do século XX a carga tributária era em torno de 10%. Então naquela época pode ter existido um país que era sucesso com a presença pequena do Estado.
Este é a essência do seu pensamento: o retrocesso.
Não creio, entretanto, que você seja um retrógrado reacionário que quer a volta ao passado glorioso. Não o vou desmerecer dizendo que você não tem consistência para assumir uma posição intelectualizada de retrógrado reacionário. Vou, entretanto, desmerece-lo acusando de idealista. É isso que são os austríacos, apenas idealistas que acreditam na possibilidade de existência do capitalismo sem Estado e não conseguem imaginar que o Estado é o principal instrumento de desenvolvimento do capitalismo.
A propósito, Paul Krugman lembrou uma distinção importante de quem se volta para o futuro e quem se volta para o passado. Trata-se do post “Fighting for History” de quarta-feira, 13/05/2015 às 12:28 pm e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://krugman.blogs.nytimes.com/2015/05/13/fighting-for-history/
Lá no post ele mostra como quem tem uma visão voltada para o futuro está pronto a reconhecer seus erros enquanto os que se apegam ao passado estão sempre dispostos a defender os maiores erros cometidos.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 14/05/2015