4 de junho de 2026

IBGE eleva projeção para safra agrícola de 2015

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Jornal GGN – A quarta estimativa para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas no ano de 2015 totalizou 201 milhões de toneladas, 4,2% superior à obtida em 2014 (192,9 milhões de toneladas) e maior em 1,250 milhão de toneladas (0,6%) ante a avaliação de março. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Já a estimativa da área a ser colhida é de 57,5 milhões de hectares, um avanço de 2% frente à área colhida em 2014 (56,4 milhões de hectares), com acréscimo de 220.328 hectares (0,4%) em relação ao mês anterior.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 91,6% da estimativa da produção e responderam por 85,4% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimo de 4,7% na área da soja e de 0,1% na área do milho. Já na área de arroz, houve redução de 3,5%. No que se refere à produção, houve acréscimos de 0,7% para o arroz, 10,6% para a soja e diminuição de 3,1% para o milho.

Regionalmente, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas segue com o Centro-Oeste concentrando boa parte da produção, com um total de 81,4 milhões de toneladas, seguido pelo Sul, com 76,3 milhões de toneladas; Nordeste, com 18,9 milhões de toneladas; Sudeste, com 18,3 milhões de toneladas; e Norte, com 6 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, houve incrementos de 9,2% na região Norte, de 20% na Nordeste, de 2,3% na Sudeste e de 7,9% na região Sul.

O Centro-Oeste mostrou queda de 1,8% em relação à produção de 2014. Para 2015, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 23,4%, seguido pelo Paraná (18,5%) e Rio Grande do Sul (16,2%), que, somados, representaram 58,1% do total nacional previsto.

Na comparação com março de 2015, destacam-se as estimativas de produção de milho segunda safra (+1,3%), trigo (+1,2%), cana-de-açúcar (+0,9%), soja (+0,9%), milho primeira safra (-0,6%), feijão terceira safra (-0,8%), batata terceira safra (-1,4%) e café canephora (-1,6%).

Dentre os 26 principais produtos, 11 apresentaram variação positiva em relação ao ano anterior: amendoim em casca primeira safra (0,4%), amendoim em casca segunda safra (3,5%), arroz em casca (0,7%), aveia em grão (22,6%), cevada em grão (10%), feijão em grão primeira safra (7,9%), mamona em baga (140,4%), mandioca (5,1%), milho em grão primeira safra (0,6%), soja em grão (10,6%) e trigo em grão (26,7%).

Os 15 produtos que apresentaram variação negativa no período de análise foram algodão herbáceo em caroço (10,9%), batata inglesa primeira safra (0,8%), batata inglesa segunda safra (2%), batata inglesa terceira safra (20,5%), cacau em amêndoa (10,9%), café em grão – arábica (1,8%), café em grão – canéfora (16,6%), cana-de-açúcar (1,4%), cebola (4,4%), feijão em grão segunda safra (1,9%), feijão em grão terceira safra (12,1%), laranja (7%), milho em grão segunda safra (5,5%), sorgo em grão (12,2%) e triticale em grão (13,5%).

O incremento de produção mais significativo, em números absolutos, superando a 2,0 milhões de toneladas, na comparação com a safra 2014, ocorreu para a soja (9,189 milhões de toneladas). Nesta comparação, as maiores variações negativas, em números absolutos, foram para cana-de-açúcar (-9,724 milhões de toneladas) e milho (-2,466 milhões de toneladas).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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