Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Alexandre Tambelli
19 de maio de 2015 4:00 amA Política no Brasil dois meses depois de 15 de março de 2015.
Acabei realizando este texto/análise particular, um apanhado dos últimos tempos da Política no Brasil e posto aqui.
A Política no Brasil dois meses depois de 15 de março de 2015.
Para o Governo Dilma o silêncio é a arma mais eficaz dos tempos atuais, penso eu. Não temos como agir diante da doença a que se submetem a velha mídia e a oposição política de direita, tanto via Cunha/Renan como via PSDB de Aécio, oposição que caminha num grau de estupidez imenso e sem nenhum interesse com o desenvolvimento econômico e social do Brasil e que elegeu um número significativo de deputados e senadores no Congresso Nacional em 2014 através do antipetismo doentio que se instaurou na sociedade.
Não custa lembrar. Quem se mostrou ser o mais antipetista dos candidatos as classes médias e média-altas tradicionais votaram e se tornaram estes candidatos campeões de votos. Classes sociais muito afeitas ao voto classista e voto influenciado pela narrativa da velha mídia, em especial, Revista Veja e Globonews.
Claro ficou, ao menos para mim, que o erro fundamental do Governo eleito foi não bater a bola no peito, colocá-la na ponta dos pés e chutá-la para o gol assim que o PT venceu a Eleição em outubro de 2014. Ali, Dilma deveria ter ido à TV no dia seguinte e estabelecido o compromisso dela com os vencedores. Veio um silêncio inexplicável por semanas. A direita nesse vácuo de comunicação pôs as mangas de fora e fez aflorar todo o processo contestatório de uma massa ignara antipetista ao extremo, já engravidado no período pré-eleição via Internet e suas mensagens ou apócrifas ou de ódio incitados por colunistas de revistas como a Veja e pelas rádios de notícias + jornais e telejornais da velha mídia.
Aécio pensou que seus 50 milhões de votos poderiam se tornar uma corrente de aliados para derrubar o Governo eleito democraticamente, e no qual o próprio derrotado, se sentiu como o líder de um Golpe contra a Democracia brasileira com direito a tomar posse sem vencer aceitando que se fizesse qualquer coisa para mudar o resultado do pleito.
E depois vimos o resultado de toda essa irresponsabilidade do silêncio inicial do Governo eleito logo após vencer.
Eu tenho como imagem do momento atual que a sobriedade Política vencerá a raiva, as bravatas e o falar/ação violento de conjuntos inteiros de deputados, senadores, governadores, etc. da oposição. A Presidenta Dilma não deve se misturar a esta patifaria toda, ficar sóbria faz bem, porque o clima chegou ao limite. Ela preserva sua imagem assim.
Uma panela a menos a cada dia é o melhor remédio hoje. Um maluco a menos nas ruas é necessário! Imagino eu que Dilma respondendo a velha mídia e a oposição doente, só aumentaria a confusão, só traria mais inimizades para dentro dos lares brasileiros.
É preciso dizer e sem dar voltas. Esses políticos da direita estão doidos, partindo para agressões físicas, como o caso envolvendo a Deputada Jandira Feghali (agredida) e o Deputado Roberto Freire (agressor) e não recriminando situações vexatórias no Congresso Nacional, como a do sindicalista pelego da Força Sindical que colocou a bunda para fora da calça em pleno Parlamento.
Vivemos, atualmente, a doença da busca do Poder pelo Poder nas oposições custe o que custar ao Brasil e à Democracia. E da sobrevivência na base, também, do custe o que custar, vide a PEC da Bengala, que quer impedir que a Presidenta Dilma indique 5 ministros do STF que tem direito constitucionalmente, aumentando a idade de aposentadoria dos Magistrados de tribunais superiores para 75 anos e o embate sem freios entre os dois principais nomes do Legislativo brasileiro Eduardo Cunha e Renan Calheiros e o Procurador Geral da República Rodrigo Janot por este abrir investigações contra os dois políticos em decorrência da Lava-jato.
A PEC da Bengala impediria de serem aposentados alguns Ministros do STF que acreditam Eduardo Cunha e Renan Calheiros mais uma quantidade expressiva de deputados: a maioria do Partido Progressista (PP) votarem contra a possível cassação dos seus mandatos e prisão no julgamento que ocorrerá no STF.
O Governo Federal optou por realizar ações para além da comunicação por este tempo, o que se torna saudável frente à divisão crescente dos brasileiros que formatou parcelas sociais inteiras com ódio ao PT, Dilma e Lula insuflado e apoiado o ódio pela velha mídia e seus colunistas irresponsáveis do tipo Reinaldo Azevedo, Merval Pereira, Alexandre Garcia, Rodrigo Constantino, etc.
Nestes dias lemos sobre investimentos vultuosos no Brasil vindos da China e a busca de outros investidores, até sobre a visita da Presidenta Dilma em 30 de junho aos EUA. A Petrobrás batendo recordes no Pré-Sal e tendo lucros significativos no trimestre e o pacote de novas concessões de obras de infraestrutura do Governo Federal na ordem de mais de 150 bilhões de reais.
São dados concretos para além do discurso do caos, que parece ser a única bandeira da velha mídia e da maioria da oposição política. Aqui respostas concretas ao abstrato noticiário que o Brasil é submetido por serem a quase totalidade dos meios de comunicação brasileiros ferrenhos oposicionistas do Governo Federal. Problemas, temos. Como ignorar a inflação nos alimentos e o pequeno aumento na taxa de desemprego, vindos de problemas relacionados, principalmente, com a construção civil, afetada em muito, pela irresponsabilidade da Lava-jato e de alguns membros do Judiciário, aliados da oposição política, que sonham paralisar o Brasil dificultando o deslanchar de suas obras de infraestrutura necessárias, sonhando até quebrar nossas maiores empreiteiras e a Petrobrás por anseios de tirarem o PT do Poder em 2018.
Eu já passei do tempo de defender um embate direto com a velha mídia e a oposição política, essa gente parecem estar todos doentes, agravada a doença pela quarta vitória seguida do PT nas eleições presidenciais.
O que o Governo fizer de bom para os brasileiros vai ser detonado só por ser o Governo Dilma, e não adianta, se o Governo se comunicar muito a velha mídia e a oposição se enfurecem dobrados.
Em dando certo o plano Levy, a expectativa é de que até o final do terceiro trimestre as coisas entram nos eixos, o Governo Dilma vai recuperando aos poucos sua credibilidade, e para além de qualquer noticiário ou pesquisa de popularidade.
Sem contar que a Direita está em processo de brigas entre seus próprios membros. Eduardo Cunha e Renan X PSDB estarão disputando nestes tempos espaço de destaque na oposição para ser a candidatura/chapa de oposição a Lula em 2018. Presidente da Câmara dos Deputados que sonha ser o primeiro Presidente evangélico do Brasil X PSDB que sonha retornar ao Poder Federal, após 4 vice-campeonatos. Quem vai levar a melhor?
É preciso dizer, o PSDB deu um poder muito grande ao Deputado Eduardo Cunha e pode pagar caro, opinião minha. Um partido que teve 50 milhões de votos não deveria ser antagonista ferrenho nem ser apenas um coadjuvante no Congresso Nacional, comandado por Eduardo Cunha e Renan Calheiros. Porém, o antipetismo doentio lhes fez colocar Eduardo Cunha e Renan Calheiros como presidentes da Câmara e do Senado e o Governo Dilma + o PT como inimigos mortais.
A outra necessidade dos tempos atuais é vivenciada pelo compasso de espera para retornarem os pronunciamentos da Presidenta Dilma em rede nacional de rádio e TV, porque não se tem ao certo uma posição de como realizá-los e o momento de fazê-los. Faço uma explanação aqui.
Parece, impressão atual, que arrefeceu um pouco o clima que até o começo de abril era de extremismo dos políticos da direita e que apoiados pela velha mídia queriam ver o Brasil pegar fogo. Não teríamos como prever as reações da população antipetista se o Governo Federal se pronunciasse nestes dois meses que passaram pós 15 de março.
O eleitor da direita se desmobilizou aos poucos assustado com as ruas e os 10% de extremistas favoráveis ao Golpe Militar e à Ditadura, com os Skinheads e os simpatizantes do Fascismo que foram juntos com essa massa cooptada pela velha mídia e oposição às ruas protestar contra a derrota e mais tudo o que creem ser verdade, mesmo que sem ser plausível os seus desejos nem possíveis de serem realizados (aqui falo do impeachment), porque a realidade Jurídica dos fatos não permite.
O que aconteceu até abril com força deve se concentrar, penso eu, em parcelas menores da sociedade e o diálogo pode retornar.
Se vocês observaram das manifestações de março para a de abril ficaram nas ruas só os radicais da extrema-direita, a população de classe média e média alta tradicional em geral se recolheu e num primeiro instante manteve o antipetismo forte, só que com medo das ruas.
Daí houve uma substituição do chão da Avenida Paulista para o panelaço, que era uma manifestação segura (sem risco de vida e violência), bem ao estilo de um público que não é acostumado com embates mais corpo a corpo, e vive centrado na tríade família, trabalho e balada com amigos. Em maio no dia do Programa do PT na TV esboçaram mais panelaço, mas já estava fraco e desmobilizado.
Talvez a aprovação pela oposição política e de direita na Câmara dos Deputados do PL 4330 (das terceirizações) tenha sido a pá de cal.
Até o famigerado PL 4330 existiu um tempo de ausência de limites dos deputados federais oposicionistas, que creram poder votar qualquer Projeto de Lei, Proposta de Emenda Constitucional no Congresso Nacional porque consideraram as manifestações da direita nas ruas respaldo popular para qualquer decisão que tomassem.
Na semana que passou, vendo o erro brutal do PL das terceirizações (apesar deles quererem sua aprovação), a direita colocou em pauta e votou o fim do Fator Previdenciário para retomar uma possível existência de panelaços futuros com intensidade se a Presidenta Dilma vetá-lo. É a estratégia de não dar 1 minuto de fôlego ao Governo Federal.
E pensando aqui, o Fator Previdenciário tornou-se a moeda de troca da direita. Se Dilma vetar o PL das terceirizações, o que fará, no instante seguinte a Câmara dos Deputados, com seu viés de direita e anti-Governo Federal, aprova o fim do fator previdenciário.
O Governo Federal está trabalhando para modificar a realidade com índices econômicos positivos e ações favoráveis à população, penso eu, antes da Presidenta Dilma se pronunciar em rede de rádio e TV.
Lembremos que àquele pronunciamento do ajuste fiscal e das medidas anticorrupção foi uma gritaria só e reclamamos que dele surgiu um clima ainda mais hostil ao Governo e entre os brasileiros e que se deu o pronunciamento em hora errada. O Governo sentiu o baque ali e agora estuda o momento da Presidenta Dilma se pronunciar sem receios. Sabe que o discurso deve ser contundente e propositivo e mostrar dados positivos que beneficiam A, B e C, porque ai não haverá panelaço na próxima vez que Dilma for à TV.
A comunicação do Governo, aqui sempre sabemos, deve ir para além da velha mídia, mas chegar ao conjunto dos brasileiros de alguma forma.
Hoje, a velha mídia não faz mais Jornalismo, agora a moda é a invenção, vide reportagens de capa sem pé nem cabeça da Revista Época desmentidas em poucas horas; a absurda objeção à indicação feita pela Presidenta Dilma de Luiz Antonio Fachin, um dos maiores juristas brasileiros e unanimidade em sua Profissão, para ocupar a vaga de Joaquim Barbosa no STF; e o caso da entrevista da bolsista do Ciência Sem Fronteiras para TV Globo que inventaram partes de suas respostas com intuito de detonar o programa e o Governo Federal, aqui a Rede Globo pediu desculpas ao seu telespectador pelo erro cometido, tamanha a mentira propagada.
E o oportunismo grassa no universo político da direita. Mais desonestidade do que se fingirem defensores dos trabalhadores brasileiros e dos aposentados e votar o fim do fator previdenciário, que eles mesmos criaram, e que quando chegarem ao Poder podem recriá-lo não existe.
Tudo é apenas uma jogada para tirar o PT do Poder.
Deixo a pergunta:
Como solucionar a divisão de opinião entre as centrais sindicais e o Governo Federal que tem responsabilidade total sobre o orçamento do País na votação do fim do fator previdenciário?
É um jogo sujo demais.
Não se podem dar muitas pistas (o Governo), pensando bem!
Imagina Dilma indo na TV de antemão e dizendo que vai vetar a PL 4330 e que não tem como apoiar, atualmente, o fim do Fator Previdenciário, caem matando nela.
Vivemos uma situação muito difícil!
Por isto defendo que se for para Dilma se comunicar que seja um discurso que não caiba reprovação porque beneficia a todo brasileiro sensato e trabalhador.
Vá à TV e fale do Projeto de Taxação das grandes fortunas que o Governo irá enviar ao Congresso, então, quero ver alguém da classe média, média alta tradicional bater panela. Só o Reinaldo Azevedo e a Miriam Leitão teriam a pachorra de reclamar, certo?
Vivemos um tempo de profunda destruição das convivências entre diferenças, certo?
A oposição surtou. E a velha mídia também.
Vivem em mundo paralelo onde acreditam poder tudo. O que fosse respondido com veemência pelo Governo Federal nestes últimos meses só resultaria em mais violência. A poeira baixando se renovam os olhares, a população pode abrir-se a ouvir.
E, apesar de todo apoio da velha mídia a direita tem se queimado muito com Eduardo cunha, Renan Calheiros (nem tão oposição assim) e Aécio Neves e seus interesses particulares se sobrepondo aos interesses do Brasil. Esta exposição pelo lado negativo será, penso eu, boa para a Presidenta Dilma e Lula. É preciso dar tempo ao tempo.
A economia se acertará com ações. É preciso entender que a Política é um processo e visa o longo prazo. A direita no seu imediatismo foi além do limite e o PT sabe disto. Uma hora a máscara cai. E 2018 está longe.
romério rômulo
19 de maio de 2015 4:06 amquase todos os crimes do FHC contra a Petrobras
tv afiada:
https://www.youtube.com/watch?v=SdxfYO0K9qw
romério
Webster Franklin
19 de maio de 2015 5:42 amGasolina cara ou barata? O Brasil está exatamente no meio
Tijolaço
Gasolina cara ou barata? O Brasil está exatamente no meio, entre 170 países.
17 de maio de 2015 | 17:16 Autor: Fernando Brito
Toda hora você escuta que o Brasil está “lá em cima” nos índices de deficiências: em educação, saúde, burocracia, etc. Muitas vezes é verdade.
Mas escuta e lê nas redes sociais (e às vezes no jornal) que a gasolina brasileira está entre as mais caras do planeta.
Como esta discussão veio à tona depois que a Petrobras apresentou um ótimo resultado em seu balanço, expurgado do que devia e do que não devia ter sido cortado, algumas pessoas atribuíram isso ao preço da gasolina aqui.
Como eu tenho uma vaga ideia de que o papel do jornalismo é informar – e, ao opinar, fazê-lo com base em fatos – já tinha conseguido alguns dados sobre o assunto.
Agora, com a ajuda de um leitor, publico um aplicativo que permite saber o preço de gasolina e diesel em qualquer país do mundo (são 170 na lista), em qualquer moeda que se deseje.
O Brasil está exatamente no meio da tabela, no preço de bomba.
Acima dele, além dos Estados Unidos, onde gasolina é uma espécie de deusa nacional, a imensa maioria é dos países que nadam em petróleo.
Escolhendo o país e a moeda, dólar ou real, você pode chegar às suas conclusões, sem se emprenhar pelos ouvidos com a história de que a gasolina – cuja matéria prima, o petróleo, custa a mesma coisa em qualquer parte do mundo, exceto para as petronações. E convém lembrar que apenas 1/3 do preço da gasolina é o valor pago à Petrobras para produzi-la
http://tijolaco.com.br/blog/?p=26824
Webster Franklin
19 de maio de 2015 5:47 amCrise hidrelétrica foi “para o armário”. E a da água em SP volta
Tijolaço
Crise hidrelétrica foi “para o armário”. E a da água em SP volta a assombrar
18 de maio de 2015 | 12:16 Autor:Fernando Brito
Este blog, estoicamente, tenta tratar os problemas causados pela falta de chuvas do ano passado ( e de janeiro/fevereiro deste ano) com mais informação do que propaganda.
Então, de tempos em tempos, procura fazer um balanço da evolução da situação hídrica, para a geração de energia e para o abastecimento de São Paulo.
À zero hora de hoje, o nível de armazenamento dos reservatórios do Sudeste era de 35,7%, 2,1% a menos do que os 37,8 na mesma data do ano passado, o que torna virtualmente desprezível o risco de que falte água para as usinas hidrelétricas da região.
O consumo caiu ligeiramente, tanto em função do esfriamento da economia quanto de um período antecipado de queda da temperatura. No domingo (dia de menor consumo e menos sujeito ao peso do uso industrial) 18 de maio de 2014, o consumo foi de 51,7 GW médios, contra 49,96 GWmed, ontem.
Se as chuvas do período seco vão ser um pouco maiores ou menores que a média a interferência disso, até outubro, é pequena, pois 10% de pouco é muito pouco também e 5% de muito, como no período chuvoso, é uma enormidade, do ponto de vista da acumulação. Da mesma forma é menos relevante que os reservatórios do Nordeste estejam em torno de 20% abaixo do que tinham há um ano, pois eles representam apenas 20% da acumulação nacional.
Enfim, saiu-se de uma situação de alerta para uma de atenção, apenas.
E a água de São Paulo.
Primeiro é preciso dizer que São Paulo está, veladamente, em uma situação de racionamento camuflado.
Não sou eu quem o diz, mas a insuspeita colunista do Estadão, Vanessa Bárbara, ainda hoje:
“No início era assim: todos os dias, por volta das 17h, a torneira secava completamente. Às 4p4 da manhã, a água retornava como que por decreto, causando estrondos apavorantes nos canos da casa e ameaçando estourar tudo o que encontrasse pelo caminho. A partir de dezembro, houve ocasiões em que a água voltou um pouco antes, lá pelas 4p0, mas passou a sumir cada vez mais cedo. Atualmente, temos água apenas das 5h às 13h, em média. Mas o humor das torneiras é absolutamente imprevisível; uma amiga certa vez acordou às 7 da manhã só para poder lavar o cabelo e deu de cara com um chuveiro seco. Teve de ir para o trabalho sem tomar banho. Por aqui, é comum programar uma lavagem de roupas para o dia tal e dar com os burros n’água, com o perdão da expressão.”
Não aparece mais porque, em São Paulo, “mundo-cão” é poodle e a classe média prefere bater as panelas que enche-las de água.
Aos números, com as mesmas comparações:
Há exatamente um ano, Geraldo Alckmin acionava as suas “gambiarras” para puxar água do “volume morto”, ou as tais reservas técnicas do Cantareira.
Naquela ocasião, somadas as águas ainda acima das comportas e as duas reservas incorporadas ao volume total, a parcela “com água” total era de 37,4% de tudo o que se podia mobilizar.
Hoje é de 15,3% sobre o volume total.
Não é preciso mais fazer as contas para ver o nível de gravidade da situação.
Entre 18 de maio de 2014 e 18 de novembro, daqueles 37,4%, 27,2% foram consumidos.
27,2% é significativamente mais do que os atuais 15,3%, não é?
Mesmo considerando que se tira do Cantareira e mandam aos paulistanos metade da água que era normalmente fornecida. Ontem, retiraram 15,3 m³ por segundo, contra uma entrada de 14 m³/seg.
Mas isso é um detalhe, bom mesmo é bater panela.
PS. A foto do post tirei da Folha. É verdadeira, mas o gráfico do volume de água está errado começa sem o segundo volume morto que “aparece” no final. Exatamente como faziam as estatísticas “malandras” da Sabesp antes que a Justiça a obrigasse a dar os números reais.
Webster Franklin
19 de maio de 2015 10:00 amA autoridade moral de Fernando Henrique Cardoso – I
Carta Maior
18/05/2015
O ex-presidente, que pontifica lições de boa governança para Dilma Rousseff, foi reeleito com dinheiro dos bancos e depois jogou o Brasil na crise
Maria Inês Nassif
A crise econômica vivida pelo governo Dilma Rousseff, no primeiro ano de seu segundo mandato, nem de longe tem a gravidade da que balançou o país no primeiro ano do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (1999-2002). A crise política enfrentada por Dilma apenas é mais intensa que a de FHC nesse primeiro ano de segundo mandato porque ele tinha uma base de apoio que, embora mais vulnerável do que a dos primeiros quatro anos, reunia elementos de coesão ideológica inexistentes na atual coalizão governista. FHC apenas tinha uma posição um pouco mais confortável do que tem Dilma agora.
No governo FHC, a aliança parlamentar se fazia do centro à direita ideológica. Assim, mesmo que houvessem discordâncias pessoais na base parlamentar e quedas-de-braço do Congresso com o Palácio do Planalto – e o então senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) fazia questão que isso acontecesse com regularidade –, nas questões fundamentais para o projeto econômico os interesses convergiam. Ajudava a constituir maiorias parlamentares o apoio dos meios de comunicação às chamadas “reformas estruturais” – e a pressão de fora para dentro do Congresso tinha o poder de resolver as disputas mais mesquinhas.
Nas gestões do PT, a diluição ideológica do apoio parlamentar – ao centro, à direita e à esquerda – tornaram a vida dos presidentes Lula e Dilma mais difícil. No governo Dilma, a exposição de uma fragilidade econômica deu à mídia oposicionista o elemento que faltava para pressionar os parlamentares, de fora para dentro do Congresso, a assumirem posições contrárias ao governo; e, junto à opinião pública, jogar elementos de insegurança e desqualificar toda a gestão anterior.
Ainda assim, e apesar da propaganda contrária ao governo Dilma, não se pode atribuir ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso qualidades morais para pontificar julgamentos sobre política econômica, ajuste fiscal, relacionamento com a base parlamentar, relações apropriadas com financiadores de campanha ou de fidelidade a promessas eleitorais da atual presidente. Se sua experiência ajudar em alguma coisa a crise de agora, é para dar o exemplo de como não fazer o ajuste fiscal, de como não se relacionar com a base parlamentar e de como não fazer política eleitoral.
No ano de 1999, segundo os jornais, o Brasil pagava a conta do governo anterior tucano, que manteve a estabilidade de preços às custas de uma âncora cambial artificial e de uma política fiscal rigorosa, que resultou numa enorme fragilidade externa, em grande desemprego, pífio crescimento econômico e, ironicamente, aumento da inflação.
A conta foi alta. Em 1998, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4%, e em 1999, 0,5%; o dólar, que valia R$ 1,2 em 1998, saltou para R$ 1,8 no ano seguinte. A inflação foi de 8,9% em 1999; o ajuste fiscal do governo imprimiu uma inflação de 19,2% em 1999 sobre os preços monitorados (petróleo e energia). O consumo das famílias teve crescimento negativo de 0,7% em 1998 e apenas 0,4% positivo no ano seguinte. O investimento público federal caiu de 2,1% do PIB em 1998 para 1,4% em 1999; a taxa de investimento, de 17% para 15,7% do PIB; a formação bruta de capital fixo, que sofreu variação negativa de 0,2% em 1998, chegou ao fundo do poço em 1999, com queda de 8,9% em relação ao ano anterior.
As reservas internacionais, que eram de US$ 52,1 bilhões em 1997 e haviam caído para US$ 34,4 bilhões em 1998, chegaram ao perigoso nível de US$ 23,9 bilhões em 1999. O saldo da balança comercial no final do ano eleitoral de 1998 foi negativo em US$ 6,6 bilhões, e em 1999 de US$ 1,3 bilhões. Em 1998, o Brasil perdeu 36 mil postos de trabalho, e 582 mil em 1989.
Eleições caras
Em outubro de 1998, Fernando Henrique Cardoso conquistou o seu segundo mandato no primeiro turno, com a ajuda de financiadores privados de campanha que haviam sido enormemente beneficiados no seu primeiro governo e no governo Itamar Franco, quando o PSDB ocupou o comando econômico que permitiu ao partido e a FHC se credenciarem como os pais do Plano Real nas eleições de 1994.
Segundo a Folha de S. Paulo (“Bancos lideram doações para campanha de FHC”, 26/11/1998 e “Bancos lideraram contribuições a FHC”, 6/6/1999), bancos e instituições financeiras foram os principais doadores de campanha, e contribuíram com 25,7% do total de R$ 43 milhões arrecadados pelo comitê do presidente reeleito.
É o próprio jornal que lembra a razão do interesse de financiadores de campanha do mercado financeiro pelo candidato: “Em novembro de 95, o governo FHC criou o Proer, o programa de socorro a bancos em dificuldade. Já foram injetados R$ 21 bilhões para financiar fusões bancárias”, diz na material de 1998.
Na matéria publicada em 1999, o jornal afirma: “No primeiro mandato de FHC, as instituições [financeiras] viveram anos de prosperidade, segundo balanços divulgados pelo Banco Central, e escaparam dos impostos, segundo a Receita Federal. A soma do patrimônio líquido do conjunto das 223 instituições financeiras mais do que duplicou no periodo, passando de R$ 26,426 bilhões para R$ 55,653 bilhões”.
Além disso, FHC teve uma generosa contribuição de empresas com interesse direto no processo de privatização levado a termo pelo PSDB desde o governo Itamar. Figuravam entre os dez maiores financiadores da campanha de 1998 de FHC a Inepar (que participou do Consórcio Telemar), a Vale do Rio Doce (privatizada em 1997), a Companha Siderúrgica Nacional (CSN, privatizada em 1993, quando FHC era ministro de Itamar), a Copesul (privatizada em 1992) e a Copene (privatizada em 1993). A Andrade e Gutierrez, que também fez parte do Consórcio Telemar, figurava no 11o. lugar entre os financiadores de campanha do tucano. http://cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FA-autoridade-moral-de-Fernando-Henrique-Cardoso-I%2F4%2F33517
Odonir Oliveira
19 de maio de 2015 1:35 pmHomem preso por furtar carne para alimentar o filho consegue …
Homem preso por furtar carne para alimentar o filho consegue emprego
Caso comoveu policiais, que pagaram fiança e deram alimentos ao eletricista. Morador de Luziânia, ele passou a receber ajuda e comemora nova vida.
O eletricista Mário Ferreira Lima, que foi preso após tentar furtar 7 kg de carne de um mercado no Distrito Federal para alimentar o filho de 12 anos, comemora uma mudança de vida. Morador de Luziânia, no leste de Goiás, ele passou a receber ajuda de inúmeras pessoas e já conseguiu um emprego. “Uma mulher cedeu uma vaga de técnico de manutenção em uma empresa. Ele está contratado”, contou o servidor público Daniel de Souza, que também está ajudando a família.
O drama do eletricista começou na última quarta-feira (13), quando ele foi flagrado tentando furtar a carne em um mercado em Santa Maria (DF). Mário, que recebe R$ 70 do Programa Bolsa Família, diz que confundiu as datas do benefício e, ao fazer compras, descobriu que o valor que tinha disponível era insuficiente. Sendo assim, ele tentou esconder a carne na bolsa.
A ação foi flagrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento e, mesmo tentando explicar que cometeu a ação para alimentar o filho, as desculpas não foram aceitas e o dono do comércio acionou a Polícia Militar. Mário foi preso e a fiança foi estipulada em R$ 270.
Ao saber que ficaria preso, o homem chegou a passar mal na delegacia e disse que estava há dois dias sem comer. Ele relatou que estava desempregado há três meses e que ele o filho se alimentavam apenas de pão, banana e bolachas. No entanto, deixou a criança consumir os últimos alimentos que eles tinham em casa.
“Tinha três meses que eu não tinha gás, então a nossa comida aqui era tudo coisa rápida, pois não dava para cozinhar tudo lá fora [no fogão à lenha]. Então, eu comprava sanduíches baratinhos, de R$ 0,60, ou comprava duas ou três linguiças e colocava dentro do pão. Aí a gente estava vivendo assim”, relatou.
Mário diz que a todo o momento se preocupou com o filho. “Quando ele [delegado] me disse que eu estava detido, fiquei preocupado, pois estava com o alimento que iria levar para o meu menino, que ainda não tinha almoçado. Ele mandou me algemar para que eu não saísse correndo, mas eu disse que não iria fazer isso, pois já estava lá no fundo do poço e iria para onde? Aí ele disse que talvez dali a um mês o juiz poderia me chamar para a audiência. Aí eu entrei em desespero”, diz.
Sensibilizados com o caso, a agente de polícia Kelen Lemos pagou a fiança do eletricista e se uniu a outros policiais, que fizeram compras para ajudá-lo. “Ele estava sem se alimentar e não tem como a gente não se sensibilizar. Não fizemos isso de maneira alguma para estimular esse tipo de situação”, afirmou a policial.
O eletricista diz que sua fé o ajudou a sair daquela situação. “Passou um moço na delegacia e eu pedi pelo amor de Deus para ele levar o alimento para o meu filho, que ia chegar do colégio e ainda não tinha comido. Mas ele não fez questão. Aí eu pedi a Deus que não me deixasse passar a noite lá e que eu dormisse em casa. Poucos minutos e a policial apareceu dizendo que iria pagar a fiança. Eu a agradeço demais”, ressaltou.
Ele também fez questão de agradecer os policiais que o compraram alimentos.”Eles são pessoas de bem, não tenho palavras para falar sobre o que eles fizeram. Saímos da delegacia, me levaram em um supermercado e voltei para casa com comida. Eles são anjos”, disse.
Vida nova. Além de alimentos, Mário ganhou um botijão de gás e deixou de usar um fogão improvisado no quintal. Agora, prepara as refeições para o filho, que ele cria sozinho, com o sorriso no rosto. “O barulho da comida e o cheiro são os melhores que tem”, disse.
Segundo o eletricista, apesar das muitas dificuldades enfrentadas, agradece por ter um filho compreensivo. “Graças a Deus ele entendia a nossa situação, pois quando não tinha comida ele comia uma banana, um biscoito e tomava um suco. Mesmo não gostando, ele não reclamava”, disse.
Apesar da reviravolta no caso, Mário vai responder em liberdade pelo crime de furto. Ele diz que aprendeu uma lição. “Deus me livre, não quero passar por isso nunca mais na minha vida e nem quero que ninguém passe. Mas tem gente aí que nunca viveu essa situação de não ter as coisas, sempre teve. Por isso tem que dar valor ao que tem e cuidar”, afirmou.
http://guescher.jusbrasil.com.br/noticias/188795122/homem-preso-por-furtar-carne-para-alimentar-o-filho-consegue-emprego?utm_campaign=newsletter-daily_20150518_1179&utm_medium=email&utm_source=newsletter
Odonir Oliveira
19 de maio de 2015 3:12 pmLeonardo Boff: O direito contra a direita
O direito contra a direita
Leonardo Boff
Prolongando as reflexões do artigo anterior, vejo que para sairmos bem da atual crise, duas pressuposições devem ser consideradas seriamente. Caso contrário há o risco de perdermos tudo o que tivermos projetado: a crise final da ordem capitalista e os limites intransponíveis da Terra. Naturalmente trata-se de hipóteses, mas creio que fundadas.
Primeira pressuposição: o sistema do capital chegou ao seu fim num duplo sentido – fim no sentido de que alcançou seu propósito fundamental – aumentar a acumulação privada até o seu limite extremo. Como constatou Thomas Piketty em seu O capital no século XXI:”os poucos que estão no topo tendem a apropriar-se de uma grande parcela da riqueza nacional, à custa da classe média baixa”. Hoje essa tendência não é só nacional mas global. Os dados variam de ano para ano, mas no fundo se resumem nisso: um grupo cada vez menor detém e controla grande parte da riqueza mundial.
Mas esse fim significa também seu fim como término e desfecho final. A agonia pode se prolongar mas ela é terminal. O capitalismo alcançou o teto e não tem mais nada a nos oferecer, a não ser mais do mesmo que é o produtor da crise. Tocou os limites físicos da Terra; a exaustão dos bens e serviços naturais é real a ponto de a ordem do capital que precisa dos bens da Terra, não conseguir mais se autorreproduzir. Ao forçar a sua lógica interna, pode tornar-se biocida, ecocida e, no limite, genocida. Como não pode mais se autorreproduzir, volta-se sobre si mesmo, acumulando com mais e mais fúria, via especulação financeira. O lema continua ser o mesmo, o perverso”greed is good”(a cobiça é boa). Danem-se a humanidade e a natureza.
Se quisermos sair da crise à base desta lógica, estamos escolhendo o caminho do abismo. Dentro de pouco, todos experimentaremos na carne o sentido da metáfora de Kirkegaard: o palhaço convocou os espectadores a ajudar a apagar o fogo nas cortinas de trás do teatro; todos riam e aplaudiam mas ninguém atendeu o palhaço até que o fogo queimou o teatro inteiro e todos os que aí estavam.
A segunda pressuposição, quase sempre ausente nos analistas econômicos, é o estado gravemente doentio do planeta Terra. A aceleração produtivista está destruindo, célere, as bases físico-químicas que sustentam a vida, além de gerar a vasta erosão da biodiversidade e o irrefreável aquecimento global, cujos gases de efeito estufa atingiram atualmente os níveis mais elevados desde 800 mil anos. Se a partir de agora nada fizermos, como asseverou já em 2002 a sociedade científica norte-americana, ainda neste século, podemos conhecer o “aquecimento abrupto”. Este poderá chegar de 4-6 graus Celsius. Sob esta temperatura, diz-se, as formas de vida conhecidas não irão subsistir e grande parte da humanidade corre grave risco de desaparecer.
Como sair desse impasse? Talvez ninguém tenha condições de oferecer uma alternativa realmente viável, pois ela possui uma dimensão que vai além do Brasil, pois é global.
Minha bola fosca de cristal me sugere três caminhos:
O primeiro, face à gravidade da crise, criar um consenso mínimo, suprapartidário, envolvendo partidos, sindicatos, empresas, a inteligentzia nacional, ONGs e as igrejas ao redor de um projeto mínimo de Brasil fundado em alguns princípios e valores assumidos por todos (caberia identificá-los). Estimo que a liderança de Lula seria ainda suficientemente forte para encabeçar esta proposta. O Governo de Itamar Franco, pós-crise Collor, poderia servir de referência inspiradora.
O segundo, seria constituir uma frente ampla e vigorosa de partidos, sindicatos e grupos progressistas para fazer frente ao forte avanço da direita com suas políticas neoliberais, associadas ao projeto-mundo, liderado pelos países centrais. A direita não tem uma preocupação social consistente, pois ela está interessada no crescimento via PIB que favorece as classes proprietárias e os bancos, deixando os pobres lá onde estão, na periferia. Novamente, estimo que a figura mais adequada para costurar esta frente progressista seria Lula. Mas sua condução deveria ser pluralista e não personalista. A convergência na diversidade, não anularia as singularidades dos grupos que possuem sua identidade e sua história. Mas face a um risco geral, devem relativizar o próprio em função do comum.
O terceiro caminho seria o PT fazer uma rigorosa autocrítica, se recompor internamente, reforçar o nexo do poder com os movimentos sociais, politizar o mais rapidamente possível as bases e apresentar-se com uma agenda nova que completaria a primeira cujos itens básicos seria a infraestrutura em saúde, educação, transporte, urbanização das favelas, reforma política, tributária e agrária.
Mas vejo que o desgaste do PT a partir de um punhado de traidores e bandidos que envergonharam mais de um milhão de filiados e desmoralizaram o país face a ele mesmo e ao mundo, torna frágil, talvez até inócuo este caminho.
Seja como for, à direita devemos opor o direito. Não podemos aceitar a quebra do rito democrático. Quanto a nós não nos é permitido desistir de buscar o melhor para o nosso país, para além das diferenças e desavenças que possam existir. O bem comum deve prevalecer sobre qualquer outro bem particular.
http://www.jb.com.br/leonardo-boff/noticias/2015/05/18/o-direito-contra-a-direita/
Anonimo
19 de maio de 2015 3:43 pmEnquanto isso pessoas dentro
Enquanto isso pessoas dentro da Petrobras sugerem prejuizo gigantesco e obra inacabada na cidade de Uberaba, inaugurada por Dilma em 2014….
E o governo federal, que parece ter dado carta branca a Bendine para esse tipo de corte absurdo, não age para parar essa nova Pasadena… E desta vez sem retorno algum….
“Perigo à vista
Parecer técnico, a ser submetido na próxima semana à diretoria da Petrobras, estaria indicando a hipótese de rescisão contratual da obra da fábrica de fertilizantes da Petrobras em Uberaba. As lideranças políticas devem agir imediamente para reverter a situação, de acordo com a fonte da coluna. Argumentação para a decisão seria apenas financeira, mas deveria levar em conta a questão estratégica da necessidade do país ser autossuficiente na produção de adubos. A paralisação do projeto daria prejuízo da ordem de R$1 bilhão à estatal.”
http://www.jmonline.com.br/novo/?colunas,92,C%C1%20ENTRE%20N%D3S,07/05/2015
“Indefinição continua
Permanece a incerteza sobre a continuidade das obras da fábrica da Petrobras. Os trabalhos no canteiro de obras do Distrito Industrial 3 estão parados. Apenas uma equipe fabrica peças e estruturas em galpão locado na Tecnaço, e outra na montagem, na área abaixo do Terminal de Combustíveis, no DI-3. Prejuízo certo Todos os equipamentos da fábrica de amônia já foram adquiridos pela empreiteira Toyo Setal e devem ser desembarcados na cidade nos próximos dias, comprometendo 60% dos investimentos de R$1,7 bilhão. Ou seja, caso o projeto pare, o prejuízo é da casa de R$1 bilhão. Fazendo as contas, é melhor que o projeto seja concluído, logicamente. Angústia Até a divulgação do Plano de Negócios e Gestão da Petrobras de 2015-2019, previsto para ocorrer em 10 de junho, as lideranças políticas e classistas de Uberaba devem se movimentar. O governador Fernando Pimentel (PT) e a presidenta Dilma Rousseff (PT) devem ser acionados, para que sejam lembrados do compromisso feito por ambos no lançamento das obras da fábrica de amônia.”
http://www.jmonline.com.br/novo/?colunas,92,C%C1%20ENTRE%20N%D3S,17/05/2015
fbiorodrigo
19 de maio de 2015 6:23 pmAcabando com falsos mitos sobre o estado e o mercado!
Por que o governo simplesmente não sai do caminho e deixa o setor privado, os “verdadeiros revolucionários”, inovar? É a retórica que se escuta em todo lugar, e Mariana Mazzucato quer acabar com isso. Em uma palestra enérgica, ela mostra como o Estado, que muitos veem como um gigante lento e antiquado, é realmente um de nossos mais animados assumidores de riscos e formadores de mercado.
https://www.ted.com/talks/mariana_mazzucato_government_investor_risk_taker_innovator?language=pt-br