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  1. Webster Franklin

    13 de maio de 2015 5:30 am

    Vitória ampla de Fachin põe Renan diante de um dilema: ceder ou

    Tijolaço

     

    Vitória ampla de Fachin põe Renan diante de um dilema: ceder ou arriscar-se a perder

     

    13 de maio de 2015 | 00:32 Autor: Fernando Brito  

    fachinrenan

    A vitória por 20 a 7 da indicação do jurista Luiz Edson Fachin mostra que, se é verdadeiro o empenho de Renan Calheiros a rejeitar seu nome, não será fácil sabotar o nome do jurista paranaense.

    Dos sete votos contrários, ainda que em votação secreta, ao menos seis é possível saber a origem: os dois tucanos escalados para esta missão – Aloysio Nunes Ferreira e Cassio Cunha Lima – da banda de música “impixista” – os dois demistas  Ronaldo Caiado e Agripino Maia e o do peeemedebista  Ricardo Ferraço, um dos maiores opositores da indicação. Restam dois, provavelmente o de Magno Malta e de outro peemedebista.

    Só que os senadores do PMDB titulares da comissão são sete, o que daria a Fachin  um quase empate nos votos peemedebistas restantes (sete, com a morte de Luis Henrique) nos votos em igual número dos do PT que não têm assento na comissão.

    Mas Renan não conseguirá levar para o não todos os sete votos restantes do PMDB, o que é virtualmente impossível, até porque pelo menos um, Garibaldi Alves Filho, do RN, já declarou voto favorável. E Roberto Requião, cuja posição é pública e desassombrada. O mesmo deve acontecer com Sandra Braga, senadora pelo Amazonas e mulher do Ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga.

    Logo, ainda que acontecesse todo o poder de Renan, somados aos votos já dados na comissão, seriam 31 a 11.

    O bloco tucano-demista tem ainda 11 votos,  além de Álvaro Dias, que somados aos quatro negativos já dados na comissão, totalizariam levariam o placar para 22 votos contrários  e 33 favoráveis (os 20 da comissão, mais oito do PT, um do PCdoB e um do PSOL, além dos três peemedebistas).

    Ou 23 contra, no caso de não ter entrado em exercício o suplente de Luiz Henrique Ferreira, um tucano, embora o grupo do falecido senador peemedebista fosse um pólo hostil a Renan.

    No PDT, além do líder Acyr Gurgaz, Fachin dificilmente deixará de ter o voto de Telmário Mota e, provavelmente, Cristóvam Buarque.

    No PR, Blairo Maggi deve votar sim. Idem Fernando Collor, do PTB.

    São 37 votos favoráveis, num total de 59 ou 60 senadores, dependendo da posse de Dalírio Berer, de Santa Catarina.

    São necessários, ao menos, mais quatro votos em 20  votos,

    Possível, até provável, mas não garantido.

    Portanto, ninguém se iluda com o placar relativamente folgado da votação na Comissão de Constituição e Justiça.

    A menos que Renan, em lugar de expor-se a um risco de uma votação perigosa, baixe as armas e não mobilize seu grupo para uma votação contrária em bloco, que o colocaria numa situação delicada.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=26742

     

  2. Webster Franklin

    13 de maio de 2015 5:46 am

    A falácia em torno do “aparelhamento” do STF.

    Do DCM

    A falácia em torno do “aparelhamento” do STF. Por Paulo Nogueira

     

     Postado em 12 mai 2015    por :                 A sabatina de Fachin

    A sabatina de Fachin

    Dei um giro no Twitter, em torno do caso Fachin, e fui bater em Míriam Leitão.

    Ela dizia o seguinte: que o que a preocupava não eram o voto e nem as ideias de Fachin, mas o “aparelhamento do STF”.

    Estive na Globo, e sei quanto esta palavra é cara aos irmãos Marinhos: “aparelhamento”.

    Claro que essa preocupação só vale para o lado de lá. Quando Aécio nomeia a irmã, o cunhado e os amigos, não é “aparelhamento”.

    Quando FHC nomeia o genro, e depois demite quando este se divorcia de sua filha, não é “aparelhamento”.

    Quando Serra emprega a família de Soninha na administração pública de São Paulo, não é “aparelhamento”.

    Então Míriam estava apenas repetindo uma expressão que seus patrões adoram empregar contra aqueles de quem não gostam.

    No caso específico do STF, alguém reclamou de “aparelhamento” quando FHC indicou Gilmar Mendes, que se tirar o paletó exporá as plumas de tucano?

    Há uma falácia cínica, ou uma obtusidade desumana, nos debates sobre as nomeações para o STF.

    Indica quem tem mais votos na eleição presidencial. É assim. Isso se chama democracia.

    Os eleitores delegam ao presidente eleito a escolha dos ministros do STF. (Eduardo Cunha parece ter outras ideias, mas isso se chama golpe.)

    Tirando extremos, você pode dividir a sociedade em dois grandes blocos: os progressistas e os conservadores.

    Governos progressistas nomeiam juízes progressistas, afinados com suas ideias básicas.

    Governos conservadores optam por juízes conservadores.

    Quem está no comando de tudo é o povo, que elege um presidente conservador ou um presidente progressistas.

    Nos Estados Unidos da Era Roosevelt, houve um debate em torno da Suprema Corte que mesmerizou o país.

    Medidas de cunho social de Roosevelt, em seus primeiros tempos, no começo dos anos 1930, vinham sendo sistematicamente derrubadas pela Suprema Corte.

    Eram, aliás são, nove juízes, a maioria composta de conservadores para os quais o New Deal de Roosevelt era coisa de comunista .

    Roosevelt, irritado e temeroso de fracassar por conta da Suprema Corte, tentou um golpe.

    Roosevelt, com quatro mandatos, montou uma Suprema Corte progressista

    Roosevelt, com quatro mandatos, montou uma Suprema Corte progressista

    Ele quis impor limite de idade para os juízes, então no cargo vitaliciamente. Argumentava que a capacidade de julgar se perdia em boa parte quando o juiz chegava à idade provecta.

    Roosevelt acabou derrotado, mas seu carisma resolveu tudo. Com seus quatro mandatos, ele pôde, ao longo dos anos, nomear juízes afinados com seu perfil progressista.

    O mesmo vale para o Brasil.

    Os conservadores querem juízes conservadores no STF? Que ganhem as eleições.

    Aí poderão aparelhar a corte. Poderão, caso tenham votos para tanto, montar um STF com doze Gilmares, juízes prontos a fazer coisas como engavetar indefinidamente projetos como o que proíbe financiamento privado de campanhas.

    De resto, mesmo quem não entende de direito há de perceber, com clareza, a diferença de estatura intelectual entre Fachin e aquele a quem deve substituir, Joaquim Barbosa.

    Antes de falar em “aparelhamento”, como fez Míriam Leitão, é preciso olhar para as urnas.

    São elas que, afinal, determinam a composição do STF.

    O resto, como escreveu Shakespeare, é silêncio.A

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-falacia-em-torno-do-aparelhamento-do-stf/

     

    1. Anna Dutra

      13 de maio de 2015 4:19 pm

      Pérolas aos porcos …

      Webster,

      às vezes, me parece que estamos imersos num quadro do Dalí.

      Esta Sra. – ela mesma atingida pela ditadura!! Só Freud! – infelizmente não surpreende mais.  Houve uma época em que os jornalistas se pronunciavam e todos paravam a escutar, ainda que não concordassem, porque a despeito da posição, havia argumentos, uma defesa factual, dados, análise. Hoje, os jornalistas – estes, de que estamos falando, claro – que não deveriam ser chamados assim, são apresentadores de telejornal: repetem o que o “teleprompter” expõe, repetem as fórmulas, os discursos, as narrativas. Ouço a JB FM praticamente todo o tempo, e já estou pensando em abortar a missão. O repertório musical é bom, mas o tal do Alexandre Campos – tornou-se em pouco tempo uma versão raivosa e bem menos cool do Jabor e ainda por cima falando de economia – e o noticiário estão inaudíveis de tão contaminados.  Não há uma só notícia que não seja acompanhada de “mas o Governo…”, “porém, a Presidente Dilma…”.  É inacreditável. Então, comentar Miriam Leitão, Merval, Sardemberg, até o Gaspari (que agora deixou cair a máscara sem pudor – coitada da Dorrit, mulher que me parece séria!) é perda de tempo e tentar arrazoar qualquer declaração ou atitude é lançar pérolas aos porcos.

      É neste momento, de crise grave, que precisaríamos estar bem municiados de uma imprensa livre e pensante e de uma classe política responsável.  Mas onde uns e outros (*)?

      (*) ressalve-se as honrosas e conhecidas – contadas nos dedos das mãos – exceções.

  3. Henrique O

    13 de maio de 2015 7:37 am

    CENSURA JUDICIAL – JORNALISTA MINEIRO É NOVAMENTE PRESO

    Curtas: Censura prévia vira moda novamente

    12 de maio de 2015

    Arnaldo César – Blog do MARCELO AULER

    Foi preso, na última segunda-feira (dia 11/05), em Belo Horizonte, o jornalista Marco Aurélio Carone. Ele é diretor do site de noticias “Novo Jornal”. É acusado de pertencer a uma quadrilha especializada em “difamar, caluniar e intimidar adversários políticos”. Seu crime foi ter tornado público a relação de notórias figuras mineiras que se envolveram com o repasse de R$ 40 milhões dos cofres de Furnas para o “Caixa 2” do PSDB. Trata-se do famigerado “mensalão mineiro”.
    Uma encrenca da pesada. Suspeita-se que os figurões apontados pelo jornalista também estariam envolvidos com o assassinato da modelo e garota de programas Cristiana Ferreira, em meados de 200. Vamos nos abstrair, contudo, das paixões políticas que envolvem escândalos deste quilate. Fixemo-nos, única e exclusivamente, na prisão do profissional da imprensa. O motivo apresentado pela juíza Isabel Fleck, da 1º Vara Criminal de Minas Gerais, para mandar trancafiar Carone é o de que, se ele ficar solto, poderá vir a fazer novas divulgações sobre o caso.
    Ou seja, a Sra. Fleck, no uso de suas atribuições, praticou censura prévia. Exatamente, como se fazia, nos “anos de chumbo” da ditadura militar. Os organismos dedicados à proteção da liberdade de expressão deveriam prestar mais atenção em sentenças como a desta magistrada. Desgraçadamente, a censura prévia voltou à moda nos tribunais deste País.

    http://www.marceloauler.com.br/curtas-censura-previa-vira-moda-novamente/

     

  4. Henrique O

    13 de maio de 2015 7:43 am

    Comuna de Paris: rebelde,

    Comuna de Paris: rebelde, polêmica e… atual

    POR REDAÇÃO – SITE OUTRAS PALAVRAS– ON 12/05/2015 

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    Livro recém-lançado nos EUA sugere: rebelião antecipou, há 144 anos, visões contemporâneas sobre Arte e Ecologia. Diferenças entre marxistas e anarquistas eram menores que se pensa 

    Kristin Ross, entrevistada por Manu Goswami, na Jacobin Magazine | Tradução Vila Vudu

    Em 18 de março de 1871, artesãos e comunistas, trabalhadores e anarquistas, tomaram a cidade de Paris e estabeleceram a Comuna. Esse experimento radical de autogoverno socialista durou 72 dias, antes de ser esmagado num massacre brutal que estabeleceu a 3ª República francesa. Mas socialistas, anarquistas e marxistas nunca deixaram de discutir o significado daquela ação.

    Kristin Ross, em seu novo livro, o poderoso Communal Luxury: The Political Imaginary of the Paris Commune [O luxo da Comuna: imaginário político da Comuna de Paris], expõe com máxima clareza os debates acumulados sobre a Comuna, os quais, como ela diz, calcificaram falsas polêmicas: anarquismo versus marxismo, camponês versus operário, terrorismo jacobino revolucionário versus anarco-sindicalismo e assim por diante.

    Agora que a Guerra Fria acabou e o Republicanismo francês está exaurido, argumenta Ross, podemos afinal livrar a Comuna dessa esclerose. Essa emancipação pode, por sua vez, revitalizar a esquerda contemporânea para agir e pensar sobre os desafios de hoje. Nenhum trabalho especifica mais completamente o que disse Marx, para quem a maior conquista da Comuna de Paris foi sua “existência real em operação”. A seguir, sua entrevista.

    TEXTO-MEIO

     

     

    Seu livro reencena a Comuna de Paris para nossos tempos. Por que o movimento é um recurso para pensar as demandas do presente?

    Kristin Ross – Fico contente que você tenha escolhido “recurso”, em vez de “lição”. Em geral as pessoas insistem em que o passado nos daria lições, ou ensinaria que erros evitar. A literatura em torno da Comuna é cheia de palpites, de engenheiros de obra feita, de gente que goza ante a lista de erros: ah, se os Communards tivessem feito isso ou aquilo, saqueado dinheiro do banco, marchado sobre Versailles, feito a paz com Versailles, se se organizassem melhor, aí, sim, teriam sido bem-sucedidos!

    Para mim, esse tipo de superioridade teórica post-fato é, ao mesmo tempo, estúpida e profundamente a-histórica. Nosso mundo não é o mundo dos Communards. Quanto mais cedo compreendermos esta diferença, tanto mais fácil será perceber os pontos nos quais o mundo deles é, de fato, muito próximo do nosso – mais próximo de nós, talvez, que o mundo da geração dos nossos pais.

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    O modo como vivem hoje as pessoas, particularmente os mais jovens, assemelha-se muito à instabilidade econômica enfrentada pelos operários e artesãos do século 19, que fizeram a Comuna. Muitos deles passavam mais tempo em busca de trabalho do que propriamente trabalhando.

    Depois de 2011, com a volta virtualmente em todos os lugares, de uma estratégia política baseada em tomar espaços, ocupar locais e territórios, converter cidades inteiras – de Istanbul a Madrid, de Montreal a Oakland – em teatros para operações estratégicas –, a Comuna de Paris voltou a ser visível, como se recebesse nova iluminação, entrou novamente na figurabilidade do presente.

    Suas formas de invenção política tornaram-se novamente viáveis para nós — não como lições, mas como recursos, ou como o que Andrew Ross, ao comentar meu livro, chamou de “um arquivo usável”. A Comuna tornou-se imagem para uma história, e talvez para um futuro — diferente dos rumos que a modernização capitalista tomou; e, por outro, dos caminhos que o Estado socialista utilitário seguiu.

    É um projeto que, creio, muita gente partilha hoje, e o imaginário da Comuna é central para aquele projeto. Por essa razão, tentei, no livro, pensar sobre a Comuna ao mesmo tempo como pertencente a nosso passado e como uma espécie de abertura do campo dos futuros possíveis, em meio a nossas atuais lutas.

    O luxo comum (fr. le luxe communal) foi slogan da seção dos artistas da Comuna e dá título ao seu livro. Você pode nos falar sobre a gênese dessa expressão?

    Diferente de “a república universal”, “o luxo comum” não foi um dos slogans retumbantes da Comuna. Encontrei a expressão metida na última frase do manifesto que artistas e artesãos produziram sob a Comuna, quando se auto-organizavam numa federação. Para mim tornou-se uma espécie de prisma pelo qual refratar várias invenções e ideias chaves da Comuna de Paris.

    O autor da expressão, o artesão de artes decorativas Eugène Pottier, é mais conhecido até hoje como autor de “A Internacional”, composto ao final da Semana Sangrenta, antes de o sangue dos massacres ter secado nas calçadas. O que ele e outros artistas queriam dizer com “luxo comum” era alguma coisa como um programa de ação para “beleza pública”: melhoria de vilas e cidades, o direito de todas as pessoas viverem e trabalharem em ambiente agradável.

    Pode-se ver aí uma demanda pequena, talvez mesmo só “decorativa”. Mas de fato implica não só completa reconfiguração da nossa relação com a arte, mas também com o trabalho, as relações sociais, a natureza e o ambiente vivido. Significa mobilização total na direção das duas palavras de ordem da Comuna: descentralização e participação. Implica arte e beleza desprivatizadas, plenamente integradas na vida diária, não escondidas em salões privados ou centralizadas numa monumentalidade nacionalista obscena.

    Os recursos e realizações estéticas de uma sociedade não mais tomariam, como osCommunards mostraram em atos, a forma do que William Morris chamou de “aquela peça básica da estofaria napoleônica”, a Coluna Vendôme. Na pós-vida da Comuna, no trabalho de Elisée Reclus, Morris e outros, mostro como a demanda de que a arte e a beleza florescessem na vida quotidiana continha as ideias chaves do que hoje chamaríamos de desejo “ecológico”, e que pode ser percebido na “noção crítica de beleza” de Morris, por exemplo; ou na insistência de Kropotkin sobre a importância da autossuficiência regional.

    Nas suas fronteiras de alcance mais especulativo, “o luxo comum” implica um conjunto de critérios os sistemas de valorização diferentes do que o mercado fornece, para decidir o que uma sociedade valoriza, o que considera precioso. A natureza é valorizada não como um estoque de recursos, mas como fim em si mesma.

    Seu livro estende a vida da Comuna aos trabalhos de Kropotkin e do socialista britânico William Morris, dentre outros.

    É muito fácil deixar-se tomar, num transe de horror, pelo que Flaubert chamou de a “goticidade” da Comuna, expressão pela qual espero que ele tenha querido referir-se aos horrores da Semana Sangrenta, ao massacre de milhares que levou ao fim da Comuna. De modo algum minimizo o significado do massacre. De fato, vejo aquela espantosa tentativa, pelo Estado, de exterminar um a um e em massa seus inimigos de classe, como o ato de fundação da 3ª República.

    Mas me ocupei mais em documentar o que, para mim, seria o prolongamento da Comuna – o modo como o pensamento communard continuou a ser elaborado depois do fim da Semana Sangrenta, com sobreviventes da Comuna exilados reunindo-se e trabalhando juntos com os apoiadores que você mencionou – camaradas de uma mesma viagem, para quem os eventos da Comuna haviam alterado profundamente o que Jacques Rancière chamaria de “a distribuição do sensível”.

    Descrevo como a onda de choque produzida pela Comuna e as discussões e a sociabilidade que se seguiram, com os que sobreviveram à Comuna, mudaram os métodos desses pensadores, as questões sobre as quais se debruçavam, os materiais que selecionavam, a paisagem intelectual e política que mapearam para si mesmos – em resumo, o caminho deles. Essas ondas imediatas de pós-choque são a continuação da luta, por outros meios. São parte do excesso do evento, e são tão absolutamente vitais para a lógica de qualquer evento, como as ações iniciais pelas ruas.

    Talvez a maior modificação possa ser detectada na trajetória de Marx, depois da Comuna – uma mudança que assume a forma paradoxal tanto de um fortalecimento de sua teoria como de uma ruptura com o próprio conceito de teoria. A Comuna mostrou muito claramente, aos olhos de Marx, que as massas não só modelam a história como também, ao modelá-la, transformam o presente e também transformam a própria teoria. Isso, de fato, é o que Henri Lefebvre tinha em mente, quando falou da “dialética do vivido e do concebido”.

    O pensamento e a teoria de um movimento só são desencadeados com o movimento e depois do movimento. São as ações que criam os sonhos, não o contrário.[1]

    Piotr Kropotkin, Elisée Reclus e William Morris estavam, como você argumenta em seu livro, preocupados em mobilizar as “energias do antigo”, associadas a formas pré-capitalistas e não capitalistas, com o potencial radical de práticas emergentes

    Não só esses, mas também Marx era preocupado com a existência, “anacrônica” em seu próprio tempo, de formas e modos de vida pré-capitalistas.

    O destino das obshchina, aquelas formações agrárias comunitárias russas, que perduraram por séculos, foi importante foco das preocupações dos socialistas ocidentais. O desafio teórico que tomou forma depois da Comuna girava em torno da questão de uma forma-comuna revitalizada: como pensar juntas (a) a espantosa insurreição que aconteceu numa grande capital da Europa e (b) a persistência daquelas antigas formas comunistas no campo.

    Esses pensadores eram todos extremamente atentos ao que se pode chamar “fissuras no tempo” – momentos nos quais a ininterrupta continuidade da modernidade capitalista parece rachar-se e abrir-se como um ovo. Historiadores em geral temem o anacronismo como o maior erro possível. Tendem, por exemplo, a desconsiderar o interesse de Morris pela Islândia de seu tempo, e pelo passado medieval da Islândia, como se fosse nostalgia obcecada. Morris foi, realmente, capaz de ver formações pré-capitalistas e modos de vida como os que haviam florescido na Islândia medieval como  passados, parte da história, e, ao mesmo tempo, como figuração de um futuro possível.

    Isso é sinal, na minha opinião, não de nostalgia, mas de um modo de pensar profundamente historicizado. Sem isso, não temos como pensar a possibilidade de mudança, nem de viver o presente como algo contingente e sem desfecho conhecido.
    __________

    * De um artigo sobre o mesmo livro, pela autora, em francês, no Le Monde Diplomatique, maio 2015.  As duas epígrafes foram acrescentadas pelos tradutores [NTs].

    [1] O prof. Mangabeira Unger, em Conhecimento e Política, ensina que “a esperança é consequência da ação, não é causa dela”. A mesma lição-recurso de pensamento aparece em entrevista que concedeu à Revista Caros Amigos em 1999. É a mesma ideia progressista que se lê acima [NTs].

    http://outraspalavras.net/capa/comuna-de-paris-rebelde-polemica-e-atual/

     

  5. Henrique O

    13 de maio de 2015 7:54 am

    PROPAGANDA MILIONÁRIA DEPOIS DO MASSACRE DOS PROFESSORES

    Acabou a “boa vontade” da RPC/Gazeta com a greve dos professores depois da propaganda de Beto Richa?

    12 MAI 2015 – 22:03  BLOG DO ESMAEL MORAES  

    gazeta_propaganda_richa

    Na sessão da Assembleia Legislativa do Paraná, desta terça-feira (12), veio à tona os primeiros números de gastos do governo Beto Richa (PSDB) com a propaganda sobre o confisco da poupança previdenciária.

    De acordo com números revelados pelo líder do governo, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), o Palácio Iguaçu torrou nesses últimos dias, pós-massacre dos professores, a quantia de R$ 2,7 milhões. A maior parte deste dinheiro – R$ 1,2 milhão – foi para a RPC TV/Gazeta do Povo.

    Coincidência ou não, depois da entrada do dinheiro público nas burras da RPC/Gazeta do Povo acabou a “boa vontade” do grupo com os professores grevistas. Em editorial no último domingo (10), o jornal defendeu o governo tucano ao cravar: “Os professores cruzaram os braços sem ter uma pauta real”.

    O jornalão está equivocado. O governo Beto Richa não apresentou hoje nenhuma proposta concreta para pôr fim à greve de 16 dias. A categoria esperava uma definição da data-base com a reposição da inflação do ano, além do reajuste do piso para equiparação com o que determina a lei federal.

    Na TV afliada à Globo, o governo do estado veicula comercial defendendo o confisco da poupança previdenciária que pertence aos servidores públicos. Na Gazeta, a APP-Sindicato é acusada de má-fé e oportunismo pelo simples fato de defender seus associados! (sic).

    Paralelamente, a oposição se esforça para levantar os valores da ‘operação de guerra’ no último dia 29 de abril. Parlamentares não alinhados ao Palácio Iguaçu estimam que o custo das bombas, diárias para policiais, ração para os cães pitbulls, balas de borracha, helicópteros, viaturas, sessões em regime de urgência na “Casa do Povo” e agora da propaganda ultrapassa os R$ 30 milhões.

    Esse dinheiro daria para bancar parte do reajuste do piso aos professores e pagamento da data-base ao funcionalismo público.

    Na Assembleia, o deputado Chico Brasileiro, líder do PSD, acusou o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, de intransigência com o objetivo de prolongar a paralisação na educação para fazer caixa. Além disso, completou deputado Professor Lemos (PT), o governo pretende culpar os professores pela greve.

    Como se vê, daqui a pouco, com a ajuda da velha mídia, o governo Beto Richa tentará convencer os paranaenses que os culpados pelo massacre de 29 de abril foram os professores que entraram debaixo das bombas que caiam do céu. O tucano já deu um passo nessa direção ao afirmar que “não tem ninguém mais ferido que eu” ao referir-se à surra aplicada nos educadores. Advinha quem ordenou os policiais a meterem bomba nos servidores?

    http://www.esmaelmorais.com.br/2015/05/acabou-a-boa-vontade-da-rpcgazeta-com-a-greve-dos-professores-depois-da-propaganda-de-beto-richa/

     

  6. Mailson

    13 de maio de 2015 9:11 am

    O que Lula disse sobre as delações do bi-delator Youssef

    Lula lamenta que imprensa dê crédito às denúncias sem provas de Youssef

     ter, 12/05/2015 – 18:08Atualizado em 12/05/2015 – 22:51 Fonte: Blog do Nassif

    Jornal GGN – O ex-presidente Lula emitiu uma nota nesta terça-feira (12) lamentando que parte da imprensa tradicional dê margem às denúncias sem provas do doleiro Alberto Youssef, um dos principais réus delatores da Operação Lava Jato. “É uma pena que parte da imprensa brasileira venha tratando bandidos como heróis, quando tais pessoas se prestam a acusar, sem provas, os alvos escolhidos pela oposição”, disse o petista.

    A manifestação de Lula ocorre um dia após o doleiro dizer à CPI da Petrobras, em Curitiba (Paraná), que o Planalto sabia dos esquemas de corrupção na estatal, e que Gilberto Carvalho (ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência) e Ideli Salvatti (que comandou a Secretaria de Relações Institucionais no primeiro mandato de Dilma Rousseff) seriam membros do primeiro escalão do governo que tinham conhecimentos dos pagamentos de propina arranjados pelo PP.

    “É inacreditável que um bandido com oito condenações, que já enganou a Justiça num acordo anterior de delação premiada, tenha palco para atacar e caluniar, sem nenhuma prova, algumas das principais lideranças políticas do país”, lamentou o ex-presidente.

    Leia, abaixo, a nota de Lula na íntegra:

    ***

    É inaceitável que uma grande democracia como o Brasil, com 200 milhões de habitantes, uma das maiores economias do mundo, seja transformada em refém de um criminoso notório e reincidente, de um réu que negocia depoimentos – e garante para si um percentual na recuperação do dinheiro que ajudou a roubar.

    É inacreditável que um bandido com oito condenações, que já enganou a Justiça num acordo anterior de delação premiada, tenha palco para atacar e caluniar, sem nenhuma prova, algumas das principais lideranças políticas do país, legitimadas democraticamente pelo voto popular. Que se dê crédito a criminosos para apontar quem é e quem não é honesto neste País.

    É uma pena que parte da imprensa brasileira venha tratando bandidos como heróis, quando tais pessoas se prestam a acusar, sem provas, os alvos escolhidos pela oposição; quando se prestam a difamar lideranças que a oposição não conseguiu derrotar nas urnas e teme enfrentar no futuro.

    O Brasil merece ser tratado com mais responsabilidade e seriedade.

    Assessoria de Imprensa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

  7. rogerio.bertani

    13 de maio de 2015 9:48 am

    INSTITUTO BUTANTAN em greve

    Intransigência

    Butantan rejeita acordo, e greve contra novo sindicato entra no quarto dia

    Em audiência, advogada avalia que representantes do empregador buscam sindicato com convenção coletiva ‘menos pesada’. Juiz deu cinco dias para a Fundação apresentar defesapor Cida de Oliveira, da RBA publicado 12/05/2015 19:56, última modificação 12/05/2015 20:32 Comments Marcos Santos/USP Imagens marcos santos_butantan.jpg

    Voltado à pesquisa de imunobiológicos, Butantan enfrenta greve contra retrocessos trabalhistas

    São Paulo – A Fundação Butantan, entidade de direito privado que administra o Instituto Butantan, órgão público subordinado à Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, não aceitou acordo em audiência de conciliação realizada hoje (12), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região. Desde a última sexta-feira (8), os trabalhadores da pesquisa, manutenção e produção de vacinas e soros entraram em greve contra a mudança de sindicato imposta pela direção.

    Atualmente, os 1.200 trabalhadores são representados pelo Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo (CUT). Há cerca de duas semanas, a direção da Fundação informou aos empregados um novo enquadramento sindical, com a orientação de que eles deveriam se filiar ao Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Estado de São Paulo (Senalba), filiado à Força Sindical.

    Pelo informativo, os trabalhadores foram informados de perdas de direitos e benefícios conquistados desde que o atual sindicato assinou convenção coletiva com o Butantan, em 2010.

    principais mudanças butantan.png

    quadro comparativo butantan.jpg

    Apesar da falta de consenso, o Sindicato dos Químicos avalia como positivo o resultado da audiência de hoje. Segundo a assessora jurídica Elaine D´Ávila Coelho, as intenções da direção da Fundação ficaram evidentes. “Sem levar defesa, os representantes da Fundação deixaram clara a postura contrária à negociação e demonstraram pouco caso com a paralisação da produção”,afirma a advogada. “Mesmo com a disposição do sindicato de abrir mão de algumas cláusulas, eles foram firmes na posição, deixando para a Justiça decidir.”

    A Fundação tem prazo de cinco dias para apresentar sua defesa. Para a assessora jurídica, o posicionamento deixou claro dois aspectos. O trabalhista, com viés econômico, com a resposta dos representantes de que a convenção coletiva dos químicos “é pesada”, e o político. “Querem um sindicato menos combativo”, diz Elaine.

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    De 2010 para cá, o atual sindicato denunciou uma série de irregularidades na Fundação, que culminou com uma denúncia formal, em 2014, pelo então senador Eduardo Suplicy (PT-SP). O parlamentar enviou cartas ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao Ministério Público, Tribunal de Contas do estado e outros órgãos, cobrando investigação.

    Amanhã, às 7p0, os trabalhadores vão realizar assembleia para discutir os rumos da paralisação.

    Procurada, a direção da Fundação não atendeu a reportagem.

    http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2015/05/fundacao-butantan-rejeita-acordo-e-greve-entra-no-quarto-dia-9361.html

  8. Sairé

    13 de maio de 2015 9:59 am

    Renan dá tempo para o PIG detonar o Fachin

    Publicado em 12/05/2015 no Conversa Afiada

    Renan dá uma semana
    para PiG detonar o Fachin

    Oposição empurrou a sabatina para ganhar uma semana de campanha sórdida

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    No Globo:

    BRASÍLIA – Em sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Luiz Edson Fachin, indicado à vaga de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira que não terá dificuldade em julgar qualquer partido. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), marcou para dia 19, terça-feira, a votação no Plenário. Renan demonstrou contrariedade ao ser questionado sobre a intenção do governo de pedir urgência e fazer a votação ainda esta semana. Segundo Renan, a ‘prudência recomenda’ votação na próxima semana.

    (…)

     

     

    Navalha

    O depoimento inicial já foi o suficiente para Fachin apequenar a Oposição, a começar pelo anão, o Aloysio 300 mil.

    (Que melhor faria se estivesse na NY de Miami , para ver o FHC falar mal do Brasil.)

    A oposição, a começar pelo anão, não tinha o que contrapor: a não ser o argumento enunciado à exaustão pelo Ataulpho Merval.

    Pelo Ataulpho ?

    Fachin nao podia advogar sendo Procurador do Estado do Paraná.

    Logo na primeira resposta ao anão, Fachin desmontou o supremo argumento.

    Mas, a Oposição dali não saía…

    Já se sabia.

    A indicação de Fachin nao tem nada a ver com o Direito ou com a Constituição.

    Como o Ataulpho não se cansa de pregar, de seu supremo púlpito, trata-se de uma questão política, partidária, tucana na essência.

    A única arma da Oposição, a bala de prata – além de convocar os préstimos do grande analista político do PiG, o Youssef – é ganhar uma semana para detonar o Fachin.

    Por isso, no inicio da sessão, o Caiado, o Ferraço (Ferraço, quem ?), o anão e o Agripino Maia (ele brinca com fogo, com o Supremo …) fizeram de tudo para atrasar os trabalhos, com intermináveis questiúnculas regimentais.

    (Louve-se a santa paciência do presidente Pimentel …)

    Renan jogou o jogo da Oposição.

    Adiar.

    Dar tempo ao PiG.

    Tempo de o Youssef, sua amada amante e o Moro destruirem a indicação de uma Presidenta petista.

    Alvaro Dias teve razão, pela primeira vez desde que jogou os cavalos contra os professores de Curitiba.

    Nao fosse esse ambiente sordido, venezuelano em que a Globo transformou o Brasil, Fachin seria recebido no Senado sob aplausos – disse Dias.

    O desempenho de Fachin na sabatina foi brilhante, altivo, seguro, competente !

    O Supremo merece o Fachin.

    O Brasil merece o Fachin no Supremo.

    Fachin acredita no Brasil.

    A Globo, não !

    Essa a diferença essencial.

    Em tempo: assim, Bessinha, o Aloysio 300 mil também vai te processar…. Vou ter que chamar o Klouri pra te defender …

     

    Paulo Henrique Amorim

     

  9. Gilberto Cruvinel

    13 de maio de 2015 11:58 am

    Servidores do Itamaraty entram em greve

    Servidores do Itamaraty entram em greve

    Leandra Felipe – Correspondente da Agencia Brasil/EBC Edição: Talita Cavalcante

    12/05/2015

    Itamaraty

    Outras reivindicações dos servidores do Itamaraty são a concessão automática de passaporte diplomático a todos os membros do Serviço Exterior BrasileiroArquivo/Agência Brasil

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    .

    A greve dos servidores do Ministério das Relações Exteriores que começa hoje (12) no Brasil e no exterior tem como principais reivindicações o pagamento em dia do auxílio-moradia no exterior e os reajustes salariais de assistentes de chancelaria, diplomatas e oficiais de chancelaria. Embaixadas e consulados no exterior com fuso horário à frente do brasileiro, na África, Ásia, Europa e Oceania já iniciaram a paralisação.

    Para avaliar o alcance e a condução do movimento, a presidenta do Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty), Sandra Maria Nepomuceno, convocou uma assembleia para discutir as ações dos grevistas, a continuação da paralisação, além de apresentar o balanço da reunião de ontem (11) em Brasília entre o sindicato e o Departamento do Serviço Exterior do Itamaraty.

    Outras reivindicações da pauta são a concessão automática de passaporte diplomático a todos os membros do Serviço Exterior Brasileiro, que não contempla os assistentes de chancelaria; além de regras para os plantões consular, diplomático e dos setores de comunicações dos postos no exterior, que hoje não têm regime de compensação de horas para quem realiza os plantões.

    Saiba Mais

    Servidores do Itamaraty entram com indicativo de greve

    A oficial de chancelaria Ivana Lima entrou no ministério em 2007 e há um ano e oito meses vive em Atlanta. Ela participa do movimento grevista e explica como a irregularidade do pagamento dos benefícios afeta seu orçamento doméstico. Segundo ela, o valor do aluguel da casa onde mora equivale a três quartos do salário líquido.

    “Irregularidades no pagamento como atrasos de um ou dois meses já aconteceram antes, mas de agosto de 2014 para cá tivemos atrasos de três ou quatro meses”, conta. Segundo ela para manter o aluguel em dia, foi preciso recorrer às reservas, empréstimos e cartões de créditos. “Vivemos no vermelho e não podemos planejar nada”, acrescenta ela, que é casada e tem um filho. Filiada ao Sindicato, Ivana defende que seja firmado acordo escrito pelo Itamaraty com o compromisso de regularização do pagamento do auxílio-moradia no exterior.

    O Itamaraty reconhece as dificuldades para cumprir o compromisso. Em um ofício enviado pelo ministério ao sindicato no dia 16 de abril, o Itamaraty afirmou se solidarizar com o pleito da regularização e pagamento dos auxílios atrasados, e informou estar empenhado na obtenção da verba para o repasse. Segundo o ofício, o saldo destinado para este tipo de despesa é insuficiente.

    O impacto do atraso afeta todos os servidores e é mais grave em cidades com alto custo de vida. Osvaldo Nascimento é casado com uma oficial de Chancelaria e vive em Canberra, capital australiana. Eles têm três filhos de 17 anos, 14 anos e 12 anos. Ele disse à Agência Brasil que a família já usou todas as economias que tinha por causa do pagamento atrasado e o que ajuda a minimizar é o fato de que ele pode trabalhar.

    “Mas trabalho pelo dinheiro e estou fora da minha carreira”, pondera. “O visto de trabalho que tenho é limitado e aqui trabalho carregando malas em um hotel e como lavador de pratos”, diz Osvaldo que, no Brasil, era professor universitário de português em Brasília. A família vive fora há oito anos. O primeiro posto foi em Tóquio e agora em Canberra.

    Com relação à reivindicação salarial, o Sinditamaraty informa que, em 2008, os diplomatas tiveram reajuste salarial, mas os assistentes e oficiais de chancelaria não receberam aumento.

     

  10. Gilberto Cruvinel

    13 de maio de 2015 12:15 pm

    A falácia em torno do “aparelhamento” do STF

     

    A falácia em torno do “aparelhamento” do STF

    por Paulo Nogueira – Diário do Centro do Mundo

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    Dei um giro no Twitter, em torno do caso Fachin, e fui bater em Míriam Leitão.

    Ela dizia o seguinte: que o que a preocupava não eram o voto e nem as ideias de Fachin, mas o “aparelhamento do STF”.

    Estive na Globo, e sei quanto esta palavra é cara aos irmãos Marinhos: “aparelhamento”.

    Claro que essa preocupação só vale para o lado de lá. Quando Aécio nomeia a irmã, o cunhado e os amigos, não é “aparelhamento”.

    Quando FHC nomeia o genro, e depois demite quando este se divorcia de sua filha, não é “aparelhamento”.

    Quando Serra emprega a família de Soninha na administração pública de São Paulo, não é “aparelhamento”.

    Então Míriam estava apenas repetindo uma expressão que seus patrões adoram empregar contra aqueles de quem não gostam.

    No caso específico do STF, alguém reclamou de “aparelhamento” quando FHC indicou Gilmar Mendes, que se tirar o paletó exporá as plumas de tucano?

    Há uma falácia cínica, ou uma obtusidade desumana, nos debates sobre as nomeações para o STF.

    Indica quem tem mais votos na eleição presidencial. É assim. Isso se chama democracia.

    Os eleitores delegam ao presidente eleito a escolha dos ministros do STF. (Eduardo Cunha parece ter outras ideias, mas isso se chama golpe.)

    Tirando extremos, você pode dividir a sociedade em dois grandes blocos: os progressistas e os conservadores.

    Governos progressistas nomeiam juízes progressistas, afinados com suas ideias básicas.

    Governos conservadores optam por juízes conservadores.

    Quem está no comando de tudo é o povo, que elege um presidente conservador ou um presidente progressistas.

    Nos Estados Unidos da Era Roosevelt, houve um debate em torno da Suprema Corte que mesmerizou o país.

    Medidas de cunho social de Roosevelt, em seus primeiros tempos, no começo dos anos 1930, vinham sendo sistematicamente derrubadas pela Suprema Corte.

    Eram, aliás são, nove juízes, a maioria composta de conservadores para os quais o New Deal de Roosevelt era coisa de comunista .

    Roosevelt, irritado e temeroso de fracassar por conta da Suprema Corte, tentou um golpe.

    Roosevelt, com quatro mandatos, montou uma Suprema Corte progressista

    Roosevelt, com quatro mandatos, montou uma Suprema Corte progressista

    Ele quis impor limite de idade para os juízes, então no cargo vitaliciamente. Argumentava que a capacidade de julgar se perdia em boa parte quando o juiz chegava à idade provecta.

    Roosevelt acabou derrotado, mas seu carisma resolveu tudo. Com seus quatro mandatos, ele pôde, ao longo dos anos, nomear juízes afinados com seu perfil progressista.

    O mesmo vale para o Brasil.

    Os conservadores querem juízes conservadores no STF? Que ganhem as eleições.

    Aí poderão aparelhar a corte. Poderão, caso tenham votos para tanto, montar um STF com doze Gilmares, juízes prontos a fazer coisas como engavetar indefinidamente projetos como o que proíbe financiamento privado de campanhas.

    De resto, mesmo quem não entende de direito há de perceber, com clareza, a diferença de estatura intelectual entre Fachin e aquele a quem deve substituir, Joaquim Barbosa.

    Antes de falar em “aparelhamento”, como fez Míriam Leitão, é preciso olhar para as urnas.

    São elas que, afinal, determinam a composição do STF.

    O resto, como escreveu Shakespeare, é silêncio.A

  11. alfeu em outro ponto

    13 de maio de 2015 2:43 pm

    *

    Estudo mostra cada quilômetro feito de bicicleta na Dinamarca gera de lucro de € 0,16

    Margareth Marmori, correspondente da RFI em Copenhague

    http://www.portugues.rfi.fr/geral/20150513-linha-direta

    Em Copenhague, a capital da Dinamarca, cada quilômetro rodado de carro custa pelo menos seis vezes mais caro do que um quilômetro percorrido de bicicleta. A conclusão é de pesquisadores das universidades de Lund, na Suécia, e de Queesland, na Austrália, que publicaram recentemente artigo sobre o assunto.

    Para chegar a essa conclusão, o pesquisadores usaram uma técnica chamada análise de custo-benefício que compara o uso da bicicleta ao uso do automóvel. Eles analisaram as vantagens e desvantagens econômicas de vários fatores como criação de empregos, saúde, manutenção e construção de vias, poluição e engarrafamentos. A conclusão foi que o transporte de automóvel é muito mais custoso para a sociedade do que o de bicicleta.

    Segundo o estudo, quando todas as despesas da sociedade e dos cidadãos são somadas, o impacto do quilômetro rodado do automóvel é de € 0,50 e o da bicicleta é de apenas € 0,08. Analisando os custos para a sociedade, os pesquisadores descobriram que pedalar ainda dá lucro na Dinamarca: um quilômetro de bicicleta gera € 0,16, enquanto um quilômetro de carro dá prejuízo de € 0,15.

    O estudo foi descrito em artigo publicado na revista científica Ecological Economics. O trabalho contribui para a discussão sobre as vantagens para a sociedade do emprego da bicicleta como meio de transporte urbano.

    Método pode ser exportado

    Um dos autores da pesquisa, o sueco Stefan Gössling, afirmou à Rádio da Suécia que o método pode ser usado em qualquer lugar do mundo e que daria resultados semelhantes em outras cidades. Para ele, não há dúvida de que todas as cidades podem lucrar ao investir na melhoria das condições para o transporte de bicicletas.

    A pesquisa é uma boa notícia para Copenhague, que se autoproclama “a cidade das bicicletas” e que tem investido pesadamente na melhoria das condições para esse tipo de transporte. Nos últimos dez anos, o governo local gastou cerca de € 134 milhões (cerca de € 450 milhões) em obras como construção e alargamento de ciclovias e pontes exclusivas para ciclistas. Esses investimentos incluíram as populares superciclovias, que são vias expressas que possibilitam o trajeto mais rápido e direto de Copenhague aos setores residenciais no entorno da cidade.

    Os investimentos têm dado resultado: na capital dinamarquesa, a bicicleta é mais popular do que o automóvel. De acordo com a prefeitura, no ano passado, quase dois em cada três dos 750 mil moradores da cidade escolheram a bicicleta para fazer os percursos de ida e volta para o trabalho ou para a escola.

    Bicicleta também causam problemas

    Os ciclistas reclamam da falta de estacionamentos para as bicicletas. Existem quase 680 mil delas na capital dinamarquesa e seus usuários frequentemente têm dificuldades para encontrar um local adequado para estacionar e acabam deixando seus veículos em passeios e calçadas.

    O problema é mais grave para os que precisam estacionar junto às estações de trem ou metrô, onde milhares de bicicletas disputam espaço em estacionamentos abarrotados. A prefeitura de Copenhague já prometeu melhorar os estacionamentos, o que daria mais conforto aos que moram longe do centro da cidade. Muitos dos que residem nos arredores de Copenhague combinam o transporte coletivo com o ciclismo para chegar ao trabalho ou à escola.

    Mas os transtornos causados pelas bicicletas têm pouco significado quando comparados às vantagens do ciclismo, que inclusive atrai turistas. Em um estudo da agência local de turismo, mais da metade dos visitantes perguntados disseram que a cultura do ciclismo foi uma das motivações principais para visitar a capital dinamarquesa.

  12. gabi_lisboa

    13 de maio de 2015 3:27 pm

    Do HuffingtonPost: Internet.Not

    Mark Zuckerberg’s plan for world domination is in deep trouble.

    The billionaire Facebook founder recently took to his social network in a bid to save Internet.org, his plan to give billions of the planet’s poorest people a limited taste of the World Wide Web.

    “We have a historic opportunity ahead of us to improve the lives of billions of people,” he said in an impassioned video plea. “It’s just the right thing to do.”

    Internet.org is essentially a mobile application that provides free access to a handful of other applications, platforms and websites, including Facebook, Wikipedia and the BBC. Use of Internet.org comes at no cost; local carriers stream data via the service for free.

    As apps go this might seem well and good but Zuckerberg sees Internet.org as far more than an app. If things proceed as planned, it will represent the entirety of the Internet for a significant proportion of the world’s population.

    And that’s the problem because Internet.org isn’t the Internet. It’s an enclosed digital domain that doesn’t benefit the poor so much as it pads Facebook’s bottom line. Imagine the benefits of a billion new subscribers for a company whose business is built on harvesting user data.

    As Facebook pushes Internet.org from continent to continent, backlash against the effort has also spread.

    From India to Indonesia, Brazil and Africa

    The plan ran aground in India last month as local Net Neutrality supporters saw Internet.org as a violation of the open Internet. They rallied Indian activists and pressured mobile phone services to abandon the Facebook partnership. Several prominent partners withdrew from the program, citing concerns about Facebook’s gatekeeper approach.

    It’s now facing opposition in Brazil, where local digital rights advocates sent a letter to President Dilma Rousseff objecting to the government’s partnership with Internet.org. “We believe this project … could jeopardize the future of Brazil’s information society, the digital economy and the rights of users on the network, such as privacy, freedom of expression and Net Neutrality,” the letter reads.

    In Indonesia, one of the largest mobile carriers, XL Axiata, recently withdrew from the initiative, citing the controversy in India among other concerns. And tech entrepreneurs and activists across North and East Africa are organizing opposition to Internet.org at two upcoming regional conferences.

    Meanwhile, Facebook’s high-profile scheme has overshadowed local efforts to get people connected to the full Internet.

    Last week Zuckerberg launched a passive-aggressive response to the mounting opposition. “We have to ask ourselves what kind of community do we want to be,” he said. “Are we a community that values people and improving people’s lives above all else? Or are we a community that puts the intellectual purity of technology above people’s needs?”

    Lurking behind this false choice is a critique of the global Net Neutrality advocates who have led the charge against Internet.org.

    “It’s not the community of people that are fighting for Net Neutrality that are depriving people of full Internet connectivity,” said Niels ten Oever, head of digital for free speech group Article 19. “It’s the telcos, companies and governments that have the capacity and resources to do so, but who don’t.”

    “If defending Net Neutrality is a challenge, try convincing policymakers that there are better solutions to affordable access than offering the ‘free Internet’ via cellphones,” Cristiana Gonzalez of the University of Sao Paulo wrote in an email. Gonzalez points to ambitious programs like GESAC, a collaboration between the Brazilian government and communities that provides high-speed connectivity to some of the country’s most underserved and remote regions.

    In their letter to Brazilian President Rousseff, advocates mention alternatives to Internet.org like Uruguay’s Plan Ceibal, which promotes free access, and Coletivo Digital, which is attempting to build 3,000 “digital inclusion telecenters” across the country.

    “The Googles and Facebooks of the world can lure local users onto their global sites and platforms, but what happens to local Internet entrepreneurs who are trying to launch their own online businesses and services?” asked Ali Hussein Kassim, a Nairobi-based tech entrepreneur and advocate.

    Kassim is helping to place Internet.org on the agenda of African Internet forums in Tunisia later this month and in Nairobi in July.

    Kenya has launched a Universal Service Fund, which obligates telecommunications companies to contribute a small percentage of revenues to connecting rural and low-income communities. While the program remains untested in the field, Kassim is encouraged that program funding has begun to flow.

    In the face of the growing criticism, Facebook recently decided to open Internet.org to more partners – while maintaining its gatekeeper role. “It’s like inviting me into your house and telling me that I can do this and that,” Kassim said. “People like us will continue pushing and pushing and pushing and pushing until they hear us. We will not give up.”

    The ZuckerNet’s Small World

    “To argue that providing a non-neutral Internet to people in poverty is better because it’s free is to say that such people do not require the public policy protections that are provided to others,” said Parminder Jeet Singh, executive director of IT for Change in India. Activists in India, who have collected more than a million signatures in support of Net Neutrality protections, are among those most vocally opposed to Internet.org.

    Zuckerberg doesn’t want to offer poor people the open Internet; he wants to provide access to only the sites that meet Internet.org’s criteria. The Zuckernet is a small universe where you can “like” your favorite pet meme, look up Wikipedia’s definition of “paternalism” and read text-based news briefs from the BBC World Service.

    Because Internet.org limits rich media usage, it’s not a place where you can upload videos exposing local corruption or police brutality. It’s not a place where you can share photos with distant family members. And if you’re hoping to start your own online business, you’ll first have to maneuver through Facebook’s predatory approval process and privacy policy before you can charge customers.

    The real Internet is the better option, of course. And there are genuine efforts underway to connect more people in the regions Zuckerberg has targeted.

    If Zuckerberg actually cares about helping the world’s poorest in this way, he should use his wealth and influence to boost the initiatives that are already on the ground.

    As Internet.org sputters, the tech billionaire should chart a new course – one that supports the people and organizations that have devoted a great amount of time and energy to solving this problem.

  13. romério rômulo

    14 de maio de 2015 12:52 am

    Operação Zelotes

    dos ricos do Brasil:

    http://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2015/05/13/zelotes-ve-indicios-de-irreguraridades-envolvendo-r-5-bi-de-ate-20-empresas.htm

    romério

     

     

     

     

     

     

     

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