Para Celso Vilardi, que defende um empresário da Camargo Corrêa na Operação Lava Jato, o Mensalão deixou como herança uma grande ânsia popular por punições de crimes de colarinho branco, que prejudica o cumprimento de regras processuais e põe em xeque direitos individuais

Jornal GGN – O criminalista e professor de Direito da FGV, Celso Vilardi, defensor do empresário João Auler (Camargo Corrêa) na Lava Jato, disse, em entrevista concedida com exclusividade ao GGN na última terça-feira (5), que as investigações sobre o esquema de corrupção na Petrobras “escancara a necessidade do juiz de instrução”, figura inexistente no Brasil principalmente por falta de recursos humanos. Isso, em tese, ajudaria a reduzir as chances de descumprimento de regras processuais e outros erros que podem ser cometidos graças à contaminação política do caso.
Num cenário ideal, segundo Vilardi, o juiz de instrução acompanharia a coleta de provas para garantir a busca pela verdade nos inquéritos, enquanto um segundo juiz – este não contaminado pelas informações obtidas no andar do processo nem pressionado pela mídia – cuidaria especialmente de analisar o caso e proferir o julgamento imparcial. Na Lava Jato, quem concentra essas atividades é o juiz federal de Curitiba, Sérgio Moro.
“Quando o juiz acompanha toda a investigação, (todas) as delações (premiadas feitas pelos réus delatores), e é um ser humano, é impossível que ele não seja influenciado na hora de julgar a causa. Seria de todo conveniente que tivesse um juiz para as investigações e depois a denúncia vai para outro juiz que não esteja contaminado pelas provas colhidas. (…) O juiz do processo pode ter mais calma, tranquilidade e efetivamente não se sentir pressionado a decidir coisas que alegram a mídia”, ponderou Vilardi.
Defensor ferrenho dos direitos individuais garantidos pela Constituição, Vilardi, que também atuou em outra grande operação da Polícia Federal, a Castelo de Areia, avaliou que o julgamento da Ação Penal 470 (Mensalão) deixou como herança para a Lava Jato uma ânsia popular por punição de figuras supostamente envolvidas em crimes de colarinho branco. A pressão pela rapidez dos julgamentos a qualquer custo, refletida nas páginas dos jornais, é tanta que o próprio Judiciário e o Ministério Público estariam sucumbindo.
“Para a infelicidade de quem defende o garantismo como eu, nós tivemos dois casos de grande repercussão. Primeiro o Mensalão, e agora a Lava Jato. A coincidência desses dois casos é o partido do governo envolvido ainda que indiretamente. Isso faz com que todas as pessoas que não gostam do governo passem a aplaudir qualquer tipo de medida que passe por cima de direitos individuais em nome de uma punição. Virou um fla-flu”, disse Vilardi.
Vulnerabilidades
Em entrevista conduzida pelo jornalista Luis Nassif, Vilardi lembrou que a competência de Moro para julgar a Lava Jato – um caso que extrapola o território do Paraná – é questionada na Justiça, assim como outros pontos aparentemente vulneráveis no processo, como as delações premiadas obtidas por meio de prisões preventivas e sem critérios bem delineados. Os métodos de investigação do Ministério Público e da Polícia Federal, que incluem interceptações telefônicas questionáveis, também entraram na mira dos advogados.
“A Procuradoria [Geral da República], em Brasília, também não teve critério [ao pedir a instauração ou arquivamento de inquéritos de políticos com base, apenas, nas delações premiadas]. Tem gente que teve arquivamento porque a prova era dúbia, sem indícios suficientes. E tem gente que teve, mesmo sem indícios suficientes, inquérito aberto. Não teve critério! Essa é a crítica do Congresso à Procuradoria, e com razão”, disparou.
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Confira, abaixo, a primeira parte da entrevista com Celso Vilardi, na íntegra.

Jornal GGN – Recentemente procedimentos jurídicos foram questionados porque acabam eternizando processos, e membros do Judiciário apresentaram um contaponto a isso, cobrando mudanças nas leis por resultados mais rápidos, como a redução do número de recursos possíveis. Não há um meio termo para permitir processos com duração mais breve sem comprometer direitos individuais?
Celso Vilardi – Eu diria que o necessário é o meio termo. Uma Justiça boa não se faz com uma Justiça que permite processos que não terminam jamais, com recursos que nunca são julgados. A culpa disso é da demora dos próprios tribunais, que estão se corrigindo. É possível diminuir o tempo de tramitação sem eliminar recursos. É possível que tribunais tenham gestão melhor. Por outro lado, também não é saudável a Justiça que passa por cima de regras processuais. O devido processo deve ser cumprido segundo a Constituição. Não podemos ter um caso de grande repercussão excepcional, que não cumpra as regras processuais em nome da rapidez.
GGN – E sobre a questão do garantismo (defesa de direitos individuais) no Supremo Tribunal Federal (STF), o que tem mudado nos últimos anos?
Vilardi – Eu acho que o garantismo prevaleceu no Supremo, majoritariamente falando, até a saída do ministro (Sepúlveda) Pertence. Ali vivemos um momento de transição. Entraram muitos juizes que não tinham apreço pelo garantismo como tinha o ministro Pertence. Para a infelicidade de quem defende o garantismo como eu, tivemos dois casos de grande repercussão. O primeiro é o Mensalão, e agora, a Lava Jato. A coincidência desses dois casos é que temos o partido do governo envolvido ainda que indiretamente – as pessoas físicas, não jurídicas. Isso faz com que todas as pessoas que não gostam do governo passem a aplaudir qualquer tipo de medida que passe por cima de direitos individuais em nome de uma punição. Isso vira um fla-flu. Palmeiras e Corinthians. No Mensalão, todo mundo queria uma condenação, independentemente de saber quem era efetivamente culpado. A sociedade formou o juízo de que todos eram culpados. A mesma coisa acontece com a Lava Jato. Isso, na verdade, faz com que juízes que passam por cima de direitos e garantias, processualmente falando, sejam aplaudidos.
GGN – O que se nota é um clima em que todo mundo, inclusive o Judiciário, está atendendo ao clamor das ruas. Isso é reversível?
Vilardi – Acho que vamos passar por mais uns quatro anos até que isso seja revertido. Digo daqui uns quatro anos porque o Mensalão trouxe a ânsia por condenação e prisão, inclusive antecipadas. Eu sou professor e posso falar com certo conforto que a academia se silenciou no Mensalão e, agora, na Lava Jato. Acontecem coisas que são absolutamente inconcebíveis. Qualquer estudante de Direito ficaria estupefato com a questão de uma competência em Curitiba que julga casos que aconteceram no Rio de Janeiro, no Norte, no Nordeste [alguns réus alegam que Sérgio Moro não deveria atuar em um caso que excede sua circunscrição jurídica]. Mas, infelizmente, a academia não tem tido coragem para se manifestar em função de que, hoje, a manifestação em favor das regras processuais é uma manifestação que desagrada a sociedade. A academia está quieta, mas acredito que vá começar a se manifestar. Passa pela academia a reversão desse processo.
GGN – No leque de críticas processuais, a primeira apontada é a questão da competência de um juiz do Paraná julgar tudo. Uma segunda questão seria a prisão preventiva para se obter delações?
Vilardi – A prisão preventiva agora o STF julgou ilegal [e condeceu prisão domiciliar aos empresários da Lava Jato. Mas, por causa de uma súmula, essa decisão não veio em novembro, dezembro [de 2014, quando as prisões foram decretadas]. Ou seja, as pessoas passaram de sete a oito meses na cadeia para depois se dizer que não era necessária a prisão preventiva. Quando se fala da demora do processo, todo mundo reclama. Mas quando a demora é para a liberdade, ninguém reclama.
GGN – Ou reclama quando liberta…
Viladir – Reclamam quando libertam, e ainda falam em impunidade! Veja os comentários nos jornais de hoje, por exemplo. O Supremo solta uma pessoa que ninguém sabe se é culpada – porque as pessoas conhecem o caso Lava Jato, mas não conhecem a acusação individual de cada um. Quando o sujeito é solto, 99,9% dos comentários são de que o Supremo transformou o caso em pizza. Veja a visão equivocada. A liberdade enquanto o processo se desenvolve está sendo vista pela sociedade como pizza. Hoje isso acontece com os outros, mas o que as pessoas esquecem é que esses direitos individuais são de todos nós.
https://www.youtube.com/watch?v=V1BRjLMC8vM&feature=youtu.be width:700 height:390]
GGN – A Castelo de Areia foi anulada porque teria começado por uma denúncia anônima. Informações dão conta de que, depois da denúncia anônima, teve investigação que não tinha nada a ver com a denúncia inicial, mas que foi ignorada. Essa flexibilidade para anular uma operação desse porte também não seria uma forma de estimular o sentimento de injustiça?
Vilardi – Eu sou suspeito para falar porque sou advogado na Castelo. A questão da denúncia anônima foi um dos problemas. O que ninguém fala é que, além disso, as decisões foram anuladas porque não tinham fundamentação suficiente. Quando você quebra o sigilo telefônico, um direito fundamental de todo cidadão, você tem que estar baseado em uma investigação com provas e, além de tudo, estar baseado em uma investigação fundamentada. Porque caso contrário, amanhã eu faço uma denúncia anônima contra qualquer pessoa e ela passa a ter uma escuta telefônica interceptada contra si. Isso, no regime democrático, não tem cabimento.
GGN – Então aquela história de o Ministério Público de Brasília estabelecer escutas em torno da Papuda com base em uma denúncia anônima…?
Vilardi – O STJ (Superior Tribunal de Justiça) já disse reiteradamente que denúncia anônima não serve para fundamentar a quebra do direito fundamental, que é o sigilo, com interceptação telefônica. O ministro Marco Aurélio tem uma frase que acho perfeita: paga-se um preço para se viver no Estado de Direito. É o cumprimento a lei. Não podemos admitir investigações sem critérios e investigações baseadas em denúncias anônimas, porque isso gera denuncismo e uma república de grampos, como tivemos na época da Castelo de Areia. Hoje, há critérios melhores e mais específicos na decretação de grampos. No caso da Castelo, foi um conjunto de fatores que levaram à anulação do processo.
GGN – O instituto da delação premiada pode ser questionado pela maneira que tem sido empregado na Lava Jato?
Vilardi – Eu não sou contra a delação premiada. Eu acho um mal necessário. O problema da delação no Brasil – e venho dizendo isso há muito tempo, e nessa operação em Curitiba isso ficou escancarado – é que, num primeiro momento, a delação foi acolhida pelo sistema jurídico, mas não foi regulada. Depois foi aperfeiçoada, mas está longe de uma regulação. O que aconteceu Curitiba, em primeiro lugar, é que essas prisões que o Supremo agora disse que não eram ilegais incentivaram as delações, e prisões não podem servir para pressionar, as delações têm que ser espontâneas.
Em segundo lugar – e estou verificando isso pelos jornais, porque não participo das delações – os benefícios que são concedidos em função de infrações praticadas me deixam angustiado. Não vejo critérios.
Quando você verifica que os principais responsáveis pelo esquema na Petrobras estão em casa, me parece que isso, no fundo, pode soar para a sociedade, no futuro, como um recado ruim, que é o seguinte: se você for praticar crime, seja o líder da organização criminosa, porque é o líder que vai conseguir o melhor benefício. Não faz sentido que o sujeito que tem participação menor (no crime) cumpra pena equivalente ou até maior do que o principal responsável. Por isso a delação tem que ser melhor regulada.
GGN – Quem define se aceita ou não a delação é um tribunal superior, mas o juiz e o procurador são quem fazem os acordos, correto?
Vilardi – A delação é feita entre as partes – o procurador e o advogado do acusado – e submetida a uma autoridade do Judiciário. Se o caso não envolve autoridades (políticas, com foro privilegiado), é o juiz de primeira instância quem homologa o acordo. Se envolver autoridades, é o desembargador ou ministro responsável pelo julgamento daquela autoridade.
GGN – Então isso cria uma dependência emocional entre o delator e quem vai dizer se aceita a delação?
Vilardi – Cria. A raiz disso está em outro problema do Brasil, talvez por falta de recursos humanos, que é (a inexistência da figura do) juiz de instrução. A Lava Jato novamente escancara a necessidade de juiz de instrução. Porque quando o juiz acompanha toda a investigação, as delações, e é um ser humano, é impossível que ele não seja influenciado na hora de julgar a causa. Seria de todo conveniente que tivesse um juiz para as investigações, para colher toda a prova, e depois de apresentada a denúncia, o processo vai para outro juiz que não esteja contaminado pelas provas colhidas na investigação.
GGN – O senhor criticou, em um artigo na Folha, o juiz Sergio Moro por ter emitido opinião sobre o caso Lava Jato.
Eu realmente critiquei, na verdade, não porque ele tenha feito uma antecipação do julgamento no jornal. Mas quando o juiz da causa diz que esse é o maior esquema de desvio de dinheiro público… Que existem desvios, isso está fora de questão. Há delações, confissões. Que o caso é grave, ninguém nega. Que tem que ter punição para certas pessoas, ninguém também nega. Agora, eu não me sinto confortável se o juiz do meu caso emitir opinião no jornal. Todo mundo pode, mas o juiz do caso tem que se preservar. Qualquer tipo de comentário sobre o caso em andamento, partindo do juiz da causa, gera desconforto em quem está sendo julgado. Principalmente um juiz que é objeto de suspeição. Existem suspeições sendo julgadas [contra Sérgio Moro] pelo tribunais.
GGN – Em relação aos aspectos processuais, é possível verificar nas denúncias encaminhadas ao Supremo, por exemplo, que a maior parte é baseada em delação premiada. O que seria uma investigação criminal hoje no Brasil? Escuta e delação?
Vilardi – O que deveria ser, na verdade, é a confirmação dos termos da delação antes de enviar isso ao Supremo. A Procuradoria [Geral da República], em Brasília, também não teve critério [ao solicitar a abertura de inquérito ou o arquivamento de denúncias contra políticos, numa tacada só]. Eu conheço, li diversas manifestações. Tem gente que teve arquivamento porque a prova era dúbia, sem indícios suficientes. E tem gente que teve, mesmo sem indícios suficientes, inquérito aberto. Não teve critério. Essa é a crítica do Congresso à Procuradoria, e com razão. O que faltou foi trazer outros elementos que corroborassem [com o que foi obtido com as delações].
Mas não sou crítico das investigações. Houve denúncia, e uma maneira que se tem para confirmar é o inquérito. Não achei correto arquivar de pronto alguns. Seria necessário investigar todos e, depois, se não tivesse prova, arquivar.
Mas o fundamental é que a delação, como a escuta telefônica, não pode ser a única forma de investigar. Isso é cômodo. Você faz uma interceptação telefônica e faz interpretações em cima disso. Nenhuma pessoa resiste a um dia de grampo, porque tem um cara te ouvindo e ele te interpreta como ele quer. Ele vai emitir um juízo de valor. E a delação tem que configurar como ponto de partida, que precisa ser confirmada para levar uma pessoa ao banco dos réus.
GGN – Você mesmo disse que o que está contaminando a Lava Jato é uma questão política, porque o partido do governo está envolvido. O que a gente percebe, também, é uma subordinação muito grande do Ministério Público à mídia. Como outros países tratam as denúncias midiáticas?
Vilardi – Acho que o processo penal em todo lugar do mundo sofre muito com a publicidade. Eu estive na Espanha para participar de um seminário na época em que a família real estava sendo investigada e eles diziam que o clima era de caça às bruxas. É inevitável. Por isso é necessário a separação do juiz da investigação do juiz do processo. O juiz do processo pode ter mais calma, tranquilidade, e efetivamente não se sentir pressionado a decidir coisas que alegram a mídia. E a sociedade, de forma geral, desde que o mundo é mundo, quer condenação. Condenação sempre.
Leia mais:
Lava Jato: Quem faz tudo dentro da lei não precisa de apoio da mídia
GGN – Tempos atrás, enaltecida no Judiciário era a figura do juiz trancado em sua sala, ele e sua consciência, para julgar um caso. Parece que a pressão da mídia tem mudado, internamente, essa concepção de que o juiz não pode se curvar ao efeito manada.
Vilardi – E aí é que está o grande desafio do juiz de Direito. Punir quando necessário, mas proferir as decisões que vão desagradar. Não pode agradar porque o que as pessoas querem é punição. O juiz tem que decidir de acordo com a regra. Não mandar prender se houver alternativa à prisão.
No caso da Lava Jato, ninguém ameaçou fugir. O Supremo, há muitos anos, diss que é preciso atitude concreta para prender alguém. Porque todo mundo pode fugir, o Brasil tem fronteiras extensas. O Supremo chegou a conclusão de que se houver demonstração da intenção de fugir, pode prender. Coagir testemunhas, estragar provas, reiteração criminosa também são motivos [para prisão preventiva, mas essa opção não tinha porque todos os empresários da Lava Jato foram afastados das empresas e a Petrobras parou as negociações.
GGN – O fato de Alberto Youssef já ter participado de delação premiada antes e ter reincidido no crime não cria argumentos em favor da defesa?
Vilardi – Eu disse há pouco que o sistema de delação no Brasil me preocupa porque pessoas como Youssef têm benefícios iguais a outras pessoas que não têm o histórico dele. Independente disso, a questão de Youssef poder ou não fazer delação não anula o que ele falou. As palavras estão ali.
Primeiro
7 de maio de 2015 12:41 pmCrise DPF e MPF – VAIDADES
Excelentíssinos
Senhores
Presidente da Associação dos Procuradores da República – ANPR;
Presidente da Associação dos Delegados de Polícia Federal – ADPF;
Presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais – FENAPEF.
Os valores republicanos estão ameaçados, não somente pela evolução do crime organizado, mas também pela desorganização entre Vs. Exas., que demonstram publicamente um embate antiético, com agressividades mútuas e capazes de comprometer o trabalho construído pelas próprias corporações, trazendo frustração para a sociedade.
Os três pilares de sustentação de uma sociedade, a EDUCAÇÃO, a SAÚDE e a SEGURANÇA estão desestabilizados, corroídos pela má gestão, corrupção e o crime organizado que evolui rapidamente.
Vs Exas são representatividades de uma força capaz de combater este cenário sinistro instalado na nação, única e exclusivamente se permanecerem UNIDOS, em prol do interesse público.
Mas, ao contrário de tratarem os conflitos e polêmicas corporativas de forma reservada, levam ao desespero toda a sociedade, através de publicidades de artigos agressivos, ofensivos e generalizados, mutuamente, ao extremo de uns desvalorizarem e desmerecerem o trabalho de outros, embora sempre realizados em conjunto.
Senhor Presidente da Associação dos Procuradores da República.
Com todo respeito, Polícia não é “…mero órgão do Poder Executivo…“.É um importante e respeitável órgão do Poder Executivo!
Consiste em um corpo de profissionais que exercem as atividades mais árduas do sistema de segurança pública; muitos heróis anônimos que se sacrificam na linha de frente, correm riscos e perdem vidas no combate a criminalidade.
Estão lutando pela valorização, reestruturação e meios para o exercício de um trabalho IMPARCIAL, de qualidade, sem assédios, interferências e pressões externas que impõem deferências antirrepublicanas a determinados elementos.
Defender as atribuições legais de vossa instituição e excelentes profissionais que a integram é justo e imprescindível, mas desmerecer quaisquer outros profissionais é leviano. “Mero” é termo impróprio, depreciativo, ofensivo, desestimulante, descabido, lamentável.
Senhor Presidente da Associação dos Delegados de Polícia Federal,
Com todo o respeito, os Peritos, os Escrivães, os Agentes, os Papiloscopistas e os Administrativos, também compõem a família Polícia Federal. Têm fundamental participação no êxito de todos trabalhos que trouxeram credibilidade a corporação.
Toda ação ou reivindicação em busca de benefícios para uma única categoria, em detrimento ou desvalorização de outras, é, sempre foi, e sempre será um erro que semeia discórdia, desmotivação e proporciona desestabilidade no ambiente de trabalho.
A ocorrência destes fatores NEGATIVOS estão registrados na história do DPF, geradores das crises, principalmente quando ocorre a utilização de meios impróprios para dissuadir as demais categorias que tentam evitar os prejuízos ou que lutam por seus direitos. É o uso de acordos firmados e não cumpridos; o emprego irregular de processos disciplinares e até mesmo inquérito policial sem justa causa, como forma de pressão, intimidação, destruição de valores e supressão de reputações.
Desestabilizadora também, a extrema eficiência junto ao Legislativo, para corroborar e/ou construir propostas que trazem de fato questões de interesse público e da instituição, mas com injunções almejando interesses e prerrogativas próprias, em detrimento do trabalho de outras classes e de outras instituições. Exs.: PEC 37 e mais recente a PEC 412.
A PEC 412 traz em seu bojo uma justificativa, em tese, louvável aos interesses de toda estrutura policial federal.
Mas, considerando a história e os antecedentes dos procedimentos que impulsionaram toda a crise, esta PEC é um risco, pois denota o ressurgimento da PEC 37 travestida de reais interesses do DPF, mas que, estrategicamente, instala uma plataforma para realização de quatro interesses tendenciosos em uma só manobra, quais sejam:
– a neutralização da conquista do MPF com a rejeição da PEC 37;
– a neutralização dos futuros desdobramentos da conquista dos EPAS com a aprovação do reconhecimento de nível superior e,
– a efetivação do propósito separatista da carreira única policial federal.
– o agravamento da crise que enfraquecerá o combate à corrupção.
São conclusões inequívocas e capazes de serem concretizadas, pela óbvia possibilidade da elaboração da Lei Complementar que regulamentará a Emenda Constitucional conter injunções tendenciosas lesivas ao trabalho harmônico.
As evidências do exposto não são apenas os antecedentes e o fabuloso poder de persuasão junto ao Legislativo, são comportamentais também.
Internamente, é a atitude de avocar o gerenciamento de atividades técnicas e administrativas da corporação, completamente alheias a natureza jurídica de vossas funções e habilidades, em detrimento das demais categorias que detêm habilidades por certificação, experiência e capacidade de administração.
Externamente, a atitude de maquiar pretensões, em manifesta contradição, publicaram recentemente a necessidade de respeito mútuo entre o Ministério Público e a Polícia Federal para um trabalho em conjunto. Campanha para aprovação da PEC 412. Mas como isto seria possível se no mesmo sítio, a pouco tempo atrás, continham críticas negativas, ofensivas e até charges desrespeitosas àquela valiosa instituição.
São fatos merecedores de reflexão e revisão.
Senhor Presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais,
Com todo o respeito, a busca desenfreada de elementos e quaisquer matérias ou atividades que possam desagradar os delegados de forma generalizada, tende a atingir a instituição como um todo, seus valores, sua história, o que resta de harmonia, seu progresso e até mesmo dificultar a pretendida justa reestruturação.
Atribuir responsabilidade a toda classe pelo dano/abuso/assédio moral provocado por um elemento ou determinado grupo, consiste em erro.
Como é notório, nem todos os delegados compartilham ou apóiam as hostilidades internas ou externas. E alguns são igualmente vítimas de eventual má gestão, interferência política, discriminação ou assédio pelos próprios pares.
Basta observar em algumas localidades aquele delegado que detém superioridade funcional, notória capacidade de gestão, mas ocupa função irrelevante, enquanto aquele mais novo, menos experiente, está chefiando, coordenando ou dirigindo, ao argumento do “cargo de confiança” que suplanta até mesmo a legítima ascensão hierárquica; e a mesma coisa com algumas delegadas, capazes, competentes, mais antigas, porém desmerecidas por serem mulheres.
Está evidente que a crise interna do DPF e este com o Ministério Público tem um único epicentro. Um grupo de ativistas que influencia a própria categoria em busca de poderes e prerrogativas, em detrimento de outras categorias e instituições. Utilizam-se de postura antiética e atitudes de estranha impunidade, capazes de neutralizarem até alguns dos próprios pares que se manifestam contrários à desestabilidade causada no ambiente de trabalho e no relacionamento entre instituições.
Então a reestrutura da instituição e o gerenciamento pela meritocracia não é interesse apenas dos EPAS e é de fato uma necessidade no contexto da evolução do sistema de segurança pública, porém depende de um trabalho em conjunto, de todos profissionais que integram o sistema.
Excelentíssimos Senhores,
São várias as soluções para reverter este cenário.
A crise, atualmente, converge para um ponto central, a PEC 412, que pode resultar no acirramento dos transtornos ou, com algumas adaptações, proporcionar sua solução definitiva, além de ser o marco inicial para atualização de todo o sistema de segurança pública.
Se são verdadeiras as afirmações contidas no site da ADPF, que agora, em tese, reconhece, “… a necessidade de respeito mútuo entre Ministério Público e Polícia Federal para que possam trabalhar em conjunto, como deseja a sociedade brasileira….” e reconhece também a “… desvalorização dos seus profissionais…” se em sentido amplo, não haverá óbices à uma das soluções, conforme fórmula abaixo:
O ajuste no texto da PEC 412 de forma que garanta a permanência dos dispositivos de controle do MPF; bem como o condicionamento de que a Lei Complementar regulamentadora terá o texto da reestruturação da Polícia Federal, em minuta elaborada por grupo de trabalho composto por representantes de todas as categorias do DPF, com prazo definido para conclusão em consenso.
Brasilia 03 de maio 2015
Primeiro de Maio
Ivan de Union
7 de maio de 2015 9:07 pmXou te dizer uma coisinha,
Xou te dizer uma coisinha, Ultimo: nao leio nem por dinheiro e a uma unica pessoa que conseguiu te deu uma estrelinha, ok?
Faz uma merda de resumo da posicao antes de me enfiar 45 paragrafos goela abaixo porque meu ouvido nao eh paiol e voce nao paga o aluguel.
DjalmaSP
7 de maio de 2015 12:58 pmMoro e a realidade
Pessoal,
vejam essa noticia do blog cafezinho e, mediante as respostas de Moro a Cervero (impressionante), avaliem o nível desse juizinho, pois é o que ele passa a ser depois de ouvi-lo ficar sem respostas ao indagante. É o a maior prova da qualidade do MP e sua falta de crit´rios jurídicos nas suas ações. é mais que impressionante É ESTARRECEDOR À MEDIDA QUE EXTRAPOLARMOS ISSO PARA O DIA A DIA DE NOSSA JUSTIÇA.
http://www.ocafezinho.com/2015/05/06/cervero-confronta-juiz-por-que-me-prender-sem-provas/
Lionel Rupaud
7 de maio de 2015 2:04 pmA discussão é definitiva para perceber,
pelas intonações do Cerveró e do juiz que o juiz é um despreparado, uma versão mista tupiniquim-paraguaia do senador Mc Carthy nos EUA. Absolutamente lamentável. Se eu fosse profissional do judiciário eu estaria imensamente envergonhado.
sbernardelli
7 de maio de 2015 2:48 pmVÍDEO
Depoimento de Nestor Cerveró
[video:https://vimeo.com/127103080%5D
Hcc
7 de maio de 2015 4:00 pmchocante
Nunca esperei ver tal coisa. chocante. chocante. gosseiro. perturbador. e ninguem faz nada? Ficam declarando que é sagrado a liberdade da libertinagem da imprensa. Horripilante.
Marly
7 de maio de 2015 5:26 pmEstou horrorizada e preocupada…
Assistindo esse vídeo extremamente constrangedor, sinto-me envergonhada ao ver o comportamento pequeno e bizarro de um juiz brasileiro. Onde estão os grandes e dígnos homens da justiça de nosso país, que assistem a esse chocante procedimento e não agem? Urge uma reação para que se dignifique a Justiça!
serralheiro 70
7 de maio de 2015 5:31 pmmá impressão
Estarrecedor este depoimento de Moro perante um réu mantido preso a mais de 5 meses e sem nenhuma razão que Moro apresentar. Isto pode ser chamado de justiça?
alexis
7 de maio de 2015 8:17 pmpressão
Botando pressão nele para fazer uma delação premiada sob os moldes desejados.
leandro oliveira
7 de maio de 2015 2:48 pmÉ isso que dá ser um juiz do
É isso que dá ser um juiz do PIG e não um juiz de verdade. Vazamentos seletivos, investigações obstruídas não por falta de importância, mas pela determinada pela parcialidade. Quer aparecer na imprensa ? Vira ator … Quer destruir o PT ? vira tucano … Pelo menos se assuma como tal. Depois do dr. Flávio Roberto Souza, famoso pelo caso Eike, aparecer no Fantástico e se declarar imparcial, desviar um monte de dinheiro, não falta mais nada para essa justicinha …
leandro oliveira
7 de maio de 2015 2:49 pmÉ isso que dá ser um juiz do
É isso que dá ser um juiz do PIG e não um juiz de verdade. Vazamentos seletivos, investigações obstruídas não por falta de importância, mas pela determinada pela parcialidade. Quer aparecer na imprensa ? Vira ator … Quer destruir o PT ? vira tucano … Pelo menos se assuma como tal. Depois do dr. Flávio Roberto Souza, famoso pelo caso Eike, aparecer no Fantástico e se declarar imparcial, desviar um monte de dinheiro, não falta mais nada para essa justicinha …
jc.pompeu
7 de maio de 2015 3:51 pm“Lava Jato pede juiz não
“Lava Jato pede juiz não contaminado pela investigação nem pressionado pela mídia”
advogado porta de cadeia dos bacanas está querendo um juiz de marte! um magistrado fora de órbita….fora da realidade e do seu tempo aqui agora.
juizes são humanos, demasiados humanos… são gente como a gente, só que usam toga e martelo no ofício magistral.
“Os homens são mais filhos de seu tempo que de seus pais” Marc Bloch…”do seu tempo e do tempo de seus pais” Jacques Le Goff. “Você compreenderá mais tarde” do pai ao jovem André Green.
Tio Osvaldo
7 de maio de 2015 4:41 pmCabeça de bacalhau
E temos isso, ou tem que importar?
JoaoMineirim
7 de maio de 2015 5:59 pmA academia está quieta, mas
A academia está quieta, mas acredito que vá começar a se manifestar.
Eu tenho certeza de que se manifestará rapidamente, quanto algum juiz tentar seguir o exemplo do Moro e os acusados forem tucanos graúdos.
Gilson.Raslan
7 de maio de 2015 6:26 pmJUIZ MORO É INCOMPETENTE
Neste mesmo espaço, afirmei diversas vezes que o juiz Moro é INCOMPERENTE para julgar a tal LAVAJATO, porque: 1) a sede da Petrobras não é no Paraná; 2) todos os crimes praticados contra a empresa foram cometidos FORA DO TERRITÓRIO DO PARANÁ.
Somente agora vejo um jurista abordar a questão.
Sabem o que pode acontecer com a tal LAVAJATO, sendo julgada por um JUIZ INCOMPETENTE? ANULAÇÃO DE TODO O PROCESSO.
Por tudo isto, fico indagando aos meus botões: o juiz Moro tem conhecimento de sua incompetência ou tem caroço debaixo desse angu?
E o fiscal da lei, Dr. Janot, não vê isto ou está conivente com essa patranha?
alexis
7 de maio de 2015 8:00 pmPressão bem sucedida, mas em Goiás
O Juiz é acionado para julgar acima de fatos. Neste caso, grande parte dos fatos são gerados por ele mesmo, de modo que dificilmente irá contrariar alguma coisa anterior, onde já tomou algum partido ou atitude.
Ceveró, tadinho, não teve a força como a mulher do Carlinhos Cachoeira (que conhecia alguma sujeira daquele Juiz, em Goiás), que mandou o Juiz ficar calado e conseguiu, numa boa..
Quintela
7 de maio de 2015 8:25 pm“Mensalão deixou como herança
“Mensalão deixou como herança uma grande ânsia popular por punições de crimes de colarinho…”
O mensalão do PT, por que o do PSDB ninguém até agora foi sequer julgado.
Toda a imprensa finge que nunca existiu…
Sabemos hoje que Sergio Guerra recebeu propina de 10 milhões para enterrar uma CPI da Petrobras porque já morreu!
Como sempre TUCANOS podem fazer o que quer… estão sempre acima da LEI.
Severino Januário
7 de maio de 2015 8:42 pmSenhores, numa audiência
Senhores, numa audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado, que está ouvindo o defensor público venezuelano Tarek Saab, pediu a palavra a senhora Beatriz Kisses, advogada e procuradora do Distrito Federal, que se disse integrante de uma organização chamada Foro de Brasília. Este Foro de Brasília, segundo ela, é uma organização formada por juízes, procuradores, advogados, policiais de Brasília. Essa senhora argumentou ao entrevistado que as eleições da venezuela seriam fraudadas, e as do Brasil também seriam fraudadas, já que seriam organizadas por uma empresa chamada Smart Matic. Segundo ela, sua organização tem convicção de que esta empresa frauda eleições e fraudou-as tanto na Venezuela quanto também no Brasil. Sua organização teria acumulado inúmeras provas de fraude nas eleições do Brasil. Segumdo ela, sua organização quer investigar esta Smart Matic, e uma das evidências contra ela seriam dois chavistass que se refugiaram nos Estados Unidos e denunciaram as fraues dessa Smart Matic. Ainda segundo ela, sua organização está na iminência de deflagar o que ela chama de tsunami jurídico, ou seja centenas de ações populares contra o TSE do Brasil, por haver contratado a Smart Matic sem licitação ou com fraude na licitação. Em resposta, o entrevistador apresentou diversas razões convincentes para que convencer de que não há fraude eleitoral na Venezuela, pelo menos de modo importante. E não falou na tal empresa.
Mas o problema que está subjacente a isso é que o advento de organizações como essa Foro de Brasília, abastecida com informações de tal nível sobre a Venezuela é preocupante. A Venezuela tem, como o Brasil, uma justiça eleitoral que se diz forte e independente. Até presidentes americans já testemunharam a licitude daas eleições venezuelanas, e vem uma procuradora brasileira falar que tais eleições são fraudadas. E que tem provas de que as do Brasil também são fraudadas. Talvez este seja o futuro ataque do golpismo de direita – já que no sistema democrático não conseguem chegar ao poder, pretendem então acabar com a democracia, através da desmoralização e até da busca pela extinção da Justiça Eleitoral. Isto aconteceu nesta tarde, no Senado do país. Exige no mínimo uma resposta cabal da Justiça Eleitoral do Brasil, ou seja, do Tribunal Superior Eleitoral.
Mogisenio
7 de maio de 2015 8:43 pmOuvimos uma das pernas. KD a outra?
Caros debatedores,
Preliminiarmente:
Longe de mim querer acusar alguém sem provas.
Longe de mim apoiar alguém que ignora os direitos humanos
E muito longe de mim desejar a restrição de liberdade de alguém em desacordo com a lei.
Dito isso, passo a tecer o meu comentário.
O advogado acima é parcial – “é suspeito” como ele mesmo disse – logo estamos de diante de UMA VERSÃO PARCIAL do caso. Estamos diante de uma ” verdade”.
Todavia, há outra verdade que é a dos acusadores, isto é, do Ministério público, no caso.
Portanto, NADA podemos concluir de forma segura ouvindo apenas UMA PARTE.
Ademais, quem vai dizer qual “verdade” deve prevalecer é , exatamente, o juiz, o juizo, o poder judiciário, ou melhor, o órgão do poder judiciário.
Se o advogado acima discorda da “verdade” do Ministério Público, eventualmente, corroborada pelo juiz, então, o que ele deve fazer, e deve mesmo, sob pena de não cumprir com o seu dever de agir como advogado, é DEFENDER o seu cliente.
Certamente, ele sabe como fazê-lo.
Portanto, dizer aqui que a academia deveria agir, que o juiz deveria ou não fazer isso ou aquilo, que seu cliente foi “injustiçado”( ele não disse isso dessa forma, essas palavras são minhas, estou apenas simbolizando) que a prisão é ilegal, que a delação usada dessa ou daquela forma é incorreta, ilegal, etc, tudo isso é DESABAFO.
Noutras palavras, data venia, é BABOSEIRA.
Esta fora do juizo e não serve para nada, a não ser, para contribuir com a pressão de mais um mídia junto ao famigerado processo da lavajato.
Um dos poucos jornalistas que respeito é o Nassif, porque o Nassif, transmite seriedade para seus leitores. Muito do que escreve vai ao encontro dos interesses do Brasil e isso é muito bom.
Mas, no caso, caro jornalista, não podemos concluir nada, ou quase nada, ouvindo só uma parte da história.
E , de novo, não estou defendendo o Dr. Sergio Moro, ou acusando os “acusados” ou atacando o advogado acima, enfim, nada disso.
Estou dizendo que está passando da hora de nós, brasileiros, respeitarmos nossa CR/88 e agirmos DE ACORDO COM ELA, inclusive, nessas importantíssimas horas envolvendo, acusação, julgamento, direitos humanos, e consequente liberdade ou não de SERES HUMANOS.
Vale dizer: seres humanos RICOS ou POBRES.
A propósito, a quantas andam o respeito as direitos humanos da maioria dos PRESOS no Brasil?
Prosseguindo.
Xingar, berrar, achar que está errado, blá, blá ,blá, só serve para fragilizar , ainda mais, nossas instituições democráticas ainda inexperientes, ainda jovens.
Percebem isso, ou não?
De fato, isso não é fla/ flu, muito menos palmeiras versus timão, e para não DISCRIMINAR, não é atletico versus cruzeiro, nem Gremio versus sei la´quem, muito menos Bahia versus Vitória, nem mesmo, Acre versus sei lá quem, e por ai vai.
Note que apenas a citação de times do estado de SP e do RJ já demonstra a “parcialidade”.
Saudações
Flávio Prieto
7 de maio de 2015 9:03 pmQuem quiser entender o Brasil
Quem quiser entender o Brasil de hoje deve assistir ao imperdível filme nacional “Os Bons Tempos Voltaram – Vamos Gozar Outra Vez”, que procura retratar os anos 60. Em especial, o segundo episódio no qual Dionísio de Azevedo faz um coronel reformado impagável, que esbraveja slogans ‘coxinhas’ o tempo todo.
http://salafehrio.blogspot.com.br/2014/11/os-bons-tempos-voltaram-vamos-gozar.html
(Também disponível diretamente no Youtube)
Abraços
joão adalberto
7 de maio de 2015 9:33 pmSinais trocados
A preocupação aqui é com a conduta do juiz. Sou mais Ricardo Semler: “pela primeira vez no Brasil, temos gente rica assustada”. Ele também disse em outras palavras: a sociedade é hipócrita. Mas, um fato não anula o outro.
Mateus Leonardo
7 de maio de 2015 10:24 pmvamos ser mais claros, o Juiz
vamos ser mais claros, o Juiz atua com camisa do PIG, inclusive Cervero, jogou na cara dele que a investigação partiu da veja e a outra camisa é do PSDB, que até a esposa dele já prestou serviço, com a internet terão dificuldades o PIG e o juiz sem preparos, e o bobo do juiz esta sentindo o melhor do mundo com prêmio da globo, que dá só quando atende interesses dela. No mais o juiz foi emparedado pelo depoente.
Paulo Tarso da Costa
7 de maio de 2015 10:51 pmlava jato
Estou do lado que quer o corrupto condenado, principalmente se for peixe grande e arraste junto o máximo possível de rabos presos sejam eles políticos ou empresários, e do jeito que for , mesmo se as provas forem “ilegais” desde que… PROVEM !
Já as “autoridades” nem vão precisar de advogado de defesa… já tem o Toffoli e companhia.
Ivan de Union
7 de maio de 2015 11:38 pmSuponho que pedir um juiz que
Suponho que pedir um juiz que nao fede seria excessivo.
Moraes
7 de maio de 2015 11:42 pmEssa operação é um circo faz
Essa operação é um circo faz tempo. Faz tempo. Mas nos ultimos dias piorou bastante. Primeiro, a palhaçada da prisão da cunhada do Vacary. Depois, a reaparição do tal Careca e sua descrição de como deu o depoimento. Agora, o video do tal Cerveró, interpelando o juiz. O juiz simplesmente fica nu na sua sandice. De duas, uma: ou o sr. Moro é um pervertido e alucinado ou é um cara que recebe cachê para fazer essa palhaçada. Ou melhor: pode ser as duas coisas. Tem alguem pagando para um pervertido desequilibrado fazer todo esse escarcéu. O pior é que o país depende dessa praga. E a economia paraliza por conta das aventuras da trupe curitibana. Tá faltando a mão de Jeová lançar um raio sobre a cabeça do juiz. Antes que Gomorra vire Sodoma ou vice versa.
Maria Dirce
8 de maio de 2015 5:25 amFiquei chocada ao vêr o vídeo da fala de Cerveró
Prender uma pessoa inocente por 5 meses, e no vídeo o Juiz não tem argumentação pq ele esta preso!!
Quando moro fica fazendo”aham” é um escracho um deboche!!!Esse País vai virar uma primavera árabe aguardem!!!
Webster Franklin
8 de maio de 2015 7:30 amSobre a operação lava jato e
Sobre a operação lava jato e julgamento do juiz Moro essa entrevista com o advogado Nelio Machado é bastante esclarecedora.
Espaço Público entrevista o
advogado Nélio Machado
https://youtu.be/rX8l6JJKl7s
Bento
13 de maio de 2015 2:13 pmCitar entrevista do Nelio
Citar entrevista do Nelio Machado, velho amigo de bicheiros e traficantes no Rio, o notável advogado de Daniel Dantas que enterrou a operação Satiagraha com apoio de Gilmar Mendes e as bençãos do PT, é bastante esclarecedor – sobretudo acerca da ética de quem o cita.
Maria Luisa
8 de maio de 2015 8:46 amSergio Moro agiu como Juiz de instrução
Essa semana mesmo disse que a Operação Lava Jato, infelizmente, esta contamida, começou mal. E era também o que eu vinha pensando, que o juiz Moro estava agindo como um juiz de instrução, totalmente. E por isso, jamais ele poderia julgar esse caso. Sem distanciamento em relação à operação, da qual ele participou em todas as instâncias, ele não tem condições ética de julga-la. Deontoligicamente, ele estaria impedido para tal. Ademais, pelo que estamos vendo algumas (todas?) as delações foram falseadas, precisam investigar mais. Mas sera que investigaram alguma coisa ou tudo ficou por conta do disse que disse e das apreensões de papéis? Contaminados também porque a essa altura ja queimaram tudo o que deponha contra os acusados.
Bento
13 de maio de 2015 2:24 pmEu ri.
Os advogados dos acusados na Lava Jato pedem a troca do juiz que mandou prender seus clientes. Qual a novidade? Ah sim, a novidade é que nunca antes na história deste país se mandou empresários e diretores de estatais pra cadeia. Então há motivos para eles estarem incomodados, sem dúvida. O que não se entende é porque vocês estão incomodados. Países sérios mandam regularmente criminosos de colarinho branco para a cadeia, mas nós estamos quase um século atrasados em relação a eles neste quesito. Por que vocês desejam que aqui seja diferente? Não gosto de determinismos, mas acho que vocês estão na contramão da história neste caso. Sem falar da ética e da justiça.