5 de junho de 2026

Nova secretária de Educação apoiou tucano que desqualificou greve dos professores

Ana Seres Trento, nova titular da Educação do governo Beto Richa, fez campanha para o deputado federal e presidente do PSDB do Paraná, Valdir Rossoni. Ele disse que a greve dos professores é armação do PT, e chegou a pedir, após protestos violentos, a demissão de Francischini da Secretaria de Segurança

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Jornal GGN – Na tentativa de jogar panos quentes sobre a greve e os inúmeros protestos – reprimidos violentamente pela Polícia Militar – promovidos pelos professores do Paraná, o governador Beto Richa exonerou da Secretaria de Educação do Estado o engenheiro de telecomunicações Fernando Xavier Ferreira e anunciou, nesta quarta-feira (6), Ana Seres Trento como a nova titular da Pasta.

Segundo informações da Folha, Xavier Ferreira foi demitido pelo governador, mas a versão “oficial” é que o ex-secretário pediu para sair em função de “problemas pessoais”. Richa aproveitou a deixa e argumentou que a substituição é determinante para “manter os avanços na educação e, principalmente, o diálogo. Esse é um momento delicado, que requer equilíbrio e integração com os professores.”

Ana Seres, professora de matemática pela PUC-PR, acumula experiência de mais de 40 anos na educação estadual. Aposentada, ela atuou como chefe do núcleo de educação de Pato Branco e estava lotada, desde o início do ano, na Superintendência da Secretaria de Educação, a convite do próprio Xavier e com a benção de Guto Silva (PSC), que foi subchefe da Casa Civil do Paraná, e de Ademar Traiano (PSDB), atual presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) – patrocinador, portanto, da votação do projeto de lei do Executivo que mexeu na previdência dos servidores públicos do Estado, motivo do estopim dos protestos a partir do momento em que a população foi proibida de entrar na Casa de Leis.

Outro “padrinho” de Ana Seres é o deputado federal e presidente do PSDB do Paraná, Valdir Rossoni. No Facebook, a secretária aparece em algumas fotos ao lado do parlamentar, a maioria em eventos de campanha eleitoral.  

Rossoni chamou atenção da mídia na semana passada, após publicar uma nota criticando Xavier e o secretário de Segurança do Estado, Fernando Francischini (SD, ex-PSDB), ante a crise com os professores do Estado. Para ele, ambos deveriam deixar os postos após o descontrole da operação da Polícia Militar no protesto do final de abril, que deixou cerca de 200 feridos.

Rossoni, há algumas semanas, também desqualificou a atuação da APP – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná – e disse que os protestos dos educadores eram patrocinados pelo PT, partido de oposição a Richa.

“A paralisação tem clara conotação política, pois tudo o que foi discutido e acordado em fevereiro [quando ocorreu a primeira greve dos professores] está sendo cumprido pelo governo estadual]”, disse. “Ao contrário do que os dirigentes do sindicato alegam, o projeto [aprovado pela Alep] não vai afetar o pagamento dos aposentados e pensionistas do Estado. (…) Estas manifestações são orquestradas pelo PT nacional nos estados comandados pelo PSDB para tentar encobrir os escândalos envolvendo os petistas”, concluiu Rossoni.

Voto de confiança

Sem comentar os laços com o tucanato do Paraná, a nova secretária de Educação pediu voto de confiança e fez um apelo: “Quero contar com a confiança de todos os professores, alunos e pais do Paraná. Vamos trabalhar com integração e diálogo para mostrar que é possível, não apenas sonhar, mas também executar um ensino de qualidade.”

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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7 Comentários
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  1. Luiz FS

    6 de maio de 2015 6:11 pm

    Francischini balança, mas não cai. Será?

    Coronéis da PM mandam carta a Richa repudiando declarações de Francischini

    Da Gazeta do Povo

    Com informações de Diego Ribeiro:

    O comandante-geral da Polícia Militar, Cesar Kogut, junto com quinze outros coronéis da PM, assinou um manifesto de repúdio às declarações do secretário de Segurança, Fernando Francischini, relativas ao confronto da polícia com professores e manifestantes no Centro Cívico na quarta-feira passada.

    Na carta, os coronéis dizem que Francischini não pode simplesmente jogar a culpa na tropa, sem assumir parte da responsabilidade. Dizem que ele participou do planejamento, foi informado da possibilidade de haver feridos e aprovou o plano de contenção. Mais do que isso, foi informado durante os fatos sobre tudo o que estava acontecendo na Praça Nossa Sra. da Salete.

    A carta é assinada por 16 dos 19 coronéis da ativa. Tudo isso significa que, embora Francischini tenha sido mantido no cargo pelo governador Beto Richa (PSDB), ele tem um grande problema nas mãos: acalmar uma tropa que não aceita o modo como ele coordenou as ações que resultaram no maior confronto público da PM na história do estado.

    A permanência de Francischini foi decidida numa reunião na manhã desta quarta com o governador Beto Richa. Veja mais sobre o tema clicando aqui.

    Veja abaixo a íntegra da carta.

    CARTA AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ

    O Comando da Polícia Militar do Paraná, instituição sesquicentenária que labuta diariamente em prol da segurança pública do Estado do Paraná, cumprindo incansavelmente a sua missão constitucional, vem perante Vossa Excelência manifestar o seu repúdio às declarações atribuídas pela Imprensa ao Secretário de Estado da Segurança Pública, em data de 04 de maio de 2015 – e até agora não desmentidas – as quais atribuem única e tão somente à PMPR a responsabilidade pelos fatos ocorrido em 29 de abril de 2015, quando da manifestação dos professores, pelos fundamento abaixo delineados.

    a) A Polícia Militar do Paraná esteve presente no dia 29 de Abril de 2015, cumprindo o seu papel constitucional de preservação da ordem pública, no intuito de garantir a ordem pública e impedir uma possível invasão à Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, em atendimento ao interdito proibitório expedido pela Justiça paranaense, devidamente comandada, com planejamento prévio e ciente dos desdobramentos que poderia advir.

    b) Que o Senhor Secretário de Segurança Pública foi alertado inúmeras vezes pelo comando da Tropa empregada e pelo Comandante-Geral sobre os possíveis desdobramentos durante a ação e que mesmo sendo utilizadas as técnicas internacionalmente reconhecidas como as indicadas para a situação, pessoas poderiam sofrer ferimentos, como realmente ocorreu, tendo sido vítimas manifestantes e policiais militares empregados na operação.

    c) Que imediatamente após os fatos foi determinada a abertura de Inquérito Policial Militar para a apuração dos possíveis excessos, no sentido de serem responsabilizados todos os que tenham dado causa aos mesmos.

    d O que não se pode admitir em respeito à tradição da Polícia Militar do Paraná, seus Oficiais e Praças, que seja atribuída a tão nobre corporação a pecha de irresponsável ou leviana, por não ter sido realizado um planejamento, ou mesmo que tenha sido negligente durante a operação, pois todas as ações foram tomadas seguindo o Plano de Operações elaborado, o qual foi aprovado pelo escalão superior da SESP, tendo inclusive o Senhor Secretário participado de diversas fases do planejamento, bem como é importante ressaltar que no desenrolar dos fatos o Senhor Secretário de Segurança Pública era informado dos desdobramentos.

    e) O Comando e os demais integrantes da Corporação deixam claro a Vossa Excelência que nunca deixarão de cumprir o seu juramento desempenhar com honra, lealdade e sacrifício de sua própria vida, as suas obrigações, na defesa da Pátria, do Estado, da Constituição e das Leis.

    Curitiba, R, 5 de Maio de 2015.

    Cel. QOPM Cesar Vinícius Kogut,

    Comandante-Geral da PMPR

    1. Almeida

      6 de maio de 2015 9:52 pm

      Depois dessa, cabe perguntar:

      Qual é o rabo do (des)governador preso com o secretário? A bola da vez não era o da educação, ninguém pedia a cabeça deste, era a do outro.

      O cara é nitidamente, tem um histórico que comprova, um desequilibrado. Vai ver que ele sabe de alguma parada podre e o (des)governador não quer provocá-lo, para ele sair atirando.

      Em tempo: Nassif, publica essa carta dos oficiais da PM, é mais um documento sobre o desatino do (des)governo paranaense.

  2. Paulo Cesar Monteiro

    6 de maio de 2015 6:46 pm

    O famigerado Reinaldo Azevedo

    O famigerado Reinaldo Azevedo disse ontem ao final do seu programa que a última presidente do sindicato dos professores em video de campanha disse que graças a atuação do sindicato, os professores estavam se aposentando com 10, 12 mil reais por mês, e que tudo era manobra política do PT para tumultuar o governo Richa.  O mesmo alegou que o video consta no seu blog.  Sabemos que entre salário de aposentadoria e salario de inicio ou na ativa, são bem diferentes.  Aguardemos informações de alguem que conheça o assunto e se for mentira que se faça algo contra um radialista, colunista que só espalha rancor e ódio.

  3. sbernardelli

    6 de maio de 2015 8:07 pm

    agora os professores…

    Agora os professores do Paraná estão lascado , além de apanharem vão ser mandado embora.

  4. mello

    6 de maio de 2015 8:17 pm

    Ninguém  mais desprezível  do

    Ninguém  mais desprezível  do que uma traidora da própria classe.

  5. rdmaestri

    6 de maio de 2015 8:44 pm

    Intervenção militar já não é mais o caminho!

    Estame parecendo claro que a polícia militar do Paraná está agindo de forma mais REPUBLICANA do que os políticos do PSDB. Pela primeira vez a hierarquia de uma polícia militar da uma resposta tão grave CONTRA OS POLÍTICOS DE DIREITA DO PSDB, e assim se pode entender o manifesto.

    Fica claro o recado: Contem conosco para cumprir atos legais e institucionais, mas não nos mande fazer algo que depois de problemas que nós colocaremos a culpa exatamente em quem ordenou!

    Agora começa a ficar claro o porquê do abandono tão rápido do pedido de intervenção militar contra governos constitucionalmente eleitos, coisa que foi abandonado pelos manifestantes anti-governo federal, simplesmente porque nos dias atuais tanto as polícias militares como o exército (geralmente a opinião de um é igual a opinião de outro) não há nas casernas um espírito pronto para servir de apoio a golpes de forças de qualquer ideologia que seja.

    Esta carta é altamente representativa e será um banho frio nas forças de direita.

  6. rmoraes

    6 de maio de 2015 10:20 pm

    sem graça

    Ana Seres, a mulher-palíndromo….

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