15 de junho de 2026

Advogado crítico do STF é “sócio” do fundo bilionário da Lava Jato, diz Conjur

Autor do pedido de impeachment de Gilmar Mendes, Carvalhosa tem sua clientela prejudicada pela decisão do Supremo. Isto porque ele atua em um dos escritórios de advocacia que defende acionistas em uma ação contra a Petrobras

Jornal GGN – O advogado Modesto Carvalhosa é “sócio” da Lava Jato no fundo bilionário criado a partir de uma multa aplicada à Petrobras nos Estados Unidos. É o que revela o Conjur nesta terça (19).

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Carvalhosa tem ajudado a Lava Jato a subir o tom das críticas contra o Supremo Tribunal Federal, que já suspendeu a criação de uma ONG ou fundação privada sob a influência dos procuradores de Curitiba.

Autor do pedido de impeachment de Gilmar Mendes, Carvalhosa tem sua clientela prejudicada pela decisão do Supremo. Isto porque ele atua em um dos escritórios de advocacia que defende acionistas em uma ação contra a Petrobras.

O acordo entre os procuradores de Curitiba e a estatal, suspendido pelo STF, garante R$ 1,2 bilhão para um fundo de indenização de acionistas.

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Por Sergio Rodas e Márcio Chaer

No Conjur

O advogado Modesto Carvalhosa tem uma ligação mais forte com a autoproclamada “força tarefa” de Curitiba do que a pauta populista que os une. Eles são sócios no negócio de R$ 2,5 bilhões da Petrobras que pretendem empalmar com a criação de uma fundação administrada pelos procuradores da República de Curitiba.

O acordo que os procuradores, em nome do Estado brasileiro, assinaram com o governo americano prevê que metade do dinheiro recebido destina-se à “satisfação de eventuais condenações ou acordos com acionistas que investiram no mercado acionário brasileiro (B3) e ajuizaram ação de reparação. inclusive arbitragens, até a data de 8 de outubro de 2017.” E é o escritório de Carvalhosa que representa esses acionistas.

Os sócios minoritários brasileiros, se entusiasmaram com a vitória obtida pelos investidores nos Estados Unidos. No pedido feito na Câmara de Arbitragem do Mercado, da B3, a bolsa de valores de São Paulo, Carvalhosa pede até R$ 80 bilhões de indenização.

Em seus discursos inflamados contra o Supremo Tribunal Federal, o advogado não informou o quanto perdeu com a suspensão dos efeitosdo acordo assinado pela Petrobras com o Ministério Público Federal. O acordo garantia aos clientes de Carvalhosa R$ 1,25 bilhão.

Na sexta-feira (15/3), o ministro Alexandre de Moraes suspendeu o acordo por falta de previsão legal para que o MPF agisse como agiu, e muito menos para desviar o destino do dinheiro, que deveria ser o Tesouro, para uma fundação gerida pelos signatários. Para Carvalhosa, no entanto, Alexandre de Moraes fez isso porque “eles não gostam da ‘lava jato'”.

O advogado vai mais longe: afirma que, mesmo que o acordo seja considerado válido, as arbitragens de acionistas da Petrobras não serão encerradas. Ele espera que esses casos terminem em acordos pelos quais a estatal se comprometa a pagar algo entre R$ 14 bilhões e R$ 20 bilhões de indenização a seus clientes.

O acordo
No Brasil, a Petrobras se diz vítima de um esquema corrupto organizado por alguns de seus ex-diretores e por donos de grandes empreiteiras, para alimentar o sistema político com propinas. Nos EUA, entretanto, a empresa foi considerada responsável pela bandalheira. Para evitar ser julgada por lá, comprometeu-se a pagar US$ 2,95 bilhões para encerrar uma disputa com acionistas minoritários e US$ 832,2 milhões à SEC, agência reguladora do mercado de capitais americano, e com o Departamento de Justiça para encerrar uma investigação.

No acordo com a SEC, ficou combinado que 80% do valor pago serão destinados ao Brasil. Metade desses 80% iriam para a fundação do MPF. A outra metade, para um acordo com acionistas que tiverem iniciado ações judiciais ou arbitrais na câmara arbitral da B3, justamente onde corre a ação patrocinada por Carvalhosa.

Na arbitragem, os acionistas argumentam que, de 2010 a 2015, a estatal divulgou dados falsos em seus balanços e fatos relevantes, levando-os a ter prejuízos.

Em 2014, após a revelação de um esquema de corrupção, a petrolífera registrou prejuízo de R$ 21,6 bilhões – e R$ 6,2 bilhões de perdas com os desvios. No ano anterior, tinha obtido lucro de R$ 23,6 bilhões. Com isso, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) caíram para R$ 12,18 em julho de 2015 – ante R$ 37,32 em janeiro de 2010 – uma queda de mais de dois terços. As ações ordinárias (PETR3) tiveram desvalorização semelhante.

Continue lendo no Conjur.

Redação

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7 Comentários
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  1. naldo

    19 de março de 2019 7:45 pm

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  6. Luciano

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  7. Anônimo

    20 de março de 2019 8:59 am

    Com 87 anos deveria estar pensando em outras coisas…

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