Sugestão de Diogo Costa
dia 15 de março, a Revolta do Rolex.
do jornal O Globo
Coluna Gente Boa, por Cleo Guimarães
‘As empregadas perderam a noção de limite’, diz consultora

Lisa Mackey usa sua experiência pessoal e uma pesquisa feita com 150 mulheres entre 35 e 45 anos para dar um “curso de atualização para secretárias do lar”, no próximo dia 25. Ela conversou com a coluna.
Por que você criou este curso?
Porque eu passei um ano e meio trabalhando em casa e quase enlouqueci com as empregadas.
Como assim?
Senti que elas perderam a noção do limite. Teve uma que eu pedi para chegar às 7h30 e botar a mesa do café. Ela disse para mim: “Eu não! Imagina se vou botar mesa de café para madame!”. Essa falta de limite foi muito lembrada também na pesquisa que fiz.
Quais as falhas mais comuns citadas na pesquisa?
Alguns exemplos: empregada que pendura o pano de prato no ombro; a que fala muito ao celular e depois diz que não deu tempo de passar toda a roupa; a que se recusa a usar touca e uniforme; e as que ficam falando das tragédias do bairro onde moram.
Lionel Rupaud
12 de março de 2015 4:28 pmExtraordinária contribuição á civilização ocidental!
Realmente estamos na porta de uma revolução, uma tragédia, as patroas vão ter que ir buscar sozinhas as panelas na cozinha para os panelaços semanais.
Que horror!
O fim do mundo está próximo, os deputados-bispos tem razão!
alfie
12 de março de 2015 5:21 pmlavar as panelas
Realmente, uma tragédia. Depois do panelaço, se for em um domingo (dia de folga da emrpegada), as patroas vão ter que lavar as panelas, caso precisem cozinhar algo.
Nandom
13 de março de 2015 12:57 amResposta: lavar as panelas
Nobre Alfie,
Deve ser maravilhoso ter um funcionário para despejar tds as suas frustrações né? Mais gostoso ainda deve ser escrever um txt debochado e mal educado a aqueles que lhe servem tds os dias. A nobre autora já serviu café a alguém? A digníssima autora já fritou bife ou ovo? Saiba V.Exa que em países de primeiro mundo as empregadas domésticas são mt pouco utilizadas pq faz parte da cultura das pessoas a autonomia e a capacidade de botar as próprias mesas.
Reinaldo
14 de abril de 2020 11:52 amMoço, você está agindo como se as empregadas fizessem favor aos seus patrões, mas não é bem assim elas recebem, e olha tenho 13 anos e já servi café para colegas, pais e etc.E também já fritei bife e ovo.
Sérgio T.
12 de março de 2015 4:31 pmMeus sais por favor…
Realmente essas mulheres perderam a noção de onde é o “seu lugar”…
Graças a Deus, kkk…
Um abraço.
Lucinei
12 de março de 2015 4:31 pmSó de chamar de “secretária”,
Só de chamar de “secretária”, “assistente” já é ridículo.
O nome é empregada doméstica; ou somente empregada: sempre foi.
Pior, somente, é chamar de “criado”; ou dizer que é “quase da família”.
Eu que não queria fazer parte de uma “família” dessas.
saulogeo
12 de março de 2015 4:36 pmEufemismo
É, bons tempos aquele, onde havia uma grande reserva de mercado e excesso de mão-de-obra que não reclamava e sujeitava-se a qualquer capricho….
Esse e outros semelhantes podem estar na origem desta “revolta da panelas”.
Onde já se viu, pobres e domésticos que não mais se colocam em seu devido lugar?
Ivan de Union
12 de março de 2015 4:53 pmTem uma artista/cantora
Tem uma artista/cantora brasileira que me da engulhos. Uma amiga, ja falecida, trabalhou na casa dela e um dia foi perguntar alguma coisa ou outra. Essa mulher virou pro cara ao lado e disse “por favor diga pra ela que eu nao falo com os criados”.
Isso eh mania de milionarios e bilionarios. Minha amiga governanta usa touca sim, e unifiorme. Mas ganha uma nota preta. Nao trabalha por salario minimo -so faltava…
Quem quer empregada que eh governanta… deveria pagar melhorzinho.
Gabriel Moreno
12 de março de 2015 5:06 pm“Teve uma que eu pedi para
“Teve uma que eu pedi para chegar às 7p0 e botar a mesa do café. Ela disse para mim: “Eu não! Imagina se vou botar mesa de café para madame!”. Essa falta de limite foi muito lembrada também na pesquisa que fiz”.
Li a frase da empregada com um sorriso no rosto. Fez o meu dia.
Maria Luisa
12 de março de 2015 5:13 pmAs sem noção – do andar de cima
Atentaram para ” as que ficam falando das tragédias do bairro onde moram.” Ah, conheço umas assim, ja que também faço parte da tal classe média, odeiam quando a empregada chega atrasada porque não teve ônibus ou o filho esta doente. Gritam logo para a empregada “não quero nem saber!”
E são as mesmas que estão batendo panela!
MarFig
12 de março de 2015 6:29 pmÉ sério isso?
É sério isso?
aleandro chavez
12 de março de 2015 8:08 pmPor que não seria?
Em qual
Por que não seria?
Em qual trabalho falar muito no telefone celular, prejudicando suas atribuições, não é criticável?
MarFig
13 de março de 2015 12:06 amVerdade, pendurar pano de
Verdade, pendurar pano de prato no ombro então eu acho o maior absurdo, passível de demissão por justa causa.
Aleandro Chavez
13 de março de 2015 1:25 pmPode resultar sim. Aliás, já
Pode resultar sim. Aliás, já deve ter resultado em cozinhas profissionais. É contra qualquer regra de higiene, que todo trabalhador envolvido com limpeza de utensílios de comida devem observar.
Já trabalhei em fábricas, e as regras para o pessoal que prepara as refeições são rígidas. Colocar um prato usado para lavar prato no ombro é realmente um absurdo.
Cunha
12 de março de 2015 7:40 pmNo fundo a elite não se
No fundo a elite não se conforma até hoje com a abolição da escravatura.
Para cada empregada doméstica que ” perdeu a noção de limite ” há milhares que não se enquadram nesse rótulo.
Sergio Rodrigues
12 de março de 2015 8:04 pm(des)atualização, né?
Na verdade ela pretende um curso de desatualização. Atualmente, as empregadas reconhecem a própria dignidade, madame…
Devia é fazer um curso de atualização de madames, pra informá-las que a escravidão foi abolida.
aleandro chavez
12 de março de 2015 8:06 pmNão entendi os
Não entendi os comentários.
Afinal, qual é o problema em uma empregada doméstica colocar a mesa do café da manhã?
Ela é contratada e paga para realizar um trabalho, não? Colocar a mesa não pode estar em suas atribuições?
JGesy
12 de março de 2015 9:36 pmEu fico pensando naqueles que
Eu fico pensando naqueles que querem mudar para Maimi.
Será que eles sabem que lá terão que cozinhar, lavar a louça e roupa (mesmo que na máquina), passar aspirador pela casa e lavar os banheiros? Ou eles pensam em transplantar também os seus servos?
Lá a coisa é um pouco diferente. Estes serviços custam muito caro.
Além disso, os aeroportos estão cheios de pessoas comuns.
As ruas são entupidas de carros.
Não poderão estacionar nas vagas especiais para idosos e PPDs.
Não poderão cometer infrações no transito e se tentarem subornar um guarda, a casa cai.
Começo a torcer para que todos eles se mudem para lá!
Sugiro a Presidente DILMA que faça como FIDEL fez a décadas atrás; libera todo mundo que quiser ir para os EUA. Pode até criar o BOLSA-TIO SAM!
Gilson AS
12 de março de 2015 11:32 pmeh,eh,eh o negócio anda meio
eh,eh,eh o negócio anda meio ruim para as “madamas”.
Na minha opinião vai piorar.
É muito mais interessante para algumas mulheres trabalharem em call center,construção civel, soldadoras MIG, terem os seus próprios negócio que aturar TPM de madame.
Antigamente que era “bom” para as madames.
Elas iam no interior dos seus estados e pegava por lá uma negrinha de uns 12/14 anos que inicialmente servia de mucama.
Depois coitadas, era pau para todo obra, escravidão nos tempos atuais.
Existem muitos casos que a empregada trabalhou para 3 gerações da mesma familia, perdendo completamente a sua identidade familiar.
E os patrões ainda tinham, alguns ainda tem, a coragem e a cara de pau de dizer que ela fazia/faz parte da familia. Caras de paus !
O que irão deixar de herança para a negrinha ? Já que ela faz parte da familia…
Graças a Deus que esse Brasil serviçal aos poucos está ficando para trás.
Mas aguns ainda insistem em não acreditar.
wendel
13 de março de 2015 1:25 amE………………..
Se há um mérito nessa ascensão de 46 milhões de brasileiros que mudaram de classe com este governo, isto é inegável.
Sobre o comportamento da classe dos trabalhadores domesticos, há que se ter muito cuidado, pois matérias como esta, focam somente a meu ver, no con flito de classe. Vejam os comentários !!!!
Os trabalhadores, sejam de que nível forem, merecem respeito, mas também devem se limitar ao que deles se espera.
Quando se vai buscar um emprego, deve-se saber de antemão quais são os direitos e deveres, e caso não atendam às partes, não há o que contratar.
Se no momento atual, há carências de profissionais domesticos, deve-se a meu ver a maior escolarização dos que antes se candidatavam a estas profissões, e sendo assim, os que precisam deste funcionários devem respeitar as leis que os protegem, caso contrário, existem as leis.
Sobre este antagonismo de classes, não acho saudavel, mesmo porque não leva a nada, pelo contrário, so nos trás discordias e separações, que agradam somente os mal intencionados em tirar proveito!
Zanchetta
13 de março de 2015 1:45 amDepois reclamam dos
Depois reclamam dos americanos… lá eles são profissionais, seja qual for o trabalho que tenham que fazer, eles fazem, mas cobram bem… Por acaso, trabalhando em um hotel tem alguém reclamando por fazer o café da manhã para os hóspedes…
Aqui no Brasil as pessoas começam a ter laços “afetivos” que vem dos tempos coloniais…
gigi0123
14 de março de 2015 3:12 pmVamos combinar que as pessoas
Vamos combinar que as pessoas que trabalham como domésticas, camareiras e cozinheiros nos hoteis nos EUA não são exatamente americanas… Mas entendi o que vc quer dizer. A questão é que não são as domésticas que andam abusando… o brasileiro é, em geral, um povo muito imaturo. Eu fui chefe de equipe de comissários de bordo durante muito tempo, e muitos colegas não querem nem fazer o mínimo do trabalho que lhes é solicitado. Qdo fazem, fazem com má vontade. Tem gente que não quer trabalhar, que não age com profissionalismo em várias áreas!! E isso independe de ter o não mestrado, MBA ou apenas p 2o grau completo. E tem gente que arregaça as mangas e trabalha com muito profissionalismo tbm independente da classe social ou grau de estudo. Isso é educação, são valores… isso já faz parte da pessoa. Curso e consultoria pra isso??? Me poupe… Além do mais, essa “consultora” falou tanta bobagem que fica difícil levá-la a sério. Dizer que usar uniforme é status pq as empregadas nas novelas usam??? Dizer que aqui no Brasil não existe os eletrodomésticos q existem nos EUA e nem comida pronta?? O problema é que agora, com a internet, muito idiota tem espaço pra falar bonagem…
Daia
13 de março de 2015 4:23 pmPeraí que não é bem assim
A verdade é que está dificil de encontrar alguém para trabalhar nos serviços mais básicos: caixa de supermercado, doméstica, faxineira, etc que não tenha uma postura revoltada e insolente. Vejo que muitas dessas pessoas acham que trabalhar com eficiência e seguir as ordens fere a dignidade.
Tem um sacolão perto do meu trabalho, quando os clientes passam no caixa, mesmo os velhinhos, as caixas terminam e ficam olhando para o nada, mesmo tendo uma fila de clientes aguardando. Muitas vezes os velhinhos tem dificuldade de abrir as sacolas plasticas e elas ficam olhando com olhar insolente e arrogante como quem dissesse: “Não sou empacotadora”. Preferem ficar olhando as unhas do que ajudar. As vezes vem outro cliente e ajuda o idoso. Vejo gente com mestrado, pós-graduação ou MBA preparando e servindo café para os colegas no trabalho, trocando os copos, limpando algo que sujou no escritório, nem por isso essas pessoas se sentem diminuídas. Em contra-partida muitas pessoas ficam se vangloriando de não fazer o que é solicitado. Lamentável. Querem o dinheiro, mas não querem trabalhar.
Acho que foi declarada a guerra entre patroes e empregados.