4 de junho de 2026

Em Alagoas, quilombolas denunciam intolerância religiosa

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Do Pulsar Brasil

Lideranças da comunidade remanescente do Quilombo Mumbaça, em Traipu, a 172 quilômetros da capital alagoana, denunciaram na manhã desta quarta-feira (11) à Comissão de Defesa dos Direitos das Minorias da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), um caso de perseguição e violação de direitos por parte do pároco da Igreja Católica na cidade e da prefeitura do município.

As lideranças alegam que manifestações seculares e a identificação oficial como remanescentes da comunidade têm sido negadas pela igreja e pelo executivo do município. No caso da igreja, um dos exemplos citados pelas lideranças diz respeito ao impedimento de cortejos fúnebres que percorrem a igreja católica. O pároco local teria impedido a tradição secular.

As lideranças afirmam, ainda, que o município tem recusado serviços básicos como transporte e identificação dos moradores em cadastros oficiais, o que serviria como reafirmação da identidade cultural da comunidade. A OAB deverá apurar também a denúncia de que a chefe do município teria transformado a comunidade quilombola, protegida por lei federal, em distrito.

De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Traipu, as motivações para as denúncias são políticas. O Executivo nega qualquer negativa de serviços aos moradores da comunidade. Quanto à transformação da comunidade em distrito, o Executivo informou que o projeto foi aprovado pelo Legislativo municipal e sancionado pela prefeita, Conceição Tavares (DEM).

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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4 Comentários
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  1. Anna Dutra

    13 de fevereiro de 2015 6:51 pm

    E o nosso Congresso está

    E o nosso Congresso está trabalhando diuturnamente, sob suas novas lideranças, para tornar este quadro ainda mais dramático, pois busca legitimar, legislando, este tipo de discriminação e perseguição (hoje ainda velada).  Isto é a Idade Média, que alguns insistem em dizer que já acabou…

  2. FABIO PLACIDO

    13 de fevereiro de 2015 7:01 pm

    É triste ver o tratamento do

    É triste ver o tratamento do que deveria ser público, de forma privada por parte do governo local.

    Entretanto, o espaço religioso, não é público, nem secular e deve ser respeitado dentro da ordem para o qual foi instituido, com as lideranças instituidas… Seja católico, seja espírita, seja umbandista etc.

    Gostaria de saber, o que aconteceria se o padre resolvesse ministrar dentro do terreiro alheio.

  3. fabio GM

    14 de fevereiro de 2015 12:17 am

    Sintese

    O que esta ocorrendo não é apenas uma questao municipal, infeilzmente isto é uma questão nacional, o abandono das politicas sociais ligada as comunidades tradicionais ( quilombolas e indigenas), esta ligada diretamente a acões ou a falta delas por parte do governo da Pres. Dilma.

  4. Cesário

    14 de fevereiro de 2015 10:36 pm

    Pseudo Jornalismo

    O bom jornalismo não se pauta por denúncia sem nome  de nenhum dos líderes da comunidade quilombola, nem de quantos remanescentes ainda estão ali vivendo, ou  do nome do pároco que agiu com intolerância. 

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