4 de junho de 2026

Investigação mostra esquema de lavagem de dinheiro no banco HSBC

 
O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação divulgou nesse domingo (8) documentos confidenciais sobre o ramo suíço do banco britânico HSBC, que revelam supostos esquemas de evasão fiscal.
 
A investigação, batizada “Swissleaks”, revela documentos fornecidos por Hervé Falciani, ex-funcionário do HSBC em Genebra, ao jornal francês Le Monde e compartilhados com o consórcio e com jornalistas de mais de 40 países.
 
Os jornalistas analisaram cerca de 60 mil fichas, algumas das quais com informações que denunciam que o banco tinha conhecimento de práticas ilícitas de alguns clientes.
 
O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação publica informações sobre 61 pessoas. Entre os nomes mencionados estão o rei de Marrocos, Mohammed VI; rei da Jordânia, Abdullah II, designer de moda Valentino; modelo Elle McPherson; ator Christian Slater; banqueiro Edouard Stern e motociclista Valentino Rossi.
 
A informação divulgada diz respeito a contas no valor de mais de US$ 100 bilhões, englobando 106 mil clientes de 203 países.
 
As informações foram compartilhadas pelo consórcio em seu site.
 
Apesar de expor esses documentos, o consórcio de jornalistas afirma que não pretende “sugerir ou presumir que quaisquer pessoas, empresas ou entidades mencionadas nos dados da informação revelada tenham violado a lei ou tido outro tipo de conduta imprópria”.
 
A filial suíça do banco britânico HSBC Private Bank assegurou ter sofrido uma “transformação radical” após “descumprimentos verificados em 2007”, para evitar casos de fraude fiscal e de lavagem de dinheiro.
 
“O HSBC (da Suíça) fez uma transformação radical em 2008 para evitar que os seus serviços sejam utilizados para fraudar o fisco ou para a lavagem de dinheiro”, disse o diretor-geral da filial, Franco Morra, em comunicado enviado à agência de notícias France Presse.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Antonio Cattani

    10 de fevereiro de 2015 11:01 am

    Swissleaks

    Bom dia

    Devido às suas dimensões, a fraude fiscal promovida pelo HSBC é um assunto de grande importância. A grande mídia brasileira praticamente ignoro-o, citando apenas  o envolvimento de algumas personalidades internacionais.  O destaque foi dado aos nomes de ditadores africanos, esportistas e magnatas russos.  O relatório do Consórcio de Jornalismo Investigativo identificou 8.667 brasileiros que há sete ou 8 anos movimentaram mais de U$ 7 bilhões. Essas informações mereceriam ser aprofundadas. Acontece que no Brasil existe o Consórcio e Jornalismo Esconditivo. Por isso, esse crime e esses criminosos não serão conhecidos. 

    Antonio David Cattani

    PS. Fazem parte do Consórcio de Jornalismo Investigativo quatro ou cinco jornalistas brasileiros. Mas, aparentemente, são membros mais ativos do C.J. Esconditivo.

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