Jornal GGN – São Leonardo, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, ganhou um novo nome, “bairro do Sacil”, e com ele, a obrigatoriedade de contribuir para a milícia. É o que mostra reportagem de O Globo, divulgada nesta quarta (22).
Debaixo do nariz do governador Wilson Witzel, os milicianos passaram a cobrar R$ 20 de cada residência, por mês, para policiar o bairro.
Quem contribui ganha um “selo” na porta de casa. Dessa forma, aqueles que não resistiam a aderir ao esquema de “policiamento” paraestatal começaram a temer represálias e aceitaram pagar o valor.
“Não queria pagar a tal contribuição, mas acabei me rendendo. Todo mundo paga, e eles passaram a colocar os adesivos nas casas. Achei melhor não ser a única diferente por aqui”, disse uma das moradoras, que não quis ter o nome divulgado.
Acuados, os moradores locais relataram ao jornal que não compreendem como o poder público pode cruzar os braços diante de uma situação dessa.
Alguns disseram ao diário que a justificativa dos milicianos é que muitos policiais e ex-policiais moram no bairro. Por isso o esquema de segurança teria sido montado, para evitar que eles sejam importunados. O Globo revelou, porém, que além da mensalidade pelo policiamento, os milicianos começam a “oferecer” sinal de TV clandestino.
Procurada, a Secretaria Municipal de Urbanismo confirmou que há cercas e guaritas clandestinas no bairro. A Polícia Civil informou que apura a presença de milicianos da região.
Pedro Motta de Barros
22 de maio de 2019 6:16 pmAqui está um exemplo concreto de como se exprimem as “boas intenções iniciais” dos milicianos, como contemporiza espantosamente o atual general que chefia o ministério da Defesa de Jair Bolsonaro. Este poder paralelo passa a ser armado “legalmente” pelo decreto armamentista que o presidente nazista acaba de promulgar. Guerra civil à vista.
Fabio de Oliveira Ribeiro
22 de maio de 2019 6:29 pmQuando o Direito estatal entrar em conflito com o “direito miliciano” (que pode ser considerado uma variante do famoso Direito Achado na Boca de Fumo) o TJRJ aplicará o segundo. Foi o que ocorreu no caso do prédio que desabou. Jurisimprudência carioca, tá ligado…
Carlos Elisio
22 de maio de 2019 6:53 pmFalta pouco pra mandarem no RJ inteiro. Acabou, o estado acabou. Daqui a pouco ficaremos sem serviços das empresas legalizadas.
Mas Sao Leonardo não é bairro do RJ.
Sou carioca e nunca ouvi falar nesse bairro. Não seria uma rua? Talvez algum espaço irregular onde moradores fecham as ruas na marra e taxam como “particular”?
Lúcio Vieira
22 de maio de 2019 7:06 pmDeveria ser uma vergonha (mais uma) absoluta para os agentes, em especial os graúdos do judiciário brasileiro, ao ver tantos ex-juízes, promotores e procuradores comprometidos com o atraso do país, opositores de sociedades mais justas, vindo a galgar em cargos executivos. É uma pena o que acontece com o RJ, mas é um tanto previsível já que num local onde a construção de moradias onde expõe as pessoas a riscos e inconvenientes eram vistosas desde seu início (por serem em morros, logicamente visíveis a todo o tempo para quem olhasse para eles), as autoridades e a sociedade permaneceu conivente em expor sues irmãos ou no mínimo (já que faltou a fraternidade de vê-los como um irmão), seus concidadãos.
Pela repetição e pela tendência de “desgraças” eleitorais que tem assumido em seus executivos locais (e agora nacional) e pelo tamanho que tomou o crime organizado que agora aprovado, compartilhado e homenageado, ao menos em âmbitos federal e estadual, temo que o solucionamento se dará com a “guerra final” requerida a partir do provável aumento do nível do mar, predito pela ciência moderna. Quando vier a ocorrer e as elites sociais e milicianas tiverem de se socorrer em lugares mais altos, mesmo que mais e melhores armados, serão recebidos por “vietcongs” mais aptos e conhecedores da dinâmica dos morros. E com a chance e a gana para vingar-se de tudo.
republicano arrependido
22 de maio de 2019 7:56 pmtaí descarado estado de
exceção que só o Estado não ve….
Schell
22 de maio de 2019 8:29 pmMas, quanto os milicianos precisam “repassar pra cima” do que arrecadam?
Não podem deixar os chefões sem a parte deles…
Pimenta
22 de maio de 2019 9:37 pmEste Estado Islâmico chamado de milícias está encarado de forma irresponsável pelas autoridades. Depois não tem mais como parar. É só ver o caso do tráfico. Mas aí o presidente…também…
Andre
23 de maio de 2019 5:59 amQue espanto é esse? O Rio de janeiro é governado por milicianos, o esqueceu da família miliciana no senado, câmara de vereadores e presidência?
Alexandre Rocha
23 de maio de 2019 7:28 amAs milicias,é suas ramificações na estrutura de poder do estado. É o retrato da falência por que passamos. Todos sabemos,que as milicias,tem no seu mais alto escalão, pessoas pagas pela a população para manter a ordem e a justiça. É uma lástima !!!
Guedes
23 de maio de 2019 10:12 amNas proximas eleições, ja devemos estar com guaritas na ponte rio niteroi. Na Dutra, 040 e 101, so teremos que escolher o nome pro novo Estado. Um Governador deveria ter no mínimo vergonha de ir a imprensa e falar um ousadia dos Melicianos.