Sob o nariz de Witzel, milicianos “criam” bairro e cobram mensalidade para fazer segurança

Os "contribuintes" passaram a receber um "selo" colado na porta de suas residências. Além de segurança, há relatos de oferta de "gatonet"

Fotos: Agência Brasil e O Globo

Jornal GGN – São Leonardo, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, ganhou um novo nome, “bairro do Sacil”, e com ele, a obrigatoriedade de contribuir para a milícia. É o que mostra reportagem de O Globo, divulgada nesta quarta (22).

Debaixo do nariz do governador Wilson Witzel, os milicianos passaram a cobrar R$ 20 de cada residência, por mês, para policiar o bairro.

Quem contribui ganha um “selo” na porta de casa. Dessa forma, aqueles que não resistiam a aderir ao esquema de “policiamento” paraestatal começaram a temer represálias e aceitaram pagar o valor.

“Não queria pagar a tal contribuição, mas acabei me rendendo. Todo mundo paga, e eles passaram a colocar os adesivos nas casas. Achei melhor não ser a única diferente por aqui”, disse uma das moradoras, que não quis ter o nome divulgado.

Acuados, os moradores locais relataram ao jornal que não compreendem como o poder público pode cruzar os braços diante de uma situação dessa.

Alguns disseram ao diário que a justificativa dos milicianos é que muitos policiais e ex-policiais moram no bairro. Por isso o esquema de segurança teria sido montado, para evitar que eles sejam importunados. O Globo revelou, porém, que além da mensalidade pelo policiamento, os milicianos começam a “oferecer” sinal de TV clandestino.

Procurada, a Secretaria Municipal de Urbanismo confirmou que há cercas e guaritas clandestinas no bairro. A Polícia Civil informou que apura a presença de milicianos da região.

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