
Jornal GGN – A balança comercial brasileira registrou um déficit de US$ 868 milhões (média diária negativa de US$ 173,6 milhões) durante a quarta semana de janeiro, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No período, a corrente de comércio somou US$ 6,952 bilhões, com desempenho diário de US$ 1,390 bilhão.
Com cinco dias úteis (19 a 25), as exportações totalizaram US$ 3,042 bilhões, com média diária de US$ 608,4 milhões, que está 10,9% abaixo da média de US$ 683,2 milhões acumulada até a terceira semana do mês. Neste comparativo, houve queda na exportação de produtos básicos (-31%), por conta de recuos, principalmente, de petróleo em bruto, milho em grão, farelo de soja, carne de frango e carne bovina.
As vendas de produtos semimanufaturados apresentaram uma redução de -16,5%, com declínio em açúcar em bruto, celulose, semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido, e ouro em formas semimanufaturadas. Já as vendas de bens manufaturados tiveram crescimento de 22,1%, com acréscimos em óxidos e hidróxidos de alumínio, tubos de ferro fundido, autopeças, suco de laranja congelado e não congelado, motores para veículos e partes, aviões, máquinas e aparelhos para terraplanagem, medicamentos, e tubos flexíveis de ferro ou aço.
Na semana, as importações foram de US$ 3,910 bilhões, com resultado médio diário de US$ 782 milhões. Na comparação com a média até a terceira semana do mês (US$ 816,1 milhões), houve retração de 4,2% explicada, principalmente, pela queda nos gastos com veículos automóveis e partes, químicos orgânicos e inorgânicos, plásticos e obras, siderúrgicos, instrumentos de ótica e precisão, aeronaves e peças, e produtos diversos das indústrias químicas.
Com isso, o saldo em janeiro está negativo em US$ 2,330 bilhões (média diária negativa de US$ 145,6 milhões). Em janeiro do ano passado, houve déficit na balança comercial de US$ 4,068 bilhões (média negativa de US$ 184,9 milhões). A corrente de comércio mensal alcança US$ 23,444 bilhões (resultado diário de US$ 1,465 bilhão). Pela média, houve queda de 10,8% no comparativo com janeiro do ano passado (US$ 1,641 bilhão) e retração de 7,1% na relação a dezembro último (US$ 1,576 bilhão).
Nos 16 dias úteis de janeiro, as exportações foram de US$ 10,557 bilhões, com média diária de US$ 659,8 milhões, resultado 9,4% menor que o registrado em janeiro do ano passado (US$ 728,5 milhões). Houve diminuição nas vendas de produtos manufaturados (-18%), por conta de automóveis de passageiros, óleos combustíveis, motores e geradores elétricos, máquinas e aparelhos para terraplanagem, hidrocarbonetos e derivados, autopeças, motores para veículos e partes, papel e cartão para escrita e impressão, tubos de ferro fundido, e polímeros plásticos.
Houve redução ainda nas vendas de produtos básicos (-6%), por conta, principalmente, de minério de ferro, carne bovina, carne suína, arroz em grão, carnes salgadas, miudezas comestíveis de animais, e carne de frango. Por outro lado, aumentaram as exportações de semimanufaturados (3%), com acréscimos nas vendas de óleo de dendê em bruto, semimanufaturados de ferro ou aço, ferro fundido, madeira serrada ou fendida, ouro em formas semimanufaturadas, óleo de soja em bruto, e borracha sintética e artificial.
Em relação a dezembro de 2014, a queda foi 17%, em virtude do declínio nas vendas de produtos manufaturados (-27,4%) e de básicos (-15,2%). As exportações de semimanufaturados apontaram crescimento de 2,9%.
As importações em janeiro chegam a US$ 12,887 bilhões e registram média diária de US$ 805,4 milhões. Segundo o MDIC, houve diminuição de 11,8% em relação à média de janeiro do ano passado (US$ 913,4 milhões). Neste comparativo, foi verificado redução nas despesas com cereais (-40,7%), combustíveis e lubrificantes (-33,3%), veículos automóveis e partes (-24,4%), leite e derivados (-20,7%), borracha e obras (-17%), e equipamentos mecânicos (-15,6%)
Na comparação com a média de dezembro de 2014 (US$ 781,7 milhões), houve aumento nas importações de 3%, com maiores aquisições de bebidas e álcool (70,8%), siderúrgicos (50,1%), aeronaves e peças (46,6%), plásticos e obras (29,5%), e equipamentos elétricos e eletrônicos (26,6%).
Assim falou Golbery
26 de janeiro de 2015 8:51 pmPaís que tem mais de U$ 300
País que tem mais de U$ 300 bi de reserva, não tem nada com que se preoucupar com tais coisas
democracia direta
27 de janeiro de 2015 1:53 pmCOMO USAR O NEOLIBERALISMO A NOSSO FAVOR!
Se existem pressões sobre o câmbio, e está saindo mais dólares do que entra, devemos criar tudo quanto é tipo de restrições, como fazem os americanos e europeus, para as importações. Garanto que isso vai incomodar e muito aos defensores do neoliberalismo, que ganham fortunas com essas transações.
Mas não são eles mesmos que estão sabotando nossa economia?
http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/belluzzo-critica-ajuste-fiscal-e-diz-que-brasil-caminha-para-a-recessao/747564/
E não apenas isso, mas também aumentar o imposto sobre a remessa de lucros de multinacionais em dólar, que também prejudica nossas contas com o exterior. E isso deve ser feito, até o ponto que for necessário, para não afetar nossa capacidade de pagamentos. Se querem mandar lucros aos exterior, que mandem em reais. Garanto que se fizessem isso, eles mesmos seriam os maiores guardiões de nossa moeda, e não veríamos mais ataques especulativos à economia brasileira…
Saiba porque a Rússia proibiu remessa de multinacionais em dólar, mesmo assim recebe investimentos estrangeiros, e avançou muito mais que o Brasil em seu padrão de vida:
https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956707140.1073741826.300330306769305/546704845465182/?type=3&theater