
Jornal GGN – A bolsa brasileira fechou em alta pela segunda sessão consecutiva, puxada pela valorização das ações da Vale e do setor de siderurgia, em meio à melhora registrada no setor externo.
O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações em alta de 2,06%, aos 49.016 pontos e com um volume negociado de R$ 6,115 bilhões. A bolsa subiu 0,36% na semana, e passa a acumular no mês uma desvalorização de 1,36%.
A movimentação favorável da Bovespa encontrou suporte em outros mercados. Na Europa, os agentes trabalham com a expectativa de um programa de estímulos do Banco Central Europeu (BCE), o que ajudou a anular a repercussão da decisão anunciada pelo Banco Central da Suíça de finalizar a política cambial em vigor desde 2011, pondo fim ao preço mínimo do franco suíço em relação ao euro.
Os dados de inflação dos Estados Unidos também ajudaram a amenizar o clima de aversão ao risco visto no exterior. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) recuou 0,4% em dezembro ante novembro, o que ainda representa cautela na decisão de elevar a taxa de juros do país pelo Federal Reserve, o Banco Central norte-americano.
A retomada das commodities após a publicação de relatório da Agência Internacional de Energia também puxou as operações. Segundo os dados divulgados, os preços do petróleo podem cair mais antes de começarem um ciclo de recuperação, mas existem sinais de que a queda das cotações pode levar à redução de produção em algumas regiões, inclusive na América do Norte.
No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em queda de 0,79%, a R$ 2,621 na venda, fechando em baixa pela segunda semana consecutiva.
Além do noticíario do setor externo, as operações no mercado doméstico foram influenciadas pelas expectativas dos investidores em torno do governo, por conta da possibilidade do anúncio de medidas para o controle dos gastos públicos.
Em meio a isso, o Banco Central manteve seu programa de intervenções, mediante a venda de 2 mil contratos de swap cambial (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro), sendo 1 mil contratos com vencimento em 1º de setembro deste ano, e outros 1 mil com vencimento em 1º de dezembro.
O BC realizou mais um leilão para rolagem dos contratos que vencem em 2 de fevereiro. Foram vendidos 10 mil swaps, sendo 4,8 mil contratos para 3 de novembro de 2015 e 5,2 mil contratos para 1º de fevereiro de 2016, com volume equivalente a US$ 489,6 milhões.
Para segunda-feira, os analistas aguardam a publicação dos números semanais da balança comercial, o relatório Focus a ser divulgado pelo Banco Central, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao segundo decêndio de janeiro, arrecadação federal, e os dados de mercado que serão publicados pelo Caged, do Ministério do Trabalho. No setor externo, destaque para os dados de conta corrente da zona do euro, que serão publicados pelo Banco Central Europeu.
(com Reuters e Agência Estado)
Deixe um comentário