4 de junho de 2026

A agonia dos Diários e Emissoras Associados, por Ângela Carrato

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

do Observatório da Imprensa

‘ESTADO DE MINAS’

A agonia dos Diários e Emissoras Associados

Por Ângela Carrato

A sede do jornal Estado de Minas está à venda, deixando explícita a gravíssima crise que a empresa enfrenta, envolvendo má gestão, perda de credibilidade e o consequente desaparecimento de leitores e anunciantes. A título de exemplo, o jornal, que é o mais antigo e tradicional da capital mineira, tem circulado com apenas dois cadernos, num total de 24 páginas, ao contrário de um ou dois anos atrás, quando, mesmo em dias de edição mais fraca, eram quatro ou cinco.

O objetivo da venda é tapar buracos no caixa da empresa, que tem demitido jornalistas e demais funcionários com idêntico objetivo. As instalações do Estado de Minas serão transferidas para o prédio onde funciona a TV Alterosa e a rádio Guarani, ambas do mesmo grupo, os Diários e Emissoras Associados. Nesta transferência, é possível antever novos cortes de pessoal e não está descartado nem mesmo o fim da publicação em papel, permanecendo apenas a versão digital.

Localizada em um dos pontos nobres da capital mineira, a sede da SA Estado de Minas vale em torno de 50 milhões de reais, mas as ofertas, até o momento, não ultrapassam 30 milhões de reais. A venda representará mais um capítulo, talvez dos últimos, na história do condomínio fundado pelo primeiro magnata da mídia brasileira, Assis Chateaubriand, que chegou a ter 36 jornais, 18 revistas, 36 rádios e 18 emissoras de televisão.

Do que antes foi o “império” de Chateaubriand restam agora, com alguma expressão, além dos veículos em Minas, apenas o Correio Braziliense, na Capital Federal, e dois jornais no Nordeste. Há pelo menos duas décadas que o jornal Estado de Minas é considerado o carro-chefe do grupo, situação que apenas enfatiza a gravidade do quadro.

Os jornais impressos estão enfrentando problemas em todo o mundo. Recentemente oWashington Post também colocou sua sede à venda. Diariamente se tem notícia de jornais nos Estados Unidos e na Europa que estão fechando as portas ou reduzindo drasticamente suas tiragens em consequência das novas tecnologias que, indiscutivelmente, tem tido forte impacto no modelo de negócios destas publicações. No entanto, seria um equívoco atribuir à derrocada dos Associados e, em especial do jornal Estado de Minas, apenas às novas tecnologias. Os problemas são mais antigos e profundos.

O reforço à imagem de “neutro”

O jornal Estado de Minas foi o tema de minha dissertação de mestrado, defendida na Universidade de Brasília, em 1996. Sob o título de “A ‘amena’ Casa de Assis, imprensa e conservadorismo em Minas Gerais”, procurei entender as razões pelas quais os Associados haviam declinado em todo o país, mas continuavam firmes e fortes no Estado. Em outras palavras, quais eram as relações e ligações entre este veículo e seus leitores? O jornal, como se autodefinia, era realmente “o espelho de Minas” e “a voz de Minas”?

Ao contrário do que muitos acreditam, o jornal Estado de Minas não nasceu grande e durante muito tempo foi apenas um entre os vários jornais existentes em Belo Horizonte. Fundado em 1929 por Pedro Aleixo, Juscelino Barbosa e Álvaro Mendes Pimentel, foi adquirido no ano seguinte por Chateaubriand. A decisão de vender a publicação foi tomada pelo grupo de Pedro Aleixo após vários enfrentamentos com as forças situacionistas locais, encarnadas pelo Partido Republicano Mineiro (PRM).

Na época, as disputas entre grupos políticos em Minas eram muito intensas e o aparente distanciamento de Chateaubriand dessas questões contou pontos a favor de sua publicação aos olhos da maioria dos leitores, calejados com os frequentes arroubos da imprensa nitidamente partidária.

No início da década de 1960, o Estado de Minas era um entre os 13 jornais existentes em Belo Horizonte. A maior tiragem cabia ao O Diário, de propriedade da Cúria Metropolitana, que se apresentava como “o maior jornal católico da América Latina”. Outras publicações de peso eram a Folha de Minas, o Diário de Minas e o semanário Binômio, aos quais se somou a edição mineira da Última Hora, de Samuel Wainer. Em vários momentos, nos anos de 1962 e início de 1963, as edições de O Binômio e Última Hora venderam bem mais que as do Estado de Minas.

De olho na concorrência, os Associados, que já contavam com um segundo título em Minas, o Diário da Tarde, nunca se sentiram constrangidos em copiar inovações, mesmo as que se constituíam em marca registrada dos concorrentes. Aliás, desde a década anterior que Estado de Minas formava uma dobradinha com o Diário da Tarde, o primeiro destinado aos leitores classes A e B e o segundo ao “povão”.

Pelo fato de Chateaubriand contar com amigos e financiadores ligados a Juscelino Kubitschek, ele preferiu não aderir aos setores da UDN que questionaram o resultado da eleição presidencial de 1955, quando o ex-governador de Minas saiu vitorioso. Agindo assim, o jornal Estado de Minas conseguiu reforçar a imagem de “neutro” e dá início ao aumento de suas vendas em banca, mesmo com tiragem muito reduzida se comparada aos jornais do Rio de Janeiro e de São Paulo.

“Limpeza geral”

Os anos de JK na presidência foram excelentes para o Estado de Minas, que trouxe para as suas páginas, como anunciantes, todas as vedetes da época, seja em termos do comércio local, seja das empresas multinacionais que chegavam ao país. O tráfico de influências, ao lado de propostas audaciosas como a construção da nova capital federal, marcaram o governo de Juscelino e a própria relação entre imprensa e poder na época. Nunca interessou a Chateaubriand o rompimento com JK. O que ele sempre quis e obteve foram muitos favores e dinheiro. Daí sua presença constante em Minas, que era vendida aos mineiros como “apreço e gosto pela cultura e tradições locais”.

O que a maioria dos mineiros não desconfiava é que muitas das vindas de Chateaubriand ao estado tinham a ver com a conspiração que redundou no golpe civil-militar de 1964. Mesmo bastante doente e preso a uma cadeira de rodas, ele conspirou e estimulou amigos e funcionários a fazerem o mesmo. Desde a chegada de João Goulart ao poder que o jornal, sob o argumento que estava combatendo o “comunismo ateu”, abriu suas baterias contra o governo federal, respaldado pelo apoio do então governador de Minas, Magalhães Pinto, “o general civil da revolução” e por empresas nacionais e multinacionais que aumentavam os anúncios em suas páginas.

A vitória do golpe de 1964 não significou apenas o sucesso da tese que a publicação defendia. Significou, sobretudo, o fim das ameaças provocadas pelos concorrentes em Minas. Aliás, publicações que os Associados não mediram esforços para liquidar, a partir de denúncias, perseguições e de ameaças a anunciantes que insistiam em investir em “páginas adversárias”. Sem os entraves de antes, o Estado de Minas passa a atuar como narrador e comentarista político dos fatos, em suma, como um “ator político” conservador, que se beneficia da nova situação que ele ajudou e contribuiu para consolidar.

No editorial “Minas e a Revolução”, publicado pelo Estado de Minas em 6 de abril de 1964, por exemplo, tem início uma verdadeira cruzada contra qualquer tipo de atenuante ou perdão “aos que ontem entregavam a pátria aos flibusteiros de Cuba”. Na mesma edição, o jornal dedicava toda a contracapa do primeiro caderno aos “Flagrantes da Vitoriosa Revolução Democrática”. Entre as fotos estampadas estava a da sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), no Rio de Janeiro, em chamas. Apresentada como “célula do Partido Comunista”, o jornal informava que ela havia sido incendiada “por populares”.

Para se referir às cassações e prisões de pessoas ligadas ao ex-presidente João Goulart, o jornal cunhou a expressão “limpeza geral”, conclamando os militares, através de editoriais, a “não ensarilhar suas armas, antes que se emudeçam as vozes da corrupção e da traição à pátria”. O golpe civil-militar de 1964 foi transformado assim na “revolução redentora”, que havia livrado o Brasil das garras do comunismo, com o Estado de Minasnão medindo esforços na organização e cobertura da “Parada da Vitória”, dia 18 de abril, quando tropas do Exército e da Polícia Militar de Minas Gerais desfilaram pela avenida Afonso Pena, a principal de Belo Horizonte, comemorando os feitos alcançados.

Se a Rua Goiás não deu…

Quem lesse as edições do Estado de Minas no final dos anos 1960 e durante toda a década de 1970 dificilmente não seria tomado pela sensação de coparticipante de um processo que havia salvado o Brasil, pois não faltavam manifestos e abaixo-assinados ressaltando os feitos e o sucesso dos governos militares. É importante destacar que naquele período, várias publicações brasileiras que igualmente apoiaram o golpe de 1964 já se mostravam desiludidas e passavam a enfrentar a pesada censura prévia instaurada a partir da edição do AI-5. No jornal Estado de Minas, a censura sempre foi dispensável. O jornal só publicava o que interessava aos novos donos do poder.

Os profissionais considerados mais à esquerda perceberam que não havia mais condição de continuar escrevendo textos minimamente críticos e que contivessem quaisquer informações que desagradassem à direção da empresa e trataram de pedir demissão. Uma parte foi cuidar da vida como pode e outra se mudou para São Paulo ou Brasília, em busca de trabalho.

Em tempos tão sombrios, a marca registrada do Estado de Minas era a tranquilidade. Tranquilidade quebrada apenas na manhã de 22 de junho de 1965, quando do assassinato de seu diretor, Geraldo Teixeira da Costa. A manchete da publicação sobre o assunto foi “Silencia-se uma das grandes vozes de Minas”, com o jornal conseguindo não tocar nas razões efetivas da morte de seu dirigente. E se dependesse dele, estas razões jamais seriam divulgadas. Fiel aos compromissos católicos, O Diário foi o único a apresentar a verdade sobre o assunto: o jornalista era o responsável pela sedução de uma jovem de família pobre, cujo pai jurara vingança. Detalhe: durante o enterro, aviões da Esquadrilha da Fumaça sobrevoaram Belo Horizonte desenhando no céu o apelido Gegê, em homenagem ao diretor assassinado.

Mesmo não possuindo ligações com questões políticas, o episódio serve para ilustrar como o jornal Estado de Minas passa a apresentar a realidade ao sabor dos seus interesses, pouco somando com a veracidade das informações e, menos ainda, com a opinião pública, fazendo exatamente o contrário do que pregava. O episódio demonstra também o peso e a ligação do jornal com os diversos poderes e instituições. A confortável situação desfrutada pela publicação levou-a a acreditar piamente nas palavras de seu então editor-chefe, Pedro Aguinaldo Fulgêncio: “Se a rua Goiás não deu, não aconteceu”. Para quem não é de Belo Horizonte, rua Goiás é onde se localizava a antiga sede do jornal.

“Sociedade” com os cofres públicos

Esse autoritarismo, mais do que a postura de um dirigente, tornou-se a marca registrada do fazer jornalístico do Estado de Minas. Autoritarismo que impediu e continua impedindo que fatos de importância local, nacional e internacional “aconteçam” nas páginas do jornal. Quando muito, o jornal dava e dá a sua versão sobre eles.

Não importava que o Brasil e o mundo passassem por mudanças significativas. Tudo o que desagrada à ótica dos dirigentes da “amena” Casa de Assis era e continua sendo atribuído à subversão comunista e, mais recentemente, ao “bolivarianismo”. Por outro lado, fiel ao ideário de Assis Chateaubriand, que nunca escondeu sua admiração pelos Estados Unidos, tudo o que vem daquele país é tratado como certo, importante e fabuloso.

Em 1982, o jornal Estado de Minas apoiou a candidatura do ex-ministro Elizeu Resende contra Tancredo Neves na disputa pelo governo do estado. Para Tancredo conseguir que matérias sobre sua campanha fossem publicadas, teve que comprar espaço, mesmo sendo acionista da empresa. As páginas do Estado de Minas ignoraram a campanha pela anistia aos presos políticos e em prol das eleições diretas para presidente da República. No plano regional, de 1980 aos dias atuais, o jornal Estado de Minas esteve uma única vez na oposição, quando do governo de Newton Cardoso. Mesmo assim, as razões desta oposição estão longe de qualquer ideal republicano. A empresa e Cardoso se desentenderam no que se refere a pagamentos de publicidade e a verbas destinadas à publicação, numa briga classificada por quem a acompanhou de perto como sendo “coisa de cachorro grande”.

Se os métodos de Chateaubriand valeram para garantir poder e influência ao Estado de Minas em décadas anteriores, foram importantes para mantê-lo em pé, sobretudo a partir de 2003, quando o neto de Tancredo Neves chega ao poder e garante-lhe uma sobrevida que poucos julgavam possível. Já naquela época, os Associados estavam quebrados e oEstado de Minas era a publicação que tinha situação financeira um pouco melhor, mas longe de ser considerada boa. Aliás, fiel ao estilo de vida de Chateaubriand, os dirigentes do Estado de Minas sempre foram pródigos em gastos, pouco somando se a situação financeira da empresa permitia isso. A título de exemplo, enquanto os seus dirigentes e condôminos têm salários (além de retiradas mensais) superiores a R$ 50 mil, a empresa atrasa o depósito do FGTS e paga o piso salarial da categoria para a maior parte de seus funcionários.

No passado, o próprio governo de Minas chegou a arcar com a folha de pessoal do jornal e também com a complementação salarial dos funcionários da empresa via assessorias de imprensa no próprio governo e empresas estatais. O colunista social Wilson Frade, por exemplo, chegou a receber por 17 assessorias. Vale dizer: dia sim, dia não, tinha um dinheiro entrando em sua conta. Inúmeros são também os casos de jornalistas dos Associados em Minas que tiveram três, quatro ou mais assessorias ao mesmo tempo. Para o já citado Pedro Aguinaldo Fulgêncio, entrar para o Estado de Minas era quase sinônimo de ganhar na loteria esportiva ou “tirar a sorte grande”, como preferia dizer.

Os governos tucanos em Minas fizeram o possível para garantir o retorno dos “anos dourados” para os Associados. Razão pela qual a direção da empresa apoiou, elogiou e não mediu esforços para tentar viabilizar a vitória de Aécio Neves para a presidência da República, transformando o jornal em uma espécie de boletim de campanha do tucano (ver artigo “Por quem os sinos dobram“, neste Observatório da Imprensa). Não deu certo e os antigos problemas de gestão agora batem, com mais força, à porta da empresa. Afinal, a “sociedade” com os cofres mineiros parece ter chegado ao fim.

***

Ângela Carrato é jornalista e professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG. Este artigo foi publicado no blog Estação Liberdade

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

25 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Álvaro Noites

    14 de janeiro de 2015 12:02 pm

    Que o que restou do império

    Que o que restou do império de Chateubriant (o Hearst brasileiro) se exploda.

  2. Alexandre S Carvalho

    14 de janeiro de 2015 12:07 pm

    Grande professora Ângela

    Grande professora Ângela Carrato!

    Bom saber que seu tempo como diretora da Rede Minas durante a gestão Aécio não lhe afetou o senso crítico. Muito antes pelo contrário, parece que agora está mais apurado que nunca.

    Parabéns!

  3. João Bosco Rocha

    14 de janeiro de 2015 12:14 pm

    Como se deu a compra da sede do Jornal Estado de Minas

    Essa história não sei se a professora Ângela Carrato tem conhecimento me foi passada num curso que eu fiz tendo como professor um cartunista do jornal. O Diário Associados quando a TV Tupi quebrou entrou com várias ações contra a União pedindo resarcimento de uma série de coisas. Perderam todas as ações, menos uma que ainda restava no STF. O Sergio Motta, o Serjão, ministro das comunicações de FHC propôs um acordo, que o professor não especificou qual, em que a União desistiria de se defender da ação, dando ganho de causa aos Diários Associados. Dito e feito, os Diários Associados ganham  a causa, pela qual se dizia na época recebeu um valor que era maior que o parque gráfico da Folha da São Paulo, o maior do país.

    Solicito à professora e jornalista que investigue a veracidade da história.

    Aqui um link que relata que realmente a sede do Jornal Estado de Minas pertenceu à IBM. 

    http://www.renanpeixoto.com.br/encontre-o-imovel-dos-seus-sonhos/corporativo/

    1. rudo

      14 de janeiro de 2015 12:56 pm

      Tratava-se de uma ação na

      Tratava-se de uma ação na justiça por parte do Radio Clube de Pernambuco, que durante o governo de Figueredo foi fechado, junto com todos os demais Radios e TV’s (Tupi) dos DA, a pedido do Globo. Eles alegarem estarem trabalhando com lucro ao contrario dos demais, que eram deficitarios, motivo do fechamento. A indenização correspondia a 220.000.000,00 de dolares, na ocasião valendo igual montante em reais. Era exatamente na epoca em que o FHC pleiteava a re-eleição e assim conseguiu o apoio de todo o grupo DA. Com este montante comprarem novas rotativas offset para todos os jornais e construirem novas sedes em todo o Brasil. Uma ação similar ainda corre no STF, referente a um pedido similar feito pelo Radio Clube do Ceará, cujo valor de indenização já deve estar superando a casa de UM bilhão. Se a Dilma fizesse uma coisa similar ao do FHC, metade do PIG estaria eliminado…

      1. João Bosco Rocha

        14 de janeiro de 2015 1:52 pm

        Taí

        Então a noticia procede. Fiquei sabendo desse caso na época em que FHC era ainda presidente. Sergio Motta concebeu um domínio em toda a grande mídia. E foi dessa forma. Pretendiam ficar 20 anos no poder, lembra? Mesmo assim, com toda as trapaças como essa, ficaram 8 anos. 

  4. LACosta

    14 de janeiro de 2015 12:16 pm

    Secando a fonte

    Os proprietários do que resta do condomínio dos Diários e Emissoras Associados poderiam “tentar” fazer uma “vaquinha” para salvar o esbulho/entulho. Há que se saber de quanto é a participação da famiglia Neves e demais “chegados”. O que consta é que a fonte que vinha da Prefeitura e do Estado secou. Vão tentar prosseguir com o que resta da “mineração” até as próximas eleições. Caso esse grupo leve outra “traulitada” aí é só encomendar a missa de sétimo dia. A venda de reporcagens, assassinatos de reputações e festa de novos ricos em badaladas “boates” não será suficiente para o minguado padrão de “jornalixos” em que o “EM” soube fazer com perfeição. Para ser a sucursal da rede “globells” e da Agência Estado o planfetário jornal digital será suficiente.

  5. Chico Pedro

    14 de janeiro de 2015 12:32 pm

    Os jornais nao sofrem apenas
    Os jornais nao sofrem apenas a concorrência da internet que explicaria o seu fechamento aqui e por aí afora.

    No caso de Minas o buraco é duas vezes mais profundo.

    A primeira profundidade é semelhante em qualquer outra praça do país: brasileiro nao gosta de ler. Desconhece a importância do hábito.

    Reclamam de um texto com sete parágrafos, nos museus ou exposiçoes poucos param para ler esclarecimentos essenciais das obras. Quando vão aos museus. É um país de gente ignorante.

    O segundo problema, que torna mais fundo o buraco, diz respeito às características econômicas da região. Até onde sei, confesso que pouco quando o assunto é este, o setor de serviços é que sustentam os jornais atraves de anúncios.

    Em Minas prevalece a indústria de base ou a agricultura, recentemente houve crescimento do setor que convém à sustentação dos jornais.

    1. JFO

      15 de janeiro de 2015 1:52 pm

      Nem tanto ao mar…

      Nem tanto à terra.

      Quando eu era mais novo lia o jornal aos domingos, praticamente de ponta a ponta, na casa dos familiares. Duas irmãs, aliás, ainda assinam o jornalão.

      Também comprava o jornal aos domingos, quando não ia almoçar com os familiares.

      Concordo que o brasileiro, principalmente os jovens, não gostam de ler jornais. Mas, eles leem na internet… Porque podem selecionar o que querem ler, há a facilidade de ir direto para a matéria de interesse.

      E você esqueceu de citar outro fator importantíssimo para pessoas mais politizadas: o jornal perdeu muito em credibilidade ao dar apoio irrestrito ao PSDB.

  6. Silvio Torres

    14 de janeiro de 2015 1:45 pm

    Pois é, a professora foi

    Pois é, a professora foi presidente da Rede Minas sob Aécio Neves. E agora é crítica ferrenha dos tucanos e sua imprensa. Isso é comum em Minas. O povo muda de santo correndo prá não perder o lugar na igreja…

  7. altamiro souza

    14 de janeiro de 2015 2:10 pm

    parece um pesadelo ter de ler

    parece um pesadelo ter de ler sobre  o cadavérico

    e patético  legado dos diários associados.

    1. Chico Pedro

      14 de janeiro de 2015 3:02 pm

      Pelo contrário, ler sobre seu
      Pelo contrário, ler sobre seu fim é uma delícia.

      1. altamiro souza

        14 de janeiro de 2015 3:14 pm

        concordo com voce…
        porém,

        concordo com voce…

        porém, justifico.

        eu disse pesadelo porque esse pessoal

        que fica  ou vai entrar nessa fria do atual

        estado de  minas vai sofrer horrores.

        simplesmnte porque é nessa hora que a a quase escravização

        da mão-de-obra vai pintar com a força de senpre

        desse senhores da casa grande contra senzala.

  8. sergio ferreira

    14 de janeiro de 2015 2:10 pm

    Tancredo Neves era acionista

    Tancredo Neves era acionista do EM?

    1. João Bosco Rocha

      15 de janeiro de 2015 12:41 pm

      Sim, Aécio declarou possuir Ações do Diários Assciados

      Veja aqui no link http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/12/aecio-neves-governador-pos-dinheiro-publico-em-radios-e-jornal-da-familia-5391.html

  9. Gilson.Raslan

    14 de janeiro de 2015 2:56 pm

    Logo após o golpe

    Logo após o golpe civil-militar o pessoal do jornal Estado de Minas, sob a falácia de arrecadar dinheiro para pagar a dívida do Brasil, promoveu a campanha “dê ouro para o bem do Brasil”. Milhares de pessoas correram para a Praça 7, em BH -local escolhido para receber as doações – deixando no sopé do famoso “Pirulito” jóias,  aneis de casamento e de formatura, enfim, toda uma gama de objetos de ouro. Até hoje ninguém sabe do paradeiro de uma montanha de ouro deixada pela população para os vigaristas Associados.

    Agora os vigaristas podem lançar desta montanha de ouro para salvar o panfleto vigarista.

    1. MarFig

      14 de janeiro de 2015 4:10 pm

      Devem ter arrecadado uma

      Devem ter arrecadado uma merreca. Mineiro é pão duro e desconfiado.

      1. guilherme souto

        14 de janeiro de 2015 6:03 pm

        Pô, não foi suficiente ter

        Pô, não foi suficiente ter liderado o golpe? É muita ingratidão…

    2. Toni

      14 de janeiro de 2015 7:58 pm

      Também em Recife

      Ocorreu o mesmo. Na Pracinha do Diário, onde fica o Diário de Pernambuco, até hoje pertencente à rede dos Diários Associados, no centro da cidade, houve intensa arrecadação de ouro para esta campanha.  Deve ter sido um golpe fenomenal e ninguém sabe de vestígio do ouro.

  10. antonio francisco

    14 de janeiro de 2015 3:37 pm

    3 coisas que sei dele

    1 – O parque gráfico (ou um deles, sei lá) do jornal Estado de Minas é bem visível e notado, porque com alguma frequência caminhões fecham o trânsito pelas 9 da manhã para entrar lá e descarregar aqueles rolos de papel de fazer jornal.  

    2 – Mais recentemente deram início à construção de um prédio ao lado da gráfica, mas terminado o levantamento das paredes e cobertura, abandonaram aquilo. Contam que teria havido algum problema construtivo, e não se sabe se isto gerou alguma ação judicial que, como sempre nesses casos, paralisa tudo.

    E meses atrás construíram a toque de caixa mais acima da rua Cardoso outro prédio, mas o movimento de pessoas por ali não me parece muito grande.

    3. Quanto à briga do EM contra Newton Cardoso, narrada no texto acima, é triste saber que uma brilhante fase de reportagens do jornal contra um governador do tipo que era o Newton Cardoso, aconteceu por razões não-republicanas. Dava gosto ler naqueles tempos o jornal com reportagens muito bem elaboradas falando das falcas e das truas daqueles tempos do governador. Para a surpresa de muita gente, inclusive eu, Newton Cardoso entrou com ação contra o jornal (dizem que) por causa daquelas reportagens  e… ganhou. Eu, que já tinha raiva da Justiça de Minas, fiquei com mais raiva ainda, por aquele fato.  

    1. JFO

      14 de janeiro de 2015 5:22 pm

      E o jornal não publicava o nome do governador

      Eu lembro deste imbróglio com o então Governador Newton Cardoso. Eu era jovem à época e tinha votado no Newton (eu era jovem, não tinha muita idéia de política, mas depois assinei o abaixo-assinado pedindo o impeachment do governador).

      Dia sim, dia não, tinha uma denúncia contra o governador.

      O risível é que o jornal tomou uma decisão sui generis: não publicaria mais o nome do governador em suas páginas. Newtão era simplesmente denominado “o Governador de Minas Gerais”.

       

  11. MarFig

    14 de janeiro de 2015 3:47 pm

    Esse jornaleco, que já não

    Esse jornaleco, que já não leio há mais de 20 anos, demorou pra afundar. Não fosse a dinheirama dos impostos dos mineiros socados nessa porcaria durante toda a sua existência, esse troço já tinha quebrado há muito tempo. 

  12. Gardenal

    14 de janeiro de 2015 10:03 pm

    Bem que a agonia dessa

    Bem que a agonia dessa verdadeira organização criminosa poderia ser transferida para o Mineirão, com venda de ingressos à R$1.000,00 e renda revertida para instituições de caridade. Garantia de casa cheia. Eu levaria toda a minha família.  

  13. Rossi

    17 de janeiro de 2015 8:43 pm

    O Estado de MInas

    Espero que o fim melancólico do poder midiático criado por Chateaubriand seja seguido pelo grupo conservador e alienante- voces sabem qual- que envenena o Brasil.

  14. Fabio Pina

    29 de janeiro de 2015 11:18 pm

    Monopolio midiatico
    Ate quando a Rede Globo vai predominar no Brasil? Com um jornalismo podre e viciado, novelinhas imbecializantes e uma programaçao putrefata BBB, as pessoas ainda insistem em dar audiencia a este canal irregular financiado pela Time-Life e pelos governos golpistas. A culpa tambem certamente e de quem da audiencia a esta porcaria. Pobre do Pais que tem jornais assim e telespectadores apedeutas…

  15. Ciro Auada Jr

    22 de abril de 2019 10:32 pm

    Todos os grupos estão agonizando

Recomendados para você

Recomendados