Jornal GGN – Ao derrotar o governo na questão da demarcação de terras indígenas, o Supremo Tribunal Federal também registrou seu repúdio e o estado de alerta em relação aos arroubos autoritários de Jair Bolsonaro, que afrontou a divisão dos 3 poderes para fazer cumprir sua agenda ideológica.
A indignação dos ministros ficou registrada em artigo de Bernardo Mello Franco, em O Globo desta sexta (2). Adjetivos como “inadmissível, perigoso, inaceitável” foram destacados das falas dos magistrados, durante o julgamento que derrubou a canetada presidencial que retirou da Funai a demarcação de terras.
O decano Celso de Mello afirmou que Bolsonaro cometeceu uma “transgressão” inaceitável à autoridade suprema da Constituição, o princípio fundamental da separação dos 3 Poderes.
“Parece ainda haver, na intimidade do poder, um resíduo de indisfarçável autoritarismo”, afirmou, criticando a sempre louvada ditadura militar por Bolsonaro.
Mello lembrou que governos que não se submetem à Constituição fazem a democracia e as liberdades civis sofrer “erosão, destruindo-se lenta e progressivamente”.
“Ao condenar ameaças de ‘controle hegemônico do aparelho de Estado por um dos Poderes’, Celso indicou que o Supremo está disposto a barrar uma escalada autoritária. Resta ver se ele fala por todos os colegas”, anotou Bernardo Mello Franco.
José Eberval Lima
2 de agosto de 2019 11:05 amCreio que os homens e mulheres de percepção desta nação já perceberam que o que este governo pretende é instalar um sistema ditatorial , tipo, se não fizer o que quero é meu inimigo. Isso é o traço mais característico dos ditadores. Mas a suprema corte está acordando. Impeachment JÁ.
MIRNA ROSA DE ASSIS BRASIL
2 de agosto de 2019 11:10 amSTF,se não tivessem dado aval,indevido,no impeachment da Presidenta Dilma ,apenas por politicagem,não estaríamos na situação atual.O povo paga o salário de vocês,por tanto devem respeitar a população.Libertar Lula e anular eleições que vocês Ministros sabem muito bem que foram fraudadas.Só assim terão respeito e apoio do povo,estão por um fio de sobreviverem ao fechamento do supremo,congresso e tudo o mais.
Ivan de Union
2 de agosto de 2019 11:17 am“Mello lembrou que governos que não se submetem à Constituição fazem a democracia e as liberdades civis sofrer “erosão, destruindo-se lenta e progressivamente””:
Eh e eu me lembrei que JUIZES que não se submeteram à Constituição fizeram a democracia e as liberdades civis sofrerem “erosão, destruindo-as lenta e progressivamente”.
Fábio de Oliveira Ribeiro
2 de agosto de 2019 11:40 amA resposta do presidente vagabundo foi imediata e cirúrgica.
O STF_Oficial reconheceu a união homoafetiva em 2011 http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=17893. A decisão transitou em julgado. Atentando contra a autonomia do Tribunal, Jair Bolsonaro disse que não cumprirá a decisão. Mais um crime de responsabilidade (art. 85, II e VII, CF/88).
“Eu sou a Lei, o juiz e o carrasco dos gays. Foda-se a decisão judicial transitada em julgado, eles não podem casar. As uniões homoafetivas não tem valor jurídico.” Foi isso que Bolsonaro disse. Alguma dúvida sobre o conteúdo da mensagem criminosa daquele vagabundo sra. Raquel Dodge? Silêncio.
É um erro dizer que a política de Bolsonaro é ofender para criar fatos políticos. No fundo, ele é um criminoso contumaz. É possível identificar diversos crimes comuns e de responsabilidade que ele cometeu nos últimos dias. A começar pela ofensa à memória do falecido pai do presidente da OAB.
Anônimo
2 de agosto de 2019 1:16 pmOnde está o punitivista iluminado Barroso. Será que ainda defende os métodos heterodoxos de justlçar pessoas. Onde está aquele que conhecedor de muitos fatos similares aos relatados na Vaza-Jato e que mesmo assim fez muitos discursos para endossá-los e estimulá-los.
Onde está Barroso e seu discurso em defesa do “autoritarismo esclarecido” e mais recentemente do “autoritarismo demente”?
Onde está Barroso?
Talvez esteja junto com Carmem Lucia, enquanto Weber está procurando o que fazer na literatura. Facchin retorna à “introspecção conveniente” buscando alguma filigrana legal para se esconder, e ou uma mudanças dos ventos para como uma biruta, mudar a direção.
Quanto ao decano Mello, são décadas de pompa e glória emoldurando todas as ações contra as quais agora se manifesta.
Carlos Elisio
2 de agosto de 2019 3:09 pmOnde esta Barroso? Bem lembrado!
Aproveitando: onde está Queiroz?
Anônimo
2 de agosto de 2019 1:24 pmVeremos de fato para onde vai o STF quando suspenderem a suspensão da pauta:segunda instancia, e parcialidade de Moro.
Hà mêses mantém Lula preso, sabendo da fragilidade do processo. Em conluio com a Lava Jato esperam uma nova condenação. Primeiro Carmem depois Toffoli, não se comovem mesmo sabendo de tudo e deixam um ex presidente, idoso permanecer na prisão. Até quando esta infâmia? Como sempre se manifestam agora em grupo, por motivos muito mais corporativos do que de justiça. Estão indignados com a invasão da privacidade deles.
peregrino
2 de agosto de 2019 1:42 pmGrande parte do autoritarismo de Bolsonaro vem do sim do STF ao golpe contra Dilma e à prisão de Lula…
depois daquele sim, um não do STF ao Bolsonaro nada significa
como já valeu como concordância e permissão, nunca mais vai valer como resistência
que o povo não entre nessa, novamente, de que a solução definitiva passa pelo STF
Chega de ser enganado com manobras para retirar o povo das ruas
Anônimo
2 de agosto de 2019 9:08 pmSinceramente, NENHUM MINISTRO DEVERIA SE SENTIR INDIGNADO COM BOLSONARO. Pois todos, SE NÃO SABIAM FORAM AVISADOS SOBRE O MAU-CARATISMO E AUTORITARISMO DO PRESIDENTE MARGINAL. Os avisos foram dados… TODOS OS BRASILEIROS ESTAVAM CIENTES, ninguém ABSOLUTAMENTE NINGUÉM FOI ENGANADO, ACEITARAM BOLSONARO PORQUE QUISERAM. O TSE DEVERIA TER BARRADO BOLSONARO QUANDO PODE, E NÃO O FEZ. De todos os anos, 2018, FOI À PIOR ELEIÇÃO JÁ VISTA. Mas O ÓDIO, A IGNORÂNCIA, O PRECONCEITO CONTRA A ESQUERDA ESPECIALMENTE AO PT FEZ COM QUE ESCOLHESSE ESSE LIXO HUMANO QUE ESTÁ AI. Cabe agora o próprio STF E PRINCIPALMENTE TSE CONSERTAR O ESTRAGO QUE DEIXARAM ACONTECER.