4 de junho de 2026

Carvalhosa, o histriônico, e a Lei das Sociedades Anônimas, por Luis Nassif

Hoje, perto dos 90 anos, Carvalhosa comprova que há pessoas que resistem bravamente aos tempos: continua sendo uma figura publica jovem e histriônica.
FOTO: FELIPE RAU / ESTADÃO

Memórias de início de jornalista econômico.

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Logo que passei para a Editoria de Economia, da Veja, fui incumbido de cobrir a área de mercado de capitais. O tema do momento era a nova Lei das Sociedades Anônimas, que o então Ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen começara a elaborar.

O projeto foi tocado por juristas cariocas, os grandes Alfredo Lamy, mais acadêmico, e José Luiz Bulhões Pedreira, com amplo conhecimento do mundo real.

Assessor jurídico da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Carvalhosa encheu a cabeça do presidente Alfredo Rizkallah, para ser incluído no grupo. Tanto falou que Rizkallah acabou insistindo com Simonsen. O grupo carioca cedeu, desde que Carvalhosa não abrisse a boca.

Pouco tempo depois, Carvalhosa conseguiu um rascunho do anteprojeto que estava sendo discutido e saiu pela imprensa, soltando artigos a torto e a direito.

Simonsen ficou uma fera. Chamou Rizkallah e exigiu providencias contra Carvalhosa. A saida foi a demissão de Carvalhosa do cargo e sua substituição pelo jovem advogado Aryoswaldo de Mattos Filho.

Entro na história quando a Bovespa me contratou para um frila sobre o novo instrumento do mercado, os fundos de pensão. A consultoria jurídica foi do Aryoswaldo.

Nos meses seguintes, cobri as discussões sobre a Lei das S/A. Conseguia análises substanciosas dos comercialistas Fábio Konder Comparato, do próprio Aryoswaldo e de um comercialista da PUC, do qual não me lembro o nome. Ouvia esporadicamente Carvalhosa. Mas apenas para colher imprecações contra a Lei, sem nenhum pingo de substancia.

Hoje, perto dos 90 anos, Carvalhosa comprova que há pessoas que resistem bravamente aos tempos: continua sendo uma figura publica jovem e histriônica.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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5 Comentários
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  1. Anônimo

    8 de agosto de 2019 11:05 pm

    Esse homem não tem desvio de personalidade o que ele é um imbecil igual ao Olavo de Carvalho que não pensa quando fala.

    1. Anastácio farias Peres

      9 de agosto de 2019 8:04 am

      Bom dia caro amigo Dr Sergio Fernando moro em Fortaleza Ceará Brasil Luiz Inácio Lula da Silva presidente Lula do Brasil e Lula livre 13

  2. vera venturini

    9 de agosto de 2019 9:41 am

    Histriônico sim, mas jovem? Juventude tem a ver com criatividade, rebeldia, energia. Carvalhosa nasceu velho (na definição de desusado, idéias velhas, ultrapassado) e histriônico isso sim.
    Jovem é a Erundina se manifestando no Supremo, jovem é o Lula resistindo ao arbítrio, jovens são o Chico, Caetano e Gil lutando pela democracia.

  3. Dermeval Santos Lopes Junior

    9 de agosto de 2019 11:11 am

    Uma figura jovem e histriônica,diz Nassif.A distância observo sem ainda a devida comprovação médica,alguns sinais de Alzheimer.

  4. Maria Luisa

    10 de agosto de 2019 6:12 pm

    Mas o irônico é fato dele se chamar Modesto : ) O Brasil tornou-se uma terra de loucos varridos…

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