4 de junho de 2026

As mulheres abortam, por Karina Buhr

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Enviado por Mara L. Baraúna

As mulheres abortam

Por Karina Buhr

Da Carta Capital

Uma coisa curiosa nas discussões sobre aborto é o fato de muitos homens maravilhosos e que estão junto, somando forças, querendo a descriminalização e lutando por ela e pelos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres usando variantes da frase “para todas as mulheres o aborto é um procedimento traumático, doloroso, difícil…”.
Não, nem sempre! Não, não mesmo!

Se feito do jeito seguro, no tempo certo, por vontade própria, pode sim não ser nem traumático, nem doloroso, nem difícil.
Esse trauma todo é justamente pela maneira como ele é tratado e incutido na cabeça de todo mundo.

Um aglomerado de células não é um bebê, logo essa dor toda aí só existe se a mulher faz na ilegalidade, em condições terríveis, ou se for obrigada a fazer. O que cria qualquer tipo de terror é a proibição, é a mulher se sentir abandonada pela lei, se sentir uma criminosa, ter risco de vida ou de ir presa, ou pagar grana que não tem pro médico ou como punição pelo “crime”.

Se ela quer fazer, no tempo certo e dão a ela o direito, as condições e o apoio não tem trauma nenhum não!
Qualquer desespero é justamente por toda essa aura de terror que é criada em torno desse assunto.

Conheço muita gente que fez e as que tem trauma são traumas em relação ao namorado (que não apoiou, não estava do lado, ligou o foda-se, ou insistiu muito pra ela fazer e foi fazer meio na dúvida) e as que não tinham grana pra fazer e tiveram que ir num açougue, escondidas, sem falar pra ninguém, comprando remédio com um traficante.

Sobre “ser a última opção” para as mulheres, isso é meio óbvio, né?
Que coisa!
Alguém consegue mesmo imaginar que alguma mulher queira ficar se submetendo a aborto toda hora? Nem no dentista ninguém quer ir toda hora…

Enfim, o que importa é:
o corpitcho é nosso, a gente que vai carregar na barriga 9 meses e a vida toda depois, é uma escolha muito séria, que só a gente que deve resolver, cada uma o seu caso.
Você é contra? Não faça!
E você sendo contra ou a favor as mulheres fazem! Talvez sua mãe já tenha feito escondido.

Seu deus não quer? O da sua vizinha também não e ela fez mesmo assim, talvez sua irmã, sua prima, sua filha. E aquela sua amiga que não acredita em deus pode também cuidar do corpo dela por conta própria.

É um direito de toda mulher.
E quem tá morrendo é quem não tem dinheiro.
Pobres, maioria negras, de novo e sempre.
Ponto.
Simples e horrendo.
‪#‎PrecisamosFalarSobreAborto

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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25 Comentários
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  1. anarquista sério

    23 de novembro de 2014 12:48 pm

    ANTONIO

    ANTONIO PRATA

    #precisamosfalarsobreaborto

    O título desta coluna é um manifesto lançado na semana passada pela revista “TPM” (goo.gl/5bo1x9). Como participo da campanha, acho que o mínimo que posso fazer é falar sobre o assunto.

    Das pessoas de quem mais discordo, as com quem mais concordo são as contra a descriminalização do aborto. Afinal, elas são contra o direito de as mulheres interromperem a gravidez pela mesma razão que eu sou a favor: respeito à vida.

    Uma vida é algo precioso, raro, sagrado: assino embaixo e reconheço firma em cartório. Justamente por pensar assim, acredito que uma criança só deve vir ao mundo porque seus pais quiseram, não porque tiveram medo de ir pra cadeia. Entre um bebê que cresce sem amor, em casa ou num orfanato, e uma gestação interrompida até o terceiro mês, a segunda opção me parece, de longe, a menos ruim.

    Não estou dizendo que uma gravidez indesejada desembocará, necessariamente, numa criança mal-amada. Muitos bebês que surgiram mais por conta do desejo de um adulto por outro do que pelo desejo dos dois de terem um filho acabam se transformando numa grata surpresa. Mas se um casal (ou uma mulher) decide ter esse filho não planejado, ele passa a ser um filho planejado: se não com anos, ao menos com alguns meses de antecedência. Ele é uma escolha, não uma vítima do nosso arcaico Código Penal.

    Como já sabia Vinicius de Moraes, criar um filho não é nada fácil (“Mas se não os temos…”). A noite passada acordei às três e às cinco da manhã pra consolar minha filha, que, gripada, chorava no berço. (Dava pra ver nos olhos dela a indignação: “O nariz não tá funcionando! Eu tô tendo que respirar pela boca! É ultrajante! Faça alguma coisa!”) É preciso todo o amor do mundo –e uma profissão que não te obrigue a acordar às seis da matina– pra ver graça numa hora dessas.

    Fico imaginando a estudante de 15 anos que casou às pressas com o primeiro namorado, um motoboy de 18, largou a escola e foi morar num puxadinho na casa dos sogros, no mesmo quarto que o bebê. Fico imaginando o motoboy ouvindo o choro às quatro, já misturado às buzinas que ouvirá a partir das sete, para ganhar uma merreca que será inteiramente convertida em Hipoglós e fraldas da Mônica. Fico imaginando o futuro dessa criança.

    Ser feliz não é nada fácil. O cérebro humano, esse computador genial e incompetente, inventa aviões, concebe romances e pinturas com mais facilidade do que nos faz feliz. Que o digam, ou melhor, não o digam, Santos Dumont, Hemingway e Van Gogh, que jogaram a toalha.

    Uma pessoa com todas as condições para a felicidade –comida, um teto, amor, estudo– tem grandes chances de nunca alcançá-la. Imagina só uma criança que ninguém quer, que chega ao mundo com o ônus de ter esculhambado a vida dos pais? Deus do céu: existe coisa mais terrível do que um orfanato? Bebês e crianças sem pai nem mãe, esperando que algum dia alguém os leve consigo?

    Um feto de algumas semanas que não vem ao mundo é uma coisa triste, sem dúvida, mas uma criança que cresce sem amor é uma tragédia –comparável a das meninas e mulheres que, dia sim, dia não, morrem tentando abortar ilegalmente por este Brasil afora. Tucanos e petistas, crentes e ateus, sem-teto e playboys: por respeito à vida, precisamos descriminalizar o aborto.

  2. Jaime Balbino

    23 de novembro de 2014 1:32 pm

    Devo ser um desses homens

    Devo ser um desses homens maravilhosos, rs, mas não uso esse argumento traumático para justificar a descriminalização. Simplesmente não enveredo por aí, justo porque não tenho como mensurar e há tantos outros argumentos no campo da icidadania que sobrevalorizar o trauma é desncessário e ainda faz o jogo daqueles contrários à medida. A vida É cheia de traumas e muitos deles envolvem a morte real ou simbólica, no caso do aborto, como diz o texto, o trauma nem vem da suposta morte (pois quem o vincula a assassinato o fará como ato de extremo desespero mesmo, não por qualquer prazer), mas do contexto emocional e técnico. De fato, a clínica clandestina, a solidão do uso do remédio abortivo ou o olhar condenatório do médico do hospital onde é feito o aborto expontâneo/legal ou a curetagem de urgência machucam em definitivo a alma de qualquer um.

    Foquemos nos direitos individuais e no problema de saúde pública que é o aborto. Não no reconhecimento de “traumas” e “arrependimentos” que retroalimentam o julgamento moral que impede o avanço da discussão.

    1. Ivan de Union

      23 de novembro de 2014 2:00 pm

      “Devo ser um desses homens

      “Devo ser um desses homens maravilhosos, rs, mas não uso esse argumento traumático para justificar a descriminalização”:

      Nem eu.  Pra mim, so a base do “quereu, fazeu” mesmo ta otima.

      Oh, e maravilhosa eh Karina!

      [video:http://www.youtube.com/watch?v=duBkPN_VVGs%5D

      [video:http://www.youtube.com/watch?v=7gFDnZimgmg%5D

  3. Aleandro Chavez

    23 de novembro de 2014 1:36 pm

    E uma mulher no sexto mês de

    E uma mulher no sexto mês de gestação, deve ter a liberdade sobre o próprio corpo para decidir abortar? 

    Mulheres no sexto mês de gestação abortam, e vão continuar a abortar independente da lei. No caso delas, a ajuda médica é ainda mais providencial. Entretanto, mesmo as propostas feministas incluem um limite temporal para a liberdade da mulher sobre o próprio corpo. 

    A questão, portanto, não é a autonomia sobre o corpo, mas sim quando a sociedade entende que há outra vida a ser preservada, que se sobrepõe a liberdade da mulher. E quem vai definir quando se inicia esse limite? A ciência não dá essa resposta direta. Pode dizer quando se forma o tubo neural, mas a ideia de que a vida começa ali é um conceito social.

    1. Anarquista Lúcida

      23 de novembro de 2014 8:44 pm

      O critério atual para morte é a morte cerebral

      Mesmo o coraçao batendo, o corpo respirando, etc. Isso é considerado apenas vida vegetativa, nao vida humana. Logo, antes de haver vida cerebral — para a qual nao basta o tubo neural — por simetria nao há vida humana, apenas vida vegetativa. Ponto. 

    2. Luís Henrique Donadio

      24 de novembro de 2014 1:51 pm

      A questão não é quando começa

      A questão não é quando começa a vida, é quando começa a personalidade.

      O Código Civil dá a resposta correta:

      “começa do nascimento com vida”.

      E por que é que a resposta correta é a do Código Civil, e não a de um livro qualquer de biologia?

      Por que o início da personalidade é uma questão jurídica, não uma questão biológica. Não tem nada a ver com número de células, com o feto ter ou não ter rabo, com sistema nervoso ou falta dele, etc.

      Tem a ver com o seguinte:

      Se o feto fosse uma pessoa, matar o feto seria homicídio.

      Se o feto fosse uma pessoa, deixar o feto morrer por descuido ou incompetência seria homicídio culposo.

      Se o feto fosse uma pessoa, todo aborto espontâneo teria que ser investigado, para descartar a hipótese de homicídio culposo.

      Portanto, para que o feto fosse uma pessoa, precisaríamos de um Estado policial.

      A morte de fetos é um mal menor (supondo-se que seja um mal) do que a existência de um Estado policial.

      Logo, o feto não é (não pode ser, sem levar o sistema jurídico à autodestruição) uma pessoa.

      Limites aos três meses de gestação são medidas de compromisso, e visam mais evitar o desperdício de recursos (e problemas judiciais) com operações complicadas que teriam sido simples se tivessem feito algum tempo antes. Nada têm a ver com o direito à vida. Que só começa do nascimento, por que apenas pessoas podem ser titulares de direitos.

  4. Aleandro Chavez

    23 de novembro de 2014 2:00 pm

    Antonio Prata,
    Vc escreceu

    Antonio Prata,

    Vc escreceu sobre “uma gestação interrompida até o terceiro mês”. E uma mulher no quarto mês, por que não deve ter a mesma liberdade?

    Mulheres no quarto mês também abortam, ainda que seja ilegal. Também podem não querer criar um filho. E precisam mais de ajuda médica para abortar do que antes do terceiro mês.

    Qual é o valor que surge nesse terceiro mês para você entender que a liberdade da mulher deve ser tolhida? 

    1. Anarquista Lúcida

      23 de novembro de 2014 8:50 pm

      A diferença entre embriao e feto…

      Nao sei exatamente quando começam os sentidos, mas deve ser pelo quarto mês. Um feto de 5 meses já ouve, portanto já tem vida cerebral. O critério tem que ser esse. Desde que nao haja risco para a mae, porque aí a vida de uma mulher já feita tem que prevalescer sobre o apenas projeto de vida. 

      Outro critério possível, e esse melhor para as mulheres e menos concessivo aos pretensos direitos dos fetos, seria a capacidade de viver fora do útero. Pelo qual o aborto seria possível até os seis meses, sete, e depois disso haveria antecipaçao do parto e adoçao do bebê indesejado. 

      1. Aleandro Chavez

        23 de novembro de 2014 10:47 pm

        Então vc concorda que pode

        Então vc concorda que pode haver um critério que limite a liberdade da mulher sobre o próprio corpo. 

        Aparentemente, pra vc, é o feto já ter vida cerebral.

        Mas que fique claro que a partir deste momento, você estará limitando a liberdade das mulheres. E elas também abortam com 4,5 ou 6 meses, seja legal ou ilegal.

        1. Anarquista Lúcida

          24 de novembro de 2014 1:05 am

          Que PODE haver… sim, questao d fato. Que DEVA haver… nao sei

          Eu dei DOIS possíveis critérios, um mais abrangente que o outro. Mas mesmo o mais restrito já seria um avanço no Brasil. E talvez resolvesse. No Uruguai depois da regularizaçao do aborto a quantidade de abortos feitos diminuiu. Havendo mais discussao sobre o assunto, mais liberdade, haveria também mais informaçao. 

          1. Aleandro chavez

            24 de novembro de 2014 8:12 am

            O difícil é chegar ao

            O difícil é chegar ao consenso sobre qual critério ser aplicado.

  5. Marcos Oliveira

    23 de novembro de 2014 2:16 pm

    Sim à legalização – não à banalização !

    Antes de mais nada, ressalto que sou totalmente a favor da legalização do aborto até os 3 meses de gravidez – “no questions asked”. Também acho que o tema precisa ser discutido com mais frequência, e os casos horríveis que aconteceram esse ano deveriam ser exemplos de tudo o que está errado em relação ao tema no brasil.

    No entanto, acho que certos tipos de argumentação mais atrapalham que ajudam a causa: ora, o “amontoado de células” é um ser humano em potencial, que imediatamente causa efeitos no corpo da mulher, inclusive do ponto de vista psicológico (graças também às alterações hormonais provocadas pela gravidez). Pode até ser que algumas mulheres tenham a frieza e o pragmatismo suficientes para tomar uma decisão sem trauma, mas dizer que o aborto é traumático apenas por conta do “condicionamento da sociedade” é uma extrapolação exagerada, ao meu ver …

    Outro problema da argumentação é que, querendo ou não, o aborto é uma intervenção cirúrgica. Na verdade a autora se contradiz, porque ao mesmo tempo que diz que não é difícil, depois fala que “nenhuma mulher quer se submeter ao aborto toda hora”. Ora, se fosse fácil qual seria o problema de se fazer “toda hora”? Nem a pílula do dia seguinte, que é a priori “fácil”, deve ser usada frequentemente, devido aos seus possíveis efeitos colaterais.

    Por último, também considero o argumento do “corpo é nosso” antipático e um tanto quanto complicado: sim, a mulher carregará o bebê por nove meses, mas ela não consegue ficar grávida sozinha … assim, dizer que a decisão deve ser exclusivamente dela quase se torna um argumento machista, ao isentar o pai de qualquer responsabilidade sobre o bebê em potencial.

    Por isso, considero sim importante se fazer a ressalva que o aborto não deve ser trivializado e que o uso de métodos anticoncepcionais ainda é a melhor estratégia de planejamento familhar. O que pode haver de errado nessa mensagem?

    1. Anarquista Lúcida

      23 de novembro de 2014 8:56 pm

      Francamente, o esforço do homem no causar a gravidez é ENORME

      Esse argumento é que nao dá… E se a criança tivesse sido uma decisao a dois, o aborto possivelmente nao estaria sendo considerado. 

      É a mulher que carregará o bebê, nao só os 9 meses da gravidez mas pelo resto da vida. Mesmo que ela dê para adoçao, imagine só passar toda uma gravidez nao querendo a criança! É a vida dela que se estragará com uma criança nao desejada. É ela sim quem tem que decidir. 

  6. Maria Regina

    23 de novembro de 2014 2:24 pm

    Nada justifica a

    Nada justifica a descriminalização do aborto. Quem faz, deve arcar com as consequências sejam legais ou morais. Os casos previstos na lei também são opcionais. Um artigo onde o nome de Deus é grafado com letra minúscula, obviamente não tem nenhum interesse na vida. Principalmente a dos outros.

    1. natanferreira_

      23 de novembro de 2014 6:51 pm

      Comentario retrogrado.

      Comentario retrogrado. Professe sua feh sem julgar a dos outros.

       

       

       

       

       

      1. Maria Regina

        23 de novembro de 2014 10:47 pm

        O mesmo serve para você.

        O mesmo serve para você.

  7. Conde de Rochester

    23 de novembro de 2014 5:33 pm

    Compulsorio

    Os argumentos de quem defende o aborto são chocantes, desproporcionais, injustificaveis, non sense.

    Por estes argumentos só resta a opção de descriminalizar, porem não permitir o aborto, ao nasciturno, rejeitado pela mãe é dado o direito de adoção em estabeleciemento apropriado.

    A reesponsabiliade fica para o estado, à mulher é exigido a responsabilidade de não repetir novamente a contravenção, adotando com mais cuidado a contracepção adequada.

     

    1. natanferreira_

      23 de novembro de 2014 6:47 pm

      Comentario muito confuso e

      Comentario muito confuso e antiquado

      1. Conde de Rochester

        23 de novembro de 2014 7:31 pm

        Hem?

        Pode ser confuso porque sou aficionado da sintese.

        Antiquado porque?

    2. Anarquista Lúcida

      23 de novembro de 2014 8:58 pm

      De preferência proibindo-a de exercer o sexo para sempre, né?

      Cada um que aparece. 

  8. hugo1

    23 de novembro de 2014 7:20 pm

    Vou discordar da linda Karina

    Vou discordar da linda Karina Buhr, o aborto é um momento doloroso sim para a mulher, independente de onde seja realizado.

    O ducumentário abaixo, “O Aborto dos Outros”, apresenta relatos de mulheres de várias classes sociais que fizeram aborto, seja em hospitais, (por violência sexual ou má formação) ou em clínicas clandestinas (por violência sexual e pobreza) em nenhum dos casos apresentados foi um momento tranquilo para essas mulheres.

    Assistam.

     

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=de1H-q1nN98%5D

  9. Maria Luisa

    23 de novembro de 2014 7:57 pm

    40 anos de liberdade para as mulheres francesas

    Muito propicio essa discussão. Na França relembra-se os 40 anos da Lei Veil que deu direito às mulheres ao aborto. Lei que so passou porque teve amplo apoio de juristas do naipe de Robert Badinter, do presidente Giscard d’Estaing e de sua ala e da imprensa. E no Brasil de 2014 quase 15 ainda ouço o mesmo blablabla de que deus isso deus aquilo. Quando vamos avançar intelectualmente e nos costumes?  Não vai ser com o lobby evangêlico que conseguiremos progredir em temas como esse e do casamento civil homossexual. 

  10. drigoeira

    23 de novembro de 2014 10:57 pm

    Porque não usa a pílula do dia seguinte????

    Porque não usar a camisinha, o DIU, pílulas anticoncepcionais.

    Porque não promover uma educação preventiva mais livre e sem preconceitos.

    As pessoas tem vergonha de ir ao posto de saúde pegar camisinha de graça, mas fazer aborto no SUS será diferente.

    Um problema das mulheres…

    1. Anarquista Lúcida

      24 de novembro de 2014 1:02 am

      Porque tudo isso às vezes FALHA.

      Simples assim. 

    2. Luís Henrique Donadio

      24 de novembro de 2014 2:03 pm

      Por que a pílula do dia

      Por que a pílula do dia seguinte só funciona no dia seguinte, quando você ainda não sabe se está grávida ou não.

      Por que uma gravidez desejada pode se tornar em uma gravidez indesejada (é só você ou seu parceiro perder o emprego, por exemplo).

      E, finalmente, por que não é da conta de mais ninguém, só da pessoa que quer/precisa abortar.

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