Por Eugenio
comentário no post A falsa relação entre redução das desigualdades e preservação ambiental, por Luis Nassif
Meu avô era um marceneiro e carpinteiro que com grandes dificuldades (para os parâmetros atuais) criou sua família. Costumava dizer aos netos que devíamos ser homens honrados, pois ele mesmo se recusava a cumprimentar alguém que mesmo rico, houvesse alcançado tal posição às custas da exploração descarada.
Em 1974, Celso Furtado e outros, já alertavam sobre o “esgotamento dos recursos naturais” ou “exploração descarada”, decorrente do tantálico padrão de consumo dos habitantes dos “países desenvolvidos”.
À medida que os padrões de consumo de todos os países igualitariamente vai se aproximando do tal padrão “desenvolvido”, acelera-se o esgotamento dos recursos e seus efeitos como poluição ambiental.
Questiono: reduzir a desigualdade elevando o padrão de consumo de todos, é a solução? É a elevação deste padrão que nos torna menos desiguais? qual a medida da dignidade humana? qual nível de propriedade nos satisfaz?
Utilizar renda como padrão de medida das desigualdades, parece de uma miopia pavorosa, pois precisamos todos de US$ 60 mil anuais? Isto nos tornará mais iguais?
Porque não declaramos os valores, as posses que nos tornam iguais? Ah sim, o mito capitalista diz que devemos sempre querer mais, mais, mais, mais, mais, mais…
E aparentemente, nem por isto, nos tornamos iguais.
Qual é a medida de uma vida digna, senhores? vale a pena continuar vivendo sob os padrões que assistimos hoje?
É hora de refundar e limitar nossas ambições.
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