4 de junho de 2026

Alckmin monta estratégia para dividir responsabilidades pela tragédia da água

Jornal GGN – Geraldo Alckmin, governador reeleito de São Paulo, já começa a distribuir responsabilidades pela falta de investimentos feitos pela Sabesp e consequente crise hídrica no Estado. Ontem afirmou que vai enviar pedidos a Dilma para combater a crise e que nas propostas consta a desoneração de imposto do setor de saneamento e uso da água da Bacia do Rio Paraíba do Sul para abastecimento humano. Alckmin disse ainda que não tem terceiro turno, pois que isso só prejudica a população, e que a disposição do governo estadual é de diálogo e cooperação. Leia a matéria do Estadão.

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do Estadão

Alckmin diz que enviará pedidos a Dilma para combater crise hídrica

Ricardo Chapola e Fabio Leite

Entre as propostas defendidas pelo governador estão a desoneração do setor de saneamento e uso prioritário da Bacia do Rio Paraíba do Sul para abastecimento humano

SÃO PAULO – O governador Geraldo Alckmin (PSDB) rebateu nesta quarta-feira, 29, as críticas feitas pela presidente Dilma Rousseff sobre a gestão da crise hídrica em São Paulo e preparou um pacote de pedidos de ajuda ao governo federal para enfrentar a pior seca da história do Estado. Entre as propostas anunciadas estão a desoneração de impostos do setor de saneamento e o uso prioritário da água da Bacia do Rio Paraíba do Sul para o abastecimento humano. 

“Não tem terceiro turno. Isso prejudica a população. Nossa disposição é do diálogo, da cooperação”, disse Alckmin. “Tem de parar com essa briga. A eleição já acabou”, completou o governador, em Santos, no litoral paulista. Na terça-feira, em entrevista à Rede Bandeirantes, Dilma responsabilizou a falta de planejamento do governo paulista pela crise hídrica e disse que o tucano recusou, em fevereiro, início declarado da seca no Sistema Cantareira, ajuda federal para obras emergenciais.
Maurício de Souza/Estadão
Governador reeleito do Estado diz que enviará pedido à presidência para que auxilie a conter a crise hídrica de São Paulo.

Alckmin disse que vai propor à presidente que acabe com a cobrança de PIS/Cofins, que são impostos federais, sobre as empresas de abastecimento de água e coleta de esgoto, como a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). “O governo federal precisa tirar o imposto da água. É inacreditável. A Prefeitura cobra zero, o Estado cobra zero. Só a Sabesp paga R$ 680 milhões em PIS/Cofins. Transforma empresas em arrecadadoras de impostos federais”, disse. “Há quatro anos, isso foi prometido pela presidente”, cobrou.

Segundo balanço financeiro da Sabesp, a companhia pagou R$ 669,2 milhões com os impostos em 2013, valor que corresponde a 24,6% dos investimentos feitos naquele ano. Responsável por 21% da arrecadação do governo federal com impostos, o PIS/Cofins é a segunda maior receita da União, atrás apenas da Previdência Social.
 
Integrantes do governo paulista afirmam que, além do aumento dos investimentos, a desoneração permitiria a aceleração de obras emergenciais, em especial na região dependente do Sistema Cantareira, e compensaria o prejuízo da companhia com a crise hídrica. Neste ano, a empresa anunciou corte de R$ 900 milhões no orçamento e, só no primeiro semestre, deixou de arrecadar R$ 98 milhões com os descontos na conta de quem economiza água.
 
Água x energia. Alckmin voltou a defender prioridade do uso da água para abastecimento humano e disse que vai pedir o fim da concessão da Represa do Jaguari, na Bacia do Rio Paraíba do Sul, para produção de energia pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp), na usina em São José dos Campos.
 
Em agosto, a Cesp, que é controlada por Alckmin, protagonizou mais um episódio da guerra da água ao descumprir uma determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para aumentar a vazão da Represa Jaguari para o Rio Paraíba do Sul, que atravessa grave estiagem e abastece 11 milhões de pessoas no Rio.
 
“O Operador Nacional do Sistema obrigou a fazer a abertura das águas a ponto de ameaçar uma intervenção na Cesp. A represa tinha 40%, hoje ela tem 12%”, afirmou Alckmin. Na semana passada, o Estado mostrou que o reservatório de onde o tucano quer fazer a transposição de água para socorrer o Cantareira perdeu 60% da capacidade em dois meses. “Essa água toda foi embora para produzir energia elétrica”, disse.
 
Segundo Alckmin, a produção na usina de Jaguari “é insignificante”. Corresponde a menos de 0,5% da produção total das seis usinas da Cesp. “Vamos pedir para encerrar a concessão e manter a Represa de Jaguari só para abastecimento humano. Aí o Operador Nacional do Sistema não poderá fazer o que fez”, disse Alckmin. Em nota, o ONS disse que a “as medidas implementadas recentemente foram discutidas com a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Comitê das Bacias Hidrográficas”. / COLABOROU FÁBIO GRELLET

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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47 Comentários
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  1. Ivan de Union

    30 de outubro de 2014 9:47 am

    DESONERAR?
    Tinha que ser mais

    DESONERAR?

    Tinha que ser mais uma  burrada mesmo… nao sai outra coisa deles, nao eh?

  2. alvaro marins

    30 de outubro de 2014 9:51 am

    Tá bonito de ver: a

    Tá bonito de ver: a incompetência das gestões tucanas pedindo água.

  3. Assis Ribeiro

    30 de outubro de 2014 9:57 am

    A imprensa já empurrou a

    A imprensa já empurrou a responsabilidade para o colo do governo federal ainda antes desse pronunciamento de Alckmin no dia de ontem, não só para dar uma  mãozinha ao PSDB como é de praxe, mas também para ir tirando o seu da fogueira pela omissão da cobertura dos gravíssimos problemas de Cantareira (atenção!, não é apenas o problema da seca) antes e durante as eleições.

  4. José de França

    30 de outubro de 2014 10:03 am

    O erro mesmo está na

    O erro mesmo está na privatização da Sabesp. A correção do erro é a desprivatização da mesma.

    O lucro não pode se sobrepor ao interesse social sobre um recurso de uso múltiplo como a água.

    O discurso do Alckmin persiste na ideia da manutenção dos direitos dos acionistas em primeiro lugar.

    Depois vemos o que sobra de dinheiro para levar água para a população.

     

    1. Olho Vivo

      30 de outubro de 2014 11:31 am

      Muito bem. Tocou no cerne da

      Muito bem. Tocou no cerne da questão. O erro mesmo está na privatização de um  bem público essencial à vida. A água.

       

  5. Jorge Luis

    30 de outubro de 2014 10:16 am

    É a parceria Caracu. O PSDB

    É a parceria Caracu. O PSDB de São Paulo entra com a cara e o Governo Federal com o resto.

  6. IV AVATAR

    30 de outubro de 2014 10:23 am

    Esse ai se faz de morto prá comer o coveiro

    E SP acredita….Se bem que acho que houve foi fraude para elegê-lo

    Gente, era a Cosa Nostra na campanha!

    http://josecarloslima85.blogspot.com.br/2014/10/gente-era-cosa-nostra-em-campanha.html

     

  7. Lionel Rupaud

    30 de outubro de 2014 10:35 am

    O OESP e o atual e eterno “governador” de SP

    se merecem, e merecem seus eleitores e leitores. Podem todos dividir “responsabilidades”.

    Se é que algum dele sabe o que é “responsabilidade”.

  8. guilherme souto

    30 de outubro de 2014 10:47 am

    Safado, mas o que interessa,

    Safado, mas o que interessa, para ele, é que está reeleito.

    E a vida que segue…

  9. Ugo

    30 de outubro de 2014 10:47 am

    dividir bananas com bananas

    Os eleitores de sp fizeram a escolha do mal o pior. A divisão é justa quando com o psdb.

  10. rdmaestri

    30 de outubro de 2014 10:50 am

    E quem garante que a

    E quem garante que a desoneração fiscal não vá servir somente para aumentar o lucro dos acionistas?

    Talvez esta seja a grande pergunta que deve ser feita, pois nos anos anteriores sem desoneração fiscal os lucros da Sabesp foram imensos e no lugar de reverter as taxas pagas pelos contribuintes para investimentos, estes lucros foram utilizados para os rentistas.

    A lógica capitalista diz que empresa que utiliza em curto prazo seus lucros como bonificações, em longo prazo diminui sua eficiência.

    O problema não é de impostos, o problema é de gerência.

    1. roberto c

      30 de outubro de 2014 11:48 am

      disse tudo!

      Defendem o estado minimo, o mercado como o grande ‘deus”  e agora pedem impostos para “resolver” a ganacia dos outros anos? É privado, mostra que é competente!!!!

  11. waltencir

    30 de outubro de 2014 11:02 am

    Ninguém vai reagir?

    A pergunta básica aqui é: partidos de oposição ao governo estadual, o Governo Federal e as entidades defensoras do consumidor vão assistir a tudo isso sem reagir? O Alckmin vai ficar impune depois do crime que cometeu contra a população de SP?

  12. Oliveira.com

    30 de outubro de 2014 11:10 am

    “Dialogo e cooperação”?!

    “Dialogo e cooperação”?! Agora é tarde. Mas como o PT acredita em lacraia, traira e quinta-coluna, tudo é possivel.

  13. O Mar da Silvao

    30 de outubro de 2014 11:28 am

    E quanto a Sabesp distribuiu

    E quanto a Sabesp distribuiu em lucros para seus acionistas? Reduzir esses lucros não seria uma atitude justa, já que o sistema está em crise?

  14. Marcelo Bretas

    30 de outubro de 2014 11:32 am

    Agora é hora de cobrar

    Como sempre o foco vai ser a resposta do governo federal. Alckmin é mestre em transferir responsa. Mas o que importa é ajudar a  resolver o problema que o PSDB não quis assumir. Agora, essa de reduzir o imposto, somente na condição da diferença que seria paga, seja totalmente investida na reestruturação de todo sistema. Eliminação de vazamentos, troca da rede. Porque se deixar, ele vai transfereir para os acionaistas o valor integral do valor dos impostos. Ele deve esar mais preocupado com os acionistas do que com a população paulista. 

  15. Roberto Monteiro

    30 de outubro de 2014 11:41 am

    É aquela velha história:

    Privatiza os lucros e socializa os prejuízos. Típico de jestão (com j de jeque) tucana.

  16. Fabio Hideki

    30 de outubro de 2014 12:08 pm

    Por que não falta água no
    Por que não falta água no Nordeste, se lá chove menos que em SP ?

  17. alext4e

    30 de outubro de 2014 12:08 pm

    Realidade

    Desoneração fiscal no Brasil tem por finalidade o aumento das margens de lucro. O que vier depois, aumento ou queda das vendas e etc, é tudo história para alimentar manchetes de jornais e revistas.

  18. André Paulistano

    30 de outubro de 2014 12:25 pm

    Poeira pra desviar foco

    PIS e COFINS são contribuições sociais, ou seja, destinadas ao trabalhador.

    A SABESP é pessoa jurídica de direito privado equiparada pela legislação do Imposto de Renda.

    Ou seja, distribuir lucros a acionistas da Bolsa de NY pode. Pagar os impostos, não pode.

    1. alfredo sternheim

      30 de outubro de 2014 1:11 pm

      empresa paga impostos

      Era isso que eu queria dizer  mas não conseguia, André Paulistano. Se a Sabesp é empresa que paga dividendos e torra dinheiro em patrocínio e publicidade cultural (filmes,peças, shows) , tem que pagar imposto. O governador foi extremamente cínico em omitir esse aspecto e agora, depois de reeleito, vir com essa pseudo-indignação. A Sabesp por trabalhar em área de utilidade pública, essencial ao povo do estado, não poderia ser empresa. E como empresa, pisou na bola ao não investir na prevenção, ao omitir a realidade para seus clientes e consumidores. Procon nela. Mas a seca está servindo para mostrar também como nossa polícia é inoperante. Como, em tantas ocasiões, foi possível jogar tantos carros roubados (carcaças) nass represas? A vigilância policial no estado de SP é incrível. 

       

    2. EduardoR

      30 de outubro de 2014 1:14 pm

      Obrigado

      Obrigado, André, eu ia fazer um comentário quase idêntico ao seu.

  19. hc.coelho

    30 de outubro de 2014 12:30 pm

    Impostos

    Foram os impostos “federais” que provocaram a seca, nada a ver com com a irresponsabilidade e imprevisão do alkimim. A culpa é do pt.

    Estes caras são uns artistas brilhantes. Do tamanho do pig/psdb.

  20. Avelino de Oliveira

    30 de outubro de 2014 12:30 pm

    Caro Nassif  e

    Caro Nassif  e demais

    Acredito sim, que a Dilma tem vir em socorro de SP, mas isso não deve afastar a investigação dos que lucraram e lucram com issso.

    Tem que deixar isso bem claro, para que os blogues sujos possam divulgar, a grande mídia acompanha a bandidagem tucana.

    Alckmin é tão safado, quanto Serra, Aécio e demais demotucanos.

    Saudações

  21. vera lucia venturini

    30 de outubro de 2014 12:54 pm

    A Dilma tem que chamar o Lula

    A Dilma tem que chamar o Lula para se sair desta assunto. Não demora e o psdb joga nas costas dela a falta de água de São Paulo.

  22. aliancaliberal

    30 de outubro de 2014 1:08 pm

    Cidades administradas pelo PT

    Cidades administradas pelo PT e que não tem ligação com a Sabesp estão sem água.

    Se fosse uma questão de administração, gerenciamento não estariam em crise.

    1. PauloBR

      30 de outubro de 2014 1:31 pm

      Gentileza…

      Por gentileza, enumere e fundamente.

    2. EduardoR

      30 de outubro de 2014 1:37 pm

      Falaí “legalzão”

      Qual(is) cidade(s) quem não têm ligação com a sabesp e estão com falta d’água. Não esquece de por a fonte (da informação, não a fonte da água…rs)

  23. altamiro

    30 de outubro de 2014 1:35 pm

    socializa a culpa e os

    socializa a culpa e os lucros.

    jenio da jestão tucana.

  24. PauloBR

    30 de outubro de 2014 1:36 pm

    Pergunta…

    E o impeachment do sujeito, como fica?

  25. Sta Catarina

    30 de outubro de 2014 1:53 pm

    Desoneração

    Agora o incompetente Alckmin quer desoneração do PIS/COFINS e para que? para distribuir aos acionistas da Sabesp.

    Quando precisava fazer algo, não fez . Que se vire!

    1. OBS

      30 de outubro de 2014 4:44 pm

      “A proposta é  que o

      “A proposta é  que o PIS/Confins vá para uma conta offshore – fundo de investimentos.”

       

  26. Yacov

    30 de outubro de 2014 2:18 pm

    Estado Mínimo para o Povo e

    Estado Mínimo para o Povo e Máximo para a PRIVADA, ou seja, Socializa os prejuízos e privatiza os lucros. Esses são os TUCANOS… ‘Tá com penas ?! Leva os malditos prá você.

     

    “O BRASIL PARA TODOS  não passa ma REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

     

     

  27. Gilson AS

    30 de outubro de 2014 2:42 pm

    Acho que o governo antes de

    Acho que o governo antes de bota grana nessa Sabesp, deveria fazer uma auditoria, passar um pente fino nessa empresa.

     

    1. DeBarros

      30 de outubro de 2014 2:44 pm

      Concordo!
      A SABESP

      Concordo!

      A SABESP primeiramente tem que ser investigada de cabo a rabo, a exemplo do que fazem com a Petrobras. Depois, se tudo estiver limpo, ai sim se pode dar uma ajuda. Se nao, eh melhor ficar so na promessa.

  28. DeBarros

    30 de outubro de 2014 2:51 pm

    O governador já esta tirando

    O governador já esta tirando o dele da reta e colocando o governo Federal para ser o bode expiatório. Esperto, não?

    Só que não vai ficar só nisso. Vem ai o tarifaço da água Paulista que o governador estava gestando antes das eleições e ira pari-lo a qualquer momento. A partir de então, preços da água em SP vão competir com os da gasolina. Não ficaria admirado se alguns postos de gasolina instalar também bombas d’Água e cobrar por litro.

  29. Guardador de Água Comum

    30 de outubro de 2014 3:27 pm

    As represas do rio Paraiba do Sul em Queluz estão cheinhas!

    O governador Chchu faz me#d@ e agora vai soltando no ventilador.

    Fala-se que o rio Paraíba (MG, SP e RJ) está com vazão baixa, que vai faltar no RJ, etc.

    Mas note-se que até a divisa com o RJ, as represas marotas feitas pelos tucanos estão cheinhas, guardando água. Fora o represamento ilegal já flagrado em outras represas, onde o bicudo está tentando guardar água e dane-se quem estiver rio abaixo.

    Sabe-se do problema desde 2001, não fez nenhum planejamento nem contingência e agora quer dividir suas c@g@d@as.

    Perdão, soube sim, dividir bem, todos os lucros da empresa com os amicci acionistas.

    Na hora do necessário, inevitável e mais de década atrasado Investimento…

    Pega da União.

  30. Daniel Krein

    30 de outubro de 2014 3:51 pm

    DNOCS

    Adoro o povo nordestino e sempre lutei pelosseus interesses. Mas há limites para tudo, principalmente para o descaramento. Há mais de um século, o DNOCS, autarquia federal, tem sido o principal fornecedor de água no Nordeste. Centenas de açudes, milhares de poços artesianos e milhões de cisternas foram construídos para que a seca tivesse efeitos menos drásticos sobre o povo nordestino. Um terço de todos os recursos da União vem de SP. Portanto, SP responde por um terço das obras federais no Nordeste. Em um momento em que o Sudeste e SP passam por uma crise hídrica inteiramente singular, muitos acham apropriado zoar os paulistas.”Estou aqui no meu Nordeste tomando um copo dágua, você conhece isso, paulista?” ” Por que no Nordeste, onde chove muito menos do que em SP, não falta água?”, e por aí vai.

    Menos! Menos!

  31. Daniel Krein

    30 de outubro de 2014 3:51 pm

    DNOCS

    Adoro o povo nordestino e sempre lutei pelosseus interesses. Mas há limites para tudo, principalmente para o descaramento. Há mais de um século, o DNOCS, autarquia federal, tem sido o principal fornecedor de água no Nordeste. Centenas de açudes, milhares de poços artesianos e milhões de cisternas foram construídos para que a seca tivesse efeitos menos drásticos sobre o povo nordestino. Um terço de todos os recursos da União vem de SP. Portanto, SP responde por um terço das obras federais no Nordeste. Em um momento em que o Sudeste e SP passam por uma crise hídrica inteiramente singular, muitos acham apropriado zoar os paulistas.”Estou aqui no meu Nordeste tomando um copo dágua, você conhece isso, paulista?” ” Por que no Nordeste, onde chove muito menos do que em SP, não falta água?”, e por aí vai.

    Menos! Menos!

    1. Gão

      30 de outubro de 2014 7:27 pm

      Orra meu, deixa de palhaçada

         Como sempre quem tá mexendo com os nordeste são os paulitas, chamando nordestino de burro e vagabundo por ter votado no PT, o nordeste  só tá devolvendo na mesma moeda, se o DNOCs funcionasse os nordestinos não estavam se mandando da região nessa época, somente agora com sisternas+transposição o nordeste tem atenção de verdade enquanto Alckmin não quer saber de obras para seu estado, esconde racionamento, renega verbas federais pra saúde e agente ainda ouve que nordestino é burro, os recursos da união que vem de são paulo esse estado é que foi privilegiado no processo de industrialização e é porque o Brasil sustenta esse estado e não o contrário, ao comprar da sua indústria mandando parte dos salários pra lá quando poderia comprar até mais barato dos chineses.

  32. drigoeira

    30 de outubro de 2014 4:07 pm

    O acordo deve ser assim…

    Construir com dinheiro, licitação e fiscalização Federal e criar um órgão Federal de controle dos canais para a Sabesp.

    Se a Sabesp quer usar a água de reserva que pague por ela.

    E mande o picolé de chuchu catar coquinho.

    Vai cair numa história desta??? 

  33. Gão

    30 de outubro de 2014 7:20 pm

    Água de poços domésticos em SP tem alto risco de contaminação

    Água de poços domésticos em SP tem alto risco de contaminação por esgoto

    Além de ser imprópria para consumo humano, retirar água do lençol freático pode culminar na contaminação do aquífero

    Maria Fernanda Ziegler/iGMoradores da zona sul de SP reativam poços desativados há décadas

    Todos os dias, a cada novo boletim que mostra a progressiva queda no índice dos reservatórios que abastecem o Estado de São Paulo, a preocupação da população com a iminente falta de água só cresce. Diante da perspectiva nada otimista de uma temporada de chuvas que resolva a situação, muita gente tem optado por reativar poços desativados ou perfurar novos poços no quintal de casa.

    A solução, alertam os especialistas, é perigosa. No caso de perfurações deste tipo em áreas urbanas, a probabilidade de água contaminada e imprópria para consumo humano é altíssima. Há um risco de alto de retirar água contaminada por esgoto. “Fora a proximidade com a rede de esgoto, um poço pode interferir no outro e deixar a água contaminada. Outro problema é que esta água de alguma forma contamine a água mais profunda, do aquífero”, afirma o engenheiro hídrico e professor da Universidade Mackenzie, Antonio Eduardo Giansante.

    São Paulo: Sem água, população da zona sul recorre a poços desativados

    De acordo com o geólogo Reginaldo Bertolo, diretor do Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas da Universidade de São Paulo (Cepas-USP), a corrida para a construção de poços escavados rasos parece ser um fenômeno mais comum nas áreas periféricas e pobres da Região Metropolitana de São Paulo, onde a água já faltava nas torneiras.

    “O usuário de um poço ilegal e mais barato vai ver que a água é aparentemente potável e vai estar se expondo à contaminação. Mesmo assim, está havendo uma corrida maluca até mesmo por empresas de fundo de quintal”, disse.

    Leia também:
    Você sabia que água potável também apodrece?
    Água da roupa pode regar plantas? Saiba como reaproveitar e reduzir o consumo

    Menos profundo, esses poços – conhecidos como cacimba ou caipira –  retiram água do lençol freático, formado pela infiltração da água das chuvas no solo. Geralmente, é mais usado em áreas rurais e não precisam de autorização para perfuração. Com a crise, o que se vê é gente reativando poços usados antes da implantação da rede de esgoto.

    “Tem sido comum até mesmo empresas e supermercados optarem por esse tipo de solução que não é segura”, afirma o engenheiro Giansante.

    E o fato de contratar uma empresa de perfuração não significa que o usuário esteja protegido. Muitas delas também perfuram somente até a altura do lençol freático – chegar até o aquífero exigiria uma obra muito mais complexa e a exigência de autorização do departamente de água do Estado.

    Retrocesso civilizatório

    Giansante destaca também o risco para a saúde pública caso haja um montante da população que deixe de usar água encanada para usar as águas sem tratamento e proveniente do lençol freático. “A água encanada é historicamente um dos indicativos principais de uma civilização, né? Na redução de mortalidade infantil em São Paulo quando a água passou a ser encanada”, afirma.

    Leia mais:
    Paulistano ignora falta d’água e lava-rápidos registram aumento de procura
    Condomínios tentam parceria com Sabesp para criar poços artesianos em SP

    De fato, dados históricos obtidos na Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE) mostram que entre 1970 e 1973, a proporção de domicílios na cidade de São Paulo supridos por água encanada era de 50 a 60%, enquanto os níveis de mortalidade infantil era de 80 a 90 por mil nascidos vivos.

    Após uma ampliação do sistema de água encanada o quadro mudou. Em 1985, a cobertura passou a ser de 90% e não coincidentemente a mortalidade infantil cairia para 30 a 40 por mil nascidos vivos. Atualmente, a taxa de mortalidade infantil na cidade é de 11,48 óbitos por mil nascidos vivos.

     Leia tudo sobre: águacrise da águafalta de águapoçopoço artesiano

    http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2014-10-30/agua-de-pocos-domesticos-em-sp-tem-alto-risco-de-contaminacao-por-esgoto.html

  34. João Carlos - Pres Prudente

    30 de outubro de 2014 8:18 pm

    Desoneração

    Então vamos reivindicar: A União retira o PIS/COFINS da água e os Estados retiram o ICMS da energia elétrica.

  35. Conde de Rochester

    30 de outubro de 2014 8:47 pm

    O maior crime ambiental brasileiro

    Acho que não se deve chutar cachorro morto.

    A solidariedade aconselha que se auxilie com as necessidades prementes do povo de São Paulo, porem, todavia, contudo o homem tem que demonstrar honestidade intelectual e não tentar substimar a inteligencia alheia, antes de tentar tirar o proprio da reta e dsitribuir responsabilidade, faça um exercicio de honestida e admita os proprios erros.

    O mais tenebroso de todos…

    Despoluição da represa Billings pode salvar o abastecimento de água em São Paulo

    Localizada na região metropolitana de São Paulo, a represa Billings já é apontada como a salvação para o colapso do sistema Cantareira, que pode levar até 15 anos para se recuperar caso a seca registrada em 2014 se repita nos próximos anos. Para a utilização de suas águas, no entanto, o governo estadual e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) precisam cumprir o que já determina a Constituição paulista e iniciar o processo de despoluição da represa.

    1. Conde de Rochester

      30 de outubro de 2014 8:53 pm

      Paga ou não paga?

      PIS e COFINS são contribuições sociais, ou seja, destinadas ao trabalhador.

      A SABESP é pessoa jurídica de direito privado equiparada pela legislação do Imposto de Renda.

      Ou seja, distribuir lucros a acionistas da Bolsa de NY pode. Pagar os impostos, não pode.

       

      Na hora de privatizar vende-se o Estado minimo.

      Na hora de pagar impostos quer cair fora…

  36. Luiz de Souza

    31 de outubro de 2014 2:52 am

    Cara de pau tucano

    Agora vem cheio de argumentos mas, se realmente tivesse interesse em resolver os problemas da população e  não o Sabesp, haveriam muitas alternativas. Uma deles é o investimento alguns dinheiro no controle dos vazamentos do sistema que estima-se em 35%. Mas nem se toca no assunto.

    Descaradamente, aproveitando-se da situação, vem agora pleitear a remoção do PIS/Cofins. Será que além dos 5 bilhões que distribuíram de lucros à bolsa de NY vão somar mais 600 milhões, em plena seca.

  37. Martha Lu

    2 de novembro de 2014 9:28 pm

    Abastecimento humano tem que ser mais do que o uso do Par. do Su

    Se o governador fala em usar o Paraíba do Sul para abastecimento humano…ele precisa assumir a gravidade da situação e tomar outras medidas. Diante da escassez hídrica a lei diz que a água é para consumo humano e dessedentação de animais…todo o resto tem que parar…tem que parar indústrias, agricultura, obras…Não podemos continuar a viver como se estivéssemos em situação normal. Como continuar a construir numa cidade sem água?

     

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