
o óleo diesel do meu coração
1.
eu me matei
(terror e impotência)
na água onde morri
eu naveguei
adjacência sobre adjacência
eu não voltei.
2.
o óleo diesel do meu coração
bebido pelas bordas e anteparos
incendiou as águas do sertão.
sobraram alguns rios. mas são raros.
romério rômulo
Maira Vasconcelos
30 de outubro de 2014 11:50 amnão entendo a criatividade
acho que leio poesia, mais que qualquer outra coisa, pelo seu absurdo criativo, e penso assim que minha palavra é mansa. por isso, gosto desse espaço, é um alívio esta publicação aqui de poesias. ainda bem que essas coisas aparecem, mesmo que sejam raridade.