A grande pacificação nacional, por Artur L
Nassif,
Lembro quando na primeira eleição de Dilma, pouco após sua posse, a presidente foi ao aniversário da Folha de São Paulo, a uma entrevista no JN e ao programa de Ana Maria Braga, num gesto de paz aos grande grupos de mídia, sinalizando que não havia guardado mágoas em relação ao jogo baixo praticado contra ela por essas organizações. Na ocasião, creio que você escreveu um artigo elogiando o movimento de Dilma e tratando-o como sábio e estratégico justamente por se tratar de um esforço para desarmar os espíritos incendiados pela guerra eleitoral.
À época, cá com meus botões, familiares e conhecidos, discordei da sua opinião por entender que a tensão se dava não por duas pessoas puxando uma mesma corda em sentidos opostos, mas por uma estar simplesmente segurando a corda enquanto que a outra sim, a está puxando fortemente. Ou seja, o país não estava, como não está, a meu ver, rachado por um ódio mútuo, mas por um ódio unilateral, nutrido pela seiva diária da mídia, e que incomoda na prática a cada quatro anos. No interstício ele fica latente, podendo inclusive ser minorado consideravelmente por efeito da percepção a mudanças positivas reais que afetem seu meio direta ou mesmo indiretamente. Ilustro esse efeito positivo na diluição da implicância com as ações acertadas de Haddad em São Paulo, que em algum momento deverão se reverter numa aprovação consistente.
Como é a mídia que desperta, alimenta, dirige e potencializa o ódio antipetista, ou de classe, ou de região – que não teria a resposta que tem se não houvesse uma boa dose de egoísmo e de orgulho ferido com o status abalado pela chegada de novos participantes num grupo antes exclusivo, das pessoas com formação universitária, com casa e carro e que viajava ao exterior -, minha tese é a de que a grande pacificação nacional começa e termina na mídia, passando no meio do caminho pela reforma eleitoral (leia-se financiamento público de campanha e voto não-distrital, o resto é menos importante) e pelo papel do ministério público.
Ressalto que se no lugar dessa mídia rasteira e mesquinha tivéssemos jornalismo real, nobre, que quer o bem do país e do seu povo, não nutrindo rancores, mas unindo e promovendo a compreensão, a diversidade e a inclusão, esse egoísmo e orgulho ferido ficariam eternamente num estágio embrionário, inofensivo, restrito a rápidos pensamentos que mal chegam a virar comentários no táxi ou na barbearia.
Seria desejável utilizar as eleições para um debate elevado, nobre, que ajudasse a pacificar o país, mas para isso precisar-se-ia combinar com os russos. Apenas a reforma econômica da mídia, regulamentando a Constituição e implementando seu espírito de forma efetiva no mercado de informação, juntamente com a criação e utilização de uma lei ágil, prática, justa e acessível de direito de resposta, conseguiria desarmar essa bomba quadrienal.
Registro também o papel tímido e muitas vezes omisso dos ministérios públicos estaduais e federal, no que tange as demonstrações de preconceito contra os nordestinos e os pobres, inclusive alimentada continuamente pela mídia através de suas novelas, seus programas de rádio e de auditório, e suas reportagens sempre criadoras de esteriótipos reducionistas e alienantes.
Espero ter contribuído com o debate.

Jorge Luis
18 de outubro de 2014 2:50 pmParabéns! Muito lúcido o seu
Parabéns! Muito lúcido o seu diagnóstico.
Reforço que, se a Dilma for reeleita (espero sinceramente que sim), ela simplesmente NÃO TEM ALTERNATIVA, a não ser lutar, desde o primeiro dia do seu mandato, pela regulação da mídia.
Se, nos anos anteriores, o PT foi “levando com a barriga”, vencendo as eleições apesar da mídia, em 2018 O PT VAI PERDER se não tratar dessa questão.
Não existe mais alternativa. É FAZER, OU FAZER!
Cláudio Freire
18 de outubro de 2014 2:55 pmParabéns
Parabéns, Artur L.
É exatamente o que penso.
André LB
18 de outubro de 2014 3:04 pmRepito aqui o que escrevi
Repito aqui o que escrevi no outro tópico, valendo-me do democrático espaço proporcionado pelo Nassif.
“Minhas críticas à tática de Dilma se prendem a razões extra-eleitorais: o estímulo ao acirramento ainda maior dos nervos, as dificuldades futuras para a grande pacificação nacional.”
Nassif, vem cá: que é isso de “pacificação nacional”? Pra ficar só na Dilma, ela começou o mandato fazendo aquela palhaçada de ir na festa da Folha, cozinhar na Ana Maria Braga além de outros “agrados”, como deixar a SECOM aparelhada (para os aversários)… mais episódios você deve conhecer melhor que eu.
Da dobradinha mídia-PSDB, nesse meio tempo, não preciso nem falar. Fizeram tudo, menos dizer que Dilma é o satanás. E agora, quando depois de 3 anos e 10 meses a mulher reage, DAÍ É QUE SURGE O RISCO para a “pacificação nacional”? Até QUANDO o PT e Dilma devem oferecer a outra face, para que o país fique “pacificado”? Tente andar na rua com uma camiseta do PT pra você ver.
Você não acha, nem desconfia, que talvez esteja jogando responsabilidade nos ombros de um só lado? Gandhi só existiu um, e não teve que lidar com o PIG.
Assis Ribeiro
18 de outubro de 2014 3:04 pmO artigo deixa claro e
O artigo deixa claro e cristalino que o PT procurou a pacificação.
A direita nunca quis e não quer a pacificação. Ceder o que quer que seja não é o negócio deles. Eles querem a clava.
A mídia, como o artigo retrata bem, está no centro. O que ela pretende é manietar as decisões de governos e moldar a opinião popular.
E alguns ainda dizem que não é necessário a regulação dela. Muitos desses são faltos liberais.
Outros passos que foram dados na procura da pacificação:
Meirelles no BC
Palocci na Fazenda
“os banqueiros nunca ganharam tanto dinheiro como em meu governo”
Não obrigando a Polícia Federal reabrir inquéritos contra seus adversários.
Escolher para PGR o 1º da lista
Não cortou verba da mídia
etc.
André LB
18 de outubro de 2014 3:06 pmE bota etc. nisso.
Todas,
E bota etc. nisso.
Todas, TODAS essas medidas, mesmos aquelas inclusive duvidosas do ponto de vista ético, foram respondidas do mesmo modo: gritos, preconceito, ódio, falsas denúncias, parcialidade, violência.
jossimar
18 de outubro de 2014 8:26 pmE agora,o preço a pagar pela
E agora,o preço a pagar pela pacificação poderá ser a derrota de um projeto de governo vitorioso que elevou o papel do Brasil no mundo e que melhorou a vida da grande maioria dos brasileiros., e, o que é pior, a pacificaçãonão foi conseguida, pelo contrário até.
CB
18 de outubro de 2014 3:15 pmAcho que o texto mostra de
Acho que o texto mostra de maneira muito clara que à mão estendida por Dilma, a mídia respondeu com baixaria. Que num segundo mandato isto não se repita. Que Dilma atue dentro das leis, mas que trate a mídia a coice e pontapé, assim como fez com Aécio no debate do sbt. Apesar de toda a baixaria, a Presidenta teve a humildade de fazer prevalecer o que era melhor para o país em sua conduta, a mídia e a oposição não. Que paguem o preço. Cheguei à conclusão de que, realmente, não se faz omelete sem quebrar uns ovos…
altamiro souza
18 de outubro de 2014 3:32 pmmuioto bom.
assino
muioto bom.
assino embaixo.
gostei do destque de que o ódio não é mútuo,
percebo isso cotidianamente.
são geralmente os que seguem essa grande
mídia que odeiam desmesuradamente,.
Edivaldo Dias Oliveira
18 de outubro de 2014 3:49 pmDuro aprendizado, ou não, né…
Bem, pelo menos agora, depois de 12 anos, espero que tenhamos aprendido ao menos o que não fazer:
Aniversário da Folha
Ana M. Braga
Programa do faustão
Programa do Jô
Tem que desenhar?
Agora mudando um pouco de tema mas mantendo o assunto midia, Olha só o que encontrei fazendo uma pesquisa no NP sobre Mauricio Trategberg. Responda-me; É verdaeira essa manchete do NP ? “Assinou a Folha e não leu o Nassif” Trabalhador mordido azucrina patrão: ” Cadê e nassifão daqui”
http://www.fotolog.com/deluxecat/59167311/
eu
18 de outubro de 2014 3:53 pmConcordo em parte,
Concordo em parte, independente do resultado do dia 26, o PT necessita rever os conceitos quanto à comunicação, quanto falou sobre isto aqui no blog?
Acho que deveria rever por Haddad e não concordo com sua frase:”Haddad em São Paulo, que em algum momento deverão se reverter numa aprovação consistente. “
Ele só esta sendo poupado, alias como Dilma, por que o foco é a eleição presidencial. Em 2015, voltaremos a observar a volta do ataque as ciclovias…
Se ele não perceber que o cobertor é curto e não dá para agradar a todos, para mim o maior erro do PT, não será reeleito.
De que adiantou a queda do IPI e energia, que beneficiou principalmente o industriário paulista? Retirar renda de outros estados menos industrializados para enviar para SP? Se isto não é percebido pelos “paulistas”
De que adianta ter vários de SP e PR no governo, se não conseguem ter peso em seus estados? Vejam o fracasso de Padilha e Gresi
will
18 de outubro de 2014 4:12 pmcomprar briga com a
comprar briga com a direitalha é se rebaixar ao mesmo nível deles.
Lembrando que muitos ataques passaram de apenas briga de ideologias.
A maioria são crimes, considerando a Justiça, mentiras, ofensas, preconceito de raça, condição social, incitação ao ódio, e agressões como foi o absurdo que relatou o cadeirante com a estrela do pt…
Se consultar um bom advogado, os tucanos graúdos podem ser enquadrados por serem a Matriz desse ódio disseminado.
Nós, pelo que vejo há mais de 10 anos, acompanhamos as denúncias, os engavetamentos, e rebatemos as mentiras propagadas pelo pig.
Verdade que tiramos sarro sem dó! O que também desperta a ira reacionária.
Eu decidi parar de tirar sarro dos eleitores. Ao invés disso, mostrar os fatos, as contradições, a hipocrisia, e provar dia a dia o quanto eles estão sendo manipulados.
Luís Carlos Gonçalves de Oliveira
18 de outubro de 2014 4:18 pmObservações sobre a violência
Observações sobre a violência e baixaria nos debates do segundo turno omitem que o antipetismo histérico está amplamente disseminado nos setores com maior nível de renda do país e usado por uma elite, improadutiva e ineficiente, com acesso a carros, viagens ao exterior duas vezes e outros bens como forma de acobertar o imenso atraso do empresariado como protagonista do crescimento economico do país. O que nem os jornalistas dos blogs ditos progressistas dizem é que as manifestações contra o governo no ano passado não foram promovidas por desempregados, despossuídos ou famélicos. Eleições não dividem um país mas mostram as assimetrias da sociedade. O empresario brasileiro não quer inovação, competição e produtividade quer desonerações, isenção fiscal, sinecuras, prebendas e mamatas.Para uma empreiteira é mais fácil fraudar licitações e comprar funcionários públicos e quando pilhados pela polícia dizer que o país não oferece segurança jurídica e não dá liberdade à iniciativa privada que investir na melhoria de processos e no desenvolvimento científico e tecnologico.
hora
18 de outubro de 2014 4:30 pmPucharam o tapete da
Pucharam o tapete da democracia brasileira com a passividade omissa de determinado partido, em concessões de paz, quando não se vive essa paz, há muita discriminação, esta eleição será o golpe final para uma ou uma retomada de atividade de outra. Se houver o golpe final, a paz será comprometida, porque não há aceitação, não há jogo democrático, há pré-conceito.
geraldo gomes
18 de outubro de 2014 4:46 pmdilma
“Deu o desespero. Viu que ela passou mal?’, disse Aécio a Marina Silva.
A presidenta Dilma é uma senhora de 67 anos, que recentemente superou uma dura batalha contra o câncer e que tem sofrido o desgaste físico de uma campanha eleitoral em um país de dimensões continentais como o Brasil. Transformar uma fragilidade física em uma “vitória política” de Aécio é de uma vilania injustificável.
Aécio é um sujeito que só teve facilidades em sua vida. Filho e neto de políticos, ganhou emprego ainda jovem como assessor parlamentar. Depois, foi nomeado para um banco público. Sempre protegido por papai e vovô. Nunca enfrentou grandes dificuldades em sua vida.
Nada parecido com a trajetória de Dilma – que viveu clandestina durante a ditadura, foi presa e torturada.
Aliás, raras vezes vemos a imprensa mencionar que os problemas de dicção da presidenta, mais nítidos nos debates, são frutos das várias seções de socos que ela sofreu no maxilar, como ela própria relatou em outubro de 2001, durante depoimento ao Conselho Estadual de Direitos Humanos de MG:
“Minha arcada girou para o lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente”.
Infelizmente, o debate do SBT revelou mais uma face abjeta e repugnante de nossa direita brasileira.
El Fuser.
18 de outubro de 2014 5:15 pmPaz sem voz é medo…
Este país já se ressentiu demais por não ter em sua História um momento de fratura ou ruptura civilizadora…A violência (física) por aqui só foi usada para conservar privilégios de uma casta, que acostumada a eles (privilégios) usa de mais e mais violência (retórica ou física) para continuar a mantê-los e negar direitos aos demais…
Eu sou da opinião que chegou a hora de quebrar os ovos e fazer a omelete…A dor ajuda no amadurecimento…
Não há mais acordo possível com a mídia, com as elites e seus papagaios de classe mé(r)dia…
Tá na hora de partir para a porrada (física, se for o caso)…
Temos que, de uma vez, matarmos o “homem cordial” (cuja “cordialidade” passa pelo privado e informal, e que sumbete o outro na ausência de institucionalidade) e a “democracia racial”, que vomita impropérios e preconceitos e se diz não-racista…
Os EUA só são o que são (para o bem e para o mal) por causa da Secessão de 1860…A França legou o mundo valores universais depois que degolou suas elites, em que pese os desvios do Terror…A Magna Carta veio escrita com sangue…A China mastigou suas entranhas por milênio até achar seu caminho…A Rússia idem…
Não houve processo de desenvolvimento e justiça social sem que algum grupo (as elites) fosse fortemente esmagado ou que uma ampla e fratricida luta impusesse um acordo possível entre as partes…
É chegada a hora…
Jorge Leite Pinto
18 de outubro de 2014 7:01 pmCoincidentemente eu comentei
Coincidentemente eu comentei com minha esposa esta semana sobre uma frase que meu pai (que era pró direita) dizia: “o Brasil nunca vai deixar de ser esta merda que é, pois não passou por uma guerra civil”. Eu sempre contestei a frase, achando que a mudança poderia vir com democracia (verdadeira) e diálogo, mas agora acho que chegamos a um ponto sem volta que, se tudo der errado, teremos que ir às vias de fato.
Concordo plenamente com seu comentário.
Pedro Penido dos Anjos
18 de outubro de 2014 5:17 pmIntegralmente assino
Integralmente assino embaixo.
Se a tragédia que seria a outra turma ganhar a partida viesse a acontecer, alguem imagina que haveria algo remotamente parecido com esse papo de “pacificação nacional”?
Só se estende a mão a alguem que se disponha a apertá-la, não é verdade?
Juliano Santos
18 de outubro de 2014 5:53 pmConcordo completamente. A
Concordo completamente. A mídia é a grande responsável por esse clima de ódio. E depois ela tira o corpo fora e diz que é briga “coisa tucanos e petistas”. Como se ela não fosse a fonte onde se alimentam os antipetistas histéricos.
É bom lembrar que até agora um militante petista foi morto no Rio Grande do Sul, (pouco estáse falando nisso). E agrediram um cadeirante que se recusou a tirar a estrelinha do PT.
Fato é que o pig queria colocar como favas contadas a derrota petista. E a pá de cal seria o criminoso vazamento em cadeia nacional. Só que a Dilma é guerreira, ela não desiste. E vai que vai com toda a vontade. Mas sem apelar para ilações. Tudo que ela usa contra o Aécio, ela pegou no pig, e depois assumido pelo próprio, como o caso bafômetro. O Weden matou a cobra e mostrou o pau. Taí para quemsabe ler
Henrique, O
18 de outubro de 2014 6:20 pmEles estão em guerra contra o trabalhismo e pretendem continuar
Nossa burguesia não tem nada de republicana, soltou os monstros fascistas nas ruas cevados intensamente durante os
últimos ou 64 anos contra os trabalhistas. O núcleo duro hoje é o mesmo de 54 e 64
Se esqueceram como Lula foi tratado sempre com truculência, falta de respeito. Esta é a característica de nossas classes
dominantes.
Como Lula é uma pessoa bonachona, aguentou tudo para poder fazer algo pelos debaixo.
Se lembram como foi tratado em 1989 e de lá não parou mais.
Como trataram de Getúlio, Jango e Brizola. Sempre nossa burguesia foi violenta, troglodita. Rasgou a
constituição, quando se viu forçada a isto. Sempre pronta para golpes. Tentaram roubar Brizola em 82, roubaram Lula
em 89 e nesta tem muitos movimentos estranhos.
O pano de fundo é o petróleo e a Petrobrás.
Antes diziam que não tinha petróleo. Depois de instalada a Petrobrás foi bombardeada sempre pelas mesmas forças,
cujos seus portavozes forma os Diários Associados, Globo, Estadão que estão aí até hoje em cima da carniça.
Hoje temos os representantes do imperialismo aqui dentro: Fernando H Cardoso vestal, comprovado entreguista,
membro destacado do Inter-American Dialogue cujo a aliada nestas eleições Marina Silva também faz parte.
Numa eventual eleição de Neves, o que seria um desastre, para o país e toda a América Latina os EUA já conseguiram
fazer o Ministro da Fazenda do Brazil.
Os EUA interassadissímos no nosso pré-sal, quantas guerras não fizeram pelo mundo pelo memso O que seria um
golpe soft nestas eleições, em favor de homens de sua inteira confiança: Arminío, Cardoso e Marina
Dilma enviou uma carta a Fernando Cardoso quando assumiu como presidente e o que fizeram a utilizaram ad infinitum
na TV e rádio nesta campanha.
O Instituto Milenium surgiu em 2005 com que finalidade – fazer a guerra ideológica. O que a burguesia quer quando fala
através de Azevedo. Constantino, Jabor, Waack – no passado tiveram O Corvo- o que querem : Paz ? Pacificação?
Conciliação?
Ela quer guerra, por que não aceita entregar nem os anéis. Tudo que os debaixo ganharam durante os últimos anos com
o PT ela quer de volta com juros “a la armínio”.
O PT deve ter aprendido que não se vai para a guerra sem jornais, tvs e rádios, a não ser para perder.
Olha como nossas classes dominantes são boazinhas. Insuflaram, financiaram e deram retaguarda as manifestações,
quando esta história, for contada realmente saberemos que houve participação externa. Trabalharam incansavelmente
para detornar a Copa, como parte de sua campanha eleitoral. Com as manifestações os indíces de aprovação a Dilma
despencaram. O que estas operações nada inocentes conseguiram: eleger: Alckmin, Richa e elegerão o candidato de
Sérgio Cabral. Estranho não é!
O povo não quer guerra, a não ser para se defender.
Quem quer guerra é nossa burguesia.
Com Neves será a barbárie neoliberal. Sai debaixo.
wendel
18 de outubro de 2014 6:23 pmUrgente regulamentar a mídia !!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Concordo que devemos buscar a paz, mas no presente caso, vejo que o Lula e a Dilma,sempre estenderam a mão e o que tiveram em troca?
É dificil concordar, mas quando alguém diz – ” Eu sou da opinião que chegou a hora de quebrar os ovos e fazer a omelete…A dor ajuda no amadurecimento…
Não há mais acordo possível com a mídia, com as elites e seus papagaios de classe mé(r)dia…
Tá na hora de partir para a porrada (física, se for o caso)…”
Fica-se com a nítida impressão de que, deram todos os motivos para se partir para o confronto, mas por outro lado, fico pensando no ditado que diz – ” dividir para governar”, então……………..
Talvez, analisando o que esta mídia nojenta vem há tempos, articulando, é que provoca em nós estas reações, mas temos que ter calma, e a Dilma sendo eleita, terá ela a obrigação moral de regulamentar a mídia, conforme consta na CF.
Falo isto, mas por outro lado vejo que o Congresso eleito agora, nunca foi tão conservador, então…….
Manoel Junior
18 de outubro de 2014 7:19 pmMidia podre.
A midia detem uma rede blogs espalhados. Aqui em Mato Gosso,os mais acessados tem relaçao direta de prosmiscuidade. É tão evidente, que poucos minutos de se lançar ,por exemplo no uol,é imediato o repeteco. Os comentários pró psdb são imediatamente lançados e os contra ,isolados. A Pres. Dilma precisa rever a mídia,pois eles podem,se já não ,deixar o País na escuridão do ódio profundo.
JC SOUZA
18 de outubro de 2014 8:18 pmOutra situação que chama
Outra situação que chama muita atenção é o isolamento da ABI , não se sabe se é voluntário ou por pressão dos grupos de mídia .O PT peca por não cobrar durante estes anos todos uma postura pelos descalabros que praticam seus associados . Ninguém ve a ABI cobrando a mídia por exageros em reportagens , agressividade nas opiniões ou até mesmo estimulos de colunistas a violências verbais . Será que regulamentar a mídia do ponto de vista economico resolve esta questão ? duvido , mas o ideal seria um conselho com representantes da mídia , governo e do povo brasileiro.
Maurício Gil - Floripa (SC)
18 de outubro de 2014 11:46 pmÉ isso.
Certíssimo, Artur. Parabéns!
Só vem ao encontro do que penso e tenho dito a respeito de bobagens ditas/escritas na blogosfera progressista (de que a grande mídia já não manda mais nada): a imprensa ainda manda, e muuuiiito!
Ela pauta o pensamento da maioria esmagadora da gente brasileira que a acessa. Me dizem: ah, se fosse assim o Lula e a Dilma não se elegeriam. A questão é: os elegeram aqueles que não tem acesso aos jornalões e revistonas, e só assistem na Globo às novelas. Simples assim!
Conheço muita gente que até ontem votava no PT de olhos fechados, faziam parte dessa classe que não lia Veja Folha Globo etc., mal assistiam ao JN.
Bastou melhorar um pouquinho de vida e pronto, o germezinho conservador/direitista já se fez presente: uma espiada na Veja aqui, uma olhadela no Globo acolá e tá feito o estrago.
É muito, mas muito difícil mesmo, que não acontecesse isto. Desde a assunção do Presidente Lula em 2003 o massacre é diário, diuturno, paulada em cima de paulada, sem tréguas. O cidadão acaba achando que há algo de errado sim, “não é possível que não haja se toda a imprensa fala” disse a minha diarista. Foi dificílimo convencê-la – acho que não consegui.
Quando o FHC fala que os desinformados é que votaram na Dilma ele quis dizer exatamente isso. E ele tem razão. Para ele esses desinformados são justamente aqueles que não leem os jornais e revistas, e que por isso não tem a cabeça feita pela grande mídia. Esse é o tipo de informação a que ele se refere – e todo mundo ficou bravo com o dito. Eu não. Fico contentíssimo que grande parte da população não tenha acesso a esse lixo produzido pela imprensa. Que sejam todos desinformados!
No momento em que esse eleitorado tiver em mãos esses veículos midiáticos, adeus PT, adeus esquerdas.
Não conso de repetir: é bobagem das grandes achar que a mídia no Brasil não manda mais o que pensa que manda. Ela é muito poderosa, e continuará a sê-la até o momento em que um “saco roxo” resolver organizar essa bagunça toda e mexer nessa ferida.
Clever Mendes de Oliveira
19 de outubro de 2014 1:20 amÉ falho atribuir a derrota ao que deu popularidade à presidenta
Arthur L,
A política do governo de Dilma Rousseff tem muitas falhas, mas é preciso entender tudo em uma dimensão mais ampla e depois analisar pontualmente as circunstâncias para que a avaliação do governo em função dos resultados tenha substância.
Uma primeiro aspecto em relação à presidenta Dilma Rousseff é que ela não tem carisma. Tem o carisma só da história dela, mas este é um carisma que conta pouco. O carisma que conta é aquele que dá capacidade do líder ter interlocução direta com a população. Como eu gostava de mencionar na eleição de 2010, o carisma da então candidata Dilma Rousseff equivalia ao carisma do marechal Lott.
O segundo aspecto em relação a presidenta Dilma Rousseff é a falta de experiência política dela que a fez superdimencionar o técnico em relação à política. Esta falha da presidenta Dilma Rousseff foi quase magnificamente exposta por Marco Antonio Castello Branco em comentário que ele enviou, até um tanto extemporâneo, quinta-feira, 26/06/2014 às 01:45, para junto do post “Para entender o desgaste do governo Dilma”, segunda-feira, 16/06/2014 às 16:47. O endereço do post “Para entender o desgaste do governo Dilma” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/para-entender-o-desgaste-do-governo-dilma
Disse extemporâneo porque o comentário foi enviado dez dias após o post “Para entender o desgaste do governo Dilma” ter sido publicado. E vale aqui transcrever o que disse Marco Antonio Castello Branco lá no post “Para entender o desgaste do governo Dilma”. Disse ele lá:
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“Penso que a origem primeira das dificuldades do governo da Presidente Dilma reside na ideologia que ela abraçou e que propaga a supremacia da racionalidade técnica sobre a política como instrumento de construção de um projeto coletivo. Em torno dessa ideologia construiu-se a crença ingênua de que um dia a administração das coisas poderá substituir o governo dos homens.
Isso contribui para que mesmo num país jovem como o Brasil, no qual o exercício da representatividade democrática ainda se encontra na adolescência, surjam sinais de esgotamento da democracia representativa e de tentativas de democracia direta. Dilma sanciona o desencanto dos brasileiros com a política ao demonstrar seu desprezo pelos políticos. Não está a seu alcance fazer o novo ordenamento legal das instituições políticas e o sistema eleitoral. Mas nada impede a Presidente de se cercar de deputados, senadores e homens de partido que melhor representam a prática da política no nosso país. Eles existem tanto na base do governo como na oposição. Ao não reconhecê-los e ao desprezá-los Dilma se alinha e sanciona o jogo maniqueísta e moralizante da mídia, que, afinal, fará dela e de seu governo sua derradeira vítima.
São provavelmente sintomas desse fenômeno de crise da representatividade, a celebridade mediática alcançada pelos desvios de conduta de parlamentares, e os debates entre a moral e a política que não cessam de surgir na opinião pública, o que, vale aqui salientar, não é nenhum privilégio da sociedade brasileira.
Faço aqui recurso ao pensador francês Julien Freund, cujas decepções íntimas causadas pela realidade da prática política o levaram a estudar o que é a essência da política, ou seja, a descobrir o que se esconde atrás do véu hipócrita de certas concepções moralizantes. Não se tratava para ele de subtrair a política do julgamento moral, nem de isolar esses dois conceitos um do outro, mas simplesmente de reconhecer que eles não são idênticos, pois a moral e a política não visam os mesmos objetivos.
Apesar de ser desejável que o homem político seja também um homem de bem, ele pode também não o ser, pois tem a seu encargo a comunidade política, independentemente da sua qualidade moral. Julien Freund chama a atenção de que reside na identificação da moral com a política uma das fontes primárias da intolerância, do despotismo, das ditaduras, e dos tribunais populares.
Apesar de estar consciente que não existe uma política moral, mas que se pode construir uma moral política, Julien Freund nos recomenda apelar para a vigilância e para a lucidez. Uma lucidez que sabe que ela não será jamais capaz de eliminar a morte, a violência, a maldade e a corrupção dos homens; uma vigilância que conclama a construir muralhas sólidas, um regime de governo e um conjunto de leis que evitem os exageros.
Dilma parece ter assumido no íntimo de suas convicções o julgamento moral da política e por isso despreza todos políticos. Tem faltado a ela a lucidez de que governar os homens é mais valioso do que gerenciar planos, programas e obras”.
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Eu pensei que havia feito referência a este comentário junto a outros posts, mas em pesquisa recente só consegui identificar dois posts onde eu o havia mencionado. A primeira vez foi junto ao post “Pequeno manual de como discutir política nas redes sociais” de quinta-feira, 26/06/2014 às 11:51, aqui no blog de Luis Nassif e de autoria dele. Lá em comentário que eu enviei para Luis Nassif quinta-feira, 26/06/2014 às 21:56, eu transcrevo o comentário de Marco Antonio Castello Branco, faço o elogio e aponto uma pequena discordância com o que ele diz. O endereço do post “Pequeno manual de como discutir política nas redes sociais” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/pequeno-manual-de-como-discutir-politica-nas-redes-sociais
Depois mencionei o comentário de Marco Antonio Castello Branco em comentário que enviei segunda-feira, 28/07/2014 às 21:45, para JB Costa junto a comentário dele de segunda-feira, 28/07/2014 às 10:10, lá no post “Razões do risco à reeleição de Dilma, por Aldo Fornazieri” de segunda-feira, 28/07/2014 às 08:58, aqui no blog de Luis Nassif e originado de texto de Aldo Fornazieri. O endereço do post “Razões do risco à reeleição de Dilma, por Aldo Fornazieri” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/razoes-do-risco-a-reeleicao-de-dilma-por-aldo-fornazieri
Bem em nenhum dos dois comentários eu cheguei a dizer que Marco Antonio Castello Branco era vinculado ao PSDB, mas como a argumentação dele era, ainda que mais bem elaborada, semelhante a minha, eu tinha por mim que ele era alguém com esse perfil. O que me diferencia de um PSDBista antigo é que além de eu não ter o conhecimento acadêmico deles eu digo o que eu penso. O que diz um PSDBista de antigamente não guarda relação com o que o conhecimento que eles possuem conduziria o pensamento deles.
Bem, em relação ao comportamento do início do governo de Dilma Rousseff talvez valesse a pena mencionar aqui o texto “A estratégia da despolitização da crise política” publicada na Carta Maior e de autoria de Maria Inês Nassif e reproduzida por sugestão de Assis Ribeiro aqui no post “A estratégia da despolitização da crise política” de segunda-feira, 24/06/2013 às 10:32. Observe que o texto da irmã de Luis Nassif, Maria Inês Nassif, é de quarta-feira, 08/12/2011 e faz uma análise dos atos da presidenta Dilma Rousseff que ficaram conhecidos por faxina ética. O Assis Ribeiro trazia o texto de Maria Inês Nassif para entender as manifestações de junho de 2014. O endereço do post “A estratégia da despolitização da crise política” é:
https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-estrategia-da-despolitizacao-da-crise-politica
Os comentários que foram feitos no posts não são mais encontrados. De todo modo, eu não discordava muito do texto de Maria Inês Nassif, mas achava que os atos de faxina que a presidenta Dilma Rousseff empreendeu ao longo do ano de 2011 alcançaram o objetivo a que pretendiam e que era manter a popularidade da presidenta na altura. E discordava de Assis Ribeiro por ter trazido o texto de Maria Inês Nassif como uma explicação para as manifestações de junho de 2013.
Para mim, as manifestações tiveram como pano de fundo, o julgamento da Ação Penal 470 e os parcos resultados da política econômica em uma economia que durante quatro trimestre cresceu a uma taxa de 0,1% de um trimestre para o trimestre seguinte em um total de 0,4% ao ano.
De todo modo antes das manifestações de junho de 2013, a popularidade de Dilma Rousseff era de 60%. E a economia começava a se recuperar como se pode ver em quadro em que apresento dados econômicos sobre o PIB trimestrais em comentário que eu enviei terça-feira, 14/10/2014 às 21:46 para junto do comentário de Francy Lisboa enviado terça-feira, 14/10/2014 às 12:42, lá no post “A íntegra do debate entre Guido e Armínio na Globonews” de terça-feira, 14/10/2014 às 11:14, e que pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/noticia/a-integra-do-debate-entre-guido-e-arminio-na-globonews
A partir do julgamento da Ação Penal 470, das manifestações de junho de 2013 que repercutiram de imediato na popularidade da presidente e na abrupta queda do PIB no terceiro trimestre de 2013, o ódio ao PT encontrou terreno fértil para florescer, se é que ódio floresce.
Neste ínterim o PT cometeu o grande erro político eleitoral de não ter acompanhado a mudança de entendimento sobre o crime de corrupção, mudança que o ministro Enrique Ricardo Lewandowski adotou ao passar a defender a mesma interpretação de Joaquim Benedito Barbosa Gomes do crime de corrupção.
Quem fez o PT não seguir a mudança de interpretação adotada pelo ministro Enrique Ricardo Lewandowski fez mais mal ao PT do que toda a mídia. E o pior foi que a mudança era benéfica para o PT, pois transformava o crime de caixa dois quando cometido por réus com grande poder de atuação como o de deputado federal em crime de corrupção, sendo que o PT conseguiu aumentar a pena do crime de corrupção, mas não conseguiu aumentar a pena do crime de caixa dois. O STF fez mais, transformou o crime de caixa dois em crime de corrupção. Sacrificavam-se os réus do PT, mas o Partido se salvava diante da população brasileira.
Assim, responsabilizar a conduta inicial da presidenta Dilma Rousseff pela derrota do PT nesta eleição e explicar a derrota com base no fato que o acordo não poderia ser feito dado a característica da tendência a se posicionar pela direita da grande mídia, parece-me um grande equívoco de análise da realidade.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 18/10/2014
Jose de Almeida Bispo
19 de outubro de 2014 1:33 am“(…) a grande pacificação
“(…) a grande pacificação nacional começa e termina na mídia,(…)
Perfeito!
O que significa que, como em toda pacificação, há que haver primeiro uma guerra colossal. Não há outro meio: ou se destrói o modus operandi da mídia atual, e cria-se meios para o remonte de forma democrática, ou vai ser sempre isso aí o tempo inteiro, inclusive sujeito a novas aventuras totalitárias. Os grupos de mídia, acima de tudo são extorsores. Não tem o menor compromisso com nada, exceto o lucro dos patrões e a vaidade de semi-deuses de seus prepostos.