3 de julho de 2026

Mudança na Lei de Delações é nova derrota de Sergio Moro

Entre outras mudanças, grupo de trabalho estabelece que nenhuma medida cautelar poderá ser efetuada apenas com base em depoimento de delator

Jornal GGN – O grupo de trabalho da Câmara dos Deputados encerrou os debates impondo uma nova derrota ao ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, ao realizar uma série de mudanças na chamada Lei das Delações.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo informações do jornal Valor Econômico, uma das principais mudanças considera que nenhuma medida cautelar poderá ser executada a partir do depoimento de um delator. A decisão considera iniciativas como decretação de prisão, recebimento de denúncia ou sentença condenatória.

O texto também incluiu o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que determina que o réu delatado deve se manifestar por último no processo, além da aprovação de restrições na imposição de medidas cautelares e de mudanças nas regras para a prisão preventiva.

A mudança realizada na Lei das Delações não constava nem na proposta apresentada por Moro e nem na do ministro do STF Alexandre de Moraes, que também foi alvo de estudo pelo grupo de trabalho.

Outro ponto que desagradou a Moro foi a criação do chamado juiz de garantia, que será responsável pela fase inicial de instrução, ao passo que outro magistrado seria escolhido para assumir a fase de julgamento do processo.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Cristóvão Orlândi

    31 de outubro de 2019 2:11 pm

    Só no Brasil isso acontece, um ex-juiz que comprovadamente praticou crime junto ao sistema judiciário, não sofre nenhuma ação, é nomeado ministro da justiça, a partir daí passa a omitir crimes praticados por políticos de seu partido (PSL partido só de laranja) e ainda por cima possui atribuições/profissionais para elaborar normas e leis.

  2. Nadraas

    31 de outubro de 2019 2:18 pm

    Deveria existir a figura do juiz leigo para fiscalizar e acompanhar os julgamentos. Talvez até dois por processo com poderes para anular todo julgamento ou a decisão do juiz “principal”.
    Dinheiro suficiente existe: basta cortar salários de juízes, promotores e procuradores em 60% e pagar os leigos.
    Ainda precisamos mais aberrações vindas da casta do judiciário?
    Povo de ovelhas.

  3. José adailton

    31 de outubro de 2019 2:56 pm

    Isto não é uma derrota de Moro. Estamos falando de mais uma vitória dos famosos gangsters White collars

  4. Luciano Eguchi

    31 de outubro de 2019 4:12 pm

    Ptus! Nos enganamos ate agora. O Marreco,, na verdade e pato; Pato nao voa…. hahahahua

Recomendados para você

Recomendados