21 de maio de 2026

Eduardo Bolsonaro defende “novo AI-5” e membros das instituições reagem

"O que faz um país forte não é um Estado forte. São indivíduos fortes", diz o filho do presidente. Rodrigo Maia e Marco Aurélio, do STF, criticam
Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou em entrevista divulgada no Youtube nesta quinta (31) que a “esquerda” culpa Jair Bolsonaro por todo e qualquer problema que surge no noticiário e que se ela “radicalizar”, a resposta será “um novo AI-5”.

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“Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada”, afirmou o filho do presidente.

Na mesma entrevista, Eduardo disparou mais uma frase autoritária: “O que faz um país forte não é um Estado forte. São indivíduos fortes. A conjectura não tem que ser futura, ela tem que ser presente.”

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, reagiu às declarações de Eduardo. Ele afirmou que elas merecem repúdio e que são passíveis de punição na Casa.

“O Brasil é uma democracia. Manifestações como a do senhor Eduardo Bolsonaro são repugnantes, do ponto de vista democrático, e têm de ser repelidas como toda a indignação possível pelas instituições brasileiras. A apologia reiterada a instrumentos da ditadura é passível de punição pelas ferramentas que detêm as instituições democráticas brasileiras. Ninguém está imune a isso. O Brasil jamais regressará aos anos de chumbo”, afirmou em nota pública.

Já o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello comentou à Folha: “A toada não é democrática-republicana. Os ventos, pouco a pouco, estão levando embora os ares democráticos”, afirmou Marco Aurélio em mensagem enviada à Folha.

O ex-presidenciável Fernando Haddad (PT) também defendeu que a punição cabível para Eduardo é a cassação do mandato.

DITADURA

O AI-5, ou Ato Institucional Número 5, foi assinado pelo marechal Arthur da Costa e Silva durante a Ditadura Militar, e resultou no fechamento imediato e indeterminado do Congresso e das assembleias legislativas dos Estados, com exceção de São Paulo.

O AI-5 também renovou poderes do presidente para cassar mandatos e suspender direitos políticos em caráter permanente. A garantia do habeas corpus em casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e a economia popular também foram suspensos.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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1 Comentário
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  1. Dermeval Santos Lopes Junior

    31 de outubro de 2019 5:17 pm

    Estão vendo por que vocês se retam comigo quando afirmo peremptoriamente,que somos um País de cagões.Se ele ousasse falar essa capadoçagem em qualquer outro País da America do Sul,arrancavam os bagos dele.A verdade é que nós perdemos o respeito por nós mesmos,e se deixarmos de lado esse bairrismo tupiniquim,a frase de De Gaulle de que não somos um País sério,não faria mais sentido.O povo brasileiro é uma das coisas mais terríveis da face da terra.Noutro dia Mino Carta chamava a atenção para o fato do povo brasileiro ter a cara do governo Bolsonaro.Quem se arrisca desmenti-lo?

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