4 de junho de 2026

Bolsa encerra operações com valorização de 0,10%

Jornal GGN – A bolsa brasileira encerrou as operações de terça-feira com leve valorização, afetada pelo desempenho das ações da Vale e pelo mercado internacional, apesar do impacto negativo apresentado pelas ações da Petrobras e da Cielo.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações desta terça-feira em alta de 0,10%, aos 58.015 pontos e com um volume negociado de R$ 9,001 bilhões.

Um dos pontos de repercussão do dia ficou com a divulgação da pesquisa Vox Populi na véspera, que registrou empate técnico na disputa do segundo turno da eleição presidencial entre Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT, e o candidato do PSDB, Aécio Neves, com vantagem numérica para Dilma. Considerando apenas os votos válidos (que excluem os brancos, nulos e indecisos), a presidente tem 51%, e o tucano soma 49%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

As ações da Petrobras também apresentaram forte oscilação: segundo informações da agência de notícias Reuters, relatório divulgado pelo banco Credit Suisse destacou que a gasolina vendida pela estatal no Brasil às distribuidoras de combustíveis está agora mais cara do que a média dos valores realizados no exterior, o que não acontecia há um bom tempo.

Ao mesmo tempo, a valorização da Vale também apresentou uma influência importante, depois de um novo aumento dos preços futuros do minério de ferro na China.

Por outro lado, os papéis da Cielo desabaram mais de 6% depois que a Justiça Federal no Rio de Janeiro proibiu a companhia de usar a marca, em uma disputa com o nadador Cesar Cielo. A empresa vai recorrer da decisão, que é de primeira instância. Os papéis das empresas do setor elétrico também ficaram em baixa, depois que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) propôs um novo cálculo para o preço da energia no mercado de curto prazo, que reduz o valor máximo do PLD para 388,04 reais por megawatt/hora (MWh) em 2015, ante os atuais 822,83 reais por MWh.

Quanto ao câmbio, a cotação do dólar fechou em alta de 0,33%, chegando a R$ 2,401 na venda. As informações sobre a disputa eleitoral causaram alguma repercussão entre os agentes, uma vez que seu resultado veio na contramão das expectativas de mercado e diferente do que a pesquisa Sensus sinalizou no fim de semana, quando apontou vantagem de Aécio sobre Dilma. Agora, a expectativa fica em torno das novas pesquisas Datafolha e Ibope a serem divulgadas.

No cenário internacional, investidores evitavam colocar dinheiro em ativos de risco depois das divulgação de números fracos sobre a economia europeia. Isso levou o dólar a subir frente ao euro e a algumas outras moedas de países emergentes.

As atuações do Banco Central no mercado de câmbio também influenciaram o resultado das operações. A autoridade monetária manteve seu programa de intervenções diárias, vendendo os 4 mil novos contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) ofertados, sendo 2,3 mil com vencimento em 1º de junho, e 1,7 mil para 1º de setembro de 2015.

O BC também realizou um leilão para rolar os contratos de swap que vencem em 3 de novembro. Foram vendidos 8 mil swaps com vencimento em 1º de outubro de 2015, em operação que movimentou o equivalente a US$ 393 milhões. O BC também ofertou contratos para 3 de agosto de 2015, mas não vendeu nenhum.

Para quarta-feira, a agenda macroeconômica destaca a publicação dos dados de vendas no varejo e confiança industrial elaborada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) no Brasil. A agenda do setor externo destaca as vendas no varejo, adiantamento de vendas, solicitação de empréstimos hipotecários, o índice de preços ao produtor e o Livro Bege, nos Estados Unidos; o índice de preços ao consumidor na Alemanha; a taxa de desemprego na Grã-Bretanha; produção industrial no Japão; e o total de reservas estrangeiras da China. (com Reuters)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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