Jornal GGN – A oposição protocolou nesta segunda-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro, seu filho Carlos e o ministro da Justiça Sergio Moro.
O pedido foi feito pelo Partido dos Trabalhadores, junto das bancadas do PDT e do PSOL e a Liderança da Minoria devido a notícia dada pelo próprio presidente no último fim de semana de que ele e o filho Carlos se apropriaram de toda a memória dos últimos dez anos da secretária eletrônica da portaria do condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, onde ambos têm residência.
As gravações em questão tratam da visita de Élcio de Queiroz – um dos acusados de matar a vereadora Marielle Franco – ao condomínio no dia do crime, em março de 2018. Élcio visitou o ex-policial Ronnie Lessa, acusado de ter sido o autor dos disparos que mataram Marielle e o motorista Anderson Gomes.
Na notícia-crime encaminhada ao STF, a Oposição diz que tudo indica que os detalhes finais do crime foram discutidos e engendrados no Condomínio onde Bolsonaro e seu filho Carlos têm residência.
A omissão de Sérgio Moro diante da “aberração jurídica” confessada por Bolsonaro é também criticada na notícia-crime, pois se entende que o atual ministro da Justiça age “como um verdadeiro lácio, sabujo, assecla do presidente da República, esquecendo-se das altas responsabilidades do seu cargo”, segundo nota divulgada pelo PT a respeito.
O PT explica que os parlamentares da Oposição denunciam que se trata de crime de responsabilidade no caso do presidente da República e do ministro da Justiça, além de improbidade administrativa tanto para Moro como para Carlos Bolsonaro.
O presidente do STF, Dias Toffoli, também é cobrado pela oposição para que determine busca e apreensão de todo o material apropriado de forma ilegal por Bolsonaro e seu filho, com a realização de perícia para que sejam verificadas eventuais alterações nas provas.
jcordeiro
5 de novembro de 2019 12:23 pmNassif: essa “oposição” não toma tento. Se a Raposa vigia o galinheiro, denunciar pra quem? “Ningué é culpado, pois todos são cúmplices”, como diria Millôr. DaBala até que tem razão, quando tira uma com a cara dos fulanos do JardimBotânico, perguntando “já acharam quem matou Marielle?”. E faz sentido. Se todos os vertígios foram apagados, inclusive (suspeita-se) por parte dos VerdeSauvas, fica a coisa só no blá-blá-blá. E durma com esse barulho. Deixar prá “História”? O Judiciário, o Legislativo e, sobretudo, o Executivo andam e cagam pra História. O que vale são os bolsinhos lotados de moedas fortes, em paraisos fiscais… E quem possivelmente se lasque será o porteiro. Somente ele, porque corda se rompe pelo lado mais fraco.
A “oposição” sabe disso, melhor que eu ou você. Portanto, o foguetório é prá tradicional festividade…
Schell
5 de novembro de 2019 1:26 pmAssim: quando do assassinato da vereadora, nenhum dos bolsonaro era figura de proa na política. Então, como a vereadora estava fazendo belíssimo trabalho e, por isso, arrebanhando novos eleitores, se ela se lançasse candidata à deputada federal, com certeza, seria eleita. De onde sairiam os votos que a elegeriam? Ora, ora e ora, dos votos com que o dito jair vinha se elegendo após passar para os “evangélicos”, pois, a vereadora também era evangélica. Então, com receio de perder sua mamata eleitoreira e, assim, prejudicar as boquinhas livres de seus filhotes-da-ditadura, naquelas circunstâncias, que pensaram os bolsonadas? Pois então, bem que um atentado-assassino viria “bem” a calhar… Então, o trabalho da vereadora contras as milícias, no caso, caiu na famiglia bolsonazi como trabalho contra suas (deles) ideias autoritárias, por isso, o crime… Nada mais, nada menos. O reduto eleitoral a ser atingido não era (só) dos brazão da vida, mas, sim, de todos os bolsonautas. Agora, quem dos três, ou se todos, só uma investigação isenta e republicana seria capaz de comprovar, o que, visto o tempo decorrido e as sacanagens policiais-procuradores, nem pensar…