28 de junho de 2026

Para diretor-geral do Depen, presos paraenses não são torturados – eles se automutilam

Pronunciamento foi feito após divulgação de denúncias de maus tratos em presídios do Pará por parte de agentes federais
Foto: Reprodução

Jornal GGN – As denúncias de tortura e maus tratos no Pará foram feitas sem provas, e os presos têm se automutilado para colocar a intervenção federal em xeque. A afirmação foi feita pelo diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Fabiano Bordignon.

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“As facções não gostaram da nossa presença e eles podem fazer isso, autolesão. O Depen, pelo contrário, está libertando os presos do julgo dos outros presos”, afirma o delegado da Polícia Federal, que ocupa o cargo de interventor a convite do ministro da Justiça, Sergio Moro, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

No último mês, dois relatórios divulgaram detalhes das supostas violações cometidas por agentes do poder público. O primeiro documento é uma ação dos procuradores da República, que pediu o afastamento do coordenador da FTIP (Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária) no Pará, Maycon Cesar Rottava, que chegou a deixar o cargo por decisão cautelar da Justiça, mas retomou o posto após o recurso. Entre as práticas denunciadas, estão o empalamento e perfuração dos pés de presos com pregos.

O segundo relatório foi elaborado pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), que aponta a existência de um “calabouço da tortura” em uma unidade prisional. Essa ala de isolamento mantinha detentos em meio ao esgoto e bebendo água da privada, e agressões com cabo de vassoura e presos com dedos quebrados também são listadas no documento.

Bordignon rebateu os relatórios ao afirmar que nenhum dos documentos fala de torturas e crimes cometidos por presos contra outros presos dentro das unidades que não eram controladas pelo Estado.

“Estão querendo criar um desgaste, com alegações ideológicas, sem fundamento. Quem são as pessoas nas fotos? Você não vai ver celas de primeiro mundo, estamos falando de sistema prisional brasileiro”, disse o diretor-geral do Depen. “Existe um discurso de direitos humanos, discurso de livro, de evento, mas nós estamos fazendo a prática dos direitos humanos: evitar que novas chacinas aconteçam e que as facções comandem”.

Os agentes federais foram enviados ao Pará um mês após a rebelião no Centro de Recuperação Regional de Altamira, que terminou com a morte de 62 presos. Sua presença no estado foi prorrogada até o final de janeiro.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Jus Ad Rem

    11 de novembro de 2019 12:48 pm

    Há um erro no primeiro parágrafo: “preços” no lugar de “presos”.

  2. Carlão

    11 de novembro de 2019 6:38 pm

    O DEPEN é exemplo, tem zero fuga desde que foi criado no Governo Lula, zero índice de entrada de celular e benesses a bandidos (tanto que o PCC executou 3 agentes prisional do depen, para avisar que ja que nao os conseguia corromper, iria partir para a intimidação – “plata o plomo”, como dizia Pablo Escobar), zero índice de comprovação de torturas e praticas do tipo. Os presos ficam isolados em celas individuais, coisa padrão primeiro mundo.
    Aí essa turma que nao bate em preso, nao tortura, nao se corrompe, chega no Pará para botar ordem em um lugar onde os presos e estão se matando e do dia para a noite se converte em sádicos e medievais torturadores.
    So mesmo sendo muito esquerda juvenil de centro acadêmico para acreditar nisso.

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