9 de junho de 2026

Moro fugiu do padrão ao liberar grampo de Lula, mostrava pesquisa interna da Lava Jato

"A questão jurídica é filigrana dentro do contexto maior que é político", concluía Deltan Dallagnol, após visualizar o levantamento interno que comparou outros 8 casos semelhantes

Jornal GGN – A Operação Lava Jato fez um levantamento interno, nunca divulgado, que mostra que a decisão de Sergio Moro de divulgar o grampo do ex-presidente Lula fugiu do padrão adotado pelo ex-juiz de Curitiba. A informação foi compartilhada nas mensagens entre procuradores, obtidas pelo The Intercept Brasil.

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Em 2016, ano do vazamento dos áudios de Lula, o levantamento interno dos procuradores analisou outras 8 investigações aonde também houveram escutas telefônicas, mas somente no caso do ex-presidente Lula os áudios grampeados foram anexados aos autos do processo e liberados ao público, sem nenhum sigilo. Nos demais, a retirada do sigilo havia sido liberada para advogados.

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, em parceria com o The Intercept, em resposta, os procuradores da Lava Jato e o então juiz e hoje ministro da Justiça do governo Bolsonaro afirmaram que discordam daquele levantamento.

“Na Operação Lava Jato, foi adotado como prática o levantamento do sigilo sobre as investigações, tão logo a publicidade do processo não mais oferecesse risco a elas”, se opôs Sergio Moro. “Questionar a publicidade de processos judiciais, três anos depois, além de ser uma tentativa sensacionalista e descontextualizada de revisionismo, revela mera intenção de invalidar sentenças de criminosos”, continuou.

Mas naquela ocasião, entre os procuradores de Curitiba, as conclusões do levantamento teriam gerado “desconforto”, escreveu a reportagem de hoje. Porque o objetivo da comparação com casos semelhantes era justamente encontrar argumentos que ajudassem a defender o então juiz, o que não se conseguiu.

“Não sei até que ponto será útil ou benéfico usar as decisões”, escreveu uma das procuradores da força-tarefa, no grupo de mensagens do Telegram. “Lendo as decisões que PG me mandou não vi em nenhuma delas abertura de sigilo amplo”, escreveu a procuradora Anna Carolina. “A questão jurídica é filigrana dentro do contexto maior que é político”, concluía Deltan Dallagnol.

 

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7 Comentários
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  1. Marcos Videira

    24 de novembro de 2019 10:55 am

    Essa organização criminosa chamada Lava Jato só será extinta e seus membros punidos com o retorno do pleno Estado Democrático de Direito. Mas isto depende da formação de uma Frente Democrática que, parece, está longe de ocorrer.
    Então, continuamos assim: ficamos sabendo de crimes variados, nas variadas instituições, e nada acontece. Ou melhor, acontece no dia seguinte: ficamos sabendo de outro crime, e depois de mais outro e outro…

  2. Paulo José Pessoa

    24 de novembro de 2019 10:59 am

    ACHO bastante importante é de grande repercussão em termos políticos, pricipalmente quando envolve as publicacoes do The Intercept, as quais no meu entendimento refletem perfeitamente a realidade dos fatos que imaginávamos naquela época, com certeza o envolvimento do hoje MF Sérgio Moro

  3. Paulo José Pessoa

    24 de novembro de 2019 11:04 am

    ACHO bastante importante é de grande repercussão em termos políticos, pricipalmente quando envolve as publicacoes envolvimento hoje o Minitro da Justics Sérgio Moro

  4. c p silva

    24 de novembro de 2019 11:26 am

    Não acreditava muito em demônios, mas hoje sei que, se existem, moro e dallagnol os são. Estes caboclos são maildade pura. E o brasil bolsonárico é o resultado disso.

  5. Valdir Carrasco

    24 de novembro de 2019 11:27 am

    Duas perguntas: E por que tanta demora do STF em julgar a parcialidade do cafajeste, parecendo até que se prepara a cafajestice maior de não punirem o vigarista, como se devêssemos nos contentar apenas com a libertação (até não sei quando) de Lula? Afinal, a grande cafajestice da justiça é não punirem juízes cafajestes com cadeia, como se devêssemos nos contentar com pseudo-punições sob a forma de aposentadorias compulsórias com régios ganhos dos cafajestes togados. Isto só cria em nós o sentimento de ódio cada vez maior…mas talvez seja isso mesmo que “nossa” justiça queira. E a segunda pergunta: quando será que vão levar a sério investigações que desmintam que a morte de Teori foi só acidente e, portanto, se descubra quem mandou matá-lo? Afinal, sabemos que o grande beneficiado foi o cafajeste-mor…que pôde continuar delinquindo sob o falso nome “julgando”, pois ele não poderia levar um segundo puxão de orelhas público de Teori…e tal morte foi, para ele, muito conveniente.

  6. peregrino

    24 de novembro de 2019 12:24 pm

    Dos castigos o pior…
    se tornar famoso, mas ser importante apenas para o pior governo que já tivemos

    serás lido na história, Moro, como o juiz que foi recompensado por ter destruído um país

  7. Edson J

    24 de novembro de 2019 4:35 pm

    A reação extremamente raivosa do criminoso só acentua a comprovação do crime.

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