Enquanto o presidente Lula levanta o discurso da soberania e tenta despertar o país para a defesa intransigente da autodeterminação dos povos — um tema que em democracias maduras como o Canadá mobiliza governo, oposição, partidos e imprensa de forma transversal —, o Brasil assiste a um paradoxo em sua comunicação pública.
O episódio mais recente na Venezuela representa um ataque sem precedentes à soberania nacional na América Latina. Sob a tutela direta de Washington após a captura do presidente Nicolás Maduro, a administração interina instalada no país firmou acordos que transferem o controle de reservas petrolíferas estratégicas para os Estados Unidos. Trata-se de uma reconfiguração colonial da matriz energética venezuelana, disfarçada de “acordo histórico”.
Nesse cenário, a reação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) — veículo oficial do Estado brasileiro — revelou uma cobertura distantes da gravidade dos fatos. Ao reproduzir postagens que tratam a medida sob uma ótica meramente informativa e corporativa, focada em “investimentos” e “aumento de produção”, a mídia pública falha em contextualizar o impacto geopolítico e a violação da soberania venezuelana.
A cobertura acrítica de acordos obtidos sob coação internacional enfraquece a própria diplomacia brasileira, gerando uma contradição entre a política externa soberanista defendida pelo Executivo e o conteúdo veiculado pelos canais oficiais de comunicação.

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Fábio de Oliveira Ribeiro
29 de agosto de 2026 6:57 pmO governo Lula tem medo de desafiar o mercado. E agora se recusa a condenar a pirataria petrolífera criminosa de Donald Trump na Venezuela. Isso certamente não estimulará a oposição ao trumpismo nos EUA. Ao contrário, a vacilada brasileira será interpretada como algo terrível, porque os gringos que se opõe a Donald Trump começarão a ter certeza de que o Brasil não irá denunciar com a veemência possível e necessária o golpe de estado que está sendo planejado e cuidadosamente executado pelos trumpistas.
emerson57
29 de agosto de 2026 9:38 pmGrande parte da culpa do sequestro é do governo brasileiro.
Ao não reconhecer o resultado da eleição Venezuelana e, Pior, vetar a adesão da Venezuela nos BRICS o Brasil deu a senha para o assalto ao povo venezuelano.
Conversas mil com o pirata (sim, aquele que toma de assalto os valores de terceiros) que governa o pais do ‘north’ onde não se encontra uma única palavra para condenar o “passa moleque” perpretado contra o pais vizinho.
Melhor não negociar com o cidadão que tem 30% de aprovação de seu povo.
Agora mesmo haverá outra rodada de conversas nosso presidente com quem não respeita a própria palavra, inútil pelo retrospecto das imposição de tarifas e sanções unilaterais contrariando acordos feitos ontem.
Isso não justifica de forma alguma a ausência do representante do povo brasileiro na reunião dos BRICS.
Muito pior, o Brasil de pronto reconheceu a vira casaca venezuelana como legítima: (IA) “Sim, o governo do Brasil reconheceu oficialmente a vice-presidente Delcy Rodríguez como a presidente interina da Venezuela. A decisão foi anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) em janeiro de 2026, na sequência da operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro.”
E ainda falam que temos a melhor diplomacia do mundo.
Imagino a dos outros!
Amanhã seremos nós que seremos invadidos.
Jhonatan
30 de agosto de 2026 11:21 amO que eu mais acho estranho é:
Parece que a maioria dos países, não sabe entender o que o mundo está vivendo, não é só a maior parte da população brasileira, é a maior parte do mundo. É claro que ainda existem pessoas coerentes, mas eu estou vendo e isto é a minha opinião, que o mundo está vivendo uma crise moral que está escalando tanto, que eu acho que o futuro do mundo vai ser desastroso, inclusive em se tratando de guerras, economia, e uma mistura de transformar o errado no certo, que chega ao ponto de podermos imaginar situações como por exemplo: um país invadir outro e ter pessoas aplaudindo isso, ou um país matar a guarda de um político, retirá-lo, levá-lo para outro país, para processa-lo, isso tudo dentro da lei e ter pessoas aplaudindo isso, mas é claro que isso tudo é apenas uma imaginação. Afinal de contas, quem poderia legalmente, invadir outro país, matar dezenas de pessoas e ainda levar embora um político?
Pareceria um filme.
Jhonatan
30 de agosto de 2026 12:14 pmO que eu acho estranho é:
Parece que o mundo não está entendendo o que está acontecendo no mundo, não é só a maior parte da população brasileira é a maior parte do mundo. Acho que o mundo está vivendo uma crise moral, que está escalando tanto que, que o futuro do mundo vai ser desastroso, inclusive em relação a guerras, economia e uma mistura de transformar o errado em certo, em que chega ao ponto de podermos imaginar situações, em que um país invade outro e ter pessoas aplaudindo, ou um país dentro da lei, invadir outro país, matar a guarda de um político e pegá-lo, levá-lo para outro país para processa-lo e ter pessoas aplaudindo. É claro que é só uma imaginação. Afinal de contas quem poderia dentro da lei, invadir outro país, matar dezenas de pessoas e prender um político e levá-lo para processa-lo?
Pareceria um filme.
Silvio Torres
31 de agosto de 2026 6:36 amO nome antigo disso aí é “gillette press”. Atual control C / control V. Estatais cabides de emprego cheias de gente que copia rapidamente o que tem na internet (G1, UOL) e volta logo pro celular. O trabalho de pensar e executar estrategicamente a comunicação de uma estatal desse porte deveria estar em mãos bem escolhidas e qualificadas. Mas…
José Geraldo Resende
31 de agosto de 2026 5:17 pmCaro Nassif, o que em jogo é a marcha cada vez mais evidente do 4º reich nazifascista comandado pelo Trumpismo e potencialmente mauito pior que o 3º de Hitles, Mussulini e cia, pois com um poder bélico e comunicacional muito maior, mas infelizmente nossas esquerdas tal com o PC Alemão na decada de 30 não consegue perceber o tamanho do problema, até chegarem ao ápce do poder e aí terão que ser removidos, mas o custo em vidas e econômico serão abissais. Mas… não adianta falar.