29 de agosto de 2026

Nepal tem quase 3 mil desaparecidos após colapso glacial e enchentes

Número de mortos chega a 682 em Nepal e Tibet; país pede ajuda internacional para identificar vítimas, reconstruir pontes e resgatar pessoas presas em túneis
Foto: Nepal Red Cross Society

Quase 3 mil pessoas estão desaparecidas após o colapso de geleira e enchentes no Nepal e Tibet.
Ao menos 689 mortos foram confirmados entre Nepal, Tibet e Índia devido à tragédia.
Nepal solicita ajuda internacional para resgate, reconstrução e identificação de corpos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O número de pessoas desaparecidas após o colapso de uma geleira no Himalaia e as consequentes enchentes no Nepal e no Tibet chegou a quase 3 mil, enquanto as operações de busca e resgate continuam em meio a condições climáticas adversas e à destruição de estradas, pontes e instalações de infraestrutura.

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Segundo a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal, pelo menos 675 pessoas morreram no país. Outras sete mortes foram confirmadas no Tibet por veículos estatais chineses. Na Índia, sete corpos foram recuperados em rios que recebem águas provenientes do Nepal e são considerados possíveis vítimas das enchentes.

Desta forma, o número confirmado de vítimas fatais chega a 689 pessoas, considerando Nepal, Tibet e os corpos encontrados na Índia, embora as autoridades ainda estejam investigando a origem de parte das vítimas.

Entre os desaparecidos no Nepal estão 517 estrangeiros e 933 trabalhadores de projetos hidrelétricos instalados ao longo do rio atingido pela torrente. Também há dezenas de integrantes das forças de segurança desaparecidos: 45 soldados do Exército nepalês e 40 policiais.

A dimensão econômica da tragédia também começa a aparecer. Segundo o The Guardian, o ministro das Finanças do Nepal, Swarnim Waglé, estima que o país poderá precisar de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões para a reconstrução, embora o levantamento dos prejuízos ainda esteja em andamento.  A Cruz Vermelha calcula que mais de 90 mil pessoas foram afetadas pela catástrofe.

Nepal pede ajuda especializada para identificação e resgate

Diante da dimensão da destruição, o governo nepalês passou a solicitar assistência estrangeira em áreas específicas. Entre as necessidades estão a reconstrução de vias de transporte e comunicação, a identificação dos corpos, realização de exames de DNA por conta do estado de decomposição de alguns corpos, armazenamento prolongado de cadáveres e resgate de pessoas presas em túneis.

O Nepal também pediu a Índia e China a construção de pontes Bailey, estruturas metálicas provisórias para restabelecer o trânsito em regiões onde cerca de duas dezenas de pontes foram destruídas.

A Índia já enviou aproximadamente 60 toneladas de materiais de emergência, incluindo alimentos, medicamentos, cobertores e produtos para purificação de água. O país também enviou uma equipe especializada em resgate de túneis. A China, por sua vez, deslocou cinco especialistas do Tibet para auxiliar nas operações em território nepalês.

Um dos principais focos das equipes está em Rasuwa, onde mais de 100 pessoas ficaram presas dentro de um túnel de uma usina hidrelétrica. Mais de 350 pessoas já haviam sido retiradas do local, segundo as autoridades nepalesas, mas as operações seguem consideradas extremamente arriscadas. As buscas chegaram a ser interrompidas devido à chuva e ao nevoeiro, mas foram retomadas depois da melhora das condições meteorológicas.

A tragédia começou depois que uma grande massa de gelo se desprendeu na região do Parque Nacional de Langtang, no Himalaia, desencadeando uma enorme corrente de água, lama, pedras e gelo que avançou pelos vales e sistemas fluviais. A força da enxurrada destruiu comunidades, usinas hidrelétricas, estradas e pontes e atingiu também a passagem fronteiriça de Gyirong, entre China e Nepal. As informações são do The Guardian

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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