Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Filipe Rodrigues
29 de setembro de 2014 3:02 amNeoliberais não aprendem e por isso estão sendo rejeitados!!!
A oposição no Brasil tenta resgatar as bandeiras de um duro ajuste fiscal, cujas consequências são recessão (desemprego, iniquidade social, enfraquecimento das relações trabalhistas, aumento da miséria, etc). Essas medidas nunca deram certo no Brasil/América Latina nos anos 90 e atualmente são um fracasso na Europa.
A direita sofre hoje em dia o que a esquerda passou nos anos 80, quando se sentiu obrigada a abandonar o Stalinismo e reformar o ideário socialista, alguns tiveram sucesso (PT, Chavismo, Evo, Mujica, etc) e outros abandonaram completamente aderindo a chamada 3ª via neocapitalista, neoconservadora (PSDB, PPS, etc).
Apesar da negação a política existe uma diferença clara entre os programas de governo da situação e oposição, tema abordado que causou muita discussão no blog depois de um publicação do Nassif: https://jornalggn.com.br/noticia/e-preferivel-um-aecio-na-mao-que-duas-marinas-voando
As pessoas podem até achar engraçada minha comparação mas, a direita deveria aprender com o futebol:
No velho continente, enquanto a União Européia é arrasada pelas políticas recessivas do BC, por outro lado quem segue o ideário keynesiano vence até Copa do Mundo.
O título mundial da Alemanha não foi um bilhete premiado, além da preparação, organização, planejamento, chama atenção importantes e ousadas medidas existentes no futebol alemão:
– Na Alemanha, os magnatas donos de clubes (sheik árabe, bilionário russo, etc) são proibidos de atuar no futebol do país, até parecido com o Brasil (só que com mais profissionalismo), dirigentes sérios e maior participação dos sócios na vida do clube;
– Os clubes alemães priorizam a base e formação de jogadores, com isso há menos importação de jogadores estrangeiros em comparação com outras grandes ligas européias;
– Fair Play Financeiro: existe um limite de gastos com contratações que os clubes podem fazer, como o Bayern é o único clube gigante do país isso ajuda os demais times pequenos/médios competirem de igual pra igual e se desenvolverem;
Outro exemplo bem sucedido é o Barcelona, melhor equipe do planeta há pouco tempo, também se destaca por ser um clube sem dono, que se dá o luxo de recusar patrocínio na camisa e investe na formação de novos jogadores, a seleção da Espanha campeã mundial em 2010 tinha o clube como cedente da maioria de seus campeões (como se fosse um Barcelona sem Messi). No Barça de 2010/11, 8 ou 9 jogadores eram espanhóis, um clube que nada totalmente contra a corrente do continente e por isso é bem sucedido.
Em entrevista recente no Brasil, o ex-craque alemão Paul Breitner, por coincidência um ex-simpatizante do Maoísmo (provando que na política é possível se reciclar) afirmou o que estou dizendo: “Inglaterra (inventores) e Brasil (reinventores) são atualmente os maiores símbolos de decadência no futebol”. Assistam a entrevista exibida antes da Copa (Abril) que acabou sendo um premonição do que aconteceria: http://www.youtube.com/watch?v=H1Sp12LdUh8
Eis os fracassos do neoliberalismo no futebol:
Brasil: Até possui grandes talentos, mas infelizmente virou um mero exportador para o exterior (na economia seria comparado com uma tese de Celso Furtado sobre os grandes ciclos históricos da matéria-prima), sem talento não há espetáculo no futebol nacional, mudar a lei do passe beneficiando o clube formador passa a ser urgente.
Durante a Copa, o comentarista PVC citou algo relevante: “em 1994 dos 22 Tetracampeões 11 jogavam no Brasil e 11 no exterior, em 2002 eram 13 nacionais e 10 estrangeiros entre os Pentacampeões. Com isso assino embaixo: “Enquanto o Brasil tiver a maioria de seus jogadores no exterior nunca mais seremos campeões mundiais”.
Além dos problemas já conhecidos (corrupção na CBF, estilo de jogo, calendário, etc), irrita a postura colonialista de parte de nossa imprensa em insistir no sistema de pontos corridos por ser adotado na Europa. Os pontos corridos até dariam certo nos estaduais, mas no Brasileirão mostrou ser um fiasco.
Inglaterra: Apesar de ter uma das melhores e mais disputadas ligas de futebol, o futebol inglês não se beneficia em nada dessa condição, a maioria dos jogadores que atuam no milionário campeonato vem do exterior. Isso explica o fiasco da seleção inglesa na Copa, estilo de jogo burocrático e equipe envelhecida que pouco se renovou.
Apesar de todas as críticas a FIFA, Blatter tentou adotar o sistema 6+5, os clubes poderiam iniciar a partida com no mínimo 6 jogadores aptos a vestir a camisa da seleção nacional e no máximo 5 estrangeiros. A medida foi duramente boicotada pela UE, provando mais uma vez ser uma instituição que existe para defender o capital usando a desculpa da livre-circulação de pessoas (Se fosse verdade, qualquer africano poderia ir para a Europa sem precisar estar ilegal).
Depois os europeus não entendem o avanço da extrema-direita, esse é o modelo que a Marina Silva sonha em adotar no Brasil, o risco é que depois de eleger a Marina, os brasileiros elejam um Bolsonaro.
Diogo Costa
29 de setembro de 2014 3:31 amPrognósticos eleitorais na reta final
ATIPICIDADES DO ATUAL CENÁRIO ELEITORAL BRASILEIRO – Em seis dias chegará finalmente a hora da verdade no pleito de 2014. Não se pode compreender o cenário desta eleição sem voltar um pouco no tempo para entender as circunstâncias que nos levaram até aqui.
O ano de 2012 marcou o pontapé inicial na estratégia da oposição tradicional (‘grande mídia’, PSDB, DEM e PPS). Em maio deste ano o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, inventou uma estória a respeito de um encontro que teve com Lula no escritório particular do ex Ministro Nelson Jobim.
Disse o ministro nomeado por FHC que Lula havia sugerido que o julgamento da AP 470 não deveria ser feito de forma simultânea com o processo eleitoral municipal de 2012 (o que em si não teria nada de mais). A “denúncia” premeditada com fins escusos e eminentemente político-partidários foi prontamente rechaçada por Lula e Nelson Jobim.
No entanto o aparato oligopólico de mídia conseguiu o seu intento a partir deste factoide. Ou seja, conseguiu que o então presidente do STF, Carlos Ayres Britto, finalmente marcasse a data do julgamento para o dia 02 de agosto, no meio do processo eleitoral, como queriam os inimigos de Lula e do PT.
A partir de 02 de agosto, e durante intermináveis 04 meses e meio (até o dia 17 de dezembro de 2012), teria lugar no Brasil um abominável e inédito processo de linchamento pirotécnico contra os réus da referida ação. O linchamento teve como alvo preferencial, como não poderia deixar de ser, as grandes e históricas figuras públicas do Partido dos Trabalhadores.
Do ponto de vista jurídico-político esse julgamento caiu como uma bomba na cabeça dos réus petistas. Mas do ponto de vista partidário as movimentações políticas visando 2014 começaram antes até deste referido julgamento.
O governador de Pernambuco na época, Eduardo Campos, começaria no pleito de 2012 a sua estratégia de montar uma “terceira via” política. Para tanto ele se movimentou e conduziu o PSB para um afastamento do PT em algumas cidades importantes, onde havia uma histórica aliança entre estes partidos.
O caso mais notório dessa estratégia de distanciamento do PSB em relação ao PT foi o da disputa da cidade do Recife, que há 12 anos estava sob controle do PT. No mês de junho de 2012, quando Eduardo Campos rompeu com o PT pernambucano e lançou Geraldo Júlio para a prefeitura teve início a ruptura maior que o tempo haveria de confirmar.
Da mesma forma que se afastou do PT, Eduardo Campos costurou e amplificou as alianças diversas com o PSDB nas eleições municipais de 2012 (o PSB e o PSDB tinham alianças municipais e estaduais anteriores ao pleito deste ano, inclusive). O caso mais importante onde essa estratégia foi aplicada aconteceu em Belo Horizonte onde o prefeito Márcio Lacerda, em busca da reeleição, derrotou por estreita margem o candidato petista, Patrus Ananias.
Em dezembro de 2012 FHC lançou Aécio Neves para a presidência da república. Eduardo Campos negaria essa pretensão até outubro de 2013.
Durante todo o ano de 2013 a oposição tratou de buscar uma ruptura do PSB com o bloco de apoio ao governo, além de incentivar a candidatura presidencial de Eduardo Campos. Ao fim e ao cabo conseguiram. Mas a estratégia da oposição nunca foi somente esta. Sempre souberam eles que seria muito importante lançar o maior número de candidaturas possíveis contra a reeleição de Dilma Rousseff. Trabalhariam com afinco neste sentido até junho de 2014.
Dentro dessa estratégia de lançar inúmeras candidaturas contra o PT, a ‘grande mídia’ tratou de endeusar Joaquim Barbosa e de tratá-lo como um dos postulantes ao Palácio do Planalto até o dia 05 de abril de 2014 (prazo final para a desincompatibilização e filiação de magistrados).
Outra ponta dessa estratégia era garantir a candidatura de Marina Silva, que em fevereiro de 2013 começou a coleta de assinaturas para criar um partido que poderia finalmente chamar de seu, no caso, a Rede Sustentabilidade. Essa estratégia foi anulada por incompetência pura e simples de Marina e de seus aliados que em 08 meses não conseguiram juntar sequer as 490.000 assinaturas necessárias para oficializar a novel legenda.
Para não ver naufragar completamente a tese das múltiplas e viáveis candidaturas oposicionistas, ainda conseguiram convencer Eduardo Campos e Marina Silva a assumir um casamento de fachada na data limite para tanto (05 de outubro de 2013).
Marina filiou-se no PSB e essa decisão, tomada há quase 01 ano, é que está salvando a oposição de sofrer a sua maior derrota em todos os tempos para o PT.
No meio de tudo isto ainda houve a questão do junho de 2013. As manifestações começaram logo após a virulenta repressão da PM de São Paulo, comandada há 20 anos ininterruptos pelo PSDB, contra um protesto do MPL em 06 de junho. A revolta foi crescendo e se alastrou por quase todo o Brasil até chegar ao seu ápice no dia 20 de junho.
Não se trata agora de analisar de forma aprofundada este fenômeno, mas sim de compreender que a brutal instrumentalização midiática que foi feita a partir dele atingiu em cheio, tal e qual a AP 470, o Partido dos Trabalhadores. Note-se que a AP 470 sequer arranhou a popularidade de Dilma Rousseff, em compensação as manifestações de junho de 2013 derrubaram momentânea, abrupta e fortemente o apoio popular ao seu governo.
Chegamos enfim ao ano de 2014 e em abril se dissipou toda e qualquer ideia de candidatura de Joaquim Barbosa. O cenário eleitoral se delineou com apenas 03 candidaturas viáveis eleitoralmente (Eduardo Campos, Aécio Neves e Dilma Rousseff). Bom para o governo federal e ruim para a oposição.
Passada a breve digressão, passemos ao cenário eleitoral em si.
As duas últimas pesquisas feitas pelo Datafolha antes da morte de Eduardo Campos mostraram Dilma Rousseff rigorosamente no mesmo patamar, com 50% dos votos válidos. A eleição de 2014, para surpresa dos que pouco entendem de política, se encaminhava para uma reeleição tranquila de Dilma.
E então veio a tragédia que provocou uma comoção nacional. No dia 13 de agosto de 2014 o candidato presidencial do PSB, Eduardo Campos, morreu num acidente de avião na cidade de Santos, no Estado de São Paulo.
Uma eleição que até então, diga-se de passagem, estava absoluta e rigorosamente favorável para a manutenção de Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, como atestavam as duas pesquisas feitas pelo Datafolha desde o início da campanha em 05 de julho.
O que parecia ser uma volta olímpica da situação de uma hora para outra se tornou uma dura e renhida batalha.
Marina Silva ressurgiu das cinzas da insignificância e da incompetência (sequer conseguiu fundar o seu próprio partido) para virar do avesso as expectativas eleitorais. Ela se beneficiou duplamente do novo cenário político.
Em primeiro lugar a comoção causada pela morte de Eduardo Campos a catapultou de forma fulminante na disputa. E em segundo lugar Marina Silva deixou de ser alvo da oposição e da situação desde outubro de 2013, quando se viu que ela não seria candidata. Ficou, portanto, de outubro de 2013 até 13 de agosto de 2014 pairando acima das contendas políticas enquanto Dilma, Aécio e Eduardo Campos estavam se engalfinhando no ringue há muito e muito tempo.
Marina entrou lépida e fagueira no meio da campanha, beneficiada pela preservação política de quem havia submergido e beneficiada pela comoção de uma tragédia. Fosse Marina Silva a candidata do PSB desde o início e a sua aura já teria sido quebrada (como vem sendo agora). Como não era, se preservou e conseguiu subir de forma meteórica.
Passada a tragédia o que vimos foi o Datafolha colocar Dilma Rousseff e Marina Silva empatadas na intenção de votos (39% dos votos válidos) quando se contavam apenas 16 dias da morte de Eduardo Campos (no segundo turno a vantagem de Marina foi marcada em 10 pontos percentuais para cima de Dilma).
A partir deste ápice “marinístico”, ocorrido no dia 29 de agosto de 2014, todos os levantamentos do Datafolha mostraram a queda gradual e constante de Marina e a subida também gradual e constante de Dilma tanto no primeiro quanto no hipotético segundo turno da disputa. Chegamos nesta toada até o cenário atual, de franca recuperação de Dilma e de queda da moça lá do Acre.
O Datafolha nos diz que Dilma tem hoje 45% dos votos válidos. Não é de forma alguma um patamar surpreendente visto que nas duas pesquisas anteriores ao falecimento de Eduardo Campos a presidenta ostentava a excelente marca de 50% dos votos válidos.
A verdade é que se a tragédia que abateu Eduardo Campos tivesse ocorrido um mês antes, lá por meados de julho, Marina Silva não teria a mínima condição de romper com a polarização PT x PSDB. O pouco tempo em que ela figurou como candidata presidencial foi um ponto a seu favor pois impediu que o transcorrer normal do debate a fizesse derreter a tempo de ser superada por Aécio Neves.
Como o que importa são os fatos, não há que se tergiversar. Marina Silva foi beneficiada pela comoção de uma tragédia? Sim. Foi beneficiada por ter entrado totalmente preservada e livre de críticas no meio e não no início da campanha? Sim. Mas isso agora pouco importa. Foi o que aconteceu e é em cima disto que se deve trabalhar.
É inegável que Dilma Rousseff se recupera fortemente, que a candidatura de Marina está em queda e que Aécio Neves está subindo ligeiramente. O que acontece é que não há mais um mês de campanha, mas sim apenas uma semana. Penso que as curvas de intenções de votos dos candidatos não irão se modificar e defendo a tese de que há uma grande possibilidade de haver um segundo turno.
Este hipotético segundo turno seria entre Dilma Rousseff e Marina Silva, alijando o PSDB da polarização que durou 20 anos. E penso desta forma apenas porque temos só uma semana até a votação. Se tivéssemos duas semanas a grande possibilidade seria a de vitória de Dilma Rousseff já no primeiro turno e a de aproximação ainda maior entre Marina e Aécio.
Dilma entrará no segundo turno com muita força, numa crescente política. Marina, ao contrário, entrará no segundo turno em linha descendente. Isto faz muita diferença em qualquer disputa.
Além disso, e apesar do senso comum que diz que “segundo turno é outra eleição”, a experiência histórica nos mostra que jamais houve uma virada em eleições presidenciais no Brasil.
Mesmo no campo das eleições estaduais as viradas não são uma constante. Tivemos até hoje 79 segundos turnos em disputas estaduais e apenas 22 viradas. Entre estas 22 viradas estaduais, apenas 04 ocorreram quando a diferença do primeiro para o segundo colocado no primeiro turno foi superior aos 10% de votos válidos. Em apenas uma oportunidade (entre as 22) houve uma virada quando a diferença do primeiro para o segundo colocado no primeiro turno da disputa estadual foi superior a 13% dos votos válidos.
Ou seja, mesmo as viradas estaduais são uma minoria. E são uma ínfima minoria quando a diferença entre os postulantes é superior aos 10% de votos válidos. A única virada que houve quando a diferença entre os postulantes ficou acima de 13% dos votos válidos demonstra bem o caráter excepcional deste acontecimento.
A grande batalha deste pleito de 2014, o grande cabo de guerra entre situação e oposição foi disputado em torno dos percentuais de votos válidos de Dilma no primeiro turno. Era e é de fundamental importância para a oposição conseguir fazer com que Dilma tenha um baixo percentual de votos no primeiro turno. Essa batalha Dilma já venceu.
Nas campanhas vitoriosas do PT em 2002, 2006 e 2010, os votos válidos conquistados pela legenda nos respectivos primeiros turnos ficaram entre 46 e 48%. Tudo indica que Dilma vai ficar exatamente nessa média no pleito atual e isto representa uma doída derrota na estratégia oposicionista de desgaste permanente de Dilma e do PT.
Essa estratégia simplesmente não deu certo e o hipotético segundo turno, como já vimos, não deverá trazer grandes surpresas mas sim confirmar a reeleição de Dilma Rousseff.
Sem querer dar uma de adivinho, mas tentando ser isento e analisar as oscilações dos postulantes, termino colocando os percentuais que imagino que veremos na apuração de 05 de outubro.
Desde 10 de setembro e também em 24 de setembro defendi que estes percentuais de votos válidos acabariam sendo o retrato aproximado do primeiro turno de 2014. Faltando apenas seis dias para o pleito, mantenho a avaliação:
-Dilma Rousseff: 47%;
-Marina: 28%;
-Aécio Neves: 22%;
-Outros: 03%.
A conferir.
NICKNAME
29 de setembro de 2014 4:57 amMarina Silva desorganiza e deseduca a sociedade diz Luiza Erundi
[video:http://www.youtube.com/watch?v=sOzIm6bHuUo align:center]
Claudio.SJ
29 de setembro de 2014 1:05 pmUma imagem vale por mil palavras
Notívago
29 de setembro de 2014 5:54 amDo que a Globo é a favor eu sou CONTRA, e zefini

Sugestão de amigo navegante Tale Johnny, no Facebook do C Af
jns
29 de setembro de 2014 8:36 amTraírands
Meet the Campaign Advisors: A Special Brazil Forum Series – A Conversation with Mauricio Rands
Friday, September 26, 2014 – 9:00am to 11:00am
9:00 a.m. Registration and Networking Breakfast
Join us for an in-depth conversation with Mauricio Rands, campaign advisor for Marina Silva’s Socialist Party (PSB). Learn more about Marina Silva’s political platform and Mr. Rands’ work on the Brazilian presidential campaign. This event will also be webcast here from 9:30 a.m. to 11:00 a.m. the day of the event, Friday, September 26, 2014. If you’re unable to join us in person here at the Chamber, please return to this webpage on Friday for the live feed.
Webcast
The livestream will start 10 minutes before the program is scheduled to begin
Confira a fala do Traírands no Brazil-U.S. Council
A partir de 0:08:00 no vídeo com duração de 1:33:18 aquí:
https://www.uschamber.com/event/meet-campaign-advisors-special-brazil-forum-series-conversation-mauricio-rands
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Marina vai aos Estados Unidos em busca de novas alianças comerciais
O coordenador do programa de governo de Marina comentou que a candidata, uma ambientalista de trajetória internacional, poderia ser uma aliada do presidente americano, Barack Obama, em favor das energias limpas
Correio Braziliense | France Presse ! 26/09/2014
A candidata à presidência Marina Silva, do PSB, explora novos laços com os Estados Unidos, na visita nesta sexta-feira (26/09) a Washington acompanhada de um de seus assessores, que defendeu a possibilidade de alianças comerciais e energéticas entre os dois países. O Brasil terá uma “política externa muito aberta para desenvolver os laços com os Estados Unidos”, se Marina ganhar as eleições, prometeu seu coordenador de Programa de Governo, Mauricio Rands, à plateia composta por empresários.
Segundo Rands, “há uma grande possibilidade para integrar os dois países” em áreas como energia, tecnologia e investimento, retomando a ideia de um tratado de livre comércio entre os dois países. “Devemos nos esforçar seriamente em um tratado de comércio e investimentos com os Estados Unidos”, afirmou Rands, que copresidiu, quando deputado, o grupo parlamentar Brasil-Estados Unidos. Enquanto outros países da região “celebram outras alternativas”, como a Aliança do Pacífico, e o Mercosul se encontra “estancado”, o Brasil deve combinar acordos multilaterais com iniciativas regionais e bilaterais, completou.
Rands comentou também que a candidata, uma ambientalista de trajetória internacional, poderia ser uma aliada na cruzada do presidente americano, Barack Obama, em favor das energias limpas. Marina “ajudará nos esforços do governo Obama nos Estados Unidos para impulsionar uma melhor política energética no planeta”, disse Rands à imprensa. “Isso terá um impacto muito positivo na luta contra a mudança climática”, insistiu.
Para o assessor de Marina, o Brasil deve “atacar as raízes da falta de competitividade” de um modelo que se esgotou. O país também precisa mudar as políticas macroeconômicas, com maior transparência nos gastos públicos, credibilidade das estatísticas oficiais e independência do Banco Central.
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Candidatura de Marina aposta na aproximação com os Estados Unidos
Coordenador do PSB defende “esforços” por um tratado comercial entre Washington e Brasília
JOAN FAUS | Washington | 27 de Setembro de 2014
Candidata à presidência Marina Silva / SERGIO MORAES (REUTERS)
A candidatura de Marina trouxe nesta sexta-feira a Washington seu discurso de mudança em meio à acirrada campanha presidencial brasileira. Maurício Rands, um dos coordenadores do programa da candidata do Partido Socialista Brasileiro (PSB), defendeu uma atitude “mais construtiva” do Governo brasileiro para com os Estados Unidos e a promoção de medidas que atraiam mais investidores estrangeiros ao gigante sul-americano. Nem o lugar nem o contexto eram casuais. Rands participou de um colóquio em um fórum empresarial em um momento em que as relações entre Washington e Brasília ainda não recuperaram de todo a confiança abalada há um ano pela revelação de que os EUA espionaram a presidenta brasileira Dilma Rousseff.
O coordenador conhece bem a realidade norte-americana. Durante seu período como deputado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), entre 2003 e 2012, fez parte do grupo Brasil-EUA e levou à Câmara um projeto para eliminar a dupla tributação entre os dois países. Nesse período visitou os EUA. Também visitou o país durante o ano e meio – até que se demitiu de todos seus cargos e deixou o PT, em 2012 – em que foi secretário de governo do estado de Pernambuco, no executivo de Eduardo Campos. O ex-governador era o candidato do PSB nas eleições de 5 de outubro, mas sua morte em agosto levou Marina, até então candidata a vice, a substituí-lo.
Com essa bagagem, Rands levou a mensagem de “mudança de atitude” de Marina a um público de peso reunido no Conselho Empresarial EUA-Brasil, integrado por representantes de grandes empresas de ambos os países e de órgãos do Governo Obama, com quem não tinha prevista nenhuma reunião durante sua visita.
Rands fez um discurso conciliador na esfera diplomática e próximo das demandas da comunidade empresarial norte-americana com interesses no Brasil. A maior delas é a promoção de um tratado de livre comércio entre a primeira e a sétima economia mundial, cujo intercâmbio comercial não parou de crescer nos últimos anos. O ex-deputado apostou em “esforços” para chegar a esse tratado, admitiu que não seria simples, mas se mostrou confiante de que uma nova liderança em Brasília o facilitaria.
Rands falou de uma “margem” ampla de avanço nas relações entre os dois gigantes. Traçou paralelismos entre Obama e Marina. “As duas campanhas eram sobre mudança e esperança”, destacou depois à imprensa, antes de lembrar que a candidata do PSB seria a primeira presidenta negra do Brasil, como Obama foi nos EUA. E, embora tenha dito que entende o mal-estar de Dilma com o escândalo de espionagem, pediu “maturidade” para recompor as relações com Washington.
No terreno econômico, lembrando pontos do programa de Marina, defendeu a simplificação de impostos, a eliminação da burocracia e, de modo geral, maior abertura da economia brasileira, que tem perdido impulso nos últimos anos. No campo diplomático, disse que, se for eleita presidenta, a ex-líder ambientalista impulsionaria uma política externa “muito aberta” porque o Brasil pode desempenhar um “papel maior” nas grandes questões mundiais, mais distanciado do multilateralismo de Dilma e propenso a acordos regionais e bilaterais.
Nesse sentido, lamentou que Dilma, em seu discurso de quarta-feira na Assembleia Geral da ONU, parecesse “mais preocupada” com assuntos domésticos que globais. Criticou que o Brasil não tenha aderido aos “esforços” contra o terrorismo internacional, mas evitou especificar se se referia à coalizão contra o Estado Islâmico. Apesar da nova retórica, contudo, insistiu na necessidade de uma reforma nas organizações de governança mundial para dar acesso às nações emergentes e admitiu que o papel global do Brasil é limitado.
http://brasil.elpais.com/brasil/2014/09/27/politica/1411769182_291627.html
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O BEIJA-MÃO É ANTIGO
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Quarta-feira, 27 de junho de 2012
Agenda extra do secretário Maurício Rands nos EUA
O secretário do Governo, Maurício Rands, cumprirá agenda extra nos Estados Unidos. Em Washington, o secretário apresentará uma palestra sobre Pernambuco no Centro para o Progresso das Américas e terá reuniões com o Departamento de Estado americano, que é o equivalente ao ministério das relações exteriores de outros países. Depois, na Filadélfia, Maurício Rands vai a uma reunião com a Business Comunity e com o cônsul do Brasil, Luiz Felipe Seixas Correa. Por fim, o gestor desembarca em Pernambuco na próxima segunda-feira.
Governador vai aos EUA receber prêmios da ONU
O governador Eduardo Campos recebe nesta segunda-feira (25), nos Estados Unidos, o Prêmio das Nações Unidas de Serviço Público (UNPSA). O evento será realizado na sede da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.
A Secretaria do Governo, que faz a relação internacional de Pernambuco com órgãos externos, está sendo representada pelo secretário Maurício Rands. Agendas paralelas de reuniões com instituições privadas estão ocorrendo desde a semana passada e devem se estender mesmo após a volta do governador, prevista para acontecer na próxima quarta-feira.
Eduardo vai receber dois prêmios de uma só vez. Os seminários do Todos por Pernambuco foram escolhidos pela ONU como exemplo de “promoção da participação na construção de políticas públicas através de mecanismos inovadores“. Já o Chapéu de Palha Mulher venceu a categoria “promoção da inclusão de gênero nos serviços públicos”.
O governador embarcou à 01p7 deste domingo no voo inaugural Recife-Panamá da Copa Airlines. Ainda no domingo, seguiu para Nova Iorque, onde deve ficar até a terça-feira e chegar ao Recife no dia seguinte pela manhã. Além da primeira-dama, Renata Campos, participam da cerimônia na ONU os secretários Cristina Buarque (Mulher) e Alexandre Rebêlo (Planejamento e Gestão). O ex-secretário Geraldo Júlio também estará em Nova Iorque. Secretário de Planejamento e Gestão na primeira administração, ele foi um dos principais responsáveis pela implantação do Todos por Pernambuco.
Do blog do Maurício Rands
[video:http://youtu.be/ONAV8r7SiYM width:600 height:450]
alexis
29 de setembro de 2014 10:09 amTRAIRINA SILVA!
TRAIRINA SILVA!
Marly
29 de setembro de 2014 6:07 pmOsmarina que nos envergonha!
Antecpando-se e indo pedir a bênção do grande irmão! A mídia não divulga! E muitos dos que pretendem votar nessa marionte, não sabem que ela está literalmente de joelhos para o país mais dominador desse nosso mundo! Socorro!!!!
Assis Ribeiro
29 de setembro de 2014 8:58 amBrasil tem sete entre 500
Brasil tem sete entre 500 maiores empresas do mundo, aponta ‘Fortune’
Petrobras é primeira entre brasileiras, mas caiu da 25ª para a 28ª posição. Wal-Mart recuperou posto de maior empresa do mundo.
Sete das 500 maiores empresas do mundo são brasileiras, segundo ranking da revista “Fortune”. A Petrobras é a primeira entre as brasileiras, na 28ª posição, com faturamento de US$ 86 bilhões. A empresa, no entanto, aparece três posições abaixo do ranking de 2013, quando era a 25ª da lista.
Depois de perder o posto no ano passado, o Wal-Mart retomou a liderança do ranking, com faturamento de US$ 476 bilhões, desbancando a petroleira Royal Dutch Shell, que caiu à segunda posição após uma queda de 4,6% nas vendas.
Entre as dez maiores empresas da lista feita pela “Fortune”, cinco são petroleiras. Além da Shell, aparecem ainda as chinesas Sinopec (3º) e China National Petroleum (4º), Exxon Mobil (5º) e British Petroleum (6º). Completam as “top ten” a empresa chinesa de energia State Grid (7º), as montadoras Volkswagen (8º) e Toyota Motor (9º) e a mineradora suíça Glencore (10º).
No Brasil
No segundo lugar entre as nacionais está o Banco do Brasil, em 125ª na lista geral. Outros dois bancos aparecem na sequência: Itaú Unibanco (138º) e Bradesco (203º). Vale (218º), JBS (251º) e Ultrapar (430º) completam a relação de empresas brasileiras no ranking das 500 maiores.
Em 2013, a lista tinha oito empresas brasileiras. O Grupo Pão de Açúcar, que aparecia em 449º lugar, não foi citado neste ano.
Várias empresas perderam posições em relação ao ano anterior: em 2013, o BB era 116º na lista; Bradesco, 168º; Vale, 210º; e Ultrapar, 420º. O JBS permaneceu na mesma posição. O Itaú, por sua vez, não estava no ranking, mas sua controladora, Itaúsa, aparecia em 366º lugar.
http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2014/07/brasil-tem-sete-entre-500-maiores-empresas-do-mundo-aponta-fortune.html
Claudio.SJ
29 de setembro de 2014 10:02 amJornal em São José dos Campos faz campanha para o PSDB
Jornal em São José dos Campos faz campanha descarada para o PSDB. Clique no link e veja:
http://www.digitalflip.com.br/ovale/flip/
http://www.ovale.com.br./
IV AVATAR
29 de setembro de 2014 10:36 amCrescimento econômico com distribuição de renda x neoliberalismo
Comentário de Roberto São Paulo ao post “A aposta furada no choque na economia”
Crescimento econômico com distribuição de renda
Os grupos econômicos e economistas que apoiam Marina Silva, como o Itaú são os mesmos que até ontem apoiavam a oposição PSDB e defendem a prática do neoliberalismo econômicos, os mesmos que acabaram com o monopólio do petróleo no Brasil, privatizaram várias estatais no governo FHC, e tentaram privatizar os bancos públicos e a Petrobras
O neoliberalismo econômico pode até ser menos perverso em países mais desenvolvidos, onde quase todos tem acesso a renda acima dos US$ 2 mil mensais, a moradia, a educação pública ou privada, acesso a compra de bens duráveis e a viagens internacionais, mas não em um país com enorme concentração de renda como o Brasil, onde o neoliberalismo econômico seria perverso e cruel, condenando milhões de pessoas a fome e a miséria.
O PIB cresceu de R$ 1,5 trilhões em 2002(FHC) para mais de R$ 5 trilhões em 2014(Lula/Dilma)
A massa salarial aumentou de R$ 635,7 bilhões 2002(FHC) para R$ 1,44 trilhões em 2013(Lula/Dilma), e deve ficar acima dos R$ R$ 1,6 trilhões em 2014, em função dos aumentos reais do salário e do aumento do emprego formal.
Desde de 2003 ocorre um aumento espetacular do aumento do consumo da famílias, principalmente em função da redução do desemprego, e consequente aumento das pessoas com emprego com carteira assinada(férias remuneradas, FGTS, licença médica remunerada, licença maternidade remunerada, aposentadoria, 13o. salário, PIS e acesso ao crédito).
Além da redução do desemprego, o aumento real dos salários, o aumento real do salário mínimo e a ampliação do crédito, também contribuíram para o aumento consumo da famílias no Brasil, mas sem dúvida o principal responsável é o aumento do emprego com carteira assinada,pois além de aumentar a renda das famílias, passaram a ter acesso acesso a linhas de crédito mais barato o que ampliou exponencialmente o consumo das famílias.
Basta visitar os aeroportos, tanto na ala de voos nacionais como de voos internacionais, andar pela principais avenidas, ou pelo principais centros comerciais, é nítido o aumento do consumo em relação aos tempos dos governos de FHC.
Em função da queda do dólar no Brasil, parte significativa do aumento do consumo das famílias foi atendida por produtos importados, o que limitou o crescimento do PIB.
Com uma correção gradual da taxa de câmbio, a substituição de parte das importações vai possibilitar um aumento no ritmo de crescimento do PIB, das horas trabalhadas, do emprego com carteira assinada e da renda das famílias.
Empréstimos do BNDES geram emprego e renda, temos a Friboi e BRF que são os maiores produtores mundiais de carne bovina e de frango do mundo, a Embraer uma empresá de renome internacional.
Além disso, cerca de 30%,mais de R$ 60 bilhões anuais dos empréstimos do BNDES se destinam a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).
O BNDES é o principal financiador dos projetos de biocombustíveis, inclusive o etanol de segunda geração que já está em fase implantação de plantas piloto, e todos contam com o apoio do BNDES.
O Brasil é líder mundial na produção de biocombustíveis, o governo de Presidente Lula implantou o Biodiesel no Brasil em 2004,com a adição de 2% Biodiesel ao diesel de petróleo, hoje a adição de biodiesel está em 6% e passará para 7% em novembro.
Os biocombustíveis são fundamentais para o que seja possível gerar um excedente de petróleo e derivados e equilibrar as contas externas, onde o aumento da produção nos campos localizados na camada do pré-sal e a conclusão das novas refinarias que estão em construção desempenham também um papel fundamental.
A indústria de equipamentos para a geração de energia eólica esta sendo implantada no Brasil, que está se tornando um dos maiores mercados de equipamentos para geração de energia eólica, com apoio do BNDES gerando impostos, emprego, renda e é claro, energia elétrica..
Também com apoio do BNDES, a indústria naval para atender as demandas do pré-sal já esta instalada no Brasil e em fase ampliação, gerando imposto, emprego e renda.
Várias novas fábricas de automóveis estão se instalando no Brasil, inclusive no nordeste, quase todas com apoio do BNDES.
O Governo da Presidenta Dilma Rousseff, já realizou importantes desonerações fiscais, como na folha de pagamento, na redução da cide(diesel e gasolina), e na redução dos tributos federais sobre a energia elétrica, o que vai melhorar significativamente a capacidade de competição das empresas instaladas no Brasil.
Falta apenas a redução dos juros da selic para a média dos juros internacionais e uma correção 20% na taxa de câmbio, o que deve ser conseguido no segundo mandato da Presidenta Dilma.
No mais, o Brasil tem excelência na produção de bioenergia, com o etanol combustível e o biodiesel, tem a mais avançada tecnologia para produção de petróleo em áreas marítimas, uma avançada indústria de automóveis e aviões, petroquímica, e vai melhorar a capacidade tecnológica, com o Pró-uni, o Pronatec, Programa Ciência sem Fronteiras
O Brasil ainda tem muito a percorrer no campo tecnológico, mas para isso precisa completar o processo de distribuição de renda, quando isso ocorrer, não haverá mais necessidade das politicas sociais, todos poderão pagar mais impostos, e o estado poderá investir mais em tecnologia e em modernos processos produção de bens serviços.
No momento o Brasil ainda precisa de programas sociais como o Bolsa Família, Pronaf, Pró-Uni, Pronatec e Minha Casa Minha Vida, mas com o aumento real e gradual do Salário Mínimo, em uma década ou duas a maioria destes programas sociais não serão mais necessários, e talvez ai poderemos flertar com o neoliberalismo econômico.
A tentação da legitimidade das urnas e o neoliberalismo econômico
O neoliberalismo sempre considera que mesmo um desemprego acima dos 10%, haverá o restante dos 90% das pessoas em alguma atividade econômica, é dessa parcela que vai buscar o apoio político para manter o pacote de maldades, da recessão e do desemprego.
Evidentemente tudo é possível, mas se fosse para deixar tudo como está, bastaria a os grupos econômicos e a maior parte da grande mídia apoiar o Governo da Presidente Dilma, deixando a disputa da oposição e a alternância de poder apenas para a disputa partidária.
O que a aposição busca é antes de mais nada interromper o atual processo de distribuição de renda e de fortalecimento do mercado interno, e criar um novo modelo econômico baseado numa plataforma de exportações, e redução do mercado interno para reduzir as importações e manter o equilíbrio na balança de pagamentos, onde a redução do salário real e o aumento do desemprego e a redução da carga tributária são fundamentais para garantir uma redução nos custos das empresas instaladas no Brasil.
Nesse ambiente econômico, de redução da carga tributária para as empresas e queda demanda interna, o ajuste fiscal se torna necessário para a obtenção do equilíbrio fiscal das contas públicas, onde a demissão de funcionários públicos e redução dos gastos sociais serão utilizados para compensar a queda da arrecadação provocada pela queda da demanda interna.
Tudo terá que ser feito rapidamente, nos primeiros meses e muito provavelmente na forma de um choque na economia, por dois motivos, primeiro para aproveitar a legitimidades das urnas e depois com o apoio dos que mantiverem o emprego ou alguma atividade econômica, afastar o risco de volta do PT nas eleições de 2018.
evandro condé de lima
29 de setembro de 2014 11:53 amConcurso Públicos.
Há poucos dias um post aqui discutia sobre os currículos do ensino médio – que hoje simplesmente prepara para o aluno prestar vestibular. Interessante que naqueles dia discutia com colega de trabalho da talvez necessidade de se ampliar o tempo dos alunos de escola (anos mesmo, além do tempo na escola). Evidentemente que um currículo único é ridículo, um multifacetado seria muito mais realista em termos de preparo do indivíduo para a vida, ou lida, mas de implantação difícil, longa e que realmente mereceria uma discussão prolongada – jamais no estilo brasileiro: publique-se e cumpra-se.
Mas recentemente algo me chamou também a atenção: pesquisando concursos públicos, vê-se que exige-se licenciatura para poder lecionar para primeiro ou segundo grau. Eu pergunto com toda sinceridade se realmente fará diferença o indivíduo ser bacharel. Em que se baseia esta condição? será exigência do MEC? Existem dados que mostrem quão melhor é um professor licenciado? Alguma coisa me diz que é mais umcaso típico- como citei- do publique-se e cumpra-se, sem necessidades de justificativas ou dados para corrobar.
MiriamL
29 de setembro de 2014 12:59 pm“Occupy Central” leva 80
“Occupy Central” leva 80 mil pessoas às ruas de Hong Kong em protestos por mais democracia
Redação | São Paulo – 28/09/2014 – 12h00
Mobilização deverá continuar ao longo desta semana; polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar multidão
Após o governo central chinês limitar quem poderá se apresentar como candidato nas eleições de Hong Kong de 2017, jovens, partidos políticos e organizações da sociedade civil chamaram um protesto de desobediência civil em favor de mais democracia no território. Para dispersar os cerca de 80 mil manifestantes reunidos neste domingo (28/09) no centro financeiro da cidade, policiais utilizaram gás lacrimogêneo.
Agência Efe
Estudantes fazem barricadas com restos de cercas de proteção no centro financeiro de Hong Kong
Os manifestantes começaram a se organizar após o anúncio de que será criado um comitê com membros apontados por Pequim para escolher os candidatos ao governo de Hong Kong nas eleições de 2017. Além disso, a comissão manterá controle sobre os candidatos, oferecendo a possibilidade de apenas dois ou três presidenciáveis para o pleito.
As medidas quebram o acordo feito em 1997, quando a cidade deixou de ser colônia britânica e passou a ser controlada pelo governo chinês. O acordo previa que a cidade teria eleições abertas e sufrágio universal em 20 anos.
Para tentar reverter a situação, estão sendo realizados diversos protestos. Para esta semana, os manifestantes planejam mobilizações maiores.
Vários grupos estão se organizando para permanecer na região, inclusive com alimentos e água. Neste sábado, a polícia desocupou a sede do governo da cidade, que havia sido tomada pelos manifestantes, como informou a BBC.
Agência Efe

Policia usa gás lacrimogêneo para conter multidão em Hong Kong
Manifestações são comuns em Hong Kong e costumam ser pacíficas e bem organizadas. Há o temor, no entanto, de que elas possam sair do controle devido à magnitude das convocatórias.
Um porta-voz do escritório para Hong Kong e Macao do governo central chinês manifestou confiança de que Pequim vai lidar com as manifestações de acordo com a lei. Pequim “se opõe firmemente a toda atividade ilegal que prejudique o mandato da lei e ponha em perigo a paz social”, disse o porta-voz mencionado pela agência oficial Xinhua.
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/38020/occupy+central+leva+80+mil+pessoas+as+ruas+de+hong+kong+em+protestos+por+mais+democracia.shtml
Marcos RTI
29 de setembro de 2014 1:08 pmCláudio Guerra, um matador arrependido
Do Observatório da Imprensa
Cláudio Guerra, um matador arrependido – Observatório da Imprensa
O Observatório da Imprensa traz uma entrevista especial com o ex-delegado do Dops Claudio Guerra, matador implacável de quase uma centena de pessoas.
Na Comissão Nacional da Verdade, o ex-policial, poderoso dos anos 70 e 80, contribuiu para o esclarecimento do atentado do Riocentro e a morte da estilista Zuzu Angel em acidente de carro. Os dois com o envolvimento dos agentes de repressão do DOI-CODI do Rio de Janeiro.
Em entrevista ao apresentador Alberto Dines, o hoje pastor Claudio Guerra, conta como migrou do Esquadrão da Morte para eliminação de esquerdistas em 1973, no auge da repressão política.
Ele foi o homem de confiança do coronel Freddie Perdigão, chefe do SNI, responsável por dezenas de vítimas durante os 21 anos do Regime Militar.
Ele detalhou como descobriu uma maneira de ocultar os cadáveres da esquerda: incinerando os corpos em uma usina de açúcar em campos, no Rio de Janeiro.
No programa, Claudio Guerra faz um apelo à Comissão Nacional da Verdade para aprofundar os depoimentos dos envolvidos na repressão. E diz que “não tem como restituir as vidas que foram tiradas, mas pode cooperar com o esclarecimento da verdade e reconhecer que foi um erro. Que não se repita”.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=xOwI7Lc_LKI%5D
Cláudio José
29 de setembro de 2014 2:20 pmPROJETO; O FORMANDO DO (FUTURO) DO BEM
Rio de Janeiro, 29 de setembro de 2014 PROJETO: O FORMANDO DO (FUTURO) DO BEM Caros amigos (as) gosto de ajudar quem precisa de ajuda, por isso vou sugerir um projeto, O FORMANDO DO (FUTURO) DO BEM, onde no final do ano os estudantes, que forem se formar, pediriam aos seus amigos, convidados e padrinhos, que no dia da sua formatura levem latas de leite e fraldas descartáveis para a sua festa, que depois seriam doadas para algumas instituições de caridade, que precisam de ajuda. Amigos (as) precisamos nos unir numa corrente de solidariedade, para ajudar melhorar esse mundo em que vivemos, e juntos nós podemos plantar essa sementinha do bem, pelo Brasil e pelo mundo. Atenciosamente:
Cláudio José, um amigo do povo e da paz.
Andr_e
29 de setembro de 2014 4:06 pmEleição em SP
Nassif, qual a explicação para um medíocre como Alckmin ser imbatível em SP?
BRAGA-BH
29 de setembro de 2014 8:00 pmA ficha caiu
A ficha caiu
A fatalidade de um arrocho doloroso, ganhe quem ganhar, é o novo bordão do jogral do Brasil aos cacos. A receita foi condensada em editorial do Financial Times.
por: Saul Leblon
Nenhuma frase resume de forma tão incisiva o cavalo de pau ocorrido na política brasileira nos últimos 20 dias –a forma como ele se deu, a intensidade do confronto que o desencadeou e os seus desdobramentos para o futuro– quanto o desabafo da presidenta Dilma Rousseff na última 6ª feira.
Em entrevista a um grupo de blogueiros, ‘sujos, ideológicos’, como a eles se refere o higienismo isento, a candidata explicitou assim o divisor que marcará o seu possível segundo mandato: ‘Terei um embate (político) mais sistemático; não serei mais tão bem comportada; me levaram para um outro caminho, que não era o que eu queria’.
Nenhuma liderança responsável escolhe o caminho do embate sistemático como sua primeira opção.
Um chefe de Estado tem obrigação de esgotar as linhas de menor resistência na consecução de seus compromissos.
A rotina de confrontos carente de uma correlação de forças pertinente, não raro imobiliza a sociedade, asfixia a economia, prejudica, em primeiro lugar, os mais pobres.
A história de Dilma não autoriza ninguém a caracterizá-la como uma mulher desprovida de coragem pessoal e política.
São essas referências que adicionam abrangência superlativa ao desabafo da presidenta e candidata.
Mais que isso.
Sua assertiva ecoa um sentimento coletivo no campo progressista. Inclua-se aí o estado de espírito da ala majoritária do PT, da qual faz parte a principal liderança política do partido e do país: Lula.
Em três mandatos presidenciais sucessivos predominou nesses protagonistas a determinação de restringir o confronto direto com os interesses conservadores na faixa de segurança permitida por uma correlação de forças adversa.
O marcador mais significativa dessa adversidade é a própria abrangência da coalizão de governo. O que antes parecia uma contingência administrável –ainda que a um custo político cada vez mais asfixiante— evidenciou nestas eleições os contornos de um ciclo esgotado.
Três fatores convergiram para essa condensação:
1) o desespero conservador com possibilidade de um quarto ciclo presidencial fora do poder –o que poderá significar a morte do PSDB;
2) a redução da margem de manobra na economia, após seis anos de crise mundial, gerando insatisfação e rupturas – entre as quais alinham-se as manifestações de junho do ano passado, e
3) o surgimento de uma candidatura competitiva, capaz de reabrir as portas do poder ao conservadorismo – e a um revival extremado do modelo neoliberal dos anos 90.
No final de agosto esse conjunto formava um aluvião anti-Dilma.
Era tão denso que expoentes do colunismo conservador ejaculavam precocemente a derrota irreversível do ‘lulopetismo’.
O catalisador do êxtase, a candidata Marina Silva, chegou a abrir 10 pontos de vantagem, então, nas enquetes de 2º turno do Datafolha.
O resto é sabido (leia ‘Uma semana para não esquecer’; nesta pág)
O sinal de alarme ensejou no PT o fulminante arremate de uma inquietação disseminada, mas que aguardava o safanão de uma crise para emergir .
Em um encontro de balanço da campanha em São Paulo, dia 5, coube a Lula sintetizar a lição da qual tampouco não se eximia:
‘Nós ficamos economicistas; não nos faltam obras, mas política’, diagnosticou para prescrever o antídoto: ‘Temos que demarcar o campo de classe dessa disputa: é preciso levar a política à propaganda’.
A partir de então a essência radicalmente neoliberal embutida no programa de Marina Silva passou a ser floculada do espumoso caudal de 242 páginas.
O extrato dessa depuração tem sido exposto à luz do sol em uma narrativa pedagógica, determinada a tipificar um a um seus riscos históricos, estratégicos e sociais.
Pertence à mesma mutação em curso o desabafo feito pela Presidenta Dilma na entrevista aos blogueiros, na 6ª feira passada.
Dilma passou a dar nomes aos bois.
Porém, mais que isso.
Anunciou que num eventual novo governo, essa dimensão do embate político, mitigada pela prioridade administrativa da gestão, passará a desfrutar de espaço nobre.
Pode-se argumentar que se trata apenas de um arroubo dirigido a plateia receptiva.
E que tudo voltará a ser como sempre –na verdade, muito pior– caso as urnas de outubro concedam um quarto mandato presidencial ao PT.
Afinal, a fatalidade de um ‘arrocho doloroso’, ganhe quem ganhar, é o novo bordão do jogral do Brasil aos cacos.
É assim que o conservadorismo se calça, diante da eventual vitória do PT, tentando desde reduzi-lo a um frango desossado da Sadia, que só se equilibra espetado em interditos e ajustes incontornáveis.
Ou não será isso que o editorial do Financial Times adianta neste sábado?
Referência dos mercados internacionais –e das pautas nacionais, ao lado da Economist, o diário londrino afirma que a redução em curso na liquidez mundial, por conta da proximidade da elevação dos juros nos EUA, exigirá ‘uma quase inevitável’ e ‘dolorosa correção em países como Brasil, Turquia e África do Sul’.
Por ‘dolorosa’, entenda-se: choque de juros, arrocho fiscal, redução do poder de compra das famílias assalariadas, privatizações (‘flexibilizar o pré-sal’) etc.
Sim, a agenda da frente única do conservadorismo que assessores de Marina e Aécio tem vocalizado às platéias extasiadas de banqueiros e com a qual se pretende depenar o PT num eventual segundo turno em outubro.
A receita vendida pelo conservadorismo talvez fosse inevitável, de fato, se o desabafo de Dilma e de Lula nestas eleições significasse apenas um ponto fora da curva.
Um rompante, e não a trajetória final da ficha que acelerou sua aterrissagem no discernimento do partido nos últimos anos.
O acelerador dessa curva tem um motor turbinado.
Seu combustível é o ponto de exaustão atingido pelas relações entre o partido, seus dirigentes e a mídia conservadora.
Marmorizada de ódio político e desrespeito pedestre, a guerra fria cabocla contra o PT ensejou uma experiência de acuamento até certo ponto nova na existência do partido – ainda que virulenta para saturar um ciclo.
Círculos dirigentes e militantes mais antigos não experimentaram nada parecido antes. Nem mesmo na sua origem, nos anos 70/80, quando operários do ABC se colocaram frontalmente contra o regime militar, em desafio aberto ao poder armado e empresarial.
Sedimentou-se ali, ao contrário, com base em uma cumplicidade que parecia ampla e sólida, a suposição de que haveria da parte da imprensa se não apoio, ao menos respeito com o avanço da luta dos trabalhadores.
Mais que isso: tolerância com a criação de um partido próprio, de recorte socialista ecumênico.
Ancorada na intensidade histórica de uma fase alegre dos consensos democráticos, criou-se assim uma jurisprudência petista.
A mediação com o conjunto da sociedade, embora marcada pela má vontade de chefias e donos de jornais, estava sendo feita a contento pelos meios de comunicação.
Até o 2º governo Lula, o PT nunca incluíra entre as suas prioridades efetivas a d regularizar o sistema de comunicação existente para torná-lo mais plural.
Do mesmo modo, nenhum dirigente histórico deu ao projeto de construção de uma mídia própria, a prioridade política, financeira e mobilizadora devotada, por exemplo, a uma campanha eleitoral.
A proximidade com os jornalistas – muitos dos quais renunciariam a cargos e carreiras para se engajar na construção do partido e nas campanhas eleitorais dos tempos pioneiros- cevou ilusões.
O trânsito fácil com a imprensa sugeria haver espaço a ocupar na caixa de ressonância da grande indústria de notícias.
Um consenso algo ingênuo, algo acomodato enxergava uma margem de manobra nas redações; a cota de tolerância não se esgotara.
A derrota para Collor em 1989, quando a Globo manipulou a edição do debate decisivo da campanha, e deu quase dois minutos adicionais ao ‘caçador de marajá’ no Jornal Nacional, abalou essa inércia.
Mas não construiu uma novo diagnóstico político, forte o suficiente para renovar a agenda em relação ao poder midiático.
A liderança de massa de Lula atingiu seu auge e reverberou no país durante os oito anos que esteve à frente de um governo exitoso no plano social e econômico.
O prestígio esmagador dentro e fora do Brasil empalideceu o cerco midiático diante da obrigatoriedade de se conceder espaço e voz ao Presidente.
O conjunto coagulou o debate petista sobre o papel da comunicação na construção de uma democracia social em um dos países mais desiguais do planeta.
Parecia desnecessário diante dos êxitos econômicos sucessivos que calavam uns e aciavam outros.
Nesse idílio escaparia a Lula e aos dirigentes petistas a brutal transformação em marcha no interior da mídia e na própria composição das redações.
Ao longo de duas década de polarização entre a agenda afuniladora do neoliberalismo e a da implantação de um Estado social tardio no país, o jornalismo brasileiro sofreria uma mudança qualitativa de pauta e estrutura.
A tentativa de impeachment de Lula em 2005, já no ciclo da chamada crise do ‘mensalão’ – que culminaria em 12 de novembro de 2013 com a condenação dos dirigentes José Dirceu e Genoíno à prisão – sacudiu a inércia petista com força pela primeira vez.
O espaço de tolerância acalentado ainda por emissários autonomeados, que traziam recados dos donos de jornais e revistas sobre o preço a pagar por uma trégua na escalada golpista, perdeu eco na cúpula do governo.
Lula, a contrapelo dos punhos de renda do petismo, recorreu então ao movimento sindical.
A palavra ‘golpe ‘ foi entronizada no discurso da resistência – para horror dos que teimavam em buscar um acordo com o dispositivo midiático conservador.
Numa quadra de clamorosa falência do projeto neoliberal, o tridente udenista da corrupção e a demonização da esquerda como sujeito histórico degenerado, pôs-se a campo ainda como mais força, a partir de então.
Tornou-se a pauta-jogral de um dispositivo midiático reestruturado para esse fim.
Qual?
Fazer do segundo mandato de Lula a evidência de que essa dissonância histórica não seria mais tolerada na democracia tutelada pelo poder do dinheiro.
Instalou-se um termidor antipetista nas redações.
A ilusão na mídia como ambiente democrático permissivo à formação da consciência crítica e progressista da sociedade deixou de existir.
A percepção dessa ruptura e os desdobramentos políticos que ela acarreta cristalizaram-se no linchamento midiático que orientou as togas inebriadas pelos holofotes, na Ação Penal 470.
O que Dilma está dizendo agora, portanto, não é um acidente de percurso.
Está sedimentado nas estocadas de uma espiral virulenta que , como ela mesma diz, ‘me levaram para um outro caminho, que não era o que eu queria’.
A ficha da crispação conservadora caiu definitivamente nesta campanha de 2014.
O PT e sua propaganda redescobriram que não se faz política sem definir o adversário, dizer o que ele representa, por que precisa ser derrotado, as perdas e danos de se entregar o país de volta ao poder conservador.
Por enquanto isso é feito na janela que o horário eleitoral abriu ao partido em meio ao monólogo conservador que dá aos dois minutos de Marina uma extensão de horas.
Mas e depois que ela se fechar outra vez?
‘Vou fazer a regulação econômica da mídia’, sacramentou Dilma na entrevista da 6ª feira aos blogs ‘sujos e ideológicos.
Isso não é pouco.
Não apenas pelo efeito esclarecedor que exerce na opinião pública, hipnotizada pelo jogral do Brasil aos cacos.
O que Dilma está vocalizando é uma agenda, não uma medida solteira.
Se socialismo é levar a democracia às suas últimas consequências, a pluralidade da informação que isso requer não pode ser confundida com a disseminação de tablets e celulares de última geração entre os brasileiros.
A disjuntiva que se coloca é entre a livre formação do discernimento político da sociedade ou a sua subordinação a um aparato claustrofóbico de difusão, que se avoca o direito de enclausurar a formação da opinião pública brasileira em pleno século XXI.
Não se trata de uma queda de braço ideológica, tangencial à gestão progressista do Estado.
É um problema do desenvolvimento brasileiro.
A presidenta Dilma incorporou a chave da eficiência às prioridades do seu governo. Com razão: é obrigação progressista zelar pela cuidadosa aplicação dos fundos públicos, erigir um Estado transparente, capacitá-lo a mobilizar recursos e coordenar as ações da dura luta pelo desenvolvimento soberano e e justo.
Durante muito tempo, porém, errou-se ao não afrontar as demais intercorrências da agenda do Estado mínimo.
Entre elas a gororoba ideológica construída em torno da lingerie mais reluzente do conservadorismo: o fetiche da autossuficiência da gestão.
Confunde-se a opinião pública ao endossar falsas convergências redentoras, a exemplo do ‘fazer mais com menos’, que omite a verdadeira luta de sabre para dividir a fatura da crise e instaurar o passo seguinte do desenvolvimento. Ao não distinguir uma coisa de outra, corre-se o risco de endossar a tese que pretende equacionar a desordem atual com poções adicionais do veneno que a originou.
O colapso neoliberal trouxe para o colo do governo uma crise da qual a Nação é vítima e não sócia; as forças progressistas são adversárias, não co-autoras.
O nome da crise não é PT, não é gastança, não é Petrobrás, não é desrespeito ao tripé, como quer a constrangedora declamação de Marina Silva.
O nome da crise é capitalismo desregulado, é supremacia financeira, é a desenfreada ferocidade com que os capitais fictícios exigem um mundo plano de fronteiras livres e desimpedidos , por onde possam transitar à caça de fatias reais de uma riqueza, para a qual não se dispõem a contribuir, apenas se apropriar em espirais de bolhas recorrentes.
A dissonância de um Brasil que se propõe a construir um Estado de Bem-estar social tardio, regulado e soberano, precisa ser sufocada para que o fluxo incorpore esse promissor naco da riqueza mundial ao seu circuito.
‘Não há alternativa’, dizia Margareth Tatcher nos anos 70.
Quarenta anos depois e uma colapso da ordem neoliberal que se ombreia à crise de 1929, é o que continuam a dizer Aécio, a doce Marina e a mídia que os ancora.
É o que continua a pontificar o editorial do Financial Times, a vaticinar ‘um arrocho doloroso’ para o Brasil, ganhe quem ganhar as eleições do próximo domingo.
Os desequilíbrios de fato existem. Não se incorpora 60 milhões de ex-miseráveis e pobres ao mercado sem mexer nas placas tectônicas de uma ‘estabilidade capitalista’ alicerçada em uma das mais desiguais estruturas de renda do planeta.
Há duas opções: avançar dar coerência estrutural e política à emergência desse novo ator, ou recuar e devolvê-lo à margem de origem. Custe o que custar.
Será ‘doloroso’ , avisa o Financial Times,sobre aquilo que Aécio, Marina e o colunismo isento vendem como virtude.
Para fazer diferente não basta buscar atalhos na gestão da macroeconomia.
A macroeconomia não é de esquerda, nem de direita.
Quem adiciona coerência à macroeconomia do desenvolvimento é correlação de forças da sociedade em cada época.
Para fazer diferente do que a frente única do conservadorismo apregoa será necessário coordenar as linhas de passagem de um novo ciclo histórico repactuando metas, concessões, prazos, avanços e salvaguardas com o conjunto das forças sociais.
Isso requer uma mídia pluralista para que possa acontecer. Foi essa sucessão de contingências que fez cair, definitivamente, a ficha histórica do PT em plena eleição de 2014.
A consciência desse aggiornamento estratégico talvez seja uma vitória tão importante quanto vencer no próximo domingo. Porque só assim será possível honrar os compromissos com a sociedade nos próximos quatro anos.
O Escritor
29 de setembro de 2014 8:34 pmCurso de Desintoxicação do Ódio Político
Aviso
Já saiu e está disponível para download gratuito o novo Curso de Desintoxicação do Ódio Político, oferecimento da equipe CBJM a seus alunos.
É um curso teórico-prático. Teórico porque expõe conceitos e princípios relativos à arte da manipulação política, além de fazer uma análise precisa da função da raiva ou do ódio em seus resultados.
E prático porque apresenta técnicas eficientes para conhecer, controlar e, depois, eliminar totalmente os sentimentos agressivos motivados por questões políticas.
Na parte teórica (denominada “explicativa”), nossos alunos terão acesso a revelações inéditas extraídas do ultrassecreto Curso Avançado de Jornalismo Manipulativo.
Na parte prática, conhecerão mais de 20 técnicas de desintoxicação do ódio destinadas a eliminar, em si mesmos, esse efeito colateral indesejável (no caso dos manipuladores) que vem prejudicando sua atividade jornalística.
Aliás, o novo Curso surgiu exatamente da constatação deste problema: além de, corretamente, estimular o ódio nos verdadeiros alvos de sua manipulação política (isto é, os leitores), nossos alunos estavam se contaminando com esse sentimento. Os efeitos psicológicos e sociais da contaminação geraram vários problemas em sua vida pessoal e profissional. Hora de fazer algo a respeito. E nós, cada vez mais preocupados com essa situação imprevista, decidimos agir. O Curso de Desintoxicação do Ódio Político é a nossa resposta.
Um destaque na parte explicativa: a fórmula da manipulação política usada para produzir o ódio na psique dos manipulados. Essa fórmula é responsável pelo chamado “transe manipulativo” (na parte prática, o Curso ensina os nossos alunos a saírem do transe manipulativo criado pela grande mídia nesses últimos anos). O transe manipulativo é o estado no qual nossos leitores pensam sinceramente que estão vivendo num mundo fantasioso (e horrendo), bem diferente do seu mundo real (o cotidiano). Embora a maioria dos brasileiros, na prática, se sinta satisfeita com os caminhos de sua própria vida, vê-se irremediavelmente perdida ao pensar na situação atual do país e no destino trágico que nos espera.
Um destaque na parte prática: a “bala mágica”. Essa técnica praticamente desconhecida pode eliminar o sentimento de ódio em poucos minutos – muitas vezes, para sempre.
Agora, o inevitável legalês, sugerido (isto é, imposto) por nossa equipe jurídica. É bem rápido:
“As técnicas da parte prática deste Curso foram criadas por psicólogos capacitados e visam proporcionar bem-estar emocional a pessoas que se tornaram dependentes da vivência diária de raiva e ódio, por motivos políticos. Apesar disso, não podemos garantir que elas farão somente o bem, em todos os casos, dado que cada sistema psicológico difere bastante dos demais. Aplique as técnicas com critério, parando imediatamente caso sinta ou pressinta qualquer incômodo psicológico além do normal. Não podemos nos responsabilizar pelos possíveis efeitos, caso você continue a aplicar uma técnica nessa situação. Respeite o seu sistema e os seus limites psicológicos.”
Nós de novo. Segundo a nossa experiência pessoal e coletiva, essas técnicas são, sim, infalíveis. Qualquer pessoa normal que as aplicar com zelo conseguirá se livrar dos sentimentos sufocantes de indignação, raiva e ódio, que tanto mal fazem à saúde psíquica e orgânica.
Agora, se você aplicar essas técnicas direitinho e, mesmo assim, continuar sentindo ódio ao menor estímulo proporcionado pela grande mídia ou pelas redes sociais, fazer o quê? Você é um daqueles raros “casos perdidos”, e estará condenado a passar o resto da vida borbulhando em ódio, correndo o risco de sofrer doenças psicossomáticas como úlcera, gastrite, pressão alta e, quem sabe, um infarto (bem feito!), por não conseguir ter o mínimo de autocontrole emocional e de capacidade intelectual.
Mas ao menos tente. Precisamos de cada um dos nossos aliados da grande mídia, em sua capacidade manipulativa máxima, nessa luta derradeira pela mudança do governo central.
Importante
Estamos liberando, de início, a parte explicativa do Curso, com suas 129 páginas. A parte prática será liberada nas próximas semanas, ainda a tempo de permitir a aplicação antes do segundo turno das eleições (e antes das reações definitivas a estas). O hiato é importante para que a base seja bem assimilada por nossos alunos.
Leia com calma, aos poucos, porque esse material, além de secreto, é extremamente elucidativo do tempo presente na grande mídia e na política nacional.
Um serviço CBJM, a favor do Brasil e da civilização.
http://cbjm.wordpress.com/
Mara L. Baraúna
30 de setembro de 2014 1:01 amAtor retira apoio a Marina Silva por recuo em casamento gay
Hulk apoiou Marina Silva, mas já caiu fora
Do Viomundo que, por sua vez, retirou do Muda Mais
Ao que parece, Hulk ficou furioso com Marina Silva. Assim como o programa de governo da pessebista não durou 24 horas, o apoio do ator estadunidense Mark Ruffalo a Marina , divulgado em vídeo pelas redes sociais no domingo, já não existe mais.
Em texto divulgado hoje em seu site, Ruffalo afirma que ficou surpreso ao saber que Marina Silva não apóia o casamento entre pessoas do mesmo sexo. “O que me colocaria diretamente em conflito com ela”, afirmou, lembrando que ele lutou pelo casamento igualitário em seu país e que ele “vê isso como reflexo da qualidade de um candidato”. Ruffalo acabou de lançar o filme The Normal Heart, em que seu personagem é um escritor homossexual que se torna um grande ativista (parece que na vida real também).
Ruffalo declarou ainda que não sabia que ela tinha esta postura quando gravou o vídeo de apoio à candidata. “Eu não posso, de forma consciente, apoiar uma candidata que tenha tal abordagem de extrema direita com relação a questões como casamento gay e direitos reprodutivos das mulheres, ainda que esta candidata tenha intenções certas sobre as questões ambientais”.
Veja abaixo a tradução da declaração de Mark Ruffalo. Para ter acesso à íntegra em inglês, clique aqui:
Olá a todos,
Chegou ao meu conhecimento que Marina Silva, candidata a presidente do Brasil, seria contra o casamento gay. Isso me colocaria em conflito direto com ela. Como vocês sabem , eu luto pelo casamento igualitário no meu país e encaro isso como um reflexo da qualidade do candidato. Eu não sabia que esse era o posicionamento dela quando fiz o vídeo apoiando sua candidatura. Eu tinha visto apenas o debate em que Marina falava que apoiava o casamento gay e só soube posteriormente que seu partido retirou seu apoio à causa. Eu não posso, com consciência, apoiar uma candidata que tenha uma visão de extrema direita em assuntos como o casamento gay e direitos reprodutivos, mesmo se essa candidata está disposta a fazer a coisa certa na causa ambiental.
Eu não sou expert em política brasileira, mas eu posso dizer que os direitos das mulheres, os direitos LGBTQ+ e os direitos ambientais são todos parte de um tipo de visão de mundo com o qual eu me identifico. Ter uma visão de mundo que não inclui essas três posições torna impossível que eu endosse qualquer candidato.
Eu tenho de me desculpar por não ter feito um trabalho melhor ao embasar minha decisão [de apoiar Marina]. Eu peço desculpas se decepcionei alguém ou se fiz alguém pensar que fiz vista grossa para esses assuntos, pelos quais eu sempre lutei.
Nesse momento, seria bom saber, definitivamente, como a candidata Silva se posiciona com relação a esses assuntos, sem termos incertos. A questão está um pouco obscura e incerta atualmente. Até lá, baseado no que pude apreender de algumas postagens aqui, e pelo que está disponível na internet, eu estou retirando meu apoio. Eu solicito à campanha de Marina que não utilize meu vídeo de apoio até que eles afirmam seu apoio ao casamento gay e aos direitos reprodutivos das mulheres, ou que deixem claro seu posicionamento sobre esses assuntos. Sem isso, meu apoio é nulo e vazio.
Eu peço desculpas à campanha de Silva por não ter tido melhor conhecimento de suas políticas e por haver criado essa incoveniência. Eu fiquei desapontado ao ver seu apoio ao casamento gay ser retirado por seu partido no dia seguinte ao discurso de apoio. Eu peço que levem meus votos em boa fé.
Sinceramente,
Mark Ruffalo
Alan Souza
30 de setembro de 2014 1:06 amPanfleto que está circulando
Panfleto que está circulando aqui em Brasília. A campanha dos “candidatos da família” está batendo forte em cima de temas como aborto e casamento homossexual. Gim Argello tem um panfleto em que ele se apresenta como o “candidato da família”, com as bençãos de um tal de Padre Moacir (http://gim144.com.br/santa-missa-com-padre-moacir/).