
Sugestão de Romério Rômulo
O assessor de Marina Silva, um sábio em pré-sal
da Folha
Eduardo Giannetti
Pré-sal
O dinheiro do pré-sal, que maravilha, começou a jorrar. O bônus de assinatura do leilão de Libra, o maior campo petrolífero brasileiro, rendeu R$ 15 bilhões à União. O que foi feito da bolada? O governo Dilma, sem a menor cerimônia, incluiu a receita no orçamento fiscal e serviu-se dela para mascarar o descumprimento da meta de superávit primário em 2013.
A moda pegou. Agora o “Valor” (18/9) informa que o governo incluiu os ganhos de receita com novas licitações do pré-sal –bônus de assinatura do campo de Pau-Brasil– no orçamento de 2015 enviado ao Congresso. São mais R$ 4 bilhões que servirão para maquiar o rombo fiscal.
A destinação dos recursos do pré-sal entrou na pauta da eleição. O debate é da maior relevância. A questão central, porém, não foi sequer tocada pelos candidatos.
Antes de discutir se devemos gastar mais nisto ou naquilo –ou quanto deveria ficar a cargo deste ou daquele ente federativo–, é imperativo responder: qual será o modelo de gestão financeira da fabulosa riqueza? Noruega ou Venezuela?
Estoque e fluxo. O pré-sal é um estoque finito alojado no fundo do mar. À medida que for sendo extraído, ele gerará um fluxo de receita em moeda forte. Parte dela será usada para cobrir os custos e financiar novos poços. A questão é como administrar o excedente.
Dois caminhos se oferecem. O fluxo de renda gerado pela venda do petróleo será imediatamente gasto na outra ponta assim que o dinheiro for entrando? Ou ele será usado para construir um patrimônio –um novo estoque de riqueza–capaz de gerar um fluxo permanente de renda para as gerações futuras?
A disjuntiva traduz a diferença entre a pobreza e a riqueza das nações.
A regra de ouro é simples. No modelo norueguês, a receita do petróleo alimenta um fundo soberano que fica fora do alcance dos políticos. Só o retorno dos investimentos do fundo entra no orçamento e financia o gasto público de acordo com as prioridades dos governantes eleitos. Em vez de gastar o dinheiro que não têm, eles optaram por não gastar o dinheiro que têm. Não é à toa que são ricos.
A Venezuela bolivariana, ao contrário, optou pela gastança em nome do “tudo pelo social”. Quase 16 anos e mais de U$ 1 trilhão de petrodólares depois (dos quais U$ 300 bilhões gastos em educação e saúde), o país está arruinado: leite, carne e remédios racionados; inflação de 63% ao ano; corrupção desatada; infraestrutura aos pedaços. A bênção resultou em maldição.
Fariam bem os nossos candidatos se, antes de propor como gastar o dinheiro que não temos, eles deixassem claro se a renda do pré-sal irá desaguar direto no orçamento fiscal ou se tornará um patrimônio permanente da nação.
EDUARDO GIANNETTI escreve às sextas-feiras nesta coluna.
snoopy
26 de setembro de 2014 9:01 pmou seja, a campanha da
ou seja, a campanha da presidenta tem razao, eles não querem o dinheiro do pre-sal!!!!
Ivan de Union
26 de setembro de 2014 9:11 pmNao, espere, tem mais! Note
Nao, espere, tem mais! Note a chocante burrice disso:
“O fluxo de renda gerado pela venda do petróleo será imediatamente gasto na outra ponta assim que o dinheiro for entrando? Ou ele será usado para construir um patrimônio –um novo estoque de riqueza–capaz de gerar um fluxo permanente de renda para as gerações futuras?”:
O patrimonio construido com os bilhoes -e quase trilhoes- de investimentos da Petrobras nao contam, ele so os ignora pra dizer que o que esta entrando agora e sendo gasto nao eh exatamente o que ele vai aceitar.
Isso nao eh burrice nao. Eh burrice ao quadrado.
Ivan de Union
26 de setembro de 2014 9:04 pmSorry, periferia. Ou oceis
Sorry, periferia. Ou oceis (ele) eh bom na ironia ou nao eh. E oceis nao eh, ok?
Nao da pra ser ruim nessa jogada psicologica, como nao pra contar piada sem-graca e esperar riso.
snoopy
26 de setembro de 2014 9:10 pmpoxa, só quando escrevo a
poxa, só quando escrevo a favor da presidenta é que o meu comentário sai… perfeito o artigo do giannetti, não queremos ser venezuela.
Carlinhos Marrom
27 de setembro de 2014 12:57 amPerfeito o seu comentário…
Não queremos ser Snoopy
Ricardo Cesar
27 de setembro de 2014 1:53 amsnooppy, a charlie brown!
snooppy, a charlie brown!
Assis Ribeiro
26 de setembro de 2014 9:12 pmA expectativa de poder fez
A expectativa de poder fez muito mal a Giannetti
Surtou
Ataíde Coutinho
27 de setembro de 2014 12:40 pmhahahaha boa Assis !
Diz a lenda que os liberais do patrimonio publico que não tiveram cargos no governo FHC., morrem de inveja dos seus antigos colegas que tinham um terno só e que hoje tem habitos extravagantes que sã vistos como ricos excentricos !
Alessandre de Argolo
26 de setembro de 2014 9:21 pmNenhuma palavra sobre gastos em saúde e em educação
Já previstos em lei como direcionamento dos recursos do pré-sal. Ele escreveu o artigo como se isso não existisse. Fala em “excedente” referindo-se ao que sobra depois dos custos da produção e dos financiamentos em outros poços.
Não entendi direito o que ele tem em mente. Cortar os gastos com saúde e educação já estabelecidos em lei?
Ele está preocupado com o “modelo de gestão financeira” dos recursos “excedentes” do pré-sal.
Que se queira fazer um fundo e investir os recursos excedentes para gerar mais riquezas, isso eu defendo. Mas que não se queira investir em saúde e educação, isso eu não defendo.
O que me chamou a atenção foi o fato dele nada falar sobre esses gastos. Chamou de excedente o que sobra depois de gastos que não são com saúde e educação, mas sim com os custos da prospecção, produção, refino, distribuição e investimentos em novos poços.
Marcelo Castro
26 de setembro de 2014 9:26 pmjênio marinista
O “jênio” compara Brasil (taxa de juros 11%) com Nouega (taxa de juros 1,5%) e conclue que o dinheiro usado em orçamento fiscal deveria cair direto nos bolsos dos rentistas pelo superavit primário. Depois compara o Boing brasileiro que vem cumprindo com louvor suas obrigações sociais com o teco teco venezuelano que a duras penas também vem cumprindo suas metas socias. Faltou o pulo do gato. Anunciar o crescimento do bolo para dividir apenas entre os ricos, já que o “tudo pelo social” é abominável.
nilo walter
26 de setembro de 2014 9:31 pmNão é burrice .
Confunde para
Não é burrice .
Confunde para não dizer que vai entregar tudo aos estrangeiros .
Calvin
26 de setembro de 2014 11:27 pmBom artigo!
E o fato de vários comentaristas näo gostarem e outros näo entenderem só prova isso!
W K
26 de setembro de 2014 11:31 pmAcho que comparar
formiga com elefante, como muito escrevinhador sem caráter o faz, devia dar cadeia!
A Noruega, apesar de ter uma renda per capita de fazer inveja a brasileiros, possui apenas e tão somente uns 5 milhões de habitantes, ou seja menos que meia São Paulo.
A produção de petróleo norueguesa é um pouco menor que a brasileira, como visto aqui:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_produ%C3%A7%C3%A3o_de_petr%C3%B3leo
Ou seja, o Brasil é o 9º produtor e a Noruega o 13º produtor.
Só que o Brasil tem *** quarenta vezes *** mais gente e povo bem mais pobre do que noruegueses, com necessidades ainda não atendidas, como na Noruega.
Ah, e as reservas de petróleo daquelas bandas vão se esgotar em menos de uma década; as nossas reservas – ainda não totalmente dimensionadas – já dão para uns 60 anos. (Meus netos certamente vão se beneficiar!)
Daí, montar um fundo como o norueguês no Brasil é imensamente mais complicado, pois nossas demandas são muito maiores do que as de lá, hoje bem pequenas.
Ou seja, o autor do texto compara elefante com formiga: a formiga pode carregar umas duas vezes o próprio peso, ao passo que o elefante mal e porcamente consegue carregar pouco menos da metade do peso próprio.
Para não confundir: só que um elefante deve pesar tanto quanto vários milhões de formigas juntas.
É então inacreditável como economistas não fazem essas continhas.
Ricardo Cesar
27 de setembro de 2014 1:50 amFAvor fazer um desenho bem
FAvor fazer um desenho bem feitinho , se não o senhor gianetti não entende!
Heart
26 de setembro de 2014 11:55 pmO texto fala e fala, mas não
O texto fala e fala, mas não cita que o Brasil tem quase $400 bi em reservas com o PT. Também não diz que a Finlândia não precisou de reserva de petróleo para virar potência econômica.
Me parece que esse senhor quer usar o pré-sal para financiar o superávit e pagar os juros da dívida pública interna. E como batem muito na tecla de baixar inflação (sem aumentar a oferta), acredito que a Selic vai para a casa dos 20% no mínimo.
Marina fala muito em econômia verde, pode apostar que se ela for eleita ela torra bilhões em biomassa, energia solar e eólica e a indústria que se exploda. Aliás, economia verde, jatinhos particulares à parte, rs.
Resumindo, se Marina se eleger vai torrar tanto dinheiro e patrimônio público (ou mais), quanto/que FHC.
maria rodrigues
27 de setembro de 2014 12:40 amEu rezo, ou oro, pra agradar
Eu rezo, ou oro, pra agradar Marina, pra que ela não seja eleita, só pra não ver esse filósofo desconstrundo o pré-sal, no intuito de entregá-lo ao estrangeiro. Graças a Deus as pesquisas andam favoráveis a Dilma, e que continue assim, porque não dá pra engolir Marina de jeito nenhum.
Marcos Antônio
27 de setembro de 2014 1:49 am“A regra de ouro é simples.
“A regra de ouro é simples. No modelo norueguês, a receita do petróleo alimenta um fundo soberano que fica fora do alcance dos políticos. Só o retorno dos investimentos do fundo entra no orçamento e financia o gasto público de acordo com as prioridades dos governantes eleitos. Em vez de gastar o dinheiro que não têm, eles optaram por não gastar o dinheiro que têm. Não é à toa que são ricos.”
A Noruega precisa de bolsa família?
A educação lá não é de qualidade?
Que isso amigo, tem que comparar coisas semelhantes e o recurso é PARA SAÚDE E EDUCAÇÃO!
A grita toda é por que rico tem plano de saúde e estuda onde quiser, eles estão lendo que o dinheiro do présal é PARA SAÚDE E EDUCAÇÃO DE POBRES….
Eduardo Pereira da Silva
27 de setembro de 2014 1:54 amGiannetti ou é muito desinformado ou está de má fé.
Giannetti é desinformado ou está de má-fé. Primeiro que já existe a tal poupança que ele chama de fundo soberano, somente que aqui, justamente na Lei que trata do formato de partilha do pré-sal essa poupança de longo prazo é chamada de Fundo Social.
Segundo que ela tenta confundir o lance para participar dos leilões do blocos como se fossem royalts, sendo que uma coisa não tem nada a ver com outra, com isso ela tenta dizer que os royalts poderiam ser desviados para cobrir eventuais rombos fiscais. Sofisma barato. Na Lei 12.351/2010, podemos ver claramente a poupança de longo tempo que Giannetti diz que não existe. Vejamos no Art. 47, logo em seu primeiro inciso os objetivos do fundo social:
Art. 48. O FS tem por objetivos:
I – constituir poupança pública de longo prazo com base nas receitas auferidas pela União;
II – oferecer fonte de recursos para o desenvolvimento social e regional, na forma prevista no art. 47; e
III – mitigar as flutuações de renda e de preços na economia nacional, decorrentes das variações na renda gerada pelas atividades de produção e exploração de petróleo e de outros recursos não renováveis.
Parágrafo único. É vedado ao FS, direta ou indiretamente, conceder garantias.”
Outro ponto, ele fala que é preciso usar essa poupança (que ele desconhecida que já existe na lei que criou o formato de partilha do pré-sal) com o critério de ser utilizado o rendimento do capital aplicado. Novamente, ele além de ignorar que já existe essa poupança, também ignora que o Fundo Social, como é chamado essa poupança de longo prazo, que a utilização dessa poupança será exatamente dos rendimentos do capital nela aplicados, basta ler o art. 51, caput, da “Lei do pré-sal” que já citei. Vejamos:
Art. 51. Os recursos do FS para aplicação nos programas e projetos a que se refere o art. 47 deverão ser os resultantes do retorno sobre o capital.
E para esclarecer o nobre cidadão, apena no início da formação do fundo social é que poderá o governo usar parte do capital e não dos rendimentos, mas isso é SOMENTE no início da criação do fundo social e debatido pelo congresso, conforme determina a lei já citada no seu artigo 51, parágrafo único:
“Parágrafo único. Constituído o FS e garantida a sua sustentabilidade econômica e financeira, o Poder Executivo, na forma da lei, poderá propor o uso de percentual de recursos do principal para a aplicação nas finalidades previstas no art. 47, na etapa inicial de formação de poupança do fundo”
Ele desconhece que o resultado do petróleo extraído do pré-sal (claro que retirada à margem de lucro das petroleiras – sendo que deste lucro elas que decidam o quanto vão investir em novos poços e quanto irá para distribuição de realização de lucros entre os acionistas – e isso é política interna de cada petrolífera que componham o consórcio de cada bloco do pré-sal) o restante (salvo pequenos detalhes que demoraria demais descrever) forma o Fundo Social que é dividido, justamente em 50% PARA POUPANÇA DE LONGO PRAZO (o que Giannetti diz que não existe, mas que já está criado na Lei) e os outros 50% vão para os royalts, para educação e saúde, na proporção de 75% para educação e 25% para a saúde
Giannetti fala do que desconhece e não entende. Usa de sofismas para enganar o leitor querendo dizer que os royalts do pré-sal poderia ir para cobrir eventuais déficits fiscais (mas não pode, pois estes já tem destino certo garantido por lei) e ainda fala de criar o que já está criado por lei que é a tal poupança de longo prazo feita com esses recursos.
Resumindo, Gianetti é um ignorante, pois lhe dou o beneplácito da dúvida de que ele ignore o tema, pois se não ignora o que já está na lei estaria agindo de má fé mesmo.
Gilberto Jorge
27 de setembro de 2014 3:35 amDúvida
Alguma dúvida?
Ciro Daraujo
27 de setembro de 2014 3:34 amA melhor mentira é a quase
A melhor mentira é a quase verdade.
Boa parte do que o Gianetti fala é verdadeiro. Existe sim a preocupação com o rendimento do pre-sal, e para isso foi instituído o Fundo Social. Existe também a preocupação com a doença holandesa com a entrada de moeda forte desproporcional no país (e realmente o modelo Norueguês de Fundo é bastante interessante). Tudo isso é verdade. Existe também uma total falta de responsabilidade na administração dos recursos vindos do petróleo em… basicamente todos os grandes produtores com excessão da Noruega. Não é que o Kuwait ou a Arábia Saudita sejam modelos de sociedade mas só se fala da Venezuela, afinal de contas, é para alfinetar ideologicamente o governo atual.
Também é verdade que o atual governo pratica sistematicamente a contabilidade criativa para fingir que faz superavits que não existem de fato. Essa para mim é a MAIOR crítica economica a se fazer, e acho um enorme erro se esse governo voltar a fazer isso esse ano. Para mim seria muito melhor o governo admitir que, devido a situação de crise internacional e a necessidade de investir, não conseguiu realizar os superavits esperados.
O governo FHC privatizou e se falava que com o dinheiro da privatização iriamos pagar a dívida pública. Acontece que houve a quebradeira de bancos e o necessário PROER para não piorar ainda mais a nossa situação (e, de fato, uma das razões pelas quais a quebradeira da última crise não chegou aos bancos brasileiros foi a maior regulação do mercado que foi estabelecida com as lições do Proer). Resultado, privatizamos e aumentamos a dívida, o PSDB (e não me recordo se o Eduardo Giannetti estava no governo na época, mas seu irmão estava com certeza) dizia que era por questão conjuntural. Conjunturas só ocorrem em governos do PSDB, parece.
Agora a questão é… confundir a renda proveniente da concessão e não dos royalties é uma tentativa de confundir com o leitor. Pois é confundir fluxo com aporte e para fingir assim para o público que não existe o Fundo Social já previsto na legislação atual.
Agora eu devolveria a questão final do Gianetti. Eu não quero ser Venezuela…. prefiro ser Noruega. Agora temo que o governo Marina faça um gestão economica da questão do petróleo mais próxima da Arabia Saudita ou do Kuwait, entregando tudo para as empresas multinacionais.
Marcos K
27 de setembro de 2014 10:39 amO cara é de uma ignorância
O cara é de uma ignorância atroz, ou utiliza de má fé mesmo. Nem vou comentar o caso norueguês, mas o venezuelano. Sempre foi um país problemático, mas ele não diz que a PDVSA sempre foi utilizada para engordar alguns graúdos do país enquanto o restante da população vivia na mais abjeta miséria, antes, prefere condenar os gastos sociais obtidos com a renda do petróleo. Essa é a cabeça desse tipo de economista de araque, que só vê os lucros e como produtivos apenas os gastos com os ricos. Não precisamos de gente assim.
Maria Luisa
27 de setembro de 2014 10:39 amIncompreensão
Eu até ia comentar mais em detalhes, sobretudo a boboca mania de comparação com a Noruega de um lado e a Venezuela Bolivariana de outro (deve ser doença), mas não adianta. A cabeça de Giannetti e de seu circulo so vê isso ai mesmo. Eh o mesmo pensamento que impera no Brasil de quando o Pais ainda era império.
hugo1
27 de setembro de 2014 10:43 am1 trilhão de petrodólares
1 trilhão de petrodólares depois (dos quais U$ 300 bilhões gastos em educação e saúde)
O maior dos pecados para um neoliberal é o dinheiro público ser gasto em educação e saúde.
Aqui na minha cidade, governada por um tucano está havendo problemas de caixa. Recentemente o prefeito anunciou cortes na… saúde e educação para reequilibrar as contas.
Choque de gestão.
João Luiz Marcelino
27 de setembro de 2014 1:00 pmPré-sal
Meu velho pai dizia: Tudo que começa errado, terminará errado.
Or argumentos de Gianotti, já começam mortos.
Em nada, mas em nada mesmo há que se comparar Brasil com Noruega. A Noruega não tem 500 anos de espoliação do povo trabalhador.
Lá, tudo está no seu lugar, todo povo incluido, a educação há decadas como deve ser. Alem do que é um paizinho de meio metro, comparado ao Brasil.
O que ele faz é como se comparasse, tecnologia de Uganda, com Americana. Ou o futebol de Tahiti com o da Europa ou Brasil.
Discurso falacioso, de nascimento.
Abração
João Luiz
Cunha
27 de setembro de 2014 10:57 amO MUNDO SEGUNDO GIANNETTI, ou
O MUNDO SEGUNDO GIANNETTI, ou sou vidrado na política imperialista e no neoliberalismo
Almocei com um amigo jornalista um dia desses e ele colocou na conversa, por uma fração de minuto, Eduardo Giannetti, o principal economista de Marina.
“Lembra que ele não declarava o voto e você ficava bravo com isso?”
Meu amigo se referia aos dias em que nós dois dirigíamos a Exame, coisa de uns quinze anos atrás.
Tinha esquecido.
Mas logo lembrei: Giannetti, como se fosse jornalista da Folha, nos dissera, numa entrevista, que não podia declarar seu voto.
Para mim, ali estava uma mistura de pretensão – como se o voto dele fosse influenciar multidões – e medo de se comprometer.
Naqueles dias, Giannetti era um típico economista ortodoxo, mais um entre tantos filhos de Thatcher.
Não havia nada de substancial nele que o distinguesse de outros da mesma linhagem, como André Lara Resende e Armínio Fraga.
Por tudo isso, não fiquei surpreso quando, agora, encontrei no Twitter uma entrevista de 2003 à revista Época na qual ele apoiou a Guerra do Iraque.
Sim, aquela guerra de Bush e Blair que, sob argumentos que o tempo comprovaria serem mentirosos, transformou o Iraque em escombros e custou a vida de milhares de iraquianos, incluídas tantas crianças.
Não é uma guerra pelo petróleo, afirmou Giannetti.
“Eu consigo entender o argumento moral de quem defende a guerra”, disse ele.
O entrevistador trouxe ao debate a questão dos Estados Unidos como única superpotência.
“Por mais restrições que tenhamos aos americanos, eles exercem a condição de superpotência militar com razoável autocontrole, sem excessos (…). É uma sorte para a humanidade.”
“Uma sorte para a humanidade”?
Talvez para Giannetti, mas para os iraquianos, os afegãos, os iranianos, os paquistaneses etc?
Eles devem agradecer os drones, por exemplo, os aviões teleguiados que matam civis em quantidade copiosa?
Ali, naquela entrevista, estava a alma de Giannetti, sua visão de mundo americanófila, sua fé nos bons propósitos dos Estados Unidos.
No próprio Brasil, segundo essa linha de pensamento, talvez devêssemos ser gratos aos americanos por terem nos livrado, em 1964, da ameaça dos comunistas e nos haverem permitido desfrutar das belezas da ditadura militar.
Terá Giannetti mudado nestes onze anos desde que concedeu aquela entrevista?
O que ele diria agora da Guerra do Iraque?
Não sei. Talvez devessem perguntar essas coisas a ele, ou a Marina.
Também não me surpreendeu, pelo que lembrava dele de meus dias de Exame, o que ele disse numa entrevista nestes dias ao Valor.
Giannetti condicionou os compromissos de Marina em áreas como saúde e educação ao “equilíbrio fiscal”.
Quer dizer: se houver dinheiro, os compromissos serão honrados. Se não houver, serão engavetados. Os eleitores? Esqueçamos.
Esse tipo de compromisso é o melhor que qualquer ser humano pode assumir. Você promete o que quiser. E só entrega se puder.
Marina fala na “nova política”. Giannetti parece nos trazer o “novo orçamento”.
Marina conhece mesmo Giannetti além das superficialidades?
Se não, cometeu um erro extraordinário na escolha.
Se sim, a mudança principal que ela representa é o lado que ela agora defende.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-visao-de-mundo-de-giannetti/
Fabio Passos
27 de setembro de 2014 12:53 pmFala a verdade, seu neoliberal deslumbrado!
A única coisa que a gangue privata sabe fazer é doar as riquezas do Brasil.
Fosse homem… este gianotti admitiria que defende a privatização da Petrobrás e a entrega do pré-sal para os abutres.
marina está cercada de privatas por todos os lados… e foi ela quem aceitou as companhias.
altamiro souza
27 de setembro de 2014 5:57 pmele quer é expropriar o
ele quer é expropriar o pré-sal
para a iniciativa privada e usa falácias
e falsos argumentos comprativos
para conseguir seus objetivos.
de mais a mais essa
questão já está posta em lei.
vladcamp
28 de setembro de 2014 12:37 amNoruega já era desenvolvida quando achou petróleo
A Noruega já era desenvolvida quando achou petróleo. Agora os neoliberais querem que sacrificamos a geração atual e entregar a granda do pré-sal para um fundo administrado por uma banca rentistas.
Quando matreiramente vão querer entregar todo outro de vez.