Jornal GGN – A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro, computadas as operações com recursos livres e direcionados, atingiu 21,1% ao ano (a.a) durante o mês de agosto, após queda de 0,3 ponto percentual (p.p.) no mês e aumento de 1,8 p.p. em doze meses, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
O indicador referente ao crédito livre alcançou 32,2% ao ano, com queda de 0,1 ponto percentual no mês e elevação de 4,1 pontos em doze meses. No crédito direcionado, situou-se em 8% ao ano, após redução de 0,2 p.p. e aumento de 0,8 p.p., nas mesmas bases de comparação.
No segmento de pessoas físicas, o custo médio reduziu-se 0,3 ponto percentual no mês, com alta de 2,7 pontos em doze meses, situando-se em 27,9% ao ano. Nas operações com recursos livres, o custo médio diminuiu 0,1 ponto no mês, para 43,1% ao ano. No segmento de recursos direcionados, a taxa média situou-se em 8,1% ao ano, redução de 0,1 ponto no mês, refletindo a queda de 0,1 ponto nos financiamentos imobiliários e no crédito rural.
Nos empréstimos às empresas, o custo médio alcançou 15,8% ao ano, com variações de -0,2 p.p. no mês e 1,1 p.p. em doze meses. No segmento de recursos livres, a taxa média recuou 0,3 p.p. no mês, ao atingir 22,8% a.a., influenciada pela queda de 0,3 p.p. nos empréstimos de capital de giro. Nas operações com recursos direcionados, o indicador reduziu-se 0,2 p.p. no mês, situando-se em 8% a.a.
Segundo o BC, o spread bancário referente às operações com recursos livres e direcionados situou-se em 12,7 pontos percentuais, após redução de 0,4 p.p. no mês e crescimento de 1,4 p.p. em doze meses. Os spreads relativos aos segmentos de pessoas físicas e de pessoas jurídicas alcançaram 19,1 p.p. e 7,8 p.p., respectivamente. No crédito com recursos livres, o spread diminuiu 0,2 p.p. no mês, situando-se em 21,2 p.p., enquanto nas operações com recursos direcionados encerrou o mês em 2,8 p.p., com queda de 0,2 p.p.
A inadimplência do sistema financeiro, correspondente às operações com atrasos superiores a noventa dias, manteve-se em 3,1%. Nos segmentos de famílias e empresas, o indicador permaneceu estável em 4,4% e 2%, respectivamente. Nas operações com recursos livres, a inadimplência permaneceu em 5%, enquanto no segmento de recursos direcionados elevou-se 0,1 p.p. no mês, situando-se em 1,1%.
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