4 de junho de 2026

Confiança do consumidor apresenta leve melhora

Jornal GGN – O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) avançou 0,7% entre agosto e setembro, ao passar de 102,3 para 103 pontos, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado sucede uma alta de 3% em julho e uma queda de 4,3% em agosto. Como resultado desta sequência, apesar da variação positiva na margem, o indicador de médias móveis trimestrais do ICC mantém-se em ligeira tendência de queda.
 
“Após um período de queda acentuada da confiança dos consumidores até maio, os resultados se tornaram mais voláteis e por isso devem ser analisados com cautela. Em setembro, a melhora deve-se a uma diminuição do pessimismo com economia nos meses seguintes possivelmente relacionada a uma redução de incertezas com o final do período eleitoral.”, afirma Viviane Seda, coordenadora da pesquisa da FGV/IBRE, em nota.
 
Em setembro, a satisfação dos consumidores com o momento presente diminuiu, enquanto as expectativas em relação aos meses seguintes tornaram-se menos pessimistas. O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 2,2%, para 104,8 pontos, atingindo seu menor nível desde maio de 2009 (103 pontos). O Índice de Expectativas (IE) subiu 2,1%, passando a 102,2 pontos, seu melhor resultado desde abril de 2014 (103,6).
 
A avaliação negativa dos consumidores com a situação econômica geral continua afetando a satisfação com o momento presente. De acordo com o levantamento, o indicador que mede o grau de satisfação dos consumidores com a economia no momento recuou -4% em relação a agosto, atingindo 62,8 pontos, mantendo-se no pior nível desde abril de 2009 (56,5 pontos). A proporção de consumidores que avaliam a situação como boa diminuiu de 12,5% para 11,8%, enquanto a dos que a julgam ruim aumentou de 47,1% para 49%.
 
No sentido contrário, houve melhora das perspectivas futuras em relação à economia, com impacto positivo no ICC do mês. O indicador que mede o grau de otimismo com a economia subiu 5,2%, de 90,8 para 95,5 pontos, o melhor resultado desde março deste ano (98,4). Já a parcela de consumidores projetando melhora avançou de 21,1% para 23,7%, e a dos que preveem piora recuou de 30,3% para 28,2%.
 
A Sondagem de Expectativas do Consumidor é feita com base numa amostra com cerca de 2.100 domicílios em sete das principais capitais brasileiras. A coleta de dados para esta edição foi realizada entre os dias 01 e 20 de setembro.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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